Comentários sobre: João Ricardo Dornelles: de golpe a golpe, 1964 e 2016 https://www.ocafezinho.com/2016/06/21/joao-ricardo-dornelles-de-golpe-a-golpe-1964-e-2016/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 08 Jul 2016 06:20:00 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: ALMANAKUT BRASIL https://www.ocafezinho.com/2016/06/21/joao-ricardo-dornelles-de-golpe-a-golpe-1964-e-2016/#comment-184685 https://www.ocafezinho.com/?p=48673#comment-184685 Realmente, entre 1964 e 2016, o verdadeiro golpe foi o do palanque das Diretas Já!

Depois dele só a corja sente o gostinho da qualidade de vida escandinava, enquanto o povo paga tudo!

E golpe militar foi ter entregado o Brasil de bandeja, para quem teve sorte, já que nas ditaduras comunistas, como Cuba, os opositores eram fuzilados sem julgamento!

E do primeiro Rock in Rio para cá, quantos bandidos nasceram, quantos sustentadores de bandidos nasceram e quantas vítimas de bandidos sofreram?

Foi culpa do Regime Militar?

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Por: Cleonice Maria Campos Dorneles https://www.ocafezinho.com/2016/06/21/joao-ricardo-dornelles-de-golpe-a-golpe-1964-e-2016/#comment-183673 https://www.ocafezinho.com/?p=48673#comment-183673 muito bom!! Parabéns!

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Por: Bacellar https://www.ocafezinho.com/2016/06/21/joao-ricardo-dornelles-de-golpe-a-golpe-1964-e-2016/#comment-201722 https://www.ocafezinho.com/?p=48673#comment-201722 Um texto meu de Março de 2015…Ilações que me vieram a mente após ouvir parado no trânsito uma entrevista no rádio de um dos intocáveis da OLJ -particularmente um trecho onde o procurador dizia que em um momento de dificuldades no início da operação, momento de estagnação, uma série de coincidências, atribuídas pelo mesmo a uma “força maior”, destravou a operação. Ele se referia a Jeová mas em minha cabeça imediatamente pensei; os gringos…De novo os gringos – para usar o Temerês; ei-lo:

“Ninguém pediu minha opinião mas vou dar mesmo assim.

Por que 200 mil pessoas estiveram domingo na Av. Paulista e a mídia corporativa nacional e estrangeira noticia que “1 milhão de brasileiros foi a rua pedir a saída de Dilma”?

Não creio quando se tratam de grandes acontecimentos capazes de mudar o rumo da história de uma sociedade que um único fator isolado seja capaz de dar início a tais processos. Eventos radicais surgem da somatória de fatores convergentes.

O que quebrou o pacto daquilo que o André Singer define por lulismo (o acordo entre oligarquia e governo trabalhista gerando altos rendimentos para o primeiro grupo e distribuição de excedentes para a população mais humilde via programas sociais múltiplos)? Se explica somente pela queda do preço dos principais produtos de exportação nacional e diminuição de demanda interna pelo endividamento familiar após um ciclo de expansão? Penso que esses fatores contam sim mas sozinhos não explicam toda a intensidade da movimentação orquestrada para dar fim ao ciclo petista.

Estabelecendo como marco inicial do desgaste da presidente, que até então encontrava-se em situação confortável nas pesquisas de popularidade, as manifestações de Junho de 2013 devemos nos ater ao período que antecede esse ponto de inflexão.

Dois “oponentes” de peso inigualável são contrariados em seus interesses nesse período; sistema bancário/financeiro e transnacionais petrolíferas.

Em Janeiro de 2013 o governo federal tentando combater a draconiana taxa de juros, que trava a indústria nacional por nos tornar pouco competitivos em relação à transnacionais que se financiam a um custo muito menor e sangra uma parcela pornográfica do orçamento da união, leva a Selic para seu menor índice desde a criação do COPOM; 7,12.

Ainda no segundo semestre de 2012 o governo também se esforçava para atenuar o problema do juro real através da diminuição do spread bancário via BB e Caixa. Ao derrubar o spread dos bancos públicos logicamente os privados seriam obrigados a diminuir suas taxas de retorno para evitar uma fuga em massa de correntistas.

Não posso deixar de imaginar as veias saltadas nas têmporas dos distintos engravatados membros da FEBRABAN em suas reuniões ao citar o Governo Dilma. Imagino que possivelmente foram os primeiros a lhe dedicar a mimosa adjetivação que hoje se encontra na boca do povo desinformado: “Vaca”.

Para tais senhores o fato do brasileiro, digamos um cliente do marinista Itaú (mas poderia ser qualquer outro banco), pagar uma taxa anual de 63,25% (2009) não causa a espécie que causa um governo buscar destravar a economia mexendo em seus sagrados cofres, ou melhor, em suas sagradas taxas de retorno.

Mas não eram apenas rentistas, banqueiros e financistas que vinham sendo contrariados pela obstinada cartilha desenvolvimentista da ex-aluna de Maria da Conceição Tavares; um inimigo ainda mais indigesto naquele período estaria também prestando homenagens a Dilma em seus salões fechados; os CEOS das grandes transnacionais petrolíferas ao constatar que o Brasil buscava romper com o longo histórico de entreguismo total de seus recursos do subsolo devem ter igualmente se referido em baixos termos à Mrs.Rousseff: “Fucking Cow”…

Em novembro de 2012 (o ano em que o mundo não acabou) Dilma sancionava a lei de distribuição dos recursos do petróleo sob o regime de partilha. Uma afronta imperdoável. Falamos afinal aqui de uma companhia com reservas estimadas que podem chegar ao volume de 300 bilhões de barris.

A Presidente inicia 2013 com taxas elevadíssimas de aprovação popular em todos os institutos de pesquisa. Em 6 meses com o Brasil em vias de colapso social seus índices estariam no chão. Não eram 20 centavos…

Teoria conspiratória? A ideia de teoria conspiratória, seja lá quem a desenvolveu, foi genial. Toda essa bobajada de illuminattis, repitilianos e outras idiotices do gênero imediatamente jogam no lixo qualquer análise para além dos fatos escancarados, repisados e com autenticação em cartório. A mais simples e clara ligação de pontos que qualquer analista possa fazer, análises óbvias, ganham o carimbo: Maluquice conspiratória. É genial.

Vamos colocar mais um elemento no caldeirão? National Security Agency. NSA. Seus principais alvos no Brasil? Mrs.Rousseff e alto escalão da Petrobrás. Talvez seja um delírio meu porém acho, só acho, que o cartel petrolífero tem alguma entrada nas agências do governo yanke, alguma influência na política externa estadunidense…Só um feeling mesmo…

Também não creio que a expansão da relação do Brasil com Rússia, China e Índia e a criação do Banco dos Brics tenha aumentado a popularidade do Governo petista em Washington. “Moeda de conversão alternativa ao dolar? Hell no motherfuckers!” Devem ter pensado os velhos falcões.

Se seguirmos ligando os pontos temos um governo a partir do segundo semestre de 2012 “marcado para morrer” pelos banqueiros brasileiros, petrolíferas transnacionais e governo estadunidense. Que troika macabra companheiros. PSDB, Folha, DEM, Globo são jagunçada. Funcionários. Só agem após o aval superior. O buraco é mais em cima.

Agora só mais um pontinho: Início de 2014 (ano eleitoral) um paladino da justiça, lá das bandas das araucárias, investigando um singelo posto de gasolina descobre o maior esquema de corrupção da história da Via Láctea. Perdoem minha veia conspiratória mas não posso deixar de especular…O que será que a NSA fez com toda a informação colhida em sua espionagem à Petrobrás? Engavetou? Não foi incrível como setores da polícia sabiam quem chamar e com o que pressionar os depoentes?

Talvez levando esse histórico recente em conta possamos entender a escolha de Levy, bandeirinha branca de arrego para os banqueiros pelo menos, talvez isso explique a tirada de pé na política desenvolvimentista e a tentativa de voltar à paz e amor da era Lula. Trata-se de uma tentativa de rearranjo do acordo PT-oligarquia.

Porem do ponto de vista da elite financeira brasileira e de seus ideólogos e patrões transnacionais não acredito que qualquer acerto seja tolerável. Dilma abusou da insolência. E vão descarregar tudo que tem em cima do governo. Bateria após bateria.

Vai ser duro esse 2015.”

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Por: sensat0 https://www.ocafezinho.com/2016/06/21/joao-ricardo-dornelles-de-golpe-a-golpe-1964-e-2016/#comment-183609 https://www.ocafezinho.com/?p=48673#comment-183609 Em resposta a Maria Thereza G. de Freitas.

Sinceramente, a “peça vácuo” em tudo isto é esta. Sou historiador e, com um mínimo de análise, previ a grande chance do golpe, com quase todas as peças “elitistas” que o viabilizaram, logo após a confirmação da Presidente pelas urnas. Contudo, pensei até que a ABIN poderia contra-ofender o golpe, em parceria com as agências dos BRICS, especialmente a Russa. Será que, assim como a PF, a Inteligência brasileira contribuiu com o golpe? ninguém cita, nem como bom ou mal, a ABIN ao longo dos últimos anos.

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Por: Maria Thereza G. de Freitas https://www.ocafezinho.com/2016/06/21/joao-ricardo-dornelles-de-golpe-a-golpe-1964-e-2016/#comment-183596 https://www.ocafezinho.com/?p=48673#comment-183596 narrativa perfeita, doída e realista. Mas pergunto: onde andava a ABIN esse tempo todo? foi cooptada também?

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