Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

O golpe na Turquia e o Brasil

Por Miguel do Rosário

16 de julho de 2016 : 13h44

(Foto: Reuters).

Análise Diária de Conjuntura – 16/07/2016

Vamos analisar a situação do Brasil a partir da tentativa (felizmente fracassada) de golpe na Turquia.

Ontem, às 19:41, o blog O Antagonista, principal blog da direita brasileira golpista, fez um post curto e grosso sobre o caso, dando o golpe contra o presidente eleito Erdogan como fait accumpli , e praticamente festejando a violação das urnas.

 

 

antagonista_turquia

 

Não aconteceu nada disso. O povo foi às ruas defender o regime eleito. A Europa não ficaria nem um pouco aliviada com o golpe, porque qualquer pessoa de bom senso sabe que um golpe não termina no mesmo dia. Em geral, um golpe dá início a um longo período de instabilidade política, incluindo aí o pesadelo do ocidente: o terrorismo.

Aliás, esse é o principal trunfo do regime democrático: a legitimidade do governo e a paz. Pode ser uma merda de governo, mas é legítimo e se a população quiser trocar, há eleições para isso. Ninguém precisa pegar em armas, chamar o exército ou se tornar homem bomba.

Entretanto, tenho ouvido algumas asserções injustas sobre o Brasil, que eu gostaria de comentar.

Não me refiro, todavia, à declaração do ex-presidente da Turquia, Abdullah Gul, à CNN: “A Turquia não é um país latino-americano. Peço àqueles que tentaram derrubar o governo que voltem a seus quarteis”.

Aí não é uma asserção totalmente injusta, e sim uma verdade dolorosa, embora incompleta, porque – eu quero crer – a democracia em nosso continente é um sistema de valores bem mais arraigado do que na Turquia. Mas, de fato, temos uma elite profundamente golpista e um histórico de governos eternamente fragilizados por sistemas de mídia controlados ideologicamente por Washington.

É triste, mas essa é a imagem do Brasil hoje no mundo. Sujamos não apenas a reputação do nosso país, mas de toda a América Latina, que volta a ser conhecida por seu histórico de golpes de Estado patrocinado por elites impacientes com o processo democrático.

As “asserções injustas” que ouvi nas últimas horas se referem à capacidade do povo turco, que saiu às ruas, para derrubar o golpe, em comparativamente à apatia da sociedade brasileira.

Não é que o povo turco tenha muito a ensinar ao povo brasileiro. Até tem, porque todo o povo tem muito a ensinar a outro. Mas é sobretudo os golpistas brasileiros que deveriam ensinar os golpistas turcos a dar um golpe  bem sucedido em pleno século XXI.

Quartelada não pega bem, e, nos dias de hoje, acaba por mobilizar a opinião pública – doméstica e internacional – contra o golpe.

Um golpe hoje, para dar certo, precisa seguir o modelo testado no Brasil: uma guerra híbrida, baseada sobretudo na construção meticulosa de uma narrativa.

Agora as coisas mudaram: parte significativa da opinião pública mundial agora sabe que houve um golpe do tipo “brando” no Brasil (embora eu não ache que seja brando nada; é um golpe tão brutal como qualquer outro). Mas sabe hoje, depois do golpe consumado (quer dizer, depois do afastamento da presidenta e da quase consolidação do impeachment). Até pouco tempo, a opinião pública internacional apenas sabia que havia enormes “manifestações populares contra a corrupção”, e uma “grande operação policial de combate à corrupção”. Essas informações vinham, naturalmente, da mídia corporativa brasileira.

Uma amiga francesa que vive no Brasil me contou que, quando o golpe foi ganhando corpo no Brasil, ela se correspondeu eletronicamente com seus parentes e alguns amigos, e ficou horrorizada com a desinformação deles. Eles estavam achando legal. Então ela escreveu alguns emails e conseguiu mudar a opinião de quase todos – mas os próprios acontecimentos foram ajudando a trazer mais esclarecimento. Não foi fácil, porém, ela disse. Seu irmão brigou com ela: não queria acreditar quando ela tentava lhe explicar que não era bem assim, que os golpistas é que eram os corruptos, tentando derrubar uma presidenta honesta,  e que as manifestações “contra a corrupção” vinham dos segmentos mais ricos da população, que usaram a corrupção apenas como um pretexto hipócrita para justificar um golpe que levaria ao poder um grupo de políticos infinitamente mais corrupto do que o governo de Dilma.

Ou seja, não há comparação. O golpe no Brasil foi anos-luz mais sofisticado do que o golpe turco. Aliás, a bem da verdade, os golpes latino-americanos sempre foram relativamente sofisticados. Hoje a gente sabe que o golpe de 64 não foi apenas uma “quartelada”. Os Estados Unidos participaram ativamente de sua elaboração. Em vários aspectos, o golpe de 2016 repetiu estratégias usadas em 1964: foram criados  antes e hoje think tanks especializados em demonizar políticas públicas distributivas, em especial através da grande mídia. A diferença principal do golpe de hoje é que talvez não tenha precisado, conforme inclusive entende Dilma, de participação estrangeira. Foi um golpe inteiramente bancado por nossas elites.

A bem da verdade, o golpe de 64 pode até ter tido (e teve, conforme se comprovou) participação dos Estados Unidos, mas também a iniciativa veio principalmente da elite brasileira, dos mesmos setores do golpe de hoje, e com o apoio dos mesmos setores da burguesia.

Em resumo: os golpistas brasileiros têm muito a ensinar aos golpistas turcos. Mas não basta ter as técnicas, é preciso haver uma situação similar a do Brasil, uma hegemonia midiática quase absoluta por parte de meia dúzia de grupos de comunicação, liderados todos por um grupo maior, que exerce assim uma espécie de monopólio ideológico sobre um mercado já oligopolizado. Esse grupo maior (que é a Globo) detêm a maior fortuna familiar do país.

Com esses elementos, pode-se dar um golpe infinitamente mais sofisticado — e portanto com mais chances de ser bem sucedido — do que na Turquia.

Tanto é assim que o golpe no Brasil, mesmo já tendo sido deflagrado, com o afastamento da presidenta, ainda tem munição para gastar. Gilmar Mendes é o presidente do TSE, em breve terá maioria na corte, e tem em suas mãos um plano B no caso do impeachment falhar.

A direita se organizou e elegeu Rodrigo Maia, nome forte do DEM, para a presidência da Câmara dos Deputados. Maia não é uma besta fera como Eduardo Cunha. Ele representa uma direita mais orgânica, mais ideológica, mais firmemente neoliberal.

Para finalizar, reproduzo algumas opiniões postadas no Twitter pelo crítico de cinema Pablo Villaça, que nas horas vagas é um dos meus analistas políticos preferidos.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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32 comentários

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Malzão

17 de julho de 2016 às 08h52

Desculpa mas chamar a Turquia de democracia é achar que a cultura lá é igual de cá. Lá não existe a democracia como.aqui, lá é uma democracia pra dizer pro ocidente que lá são democráticos, o golpe só falhou por que eles idolatram o presidente erdogan, se não o idolatrassem o golpe, na nossa concepção, teria dado certo. Chamar o impeachment da Presidente Dilma de golpe é brincar com nossa inteligência, uma a legitimidade da eleição e dos votos para deixar alguém no poder que aniquilou a Petrobrás e deixou treze milhões de desempregados, e roubou o país por treze anos, é insultar a nossa i inteligência, a carta magna previu o impeachment, e não é golpe, golpe foi a eleição fraudada desse partido corrupto do PT que iludiu os eleitores.

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    Rodrigo Rocha

    18 de julho de 2016 às 16h57

    Disse tudo!!

    Responder

Beth Andrade

17 de julho de 2016 às 01h24

Lá na Turquia não tem Tv Golpe, Tv grobo… o povo não está “dominado” pelo câncer nazifascista… eis a diferença…Se tivessem um deputado corrupto poderoso, que arrastasse 200 com ele através de diversos patrocinadores, com uma emissora de TV forte, um juiz que é endeusado e com uma população idiota que acredita em pato amarelo usando camisa da seleção, nem precisava de militares.

https://www.ocafezinho.com/2016/07/16/golpes-e-golpes-brasil-e-turquia-que-diferenca-o-pt-faz-2/

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    anderson

    28 de julho de 2016 às 14h18

    Piada neh.
    Uma mulher que defendo o PCdoB comentar sobre democracia. kkk
    É uma imbecil no coletivo esquerdista.
    Aqui não houve golpe nem nos dias de hj nem em 64.
    E ja que a globo atrapalha a democracia, mude-se para Cuba ou Venezuela as mídias estatais la dão bem democráticas.

    Responder

Beth Andrade

17 de julho de 2016 às 00h23

O PADRÃO NEOLIBERAL IMPOSTO PELO GOLPE, COM APOIO DE TV GLOBO, MASCARA A CRISE VERDADEIRA, DANDO A FALSA IDEIA DE NORMALIDADE

É A FANTASIA DA NORMALIDADE,
É O FALSO RETRATO DA REALIDADE
E TODOS FICAM SATISFEITOS …

*****
“Esse governo golpista não tem legitimidade para reestruturar o Brasil, da forma como está fazendo. Precisamos deter esse processo.

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Antonio Passos

16 de julho de 2016 às 19h54

Ah desculpe, mas há contrapartidas. O golpe lá foi dado pelas armas o que é infinitamente mais difícil de encarar. Já existe hoje condições plenas e totais para o povo ver o que está acontecendo, apesar da mídia. Temos de admitir que nosso povo não é democrata, não tem cultura de democracia, é reacionário, é ignorante de tudo, apoiou 64 e está apoiando agora esta vergonha. Agora mais do que nunca, temos de admitir que o povo brasileiro merece o país que tem.

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    Atineli

    17 de julho de 2016 às 00h47

    Fale por você e aproveita para aprender um pouco de história do Brasil, talvez ajude.

    Responder

C.Pimenta

16 de julho de 2016 às 20h01

O tratamento dado aos golpistas lá e cá: o governo turco quer ir ao extremo restabelecendo a pena capital para executar os líderes da conspiração, o que é condenável. Mas a prisão dos golpistas está certíssima pois golpe contra um governo eleito e traição ao próprio país (passando informações sensíveis a governos estrangeiros) são considerados crimes em qualquer lugar do mundo, exceto no Brasil.

https://blogdoalok.blogspot.com.br/2016/07/turquia-pos-golpe-sera-claramente.html

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João Luiz Brandão Costa

16 de julho de 2016 às 18h02

– o golpe truco foi dado pela parte do exército fiel aos princípios de Atataurk, fundador da Turquia moderna. Ou seja uma Turquia secular, sem interferência da religião na sociedade e num regime democrático.
– o governo Erdogan é um governo a beira do limite da democracia e que tem tentado impingir o islã, e seus princípios cada vez mais na sociedade. Já está no poder há mais de 15 anos e, segundo se diz, sua eleição como presidente foi contaminada por fraude. Já fechou jornais, TVs e tudo que é órgão de mídia contrario a sua política. Já destituiu um número enorme de juízes e magistrados.
– os EUA e a Europa e a OTAN estão pouco somando se se trata de democracia, ou não. O que eles querem é um governo favorável. Eis aí uma semelhança com o caso brasileiro.
– o fato é que a maioria do país é de praticantes do islã, pouco importa se o regime é democrata ou libertário.
– estão, e cada vez mais, serão confrontados pela juventude, que – paradoxo – é mais pró-ocidental que o resto, que é a maioria. Eles querem universidade laica, liberdade de opinião, igualdade de direito independente de sexo, liberdade no trajar, tudo isto já conquistado, se bem que precariamente. Querem, afinal, no fim da tarde, tomar uma arkazinho tranquilo às margens do Bósforo. que ninguém é de ferro.

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    C.Pimenta

    16 de julho de 2016 às 19h06

    Deu ruim para os EUA na Turquia que tentaram coordenar o golpe através de um clérigo adversário de Erdogan que se auto-exilou no Tio Sam.

    Responder

Apolônio

16 de julho de 2016 às 17h13

Temos que resistir ao golpe no Brasil. Temos que conversar com as pessoas na rua sobre o que está acontecendo em nosso país. Vai ter manifestações contra o golpe. Precisamos de estar nessas manifestações para dar um não rotundo contra o golpe. Vamos nos espelhar no povo Turco. Democracia não tem preço.

Responder

    Atineli

    17 de julho de 2016 às 00h50

    É isso ai. À luta !!!

    Responder

Moko

16 de julho de 2016 às 17h00

Sou obrigado a discordar que o golpe no Brasil foi sofisticado! Ele foi escancarado, isso sim. Escancarou a mídia, o judiciário, o legislativo, e povo ficou só assistindo. Ou com armas ou não, o povo brasileiro não tá nem aí! Lutar pelos seus direitos dá trabalho, ele só quer saber de futebol, trio elétrico e balada!

Responder

    Atineli

    17 de julho de 2016 às 00h51

    Moko, vai preparar teu cartaz para a manifestação do dia 31 e pára de resmungar.

    Responder

JOHN J.

16 de julho de 2016 às 16h27

*SE DILMA NÃO VOLTAR E O GOLPE SE CONCRETIZAR, O QUE DEVERÁ ACONTECER COM TODOS GOLPISTAS, PRINCIPALMENTE COM O CHEFÃO TEMER.
O POVO DA TURQUIA MOSTROU AO MUNDO COMO SE EVITA UM GOLPE. SERÁ QUE AQUI DEVEREMOS FAZER DA MESMA FORMA, OU A JUSTIÇA, ATÉ AGORA CONIVENTECOM O GOLPE, VAI MOSTRAR A VERDADE E ACABAR COM ESSA FARRA DOS GOLPISTAS?
POVO UNIDO NUNCA SERÁ VENCIDO.

BRAVA GENTE BRASILEIRA,
LONGE VÁ TEMOR SERVIL,
OU FICAR A PÁTRIA LIVRE,
OU MORRER PELO BRASIL
(Hino da Independência do Brasil)

Responder

Paulo Roberto Àlvares de Souza

16 de julho de 2016 às 16h11

Eu creio que Brasilia é obra do diabo. Ela foi concebida para proteger, qual uma penitenciária de segurança máxima, e bote máxima nisso, todos os bandidos brasileiros, integrantes de quadrilhas ou agindo solitariamente. Ela é à prova de golpes populares. Chance zero para qualquer motim popular. Daí que os golpes que tem Brasília como cenário só ocorrem se forem quarteladas, liderados pelas forças armadas, ou pelas quadrilhas que dominam a área e que são representadas pelas elites que tomaram de assalto a capital do planalto central, e bote assalto nisso, e que são forças que vem organizando, instalando e consolidando essa ocupação, desde a sua inauguração, como Cidade Presídio. Fazem parte dessas quadrilhas, deputados, senadores, presidentes e seus vices, ministros de tribunais de todos os espectros, policiais, delegados, juízes de todas as instâncias, burocratas, que tramam, diuturnamente, pequenos, médios e grandes golpes, visando o enriquecimento à custa do bolso dos babacas, espalhados Brasil afora, que a sustentam, com seu trabalho e labor, como este que aqui denuncia.

Responder

    Beth Andrade

    17 de julho de 2016 às 00h33

    isso aí, Brasília é uma cidade coxinha por excelência. foi feita para isto… bom será se não foi mandada ser feita desta forma pelos EUa. Eles estão por aqui, impondo seus modelos podres de governar, desde sempre…

    Responder

Jst

16 de julho de 2016 às 16h07

A verdade é dura mas não deixa de ser verdade: SOMOS UNS FROUXOS.

Responder

    Jst

    16 de julho de 2016 às 16h08

    E por saber que somos frouxos os golpistas fizeram o que fizeram, sem nenhum medo.

    Responder

      Tales

      16 de julho de 2016 às 16h12

      acho que um tanto frouxos sim, mas o que pesou mais é que o golpe aqui foi realmente muito mais sofisticado… tanto que até hoje, que está claríssimo que foi golpe, que o governo que chegou ao poder é infinitamente mais bandido que o PT, ainda assim tem uma gigante parcela de brasileiros que acha que tá bom… como o miguel disse, quartelada não pega bem hoje em dia

      Responder

        Atineli

        17 de julho de 2016 às 00h58

        Aí já não é questão de ser frouxo, é uma questão de ignorância e burrice. Isso sim é verdade, as pessoas estão embotadas com o Facebook, BBB, e o autoritarismo brasileiro. Além de nem sequer conhecer a história do Brasil. Veja o video da Márcia Tiburi em vez de repetir coisas como manada.

        Responder

      Atineli

      17 de julho de 2016 às 00h54

      Vai ler um pouco e tente se engajar na luta em vez de ficar dando pitacos de programa do Faustão. Seja menos embotado.

      Responder

    Atineli

    17 de julho de 2016 às 00h53

    Fale por você que deve achar engraçado dizer isso.

    Responder

Andre

16 de julho de 2016 às 15h58

Colocamos 8 no STF, relaxem, nossos juizes vao barrar o golpe !

Responder

    olivires

    16 de julho de 2016 às 18h34

    A ideia de que os juízes nomeados pelos petistas apoiariam o governo petista parece uma analogia mal feita dos governos tucanos, já desmentida pelo Eros Grau (nomeado por Lula).

    Link: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/10/20/eros-grau-ex-ministro-do-stf-indicado-por-lula-assina-manifesto-pro-aecio/

    Realmente, em SP e no PR, desembargadores e MPE nomeados pelos governadores do PSDB fazem política a favor do Poder Executivo.

    Como fazia o PGR Geraldo Brindeiro na época de FHC, nomeado para os 8 anos de governo, sem nunca sequer figurar entre os 3 primeiros na lista de seus pares.

    Não ocorre o mesmo no STF atual. O Gilmar é o Messi dos tucanos, com ele jamais Aécio será investigado, a blindagem é ideológica.

    Usa seus votos como palanque eleitoral, e não tem vergonha de aparecer à luz do dia com Jucá, Temer, Serra, Cunha, Paulinho ou qualquer político alinhado.

    Toffoli, que poderia ser o sinal trocado de Gilmar, anulando a aberração partidarizada dos seus votos, se tornou assecla do tucano.

    No Supremo, o PSDB já começa com 2 x 0 contra qualquer decisão que atinja seus interesses.

    Quem tem brilho próprio e independência no STF são apenas Marco Aurélio, Lewandowski, Barroso e Teori, o resto não deveria ocupar a Corte Suprema.

    Carmen Lúcia foi receber prêmio e “fazer a diferença” segundo a cartilha da Globo, dos Marinho;

    Fux não lê processos, descobre o que acontece seguindo um ou outro voto;

    Celso de Mello é um juiz pífio, segundo seu patrocinador, Saulo Ramos (Link: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/09/19/nota-de-jornal-ja-fez-celso-de-mello-mudar-voto/);

    Rosa Weber precisava do Moro para fazer seus votos, e tem ojeriza a qualquer polêmica;

    Fachin se revelou uma decepção, quer se tornar palatável para a mídia das 5 famílias e abandonou seu passado progressista.

    Possivelmente, a crítica do comentário tenha relação com os 8 nomeados pelo PT não corresponderem à ideologia dominante na sociedade brasileira, que elegeu governos petistas por 12 anos e deu mais um mandato (golpeado) para petistas.

    A democracia está mal representada nos cargos vitalícios ou corporativos no Poder Judiciário e MP, talvez pelo tal “republicanismo” alegado de Lula e Dilma, de sempre escolherem o primeiro em listas tríplices, ou não exigirem alinhamento na hora de indicar membros para os Tribunais Superiores.

    Responder

    Sergio Santos

    16 de julho de 2016 às 18h58

    Sarcasmo à parte, isso é uma verdade insofismável. Quanta incompetência e inconsequência para escolher Ministros de verdade para o STF. Isso é o pior legado que os governos Lula e Dilma deixaram para a Nação: o pior STF da história (com a colaboração inestimável dos tucanos).

    Responder

      Sônia

      16 de julho de 2016 às 23h18

      E o que dizer do Legislativo ? Foi Legado de Dilma e Lula? Me poupe.

      Responder

      Beth Andrade

      17 de julho de 2016 às 00h36

      Não foram escolhidos por eles… eles deram asas ao $TF, mas foram escolhidos pelos tucanos…

      Responder

      Atineli

      17 de julho de 2016 às 00h59

      A manada repete os mesmos mantras todos os dias mas tirar a bunda do sofá e do teclado para ir à luta e à resistência ninguém fala nada, nadinha…

      Responder

Paulo Roberto Àlvares de Souza

16 de julho de 2016 às 15h36

E aqui, a gente fica como? Porque o nosso golpe é mais sofisticado e não tem a truculência do turco? Nossos golpistas tem que ensinar o que? Que são hipócritas, ardilosos, manipuladores, cínicos, covardes, poltrões. Esses caras, presos, se borram todo. Estão lá, nos palácios de Brasília, aquartelados, superprotegidos, andam em carros blindados e com batedores, frequentam lugares exclusivos, aos quais o povo não qualquer possibilidade de acesso

Responder

    Atineli

    17 de julho de 2016 às 01h01

    Nossa! Vc tem certeza que leu o post ? Meu Deus, use um pouco seus neurônios antes de falar, reflita, leia com atenção pelo menos.

    Responder

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