Comentários sobre: Brexit, Zizek e a esquerda necessária https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 14 Apr 2020 19:09:09 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Rita Lama https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-184048 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-184048 Acho que e ainda cedo para chegar a conclusoes. Na verdade, tudo indica que os maiores vencedores sao os EEUU, e que talvez tenham sacrificado o Reino Unido para se reafirmar na UE.

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Por: Jorge Milan https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-183996 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-183996 A questão é mais complicada do que se apresenta, pois a UE está cada vez mais dependente dos investimentos realizados em vários países sub-desenvolvidos, como o Brasil, quanto em países desenvolvidos. Sem contar com a exploração de muitos países, e que não existe como antes. A crise de 2008 ainda está gerando frutos (quebras), tanto na UE como nos EUA, entre outros países. Os norte americanos estão conseguindo se recuperar com a transferência dessa perda para os países periféricos, uma vez que a produção de riqueza, sem contar a credibilidade do mercado, dele é muito grande, com isso consegue contornar parcialmente esse problema. O problema é a China, com sua grande riqueza, uma enorme população. Esse capital humano concentrado em único país, que não deixa ser explorado por outros país, está colocando a China como a maior produtora de riquezas do mundo. Como disse a UE está se enquadrando a política dos EUA, por isso a Inglaterra pulando fora. Os EUA se impondo no continente Americano, por isso esse golpe no Brasil, a política Argentina entre outros países latino. A qualificação da mão de obra em um país é extremamente importante, mas a quantidade de mão de obra desqualificada, também geradora de riqueza , como na China, é fundamental para gerar riqueza também. Em nosso país sempre foi assim, muita mão de obra desqualificada, mas geradora de riqueza, só apenas alguns se beneficiando dela. Em apenas 20 anos a China se tornará a maior potência econômica do mundo. Isso é que está criando todos esses problemas em relação ao capital.

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Por: Canhoto https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-201766 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-201766 No nosso caso, Brasil temos a história de 64 onde Os EUA, abertamente depuseram Jango, mas o que se se deu após foi uma certa dominação dita pacífica. Só que nos últimos anos, a CIA, não é mais o único algoz mundial. Continuam com a mesma receita de desestabilização, vide primavera árabe e o golpe de 2016, mas a dita nova ordem mundial, agora mostra claramente sua cara. O Grande Grupo, vai desestabilizar tudo e a dominação sonhada por Alexandre, os Cezares, Napoleão e Hitler, acontecerá.

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Por: Geraldoribeiro Magela https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-183905 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-183905 pobre dos brasileiros, que pensou que tinha uma esquerda.

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Por: Antonio Passos https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-183902 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-183902 O pensamento ocidental está acorrentado, numa cadeia de pensadores que brincam de “jogar” idéias surradas entre si, sem produzir nada que saia da mesmice.

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Por: Maria Eunice https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-183901 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-183901 Em resposta a C.Pimenta.

Esta na profecia.

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Por: C.Pimenta https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-183899 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-183899 Acho que não está sendo levado em conta os seguidos anos de sofrimento imposto ao cidadão europeu comum pelo falido austericídio e o interminável saco de maldades do neoliberalismo. O BCE dita as regras da UE e os pequenos e médios comerciantes e industriais da Europa estão no limite de tolerância com tantas perversidades. A automática e acrítica submissão da UE aos desígnios dos EUA torna sem sentido a existência de uma comunidade de países que se curva à todas as exigências do governo norte-americano, sendo que o prejuízo fica nas costas dos europeus com as intermináveis sanções econômicas ditadas pelo Império. A UE não foi criada para ser assim.

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Por: Ricardo https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-201756 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-201756 Zizec é esloveno. Não húngaro.

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Por: Pedro Augusto Pinho https://www.ocafezinho.com/2016/06/25/brexit-zizek-e-a-esquerda-necessaria/#comment-183884 https://www.ocafezinho.com/?p=49035#comment-183884 UMA NOVA EUROPA?

“A luta pelo reconhecimento tornou-se
rapidamente a forma

paradigmática de conflito político no fim do
século XX”

(Nancy
Fraser, Justice Interruptus, 1997)

O plebiscito de 23 de junho, no Reino Unido
(UK), que aprovou a saída daquele país da União Europeia não pode ser visto apenas
como uma vitória política da direita, como noticia intimidadoramente grande
parte da mídia. Nem mesmo se atribua, embora possa ter sido uma motivação, a
onde migratória que atinge todo o continente ou à insularidade britânica.

Há um enorme hiato entre o discurso
ideológico e político, prevalecente desde as últimas décadas do século anterior
e a dura realidade cotidiana dos trabalhadores e dos assalariados em geral.

Os mais recentes estudos sociais, políticos e
sobre as instituições vigentes ressaltam não apenas a incapacidade de resposta
quer do Estado quer do mercado às demandas das populações do século XXI, como
as falhas dos diagnósticos com as visões, métodos e princípios que prevaleceram
em quase todo pensamento do século XX.

No editorial de Le Monde, seu diretor Jérôme
Ferroglio afirma que “o pior será continuar como antes”.

Sem intuito dogmático, apenas reproduzindo as
reflexões da Teoria Crítica e da sociologia mais atual, o processo de
globalização, restrito a algumas áreas comerciais e adotado amplamente pelo
capital financeiro, pode ser identificado como a verdadeira causa do que “não pode
continuar”. O Brexit e as numerosíssimas manifestações de protesto que assolam
a Europa são o testemunho do descontentamento.

Mas o interesse da poderosa “banca”, o
sistema financeiro internacional, se espalha pelos veículos de comunicação de
massa, pelas manifestações de políticos, analistas e mesmo pelas academias.
Recentemente, na mesma Inglaterra do plebiscito, professores do Imperial
College e de outros notáveis centros de estudo econômico do UK promoveram um
manifesto em favor do ensino da economia, que, segundo eles, havia sido
substituído naquelas escolas pela “engenharia financeira”.

De início, como observa com clareza o
professor do IUPERJ, José Maurício Domingues (Cidadania, direitos e
modernidade), “não se vislumbram quaisquer políticas sociais que efetivamente
ultrapassem as fronteiras nacionais”.
Talvez esteja aí o sucesso político da “direita” que melhor soube
galvanizar o descontentamento com acenos nacionalistas.

Mas não está apenas aí a sensação invasiva da
globalização. Ela traz o denominado modelo neoliberal, um verdadeiro zumbi do
imperialismo inglês do século XIX. Recordemos os direitos das pessoas. Há quase
um consenso que seriam de três ordens: os direitos civis, de apodítico
reconhecimento, que trata da liberdade individual; os direitos políticos, onde
já se travam controvérsias entre filosofias e escolas; e os direitos sociais,
ainda mais confusos, que o conhecido e recém falecido filósofo Norberto Bobbio
apontava serem o direito ao trabalho, à saúde e à instrução. Mas há quem
identifique num único e abrangente direito: o da cidadania.

O pensamento único, da globalização, do
neoliberalismo, apenas considera o direito à liberdade individual, sem mesmo as
amarras do liberal John Rawls (Uma Teoria da Justiça), pois a banca, que acolhe
e opera com todo capital ilícito do mundo, não tem como é óbvio a preocupação
ética.

O total domínio sobre as políticas
“nacionais” europeias do capital financeiro, na época que se discutem os
direitos intersubjetivos – ecológicos, de gênero, de raça, de religião, constitui
verdadeira agressão e um enorme retrocesso social.

Creio que o diretor editorialista de Le Monde
referia-se a esta condição de subordinação à banca que não mais deveria
prevalecer.

Quanto a nosso País, onde um enorme
retrocesso de toda ordem está em marcha, a “crise”, que acredito ocorrerá com o
euro, poderá ser antecipada e este provisório governo ver-se-á, com mesóclises
e tudo, em ainda maiores dificuldades.

Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado

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