Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Ipsos: percentual de brasileiros CONTRA o impeachment atinge maior nível em 16 meses

Por Miguel do Rosário

27 de julho de 2016 : 14h13

Análise Diária de Conjuntura – 27/07/2016

Após a vergonhosa fraude do Folha no tratamento que deu à pesquisa Datafolha, fraude admitida até mesmo pela Ombudsman do jornal, temos que focar em outros institutos de pesquisa.

Saiu há pouco a íntegra da pesquisa Ipsos, com a opinião dos brasileiros sobre o governo e o impeachment.

Eu separei algumas tabelas. Todos os números evidenciam a monumental fraude da Folha.

Os brasileiros NÃO QUEREM TEMER, isso é o que todas as pesquisas dizem, inclusive o Datafolha.

Voltemos ao Ipsos.

Diante do que vêem como um golpe consumado, 38% querem ter o direito de escolher um novo governante.

Entretanto, mais importante do que isso, Dilma tem mais pontos do que Temer.

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O percentual que defende Temer até 2018 é de 16%, bem menos que os 20% que defendem que Dilma volte  e cumpra seu mandato!

A maioria (38%) quer novas eleições este ano.

Ou seja, Fora Temer é maioria esmagadora!

Tem mais.

Os números mostram que uma ampla maioria da população mais pobre quer que Dilma governe até o fim de seu mandato, em 2018.

Olhe o gráfico abaixo.

Entre a classe D e E, 32% querem que Dilma volte à presidência e cumpra seu mandato até 2018; ainda nessa faixa de renda, apenas 13% querem Temer até 2018.  Dilma também ganha na classe C, de 18 X 15 contra Temer.

Os pobres não são bobos. Estão entendendo que se trata de um golpe dos ricos. E isso é muito perigoso, evidentemente!

A situação não é boa para Temer em faixa de renda nenhuma. Em todas elas, o percentual que deseja que ele governe até 2018 é absolutamente minoritário.

Nas faixas A e B, 15% querem que Dilma governe até 2018, contra 19% que preferem Temer. Ou seja, o interino não tem grande vantagem sequer entre os mais ricos. Ainda na classe AB, 46% querem novas eleições.

Temer só é forte mesmo na Globo.

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Um dos gráficos do Ipsos mostra ainda que o erro político fatal de Dilma Rousseff foi ter abandonado a política após o fim da campanha eleitoral.  A aprovação da presidenta havia atingido altos níveis em outubro de 2014.

Aprovação que começa a despencar rapidamente nos meses seguintes e ao longo do ano de 2015, no mesmo período em que a mídia parece ter fechado um pacto em prol do golpe.

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A pesquisa Ipsos mostra que a aprovação de Michel Temer está em 7%, que é a pior aprovação da história do mundo para um governante em início de mandato. Dilma iniciou seu primeiro mandato com mais de 60% de aprovação, segundo o Ipsos, e o segundo, com quase 50%.

O Ipsos revela ainda que aprovação ao impeachment caiu para 48%, o menor índice desde maio de 2015. O percentual de brasileiros contrários ao impeachment, por outro lado, atingiu o pico de 34%, um recorde desde que o instituto começou a apurar isso, em março de 2015. Um recorde de 16 meses.

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Neste ponto, é bom lembrar que o próprio Datafolha (embora a Folha, e o próprio site do instituto, tenham tentado esconder isso) identificou que 37% dos brasileiros acham que o impeachment não está seguindo as regras (ou seja, que é golpe).

Repare, no gráfico abaixo, que o impeachment tem ampla maioria apenas entre os mais ricos.

Entre os que ganham mais de 10 salários por mês, 68% consideram que o impeachment segue regras. Esse percentual cai para 43% entre os mais pobres. Mesmo entre esses mais ricos, 32% acham que o impeachment desrespeita regras.

Na discriminação por escolaridade, 37% dos brasileiros com ensino superior acham que o impeachment está desrespeitando regras. Entre os mais pobres, 40% consideram que o impeachment é golpe.

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***

A boca do jacaré está se fechando.

A tendência é inexorável: cada vez MENOS brasileiros apoiam o golpe, e MAIS brasileiros são contra o golpe.

Abaixo, a íntegra da pesquisa Ipsos.

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Roberto

27 de julho de 2016 às 18h23

se somar todos que querem novas eleições, nem Dilma nem Temer governam até 2018

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