CPI da Fake News, com Joice Hasselmann

Freixo está certo: esquerda pagou pelos erros do PT

Por Miguel do Rosário

01 de novembro de 2016 : 10h50

(Foto: Twitter de Marcelo Freixo).

Arpeggio – coluna política diária

Por Miguel do Rosário

Pior momento da esquerda’

“A esquerda brasileira vive agora o seu pior momento desde o fim da ditadura militar. É uma pena, mas pagamos o preço por tudo de ruim que aconteceu durante o ciclo do PT na Presidência da República, apesar de não termos feito parte daquele governo. Na verdade, essa não é apenas uma questão carioca. Se olharmos os resultados das eleições municipais em todo o Brasil, vemos que a esquerda sofreu uma derrota nacional. É uma boa hora para refletirmos. Muitos questionamentos que surgiram durante as manifestações de 2013 ainda permanecem sem resposta e os eleitores se sentem distanciados do processo político”.

O desabafo de Marcelo Freixo à imprensa carioca, nesta segunda-feira, enfureceu os setores da esquerda ex-governista, que se sentiram atacados num de seus momentos mais vulneráveis.

Previsivelmente, a imprensa conservadora deu amplo destaque a esse trecho, porque interessa a ela que não haja nenhum movimento de convergência no campo progressista.

Entretanto, Marcelo Freixo não falou nada demais. A esquerda brasileira, inclusive a não-partidária, a chamada esquerda social, paga hoje o preço dos erros políticos cometidos pelo Partido dos Trabalhadores.

Esses erros, naturalmente, não são os mesmos apontados pela imprensa conservadora e pela oposição de direita, embora também não se possa ignorá-los.

A esquerda petista precisa baixar as armas. A política é uma guerra, mas também não é uma guerra. A diferença entre a guerra e a política é que, na política, não é necessário destruir o adversário para vencer; pode-se transformá-lo. Isso significa que o derrotado, em política, não é necessariamente eliminado, ele pode se transformar, seja para ser incorporado ao vencedor, seja para reconstruir suas estratégias e vencer mais tarde.

Depois da derrota dupla sofrida este ano, primeiro com o golpe depois com o resultado eleitoral, o mínimo que se espera de toda a esquerda nacional é ouvir as pessoas e os quadros, com mente aberta e espírito crítico.

Esta sensibilidade excessiva, que reage agressivamente a qualquer crítica, não contribui para iniciarmos um processo de revisão dos erros cometidos, única maneira de reconstruir institucionalmente, politicamente, o campo progressista.

Os internautas sabem que o Cafezinho é um blog profundamente crítico à mídia corporativa. Os blogs são uma espécie de anticorpo jornalístico à manipulação das notícias e da verdade feita diariamente pela grande imprensa. Já escrevi muito sobre esse fator darwiniano que, infelizmente, não é compreendido pelas empresas de mídia. Os blogs sempre vão existir porque são fenômenos naturais, necessários, e sempre serão particularmente fortes no Brasil justamente por causa da nossa realidade midiática: um sistema de comunicação dominado por poucas famílias, sendo que uma delas, a Globo, detêm um poder comparável somente ao de monarcas absolutos do oriente médio.

Os blogs são necessários, como anticorpos, para a sobrevivência da própria mídia comercial brasileira, porque são os blogs que combatem os vírus da manipulação e da mentira, que comprometem seus últimos vestígios de profissionalismo.

Mesmo assim, não é possível atribuir a derrota da esquerda apenas à grande mídia, até porque uma das principais críticas que se faz aos governos petistas tem sido, justamente, o de não ter combatido o sistema cartelizado da imprensa nacional.

O PT não fez nada e até hoje não faz nada para combater o monopólio. Em 13 anos de governo, nunca organizou um mísero seminário – aberto a todos os partidos, movimentos sociais, sociedade em geral – para discutir mídia. Os encontros de comunicação organizados pelo PT sempre foram ridiculamente fechados, uma espécie de treinamento para produzir soldadinhos de internet pró-PT, ao invés de se abrir à sociedade.

Os eventos partidários do PT, em todos esses anos, sempre foram fechados, sectários, elitistas, inclusive em 2014 e 2015, quando o mundo já desabava sobre o partido.

A comunicação da legenda se limita a patrocinar uma “Agência PT”, o que é evidentemente uma péssima ideia, o conceito mais antijornalístico que se possa imaginar. O partido precisa ter seu site, com notícias de partido, naturalmente, mas a comunicação maior precisava ser minimamente não-partidária, para ter resultados práticos na formação da opinião pública.

Os dirigentes do PT, ainda hoje, depois de tudo que aconteceu, são incapazes de formulações minimamente embasadas para criticar a mídia. Limitam-se a repetir uma crítica ou outra que leram em blogs e apenas para dar uma resposta apressada à militância ao último ataque da imprensa ao partido. Não sabem como é a mídia em outros países, então não tem como oferecer à população nem à sua própria militância a argumentação necessária para combater o arbítrio midiático.

Entretanto, o pior erro do PT, pelo visto, está em sua incapacidade de ouvir críticas, que não significa apenas ouvir, mas assimilá-las e reagir dialeticamente a elas.

A esquerda no Brasil vive hoje o seu pior momento: não tem mais governo, não tem mais recursos, não tem mais voto.

O único recurso que lhe resta são estas jazidas de inteligência política, esparsas, fragmentadas, porém imensas, inesgotáveis, porque podem ser encontradas não apenas em território nacional e não apenas no presente, mas no mundo inteiro e em toda a história.

A vantagem de não ser mais governo, de não ter mais nada a perder, é esta liberdade maravilhosa de ouvir críticas sem que isso se torne um problema de “governabilidade”.

Nem todas as críticas são justas, ou inteligentes, ou corretas. Mas todas as críticas podem nos levar ao auto-aperfeiçoamento. As críticas injustas nos permitirão reafirmar valores e acertos. As críticas justas nos farão ver onde erramos e a desenvolver projetos e ideias que serão os vencedores amanhã.

A reação à crítica, no entanto, deve ser serena e inteligente, e sobretudo entender que se um partido é criticado é porque ainda há quem lhe dê importância. Ninguém critica o PP, por exemplo.

A questão da mídia é organicamente ligada à questão política. Ao não entender este ponto, o PT perdeu a batalha sem lutar: a mídia promoveu uma lavagem cerebral de toda a população brasileira sem que houvesse, jamais, uma mísera denúncia disso por parte do governo.

Por ocasião da morte de Roberto Marinho, Palocci, importante quadro do PT, divulgou nota dizendo que ele tinha sido muito importante para a democracia… Hoje Palocci é um preso político da Globo.

O ex-ministro da Comunicação, Paulo Bernardo, foi preso por Sergio Moro e quase ficou por lá para sempre, tornando-se mais um preso político na Guantanamo da Globo em Curitiba, e isso depois de também jamais ter feito nada, como ministro, para combater o monopólio.

Apenas depois do golpe consumado, a presidenta Dilma admitiu, em entrevista, que agora existia “massa crítica” para se acusar o golpismo dos meios de comunicação. Ora, isso é como afirmar que só após 1942 existia massa crítica para se criticar o nazismo…

A comunicação falha gerou outros problemas: ao não desenvolver uma estratégia inteligente de comunicação, o PT não ouviu as massas, ou então as ouviu mal.

Erros de projeto também são gerados por falhas de comunicação.

A questão da pobreza e da fome, que naturalmente sempre foram essenciais no país, foi atacada muitas vezes de maneira superficial, com investimento insuficiente em saneamento básico e mobilidade urbana.

Voltando um pouco à questão da comunicação, hoje eu vejo que a tão festejada pulverização de recursos da Secom durante a gestão de Franklin Martins, no primeiro governo Lula, foi na verdade uma iniciativa demagógica, que não resultou em nenhuma mudança estrutural na produção de notícia. Uma análise dos contratos da Secom mostram a distribuição de quantias incrivelmente ínfimas para uma quantidade enorme de rádios e pequenos jornais.

Num primeiro momento, esses recursos podem até ter sido importantes, mas depois de um tempo eles são naturalizados. Os custos aumentam, e o volume de recursos continua o mesmo. Mil reais para um pequeno jornal do interior já não significam mais nada. Não permitem o surgimento de nenhum tipo de jornalismo diferente. Pagam uma continha ali e aqui.

O governo, se quisesse usar seus bilhões anuais de publicidade federal para mudar a super-estrutura da comunicação social brasileira, tinha que ter ajudado a criar centros de produção de jornalismo autônomos e autossustentáveis, em todo o território nacional, em rádio, jornal impresso, internet e tv. Essa seria uma estratégia central inclusive para oferecer um mínimo de segurança midiática a seus próprio quadros.

De que adianta nomear um ministro do STF ou STJ e deixá-los expostos, nus, desarmados, às feras da grande mídia? O resultado foi que todos os ministros indicados pelo PT se converteram à mídia, à direita e ao golpe.

O não investimento em mídia deixou cidadãos e empresas expostos à selvageria midiática. A Lava Jato esta aí, para provar. Grandes empresas de engenharia foram vítimas de uma mídia sem nenhum compromisso com estratégias de crescimento econômico de longo prazo.

A falta de democracia na mídia foi fatal inclusive para a saúde do capitalismo brasileiro.

Isso sem falar na questão liberal. Os institutos liberais brasileiros são pastiches hipócritas, contraditórios e cretinos, porque o liberalismo pressupõe respeito à pluralidade política, às garantias constitucionais contra a perseguição do Estado, à segurança jurídica e à liberdade individual, fatores que foram destruídos por esse golpismo patrocinado pelo monopólio midiático.

Claro que essa sempre foi uma batalha difícil. Mas era central, e a mídia sabia disso, tanto que, mesmo sem o governo fazer nada, ela iniciou um ataque maciço à qualquer ensaio ou mero discurso de mudança, taxando-o de bolivariano ou coisa parecida. E o governo cedeu antes de lutar, como aqueles lutadores de sumô que desistem apenas com uma troca de olhares com o adversário.

No campo da corrupção, os governos Lula e Dilma, que poderiam colher frutos de várias iniciativas inéditas, como o portal da transparência, as auditorias, o investimento na Polícia Federal, deixaram de fazê-lo pela mesma razão de sempre: uma inexplicável e imperdoável ausência no campo da comunicação política.

O PT, sempre que tentava fazer, às pressas, algum tipo de comunicação, fazia mal, confundindo comunicação com propaganda.

A ausência de comunicação também gera corrupção. Os gastos precisam ser abertos para que a sociedade possa monitorá-los. A lição dos países mais bem sucedidos na guerra contra a corrupção é maior transparência e participação social no processo de execução orçamentária. A corrupção acontece obviamente onde circula dinheiro, então para combatê-la é preciso muita luz sobre essas áreas.

Não tenho sido um eleitor do PSOL, mas acho injusto que se queira criticar Marcelo Freixo por ter dito uma verdade, uma verdade que é ainda mais sólida por partir de um partido que, de fato, justa ou injustamente, fez oposição acirrada aos governos do PT.

Se o PT quiser ajudar a construir uma unidade na esquerda, precisa ouvir críticas. O PT aprendeu a engolir muito sapo ao longo dos últimos anos. Teve que fazer aliança com o que existe de mais podre na direita, e a sociedade entendeu que várias dessas alianças eram necessárias para a governabilidade, tanto que votou no PT e o PT governou o país por 13 anos. A mesma tolerância e espírito aberto que a direção do PT exigiu de seus militantes, para entenderem alianças estranhas mas pontualmente necessárias para governar o país, deve ser usada agora para ouvir críticas de setores da esquerda amargurados com o momento tão difícil vivido pelo país.

Sem unidade popular, não há esperança para nenhuma reconstrução da esquerda. A rixa entre PSOL e PT tem de acabar.

E o papel mais difícil, a postura mais humilde, por ter sido governo, por ser uma legenda muito maior, cabe ao PT. O PSOL saiu de sua infância quando seus principais dirigentes apoiaram Dilma no segundo turno de 2014, e quando foram para a linha de frente na luta contra o golpe. Essas críticas, além disso, não vem apenas do PSOL, vem da esquerda social, que é grande e que voltará a governar o Brasil antes do que a direita imagina, porque os problemas estruturais do país estão além do alcance de sua visão egoísta.

O capital político conquistado por Freixo nas eleições deste ano, não apenas no Rio, mas no Brasil todo, não pertencem apenas a Freixo, nem apenas ao PSOL; pertence à toda a esquerda, e, portanto, não pode ser jogado fora por incompreensão, impaciência ou sectarismo.

Se o PT quiser renascer como grande legenda de esquerda, precisa ouvir as críticas, mesmo as injustas, com serenidade, porque todas serão oportunidade para que o partido se reinvente.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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135 comentários

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Victória Ellen de Oliveira

14 de março de 2017 às 15h22

Então que o PSOL faça um presidente e depois venha falar dos erros do PT. Como se ser presidente fosse muito fácil… Critica construtiva é uma coisa (e na hora adequada), agora critica que só tem como intenção se elevar é outra. Fiz parte das campanhas ano passado, e a campanha do PSOL girou em torno da frase “esquerda limpa”. Jogo sujo e decepcionante, PSOL não digo em todas as esferas, indiretamente foram os apoiadores do golpe. Pois ao invés de fortalecer o PT naquele momento escolheram fazer criticas para se elevarem e ganhar popularidade em cima do golpe que estava acontecendo.

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Studebaker

16 de novembro de 2016 às 19h45

Vejo que aqui somente tem comunistas, ora bolas esse psol e um partido comunista satanisado e gayzaiado, uma porcaria desa jamais chegará ao poder, Bosonario 2018 já

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Carlos Henrique de Oliveira

04 de novembro de 2016 às 16h57

Sabe quando vai ter unidade na esquerda? Desse jeito NUNCA. Por um lado vemos o sectarismo daqueles revolucionários que em nenhum momento querem se juntar a reformistas, parecendo o Partido Comunista Alemão na ascensão do nazismo. Autodeclaração e etc. Por outro lado, os petistas melindrosos, dando piti a qualquer crítica da esquerda social ou do PSOL, atacando antes de ser “atacado” por tais críticas. Para eles tudo foi perfeito no PT e nos ultimos 13 anos e os errados são só os outros: a direita, o povo que votou na direita, o PSOL, a estrela cadente, qualquer um, menos eles. Ah minha gente. Vamos crescer, por favor.
Só uma observação: ODEIO quando criticam tanto o PSOL quanto o PT como se fossem coisas homogêneas. Tanto um quanto outro, na verdade, possuem correntes ideológicas, umas mais à esquerda, outras mais ao centro. OBRIGADO.

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Renata

03 de novembro de 2016 às 21h30

Já foi falado por todos os cantos os ‘erros’ do PT. Está na hora de avançar e aprender com o PT no sentido de que foi o único partido mais orgânico com a classe trabalhadora e os movimentos sociais que tivemos e chegou a 2o maior partido do país. Foi fundado em circunstâncias ‘x’ que já não existem nas mesmas bases. A questão que isso coloca é qual seria a via da esquerda hoje – se não mais baseada em sindicatos e entidades da classe trabalhadora, para refundar a representação do povo, de forma a termos novamente na política uma força que possa representar os seus interesses, pois nossa elite mostra-se tão ou mais predadora que sempre. Deixar o PT na sarjeta, é o erro maior que a esquerda em todas as suas matizes, pode cometer, na minha visão.

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Renata

03 de novembro de 2016 às 21h14

Na campanha do Freixo ele falava que escolheria pessoas técnicas, não haveria ‘leilão’ de cargos. OK. Mas isso veio acompanhado de uma coisa moralista ‘mãos limpas’, como se acordos políticos fossem malignos e sujos em princípio. Não vejo as coisas assim. É possível fazer acordos e ainda escolher tecnicamente para os cargos. O discurso meio anti-política, ‘não somos iguais’, foi meio estranho

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Renata

03 de novembro de 2016 às 21h00

Só um reparo, durante o governo Lula houve inúmeras plenárias que culminaram na 1a Conferência Nacional da Comunicação em 2009. O próprio Forum Nacional pela Democratização da Comunicação, que luta desde os anos 90, comemorou a Conferência como “uma conquista histórica”. Dilma sempre afirma que nenhuma proposta de regulação da mídia passaria pelo congresso – na minha avaliação, ela não entendeu que isso era menos importante que continuar levantando a bandeira, mesmo que batesse na trave. Com uma visão tecnicista, creio que ela não entendeu que era uma questão política continuar a discussão do tema.

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Valéria Cristiane Figueiredo

03 de novembro de 2016 às 11h32

Tudo bem. Mas Feixo é um líder. O papel de um lider é se expressar com vistas a determinados objetivos, evitando qualquer manipulações a sua fala. Então ou sua intenção foi mesmo a de acirrar o conflito ou esta mal preparado.

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Ângela Maria

03 de novembro de 2016 às 10h22

Freixo está errado e se torna arrogante e petulante com esse comentário lamentável.

Freixo, eu te pergunto: ” Vc é perfeito? E seu partido, tbém é perfeito?

Se o PT errou o PSOL errou mais ainda any vezes, principalmente agora quando critica o PT.

Não tenho partido, sou de esquerda.

Mas admiro tudo de bom e a diferença que o PT fez em comparação aos 500 anos de neoliberalismo. O pouco que fizeram em 13 anos, fez TODA diferença em comparação com os 500 anos da direita pobre de valores na igualdade.

O fato é que a esquerda ainda engatinha perto da direitalha.

A esquerda deveria se unirem mais, menos partidos, mais união em PROL DO FOCO DA IGUALDADE, ao invés de ficarem discutindo pontos de vistas egoicos diferentes.

Bora unir!

É muito sério o que está acontecendo no mundo, na América Latina e no Brasil.

Abandonem o ego, se unam a favor da igualdade e CONTRA O NEOLIBERALISMO que impera no mundo.

Parem com briguinhas bobas de crianças.

ESQUERDAS SE UNAM CONTRA AS TREVAS.

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Kalil Bentes

03 de novembro de 2016 às 07h22

Muito bom, realmente há de se repensar. TODOS os setores da Esquerda precisam fazer auto-crítica. Mas é preciso deixar de ver que um movimento de negação do PSOL às formas petistas de agir é NATURAL e DIGNO, mesmo a história tendo caminhado pra onde foi. O momento EXIGE o diálogo que nem o PT e nem o PSOL buscaram. Sim, a Esquerda Social se levanta e as ocupações comprovam isso. Enfim, menos dodói entre os religiosos adoradores de siglas e mais atitudes.

Responder

Felidia

03 de novembro de 2016 às 01h20

Muito bom, Miguel! Infelizmente, a reação dos comentaristas vista aqui era de se esperar. Ou seja, não entenderam absolutamente nada do que você escreveu. Parabéns pela lucidez!

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Marcos C. Campos

03 de novembro de 2016 às 00h41

Miguel do Rosario, você faz uma critica como se o PT tivesse optado por ser um partido revolucionario. O PT optou por ser um partido de massas, com linhas para ganhar eleições na estrutura capitalista. Logico que iria cometer erros (mesmo se tivesse feito outras opções cometeria outros tipos de erros), errou no setor de comunicações, no de energia, no de educação, na saúde e etc etc etc. A questão é que a nossa sociedade , ou seja o Brasil , ainda é MUITO PERMEÁVEL , a ações golpistas de direita , por umas razões ou outras (o quadro de 2016 é bem diferente de 1964). Enfim , os erros do PT , NUNCA JUSTIFICARIAM QUE A DIREITA consumasse um golpe de estado (se estivessemos em outro país) . O golpe de estado é pura e exclusivamente INICIATIVA DA DIREITA. Náo há erros de um governo de coalisáo que justificasse um golpe de direita. A preponderância, a liderança da esquerda neste governo de coalisão é que levou a DIREITA dar seu golpe de estado. Os excedentes da economia estavam indo cada vez mais para as classes baixas … , camaradinha … isto é INTOLERÁVEL para os donos do capital, ainda mais em um pais escravagista como Brasil. PT foi tirado do Governo pelos seus acertos não pelos seus erros, com a devida contribuição da imaturidade da classe trabalhadora brasileira nas eleições (coisa que pode ser revertida já em 2018 – se não aprofundarem o golpe de estado como estão VISIVELMENTE trabalhando nisto …)

Responder

Marcos C. Campos

03 de novembro de 2016 às 00h30

Estão comparando a “derrota” do Golpe com a derrota eleitoral da esquerda , como se fossem do mesmo “tipo” ??? ” …. Depois da derrota dupla sofrida este ano, primeiro com o golpe depois
com o resultado eleitoral, o mínimo que se espera de toda a esquerda
nacional é ouvir as pessoas e os quadros, com mente aberta e espírito
crítico. … ” . Um golpe de estado é um golpe em toda a sociedade é um passo enorme rumo a um estado fascista. Uma derrota eleitoral pode se caracterizar simplesmente por uma situação conjuntural. Um golpe de estado pode se perdurar por décadas , uma derrota eleitoral pode ser revertida em anos. Para mim , a única lição que sobra para o PT, será : escolha melhor os representantes do capitalismo em caso se aliança eleitoral. Uma coisa é um José Alencar outra coisa é um Michel Temer.

Responder

Marcos C. Campos

03 de novembro de 2016 às 00h18

Entào se o PSOL perdeu pelos erros dos PT, quer dizer então que o milhão e cem mil votos do Freixo são decorrentes dos acertos do PT no nivel nacional ? É obvio que o PT , desde 2003 , teve muitos mais acertos do que erros, senão Miguel do Rosario, a direita não precisaria dar golpe de estado em 2016 , já teriam ganho as eleições em 2006 com Alckmin, ou em 2010 com Serra. Obvio. O grande massacre midiatico e politico-juridico que a esquerda vem sofrendo no Brasil é uma REAÇÃO DA DIREITA , só náo enxerga quem náo quer. A direita mobiliza o que há de mais inferior nas nossa sociedade (homofobia, esquerdofobia (também chamado de anti-comunismo) , xenofobia, “pobrezofobia” , cubanofobias, haitianofobia, quer mais fobias ? é só lembrar das campanhas anti-PT nos ultimos anos ) para tentar (em todas as eleições) derrotar o projeto soberano e independente que o PT encabeçou (infelizmente com a coalisáo de forças sociais que trairam este projeto após vencerem a eleição em 2014 – falo de Temer e seus Eduardos Cunhas – que ficaram na parede após aparecerem nas delações fora de controle – Agora estão querendo por um freio no Moro) desde 2003. Forças externas tiveram um enorme papel nesta “brincadeira” …….. Enfim, não dá em hipotese nenhum, colocar um pingo de culpa da derrota do PSOL ou da esquerda .. nos erros do PT. Os erros do PT no máximo justificariam a perda de uma ou outra prefeitura , nem SP justifica. O que temos que ter em mente é que há uma ENORME reação da direita, inclusive a nivel internacional , uma vez que o Brasil fez parte , através do Governo PT, da criação de um novo bloco economico que prometia solapar a hegemonia do dolar. O elo mais fraco dos BRICS foi atacado , E ISTO prova os acertos do PT , não os erros. Este PSOL para mim , ainda estão na infancia do que chamamos de esquerda.

Responder

João Batista Mezzomo

02 de novembro de 2016 às 21h43

O principal erro não foi abordado, o de aceitar e inclusive ajudar a alimentar a grande mentira que é a extrema corrupção brasileira. Num país com PIB de 2 mil reais mensais per capita e arrecadação de 700 mensais per capita querem ter o mesmo padrão que os países ricos que tem de 3 a 4 vezes isso é como não tem culpam uma corrupção que não existe. Transformam doações de corporações nacionais para a política- algo normal e at? salutar – em “sangria dos cofres públicos ” e o pessoal engole. Pais do realismo fantástico onde ninguem olha para a realidade, preferem a versão. Arrebentam com a economia por um moralismo hipócrita, 80% de debate político se restringe a uns chamando os outros de ladrão, e vice-versa. Assim é fácil dar o golpe.

Responder

Paulo Patalano

02 de novembro de 2016 às 20h30

Muito bom o texto. Devo confessar que fiquei até surpreso com a clareza do articulista. Parabéns. É por aí mesmo. Tomo a liberdade de reproduzir abaixo um texto meu sobre as eleições municipais deste ano:

“Bom, as urnas falaram. E o que elas disseram eu não gostei de ouvir. A esquerda, como um todo, não só o PT, sai amplamente derrotada destas eleições. Não será uma tarefa fácil reconstruir moral, política e organizacionalmente uma alternativa de poder contrária ao avanço da pauta internacional da direita. E a inevitável pulverização decorrente da derrota não vai ajudar em nada. Alguns se iludem achando que a candidatura Lula em 2018 poderá ser a base para um retorno rápido da esquerda ao primeiro plano da cena política. Para estes, basta esperar as eleições presidenciais para a coisa se resolver sozinha. Não poderiam estar mais errados. A situação que se consolida com estas eleições é muito, muito difícil. Com a maioria qualificada no Senado e na Câmara, com um executivo blindado por toda a mídia nacional, uma polícia que age como bem quer e entende, e um Judiciário que se notabiliza pelo compromisso descarado com a destruição dos direitos trabalhistas e civis previstos na Constituição, hoje nada, absolutamente nada, nos garante sequer se viveremos numa república presidencialista daqui em diante. Ou seja, podemos nem ter eleições para presidente em 2018. O que impede a canalha política majoritária de aprovar uma PEC que implante o parlamentarismo, por exemplo? Quem pode garantir aos iludidos que o sagrado Lula poderá se candidatar em 2018? Nada e ninguém. E não adianta botar a culpa no povo. E ainda menos fazer avaliações triunfantes de maravilhosas campanhas derrotadas. Urge organizar a resistência, urge apoiar, com todas as forças que ainda podemos mobilizar, as lutas concretas que estão se travando neste momento. As ocupações de escolas públicas em curso, por exemplo, serão atacadas com toda a violência a partir de hoje. Precisamos apoiá-las decididamente. Cabe a nós nos unirmos em uma grande frente de defesa das liberdades democráticas em risco, frente esta que não se esgote organizativamente na esquerda formalmente existente, mas que busque sua máxima ampliação, atraindo nacionalistas, liberais e todos aqueles cujos interesses serão inevitavelmente contrariados pela política entreguista e proto-fascista que é a imposta pelo capital internacional ao Brasil. Trata-se de garantir a sobrevivência da democracia e da defesa da soberania nacional. Trata-se de manter viva a ideia de Brasil.”

Responder

    Cleusa

    03 de novembro de 2016 às 11h06

    Perfeito!

    Responder

katiusca

02 de novembro de 2016 às 18h00

Qual a diferença da tua crítica para as do psolistas e dos direitistas? quer saber, sempre encarei o PSOL como a outra ponta do mesmo laço onde a direita tentava enforcar o PT. Votei em Lula e Dilma e também em Freixo para deputado estadual, votei no segundo turno para prefeito assim como milhares de petistas o fizeram, abrindo mão de Jandira por achar que ela não teria chances. Acabei achando agora que foi uma injustiça. Nos momentos que antecediam o golpe li comentários bizarros de Luciana Genro em relação ao governo, de Freixo inclusive, e de vários esquerdistas que se acham supremos sem levar em conta a realidade do nosso sistema político e aquele parlamento baixo. Naqueles momentos cruciais era para estar unido e não lançando farpas. Agora leio este comentário arrogante do Freixo culpando o PT por sua derrota. Não Freixo não culpe os petistas, culpe os derrotados nas urnas que unidos as grandes corporações internacionais, a elite boçal e egoísta do nosso país, resolveram apostar num golpe contra o governo petista “comunista”. Vocês embarcaram na demonização achando que seriam poupados até o golpe acontecer. Tarde! nas manifestações faziam questão de esclarecer que estavam lá a “defender apenas a democracia”. Não defendiam um governo eleito que estava sendo golpeado, alí estavam os votos do povo. Esqueciam que no rastro do golpe viria o ódio a toda esquerda, a intolerância, a volta da direita real com tudo que ela traz no seu bojo, o fascismo inclusive. Vocês é que precisam fazer exame de consciência pois se não fosse o apoio de petistas apesar das mágoas, vocês não chegariam a tanto. Achei bonito o encontro na Cinelândia pós derrota. Aquilo não é brincadeira , é uma esperança , uma luz, mas que se não nos mantivermos unidos, ficará sempre como um sonho, apenas isto.Qualquer partido de esquerda hoje não irá longe sem o apoio do PT. Defender o governo Dilma era defender os votos dos brasileiros, vocês se acovardaram e preferiram defender apenas a democracia.Os petistas defenderam uma prefeitura com Freixo e ficaram tristes porque perderam.Maior que tudo isto é a união em torno de um projeto de esquerda. Os governos petistas foram desbravadores para um sonho possível, não tem que fazer autocrítica porra nenhuma, quem tem que fazer são os usurpadores da democracia que tomaram o poder na marra!

Responder

Dirval Cruz

02 de novembro de 2016 às 14h35

Creio que o maior equívoco é considerar o PSOL um partido de esquerda. Nunca foi. Nascido da ex-senadora Heloísa Helena, no seu nascimento nasceu também a oposição ao PT e ao Lula. Sempre ao lado daqueles que fizeram da destruição ao PT uma razão de viver. Esse é o curiculo desse partido de centro-direita. Notadamente não têm qualquer inserção junto ao povo, movimentos populares, sindicatos, operários e camponeses. São, no máximo, a esquerda caviar, que frequentam os bares dos bairros da elite, tomam seu chopp enquanto discutem se o Lula e a Dilma devem ou não ir para as masmorras do Moro. Desse povo vejo com simpatia apenas o Jean Wyllys, no partido errado.
Mesmo a extrema esquerda representada pelo PSTU e o PCO, críticos dos governos do PT, não agem com a deslealdade intelectual do PSOL. Críticas, aliás, nunca refugadas, algumas corretas e outras nem tanto, mas leais.
O PSOL sempre foi aliado e ponta de lança dos conservadores em nossas searas. Jamais, no entanto, conseguiram enganar os trabalhadores da cidade e do campo.
Vindo a cláusula de barreira, a sugestão é que se juntem definitivamente ao PPS, pois aí encontrarão maior afinidade.
Precisamos urgentemente criar uma frente de esquerda, mas sem os quinta colunas do PSOL. Vade retro!

Quanto ao Cafezinho, que papelão, Miguel do Rosário! Vergonhoso tanto ou mais que o Freixo.

Responder

Rildo Ferreira

02 de novembro de 2016 às 12h24

Caro Miguel.

Dentro do PT somos muitos os que fazemos as mesmas críticas à direção nacional do PT.

Infelizmente hoje criamos uma casta que chamo de “aristocratas petistas”, em geral com mandato, que são sustentados por uma massa que se diz politizada, mas que só comparece numa atividade partidária para votar, e votar nesses aristocratas. Isso ocorre intencionalmente senão vejamos:
Num Congresso do PT aprovaram que filiados “padrão” contribuem com valor 2x ano. O dirigente partidário contribui com 12x. Daí ocorre uma implicação que no PT se recusam a aceitar. Tornam-se dirigentes staffs dos “aristocratas”. São os assessores parlamentares, assessores de governo, comissionados que se tornam dirigentes porque eles já devem contribuir com um percentual mês e não pode haver dupla contribuição. Logo, ele contribui apenas com a parte comissionada, mas se um filiado não comissionado desejar ser dirigente partidário ele será obrigado a contribuir com 12x como punição por seus préstimos (intelectual, físico e financeiro) ao partido. Daí que o não comissionado acha melhor ficar de fora da direção partidária a ser punido com 10x de contribuição financeira. Então a direção partidária acaba ficando apenas com os comissionados que se gabinetizam, defendem a manutenção da condição que adiquiriram e passam a combater qualquer outra possibilidade de fazer o partido crescer politica e massivamente.

Por isso não temos um outro líder depois e com a mesma capacidade de Lula.

Eu sei e concordo plenamente que os governos petistas não deram a importância necessária à regulamentação das Mídias, mas me lembro que Franklin Martins fez um SEMINÁRIO enquanto governo para discutir o assunto. Eu só não entendi e não sei o motivo por que que a coisa não andou. Então eu estou de acordo com as críticas que vc faz, mas sobre Freixo, e sobre os erros da esquerda, está exatamente aí. Freixo errou ao sair atirando como atirou. Mas isso também foi intencional e desse jeito a unidade ou o diálogo começa a “deixar de acontecer”. O papel do psol, a meu ver, é ajudar a destruir o PT de olho no ESPAÇO que o PT pode deixar.

Me lembro que em 2013 escrevi sobre os movimentos que surgiram em junho do qual boa parte daquela gente que atacava os governos do PT eram psolistas. No meu ARTIGO eu questionava a ação do MPL, movimento pelo passe livre, porque não era outra coisa senão atingir o PT. E o psol fazia parte disso. Assim como nada disse contra a Rede Globo apoiar abertamente sua candidatura no RJ. Ora, conhecendo a Globo nas suas entranhas, como não desconfiar da candidatura Freixo? Por isso o IRÔNICO título do artigo de Paulo Nogueira sobre a derrota do Freixo.

Ora bolas! O cara podia sair elogiando o comportamento de sua campanha, o resultado que obteve, a esperança que tudo isso proporciona para o futuro do RJ, mas não, resolveu sair atacando o PT porque o desempenho dele carecia da performance do PT no governo, como se isto não lhe fosse um problema real. Convenhamos! Se não tivesse ocorrido o que ocorreu e o PT tivesse bem na fita, talvez sua performance na campanha fosse ainda pior porque certamente o PT faria o governo da Cidade Rio de Janeiro.

Mas fica mais fácil atribuir ao outro a culpa pelo fracasso próprio. Todos nós devemos fazer auto-crítica, inclusive o psol.

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Wagner Momesso

02 de novembro de 2016 às 11h59

Primeiro que Freixo se mostra bem oportunista neste momento e já se mostrara em 2013 quando incentivou movimentos por transporte gratuito ou a revolta dos 0,20 centavos. No caso de SP , um cara decente como Haddad estava começando a governar, caçando a máfia dos fiscais da prefeitura e foi tratado como um bandido pelos grupos “super conscientes” que ficaram revoltados com a política porque o PT não resolveu suas situações particulares. Freixo e Luciana Genro sabiam muito bem o que Lula, o PT e Dilma enfrentavam no congresso e na mídia e tentaram se aproveitar do momento. Um grande tiro no pé, propiciaram o avanço da direita aproveitando-se de manifestações sem direção. A midia deu a direção que queria. Patrocinaram esse golpe sujo na democracia. Não fosse as manifestações infladas por psol , pstu, e a grande mídia o golpe não teria sido planejado. Com esta declaração Freixo mostra novamente o que é : um oportunista. Ta seguindo o caminho de Marta Suplicy. Alguém já percebeu que a sociedade brasileira ta dopada, hipnotizada pela mídia? e que no momento não tem nada de progressista? Quanto ao PT, errou muito, principalmente em aceitar dinheiro privado e fazer o que os outros sempre fizeram: dar o retorno do investimento dos financiadores das campanhas através de superfaturamento de obras. Outra negligência do PT : não ter lutado pela redemocratização da mídia. (agora pagam caro). E as coletivas do juizinho para as tvs heim? verdadeiros autos de fé.

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    Regina Lúcia Feitosa Dias

    02 de novembro de 2016 às 21h24

    Olha o que Freixo diz: “Todo projeto de esquerda está pagando caro por isso. Há o fim de um ciclo, erros do modelo de governabilidade, erros cometidos principalmente pelo PT. Mas não adianta crucificar o PT. É fundamental que a esquerda não se vitimize”. É muito injusto criticar PSOL por ter uma visão crítica ao que o PT fez. Freixo e o PSOL mais solidários não poderiam ser porque o PT passou a ameaçar direitos. Hoje critica-se, com justeza, o que o Temer está fazendo. Mas, D. Dilma é que começou este ajuste fiscal, cortando verbas da educação da saúde, mexendo em direitos conquistados…e tantos outros abusos. E ninguém de sã consciência poderia apoiar esta medidas nem no Governo Dilma.

    Responder

Maroly

02 de novembro de 2016 às 10h04

Está correta a argumentação , mas não poderia ter sido o PSOL e menos o Freixo a colocá-la , porque desde outro ponto de vista , ele só fez a campanha que fez graças aos acertos do PT nesses 13 anos dando , aos trancos e barrancos , oportunidades e voz aos jovens . Além do mais , o papel de ” puro ” cai muito mal a quando se fala em nome de um partido .

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Dani Tristão

02 de novembro de 2016 às 01h38

Miguel, o debate seria perfeito e muito pertinente se não tivesse misturado o PSOL. Não são esses “erros” do PT que vc aponta os mesmos que o PSOL aponta. Quem dera fosse meu caro, quem dera!!!

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Sérgio Rodrigues

01 de novembro de 2016 às 15h48

Essa conversa do PSOL é furada. Basta olha sua trajetória como braço auxiliar da direita.

O PT foi vítima de si mesmo, pela cegueira política e a perda do instinto político que acometeram seus dirigentes embriagados pelas sucessivas vitórias nas Eleições Presidenciais e os sucessos de seus governos. Não viram o grave perigo que pairava sobre o Partido e seu governo, tanto no ambiente interno, quanto externo.

Venceram a principal batalha que foi a reeleição de Dilma, compreendo, erroneamente, que a guerra de extermínio proposta por seus inimigos, em curso desde 2012, tinha acabado. Passaram batido quanto a clara Quinta Coluna do PMDB gestada durante a Campanha.

Erraram feio na transição e ascensão para o novo mandato, Não estabelecendo um Diagnóstico de Posição, Posicionamento Estratégico e um Plano de Ação.

Não confiaram nas massas e acenaram para o Mercado, para o Capital.

Se distanciaram e perderam o apoio das massas e foram literalmente atropelados pela colossal e ininterrupta ofensiva de seus inimigos ideológicos.

Agora é manter a calma, a cabeça fria, o coração quente e as mãos limpas. Fazer a necessária autocrítica, a sua curva S e acumular forças para contra atacar em todas as frentes.

Mais do que nunca, em especial, no presente momento, o PT precisa de lutadores de granito!…

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    Antonio Carlos Lima Conceicao

    01 de novembro de 2016 às 15h51

    Essa é a hora que o PT mais vai precisar de trabalhadores militantes.
    Filiação em massa ao PT seria hoje à melhor resposta da esquerda e dos trabalhadores ao golpe.

    Responder

Marcelo Gaúcho

01 de novembro de 2016 às 15h23

Não foi só o PT que errou flertando com a Globo que é o principal sustentáculo da direita fascista brasileira.
O PSOL errou muito ajudando a direita a derrubar Dilma com as manifestações de 2013.

Responder

Antonio Passos

01 de novembro de 2016 às 15h19

Tadinho do Freixo, a culpa do fracasso dele é do PT também. Que IDIOTA ! Freixo é esquerda Globo, esquerda zona sul, basta ver onde estão seus eleitores. Quer ganhar eleição sem povo e depois culpa o PT. A culpa é de idiotas como ele, que fizeram coro com os golpes desde o mensalão. Vai ganhar o apoio do povo, seu BABACA.

Responder

Nazario Bento

01 de novembro de 2016 às 15h14

O que mais se lê em sites progressistas é a gritaria sobre a necessidade de união das esquerdas. Uuumm… Mas que tipo de esquerda? O psol nasceu de um bando de Petistas traíras que aproveitaram um momento difícil do PT à época, que foi a tentativa da reforma da Previdência. Os trairinhas comandados pela Heloisa Helena, Babá e outros, os quais atualmente são totalmente irrelevantes em política, ao serem expulsos,aliás, corretamente, do PT, fundaram esse arremedo de esquerda udenista. É esse o tipo de esquerda que o Miguel acredita? Então coloca junto a Rede, pps e até o psdb!Esqueçam a união das esquerdas, pois jamais acontecerá. O PT tem que fazer o que mais sabia fazer, mas perdeu a prática, que é dialogar com o povo, sindicatos, e intelectuais progressistas e movimentos sociais, principalmente com a juventude. Finalizando, deem o exemplo de um país onde a esquerda se uniu com sucesso e conseguiu o poder.

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DrausioH

01 de novembro de 2016 às 14h39

O PT vem sendo torpedeado pela grande mídia desde sempre. Lembro de uma eleição em que aparecia uma propaganda na TV de uma pessoa escrevendo errado num pequeno quadro-negro e em seguida frases do tipo: “se o seu candidato não tem propostas para educação, mude de candidato”. Era uma clara referencia a Lula. Num outro momento indivíduos presos sob suspeita de serem sequestradores de Abílio Diniz (acho que era ele, não lembro direito) apareciam com camisetas do PT. Antes do próprio PT existir qualquer movimento social era criminalizado. O que dizer da frase de Washington Luis que dizia que a questão social é questão de polícia. Quem levanta questões sociais não são as pessoas das classes mais abastadas que tem seus lobbies que atuam diretamente junto ao poder político. Quando o PT chegou ao governo (enfatizo que chegou ao governo e não ao poder, real pois esse atua nos bastidores) teve que fazer uma escolha: ou “democratizava” a mídia ou governava. Optou por governar e teve vários acertos: em certa medida o “ódio” de setores da sociedade evidenciam as opções a meu ver acertadas que tomou. Claro que errou, mas muitos dos erros foram como que fugas equivocadas da implacável perseguição midiática que sofreu, algo como os erros de uma fera acossada na selva que dá um passo errado e cai nas garras do predador. Talvez muitos de seus expoentes tenham uma especie de “síndrome do sinsenhorismo” que permeia a meu ver toda a sociedade brasileira como um resquício do escravagismo. Quem na sociedade brasileira não se sente meio que pisando em ovos quando diante do poder real? Tomando agora a questão da democratização da mídia. A quem caberia essa tarefa? Quem conhece esse poder a fundo para combate-lo com algo mais do que frases obvias? Uma observação quase final: quando criança eu lia Monteiro Lobato (que recentemente resolveram rotular de racista, pouco importa se acertadamente ou não). O “Poço do Visconde” era um verdadeiro tratado de geopolítica para crianças. Emília, a menina esperta, dava respostas certinhas só que não, para enganar o gringo de olhos verdes. Isso despertou-me desde cedo para a questão do petróleo e sua importância estratégica para o país. Outras questões correlatas foram despertadas na sequencia. Não sei quais são os heróis infantis de hoje. Agora a questão final. a derrota da esquerda pode ser uma vitoria de Pirro para a direita.Agora e hora “das esquerdas” se unirem, fazerem uma autocritica, entenderem o que querem e o que podem oferecer. Agora uma sugestão: por que os blogs ou os grupos de esquerda não se unem a grupos de teatro e levam para as praças um projeto tipo “Política nas Praças” onde os cidadãos comuns seriam chamados a opinar sobre os problemas que os afetam de forma pessoal e também sobre as grandes questões nacionais a pensar em soluções.

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Galthana Troper

01 de novembro de 2016 às 14h29

O PSOL rodou porque durante os 13 anos se contentou em ser um “batedor” do PT e tentou dar uma disfarçada no finalzinho do segundo tempo, com aquelas ceninhas como o Jean Wyllys se declarando “oposição ao PT” ou votando contra o partido quando o PT já estava prestes a cair. E a votação do Freixo foi bem simbólica quanto ao apoio ao partido, que composto de “intelectuais”, pessoas brancas de classe média-alta e estudantes de cursos de humanas que acreditam ser os detentores das virtudes morais e éticas e únicos capazes de lutar pela causa pobre/gay/negra/etc., e que deram piti nas redes sociais quando viram que os pobres não votaram como eles queriam.

Tirem uma lição disso: essa conversa de “azelite”, oligopólio e o pobre indo pra faculdade de avião não cola. Sim, tem muitos papagaios nas redes sociais que podem reverberar esses motes, mas a maioria esmagadora da população não liga pra isso.

Responder

Caíque Pereira

01 de novembro de 2016 às 14h27

PSOL é uma esquerda MANCA…na realidade nem se sabe se é esquerda…está fadado ao desaparecimento.

Responder

    Fatima Carneiro da Silva

    01 de novembro de 2016 às 18h37

    E que a cláusula de barreira lhe seja bem pesada.

    Responder

Terceira Onda ?

01 de novembro de 2016 às 14h13

Gostaria de ver se o Miguel do Rosário teria a humildade (Que falta no PSOL), de analisar os comentários no OCafezinho, ou é uma sentença essa análise, de que os petistas (e não petistas como eu), estão equivocados nas críticas ao PSOL ¬¬”

Responder

    Fatima Carneiro da Silva

    01 de novembro de 2016 às 14h16

    exato.

    Responder

Dâmaris

01 de novembro de 2016 às 14h02

O capital político consquistado por Freixo é o da juventude que foi para as ruas contra o golpe que a direita deu na presidenta Dilma do PT! E o Freixo tem muuuuuito voto da direita, a tal esquerda caviar. Ele ganha, ganha, ganha, na zona sul. Ele teve somente 20% dos votos em Santa Cruz. Olha quantos por cento dos votos a Dilma teve, em 2014, em Santa Cruz, por exemplo. Por favor, Miguel, não venha pedir humildade pro PT. O que faltou no PT foi justamente soberba pra enfrentar os barões da mídia.

Responder

    Marcelo Figueiredo

    01 de novembro de 2016 às 17h56

    Sem contar que boa parte dos votos dele foi de petistas e classe média globotomizada com medo dos evangélicos. Dele mesmo não deve ser nem 10%.

    Responder

Isadora

01 de novembro de 2016 às 14h01

Você estar lélé né mesmo Miguel??? Antes mesmo da Jandira ser candidata, você disse publicamente que votaria no Freixo
Aliás, na altura dos acontecimentos, acho bem vergonhoso esse “textículo” defendendo o traidor da esquerda, o UDNista Freixo; que ao invez de agradecer à militância PTista que o ajudou alavancar sua campanha, foi correndo pros braços da Globo falar mal do PT
Não tem nada não, essezinho vai entrar pro ostracismo muito antes de receber seu cachêzinho que a Globo não vai pagar
Que texto lamentável!

Responder

Gr K

01 de novembro de 2016 às 13h57

PT sempre!!

Responder

Gr K

01 de novembro de 2016 às 13h55

Cegos pela fé. Refúgio dos fracos.

Responder

RosLucc

01 de novembro de 2016 às 13h48

Muitos dizem que pagar ‘black blocs’ e fazer ‘não vai ter copa’ também foram atos de bandalheira e desestabilização de governo, independente de quem tenha sido. E que agora que seria hora para marcar mais presença nas ruas, e não tem nada do tipo.

Responder

Dâmaris

01 de novembro de 2016 às 13h48

Não, não, não! Quem entendeu que as alianças que o PT teve de fazer com a direita para poder governar foi uma parte da esquerda, não justamente essa, o PSOL, Miguel.
Baixar as armas o PT?
O PT ofereceu para estar com o Freixo justamente para fazermos uma chapa de esquerda unificada, mas quem não quis de jeito nenhum foram eles, Miguel. E vc fala em o PT baixar as armas e ouvir as críticas? Eles não quiseram nem Lula, nem Dilma no palanque (mas arregimentar votos da juventude nos Atos contra o Golpe eles queriam, né?) para “não perder uma parte do eleitorado” e perderam feio e vc diz que o PT tem que baixar as armas? Eles pregaram desesperadamente o voto útil no 1º turno aqui, depois condenaram o voto nulo aqui, mas em todas as outras capitais indicavam o voto nulo, inclusive onde o PT e o PCdoB estavam no páreo, e o PT tem que baixar as armas e ouvir as críticas?
O PSOL não fez esses anos todos oposição à esquerda do PT. O PSOL, esses anos todos fez oposição à esquerda que governava. Se o PT pecou tanto em se aliar com o pior da direita para governar, o que dizer do PSOL que votou JUNTO do pior da direita, PSDB e DEM, pra fazer a tal oposição à esquerda?

Acho que seu texto é na verdade uma crítica à comunicação, esse tendão de aquiles nos governos do PT e dentro dele. Coisa que vc faz há muito tempo e eu concordo em muito com seus argumentos. Nós petistas, aliás, sabemos e discutimos sobre isso há muito tempo e fazemos essa autocrítica diariamente. Nesse quesito nossas armas estão bem baixas. Então você é injusto ao dizer que nós queremos unificar a esquerda mas temos de descer do salto. E fazer essa crítica usando o PSOL (o PSOL!) o partido mais sectário do país não é nada inteligente.
Abraços,
Dâmaris

Ps: juizes do Supremo que Dilma e Lula indicaram ao STF não, né? Que eles escolheram por serem os primeiros de uma lista tríplice. Cuidado, pode ser que nem todos os seus leitores tenham essa informação a priori.

Responder

    Rosa

    01 de novembro de 2016 às 14h58

    Perfeito Damaris!

    Responder

    Valdson Cleto

    11 de novembro de 2016 às 16h13

    Perfeito mesmo, só o “Ps” que eu acho que está equivocado. Lista tríplice existe para o cargo de PGR (e acho que também foi um erro do PT nomear sempre o mais votado dessa lista, pois não é obrigado), para o STF isso não existe. A presidenta ou o presidente indica qualquer pessoa, só que essa indicação tem que ser aprovada pelo senado. Enfim, não existe nenhuma lista tríplice para os cargos de ministro do STF.

    Responder

Luis Craveiro

01 de novembro de 2016 às 13h41

Essa esquerda sectária do Freixo é, quem ajudou a chocar o ovo da serpente nazi-fascista no Brasil…isso sim….Pessoas sem qualquer responsabilidade com as bandeiras e as camadas sociais que juram defender, que desde que a direita começou a tentar derrubar Lula, em 2005, passaram a nos atacar com fúria às vezes maior do que um Bolsonaro da vida.
E sempre movidos a rancor, recalque ou acovardados atrás de um purismo ridículo e inviável que usam apenas para nunca precisar virar vidraça.Em 2014, quando as manifestações pelo transporte público perderam o rumo e foram sequestradas pela direita, esses sectários idiotas CONTINUARAM a dar todo apoio a elas e a inflamar seus militantes a participar delas, o que resultou na trágica morte de um cinegrafista da TV Bandeirantes.Claro que depois dessa morte, eles tiraram o corpo fora, como todo bom covarde sempre faz, e saíram falando que não tinham nada a ver com isso.
Vamos dar nomes a alguns bois: Gilberto Maringoni, Luciana Genro, Chico de Oliveira, Plínio de Arruda Sampaio (falecido), Rafael Tsuvako e vários outros que nem lembro ou nem vale a pena perder tempo citando.(critico Spam)

Responder

Cazador de Estafadores

01 de novembro de 2016 às 13h28

DESCURTIR E NÃO COMPARTILHAR É POUCO DIANTE DA CAPIVARA VOU É BLOQUEAR NO MEU FACE.

Responder

Marcelo Figueiredo

01 de novembro de 2016 às 13h20

Cafezinho acha que o PSOL vai fazer a regulação da mídia. Qua qua. Leia o que seu único Senador disse há pouco tempo no Senado.

A Rede Globo é uma empresa de superlativos (…) é motivo de regozijo para todos nós brasileiros (…) quando temos um patrimônio superlativo, isso tem que ser reconhecido pelo Brasil e espalhado com motivo de orgulho (…) tem um papel que temos que reconhecer de integração nacional (…) através de um Jornal Nacional, da sua tele-dramaturgia, propagandear, ampliar espaços, torna essa rede de televisão um elemento fundamental para discutir os destinos do país. Porque como diria o bom e velho Gramsci, o papel da cultura, é o papel da superestrutura da sociedade. Hoje não tenho dúvida que o papel cumprido pela Rede Globo é indispensável na formação da cultura e na formação da opinião pública nacional. Por isso, em momentos como os de hoje, de crise que o país atravessa, de crise política, de crise moral, de crise econômica, é fundamental e indispensável o papel de uma rede de televisão que cumpra o papel fundamental de integração nacional e que estabeleça espaços de debates públicos. Além de tudo isso, a existência de uma emissora dessa natureza mostra o quanto para nós é fundamental a democracia e um dos principais valores da democracia, que é o valor da liberdade de expressão, o valor da liberdade de investigação característico do jornalismo investigativo. Este é um valor que é indissociável de qualquer regime democrático. Isto tem sido e tem que ser reconhecido por nós como um patrimônio defendido pela Rede Globo”.

http://www.esquerdadiario.com.br/rede-globo-e-profundamente-elogiada-pelo-senador-randolfe-do-psol

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José

01 de novembro de 2016 às 13h14

O PT já errou muito, realmente. Mas quem primeiro enfraqueceu a esquerda foram os próprios fundadores do PSOL, que viram já na primeira perseguição jurídica sofrida pelo PT, o tal mensalão da dupla Globo/Joaquim Barbosa, uma oportunidade para exercitarem suas vaidades políticas. Eles eram PT e em vez de ajudar denunciar a primeira tentativa direitista de usar a justiça contra a democracia, acharam que era mais negócio ajudar a derrubar o partido e fundar outro, que ocuparia o seu espaço e onde eles seriam os protagonistas. Como o primeiro ensaio de golpe não deu certo, eles passaram a alimentar um ódio mortal ao ex-partido e com isso, só ajudaram a direita na construção do golpe fatal.

Responder

    Regina Lúcia Feitosa Dias

    02 de novembro de 2016 às 23h00

    Nada como o tempo! A História mostra que o mensalão não foi perseguição jurídica. Aconteceu.sim! E não parou por aí. Vieram o petrolão e a Lava-jato! é perseguição jurídica? Em caso de dúvida, é só conversar com Marcelo Odebretch, o marqueteiro João Santana, Mônica Santana, Delcídio do Amaral, que foi um homem forte no PT até ser preso, Nestor Cerveró e tantos outros. É por negar a realidade que estamos onde estamos, assistindo, pasmos, o avanço da direita, que sequestrou hipocritamente o discurso do combate à corrupção, quando nós é que deveríamos estar fazendo-o sem titubear.

    Responder

      Cleusa

      03 de novembro de 2016 às 10h55

      Vc está enganada! Não teve mensalão coisíssima nenhuma. Leia o outro lado do mensalão. Foi inventado para destruir o PT e logo em seguida implantarem todos os atrasos possíveis e imagináveis contra os trabalhadores, a entrega de todas as nossas riquezas a preço de banana, a destruição das empresas nacionais, a redução brutal do Estado, etc. O mensalão foi criado para dar credibilidade, mesmo que baseada numa farsa, ao tal petrolão, etc, que só atingiu os interesses nacionais!

      Responder

Cazador de Estafadores

01 de novembro de 2016 às 13h14

Descurtindo e nada mais compartilhando,esqueceu de que contestei seu apoio em junho de 2013?

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luis castro

01 de novembro de 2016 às 13h09

Concordo com o Cafezinho, o PT deitou em berço esplêndido, e a exemplo da fábula da “Cigarra com a Formiga” , agiu como a cigarra não se preparou para os tempos ruins, se ancorou apenas nos resultados econômicos quando os ventos eram favoráveis, com a crise de 2008, foi pego de calça curta. A revolução é permanente já dizia o velho revolucionário, assim fizeram Chavéz, depois Maduro, Nestór, depois Cristina, Morales, Correia, que enfrentaram a grande mídia de seus países e nunca se calaram diante dos ataques destas. A situação nesses países é difícil, mas como sempre enfrentaram com altivez seus inimigos, desde os tempos bons, agora em tempos difíceis têm mais instrumentos e apoio para resistir. O mesmo não acontece aqui no Brasil, quando as nossas maiores lideranças foram presas por um STF escolhido por Lula e Dilma e o pior as prisões ocorreram durante os mandatos petistas. Vê se na Venezuela, na Argentina, na Bolivia, no Equador tem alguém do governo deles presos. A derrota acachapante em redutos operários, como no ABCD paulista, só comprova a falta de comunicação do PT, de sua maior liderança Lula e da própria CUT, com a sua principal força política, o operariado. Perder na classe média é explicável, ela segue muito o canto da sereia, mas na classe operária é imperdoável, mostra total desleixo e cegueira com sua principal matéria prima, a classe trabalhadora.

Responder

Dinho Romano

01 de novembro de 2016 às 12h56

Desculpe-me Miguel do Rosário, a quem muito respeito, mas a fala do Freixo é motivada e tenta justificar a sua derrota no Rio de Janeiro, que não tem nada a ver com o PT e com seus erros, que foram muito bem apontados neste artigo. É imprescindível lembrar que Freixo praticamente dispensou os votos petistas que poderiam elege-lo e que manteve-se a uma distância “acadêmica” do povo.
O PSOL apresenta-se à política de forma elitista, como uma espécie de tutor de incapazes. Nunca será um partido de massa com chance real de poder.
O Freixo é um cara arrogante e desagregador da esquerda, assim como a grande maioria do seu partido, que aliás despreza a realpolitik. Não se recomenda levantadas de bola a ele, o risco de um estrago maior ao campo da esquerda é evidente.

Responder

    Fatima Carneiro da Silva

    01 de novembro de 2016 às 12h59

    Dinho Romano eu concordo com o que vc disse. Em tudo, da primeira linha ao último pingo.

    Esse cafezinho está bem ralo.

    Responder

      Dinho Romano

      01 de novembro de 2016 às 13h01

      Obrigado Fátima. Freixo é um tremendo equívoco.

      Responder

        Fatima Carneiro da Silva

        01 de novembro de 2016 às 13h05

        Você oi até bem educado no seu comentário. Prá mim desde há muito tempo já havia suspeitado que não só ele, mas grande parte desse partido são um bando de FDP. E Miguel do Rosário vir com essa era só o que faltava.

        Responder

      Cazador de Estafadores

      01 de novembro de 2016 às 13h15

      Ralo desde junho de 2013 quando contestei como Luiz Mattos o apoio ao início do golpe,aqui NUNCA MAIS retorno.

      Responder

    Dâmaris

    01 de novembro de 2016 às 13h53

    Dinho, perfeito! Perfeito!

    Responder

      Dinho Romano

      02 de novembro de 2016 às 16h21

      Obrigado, Dâmaris.

      Responder

    Dimas Trindade

    01 de novembro de 2016 às 14h32

    O que voce chama de realpolitik é apenas oportunismo. Por sinal, são tão equivocados que chegaram a pensar que poderiam fazer os mesmos “negócios” que direita sempre fez porque ela nunca foi punida por isso. Voces verão que a direita não terá nenhum pudor, nenhum constrangimento em se utilizar dos meios os mais imorais para destruir o PT e, se possível colocar a todos seus maiores dirigentes na cadeia. E isso bancado por setores inclusive que andaram de mãos dadas com voces todo esse tempo e que se locupletaram nas sinecuras que abastecem até hoje os caixas que sustentaram essa campanha contra a esquerda. Impressionante como voces são intolerantes com a esquerda quando se abaixavam para toda a direita.

    Responder

    Rosa

    01 de novembro de 2016 às 14h47

    Dinho Romano, do momento em que o Freixo disse que poderia aceitar os votos petista mas que não queria o Lula no palanque, para mim ele agiu como os promotores do MP. Condenou só com convicção e mostrou realmente como a “elite” do psol é. Também não ví nenhum comentário do Cafezinho sobre apoio da rede globo ao Freixo. Dizer que a culpa da derrota foi por causa do PT é de uma falta de caracter e de senso crítico sem tamanho. Você tem toda razão quando diz que nunca será um partido de massa com chance real de poder.

    Responder

ALGOPI

01 de novembro de 2016 às 12h50

Se houvesse autocritica de quem se recusou a lutar pela unidade, eu entenderia.Um partido que tem entre suas bandeiras a defesa intransigente da Lavajato e da luta udenista contra a corrupção, que defende que a midia não é ao principal problema do país, que namora com a zona sul carioca e só vai zona oeste em busca devotos que não vem, que faz aliança com o MBL nas questões moralistas,eu até entenderia.
Esperamos uma explicação do PSOL. Se recusou a buscar a unidade no segundo turno por convicções programáticas ou por oportunismo eleitoral?
Cabe outra pergunta: se a responsabilidade da derrota do PSOL é do PT, se vencesse a eleição, eles iam atribuir o sucesso ao PT?
Cabe outro questionamento: quando setores do PSOL (como Luciana Genro) pagaram o mico de fazer uma analise de conjuntura equivocada e míope afirmando que jamais haveria impeachment de Dilma porque ela era a queridinha dos empresarios e banqueiros, eles erraram ou estavam dando uma desculpa para não se engajar na defesa da democracia?
A autocritica que tanto se exige do PT parece que não funciona quando se refere a outros setores… a derrota do PT pede autocritica. A derrota do PSOL pede critica ao PT…. Se um cidadão pobre diz que não vota em comunista que defende bandido não será que isso deveria merecer do PSOL uma saudavel autocritica maior do que acusar o PT de ter melhorado a vida dessas mesmas pessoas….
A pergunta final: por que, enquanto o PT se debatia pra levar adiante reformas e distribuição de renda e direitos quase impossiveis de serem tocadas com instituições contruidas para legitimar a exploração e a concentração de renda e sendo minoritario no legislativo e judiciario, por que os partidos que não tinham esse encargo não estavam fazendo a cabeça da população, organizando-a, conscientizando-a e fazendo crescer a capacidade de enfrentamento com o sistema capitalista?

Responder

    Marcelo Figueiredo

    01 de novembro de 2016 às 13h23

    Muito bom.

    Responder

      Fatima Carneiro da Silva

      01 de novembro de 2016 às 14h07

      Sabem o que penso quando lembro desse povo do Psol? Eu moro no DF há 33 anos e muito me lembra a fundação de um tal PPS aqui. Ah, esses “socialistas”, morrem de medo da periferia, de serem vistos na companhia de trabalhadores e de desempregados. A esquerda limpinha, que se lava nas águas do DEM e do PSDB, da Rede (Marina). Vide Cristovam Buarque, Augusto Carvalho (ex-PCB). O Psol anda no mesmo caminho. Socialismo acadêmico, vergonha de ter alguma letra no nome que ao menos lembre trabalhismo ou comunismo. Vão se ferrar, bando de otários. Trabalharei cada dia pra desmascará-los.

      Responder

    Dimas Trindade

    01 de novembro de 2016 às 14h22

    Voce não entendeu merda nenhuma do que se falou. Continua na mesma idiotice que os levará a se tornarem irrelevantes.

    Responder

      Cazador de Estafadores

      01 de novembro de 2016 às 14h23

      Irrelevante é seu partideco burguês.

      Responder

      Fatima Carneiro da Silva

      01 de novembro de 2016 às 14h51

      Partideco irrelevante. E de irrelevantes.

      Responder

    Carla

    01 de novembro de 2016 às 20h01

    Perfeito! Tô cansada desse blablabla de autocrítica do pt. Já encheu. Tivessem realmente lutadode verdade contra o golpe e a favor da democracia não estaríamos agora a beira de um estado de excessão onde TODOS perderemos. Mas o piçol no fundo não está nem aí pra nisso. Só pensa em ocupar o lugar do pt como protagonista na esquerda. Pra esse objetivo um golpe foi até bem vindo.

    Responder

    Di Hernandes

    01 de novembro de 2016 às 20h02

    Isso mesmo. Freixo pecou três vezes: atacou o PT (sempre) ao invés de buscar unidade, pelo menos durante as eleições; desprezou o Lula (!) de forma inaceitável e CULPOU o PT pela própria incompetência, ao ser derrotado por quase 20 pontos percentuais pelo bispo – que além de tudo, não tinha o apoio da poderosa rede esgoto. Triste fim do Freixo. E da ensandecida Luciana Genro e da inacreditável sombra em que seu pai se tornou.

    Responder

    Marcia Soares

    01 de novembro de 2016 às 23h27

    Se Freixo, pela sua lógica, tivesse ganho as eleições,teria sido em razão dos inúmeros e significativos acertos do PT, não se pode negar Em sua campanha, ele afirmou não querer se espelhar nos erros do Partido dos Trabalhadores, Deduz-se que, se tivesse optado por levantar a bola dos programas petistas, sairia vencedor, na certa. É indiscutível que o PT cometeu erros relacionados à sua comunicação com as bases e à fragilidade com que lidou com a ‘grande imprensa’. Mas, afastando-nos dessa análise que ressalta aquilo que não se fez e que deveria ser feito. é bom lembrar que a mão do’ Império’ está se fazendo sentir nesta situação toda em que o Brasil se vê envolvido, E que o projeto de derrotar a esquerda em nosso País tem muito mais a ver com o quanto os acertos de dois governos de esquerda poderiam interferir nos planos imperialistas. A política externa brasileira nos colocou num patamar destacado e influente, porém incômodo: BRICS, China e Rússia, Oriente Médio, Petróleo e Pré-sal, dentre out E isto não é teoria da conspiração. Faz muito sentido e é um filme já visto.

    Responder

    soniamontenegro

    02 de novembro de 2016 às 02h55

    Concordo LITERALMENTE com tudo que você escreveu!!!
    Uma análise sobre o 1º turno dessa eleição, feita pelo Rui Costa Pimenta, presidente do PCO – Partido da Causa Operária, mostra em números a falácia de que a eleição teria sido uma derrota para o PT e uma vitória para o Psol. Ele mostrou que o Haddad perdeu 45% dos votos e o Freixo 39,5% (com relação a eleição de 2012), números que não expressam os resultados alardeados. O Psol não teria nenhuma responsabilidade por essa perda? O Haddad, todos sabemos porque, mas o que justifica a perda de votos do Psol, o partido de ‘homens escolhidos’, todos honestíssimos?
    Acontece que a mídia levanta a bola do Psol simplesmente para derrubar o PT, e o Psol tira proveito, e mesmo diante do golpe que está levando o Brasil a uma ditadura, à falência e a perda de soberania, o único psolista que vi combatendo o golpe foi o Jean Willis.
    Os psolistas ex-petistas, têm um ódio monumental do Lula e do PT. Eu vejo isso nos meus amigos psolistas. São incapazes de fazer uma crítica aos partidos de direita, mas o PT…
    Criticar os governos petistas pela não regulação da mídia me parece também uma crítica injusta. Será que um Congresso cheio de donos de jornais e tevês aprovaria? Era só para a mídia poder fazer uma festa, dizendo que o governo tentou censurar a imprensa, mas perdeu. Nosso heroico Congresso não permitiu.
    Finalmente, vale uma correção: no governo Lula, o Franklin Martins organizou seminários para discutir a mídia, aberto a todas as pessoas que quisessem participar, inclusive os meios de comunicação. Foram tiradas posições por cidades, depois por estado e finalmente uma posição geral. A Globo disse que participaria, mas não mandou nenhum representante. Só a Band participou, enviando 2 representantes.

    Responder

    Nilson

    03 de novembro de 2016 às 08h44

    Muito pertinente seu comentário, exatamente como penso, gosto e respeito Freixo, mas seu pensamento não esta correto.

    Responder

    Lee Flôres

    03 de novembro de 2016 às 21h01

    O PT nunca buscou o Psol pra fazer nenhuma unidade, agora queria ressucitar surfando a onda do Freixo. Me poupem.

    Responder

Marcus Padilha

01 de novembro de 2016 às 12h44

Mimimi… a culpa sempre é do PT, seja pra direita seja pra “esquerda”

Responder

Torres

01 de novembro de 2016 às 12h35

O PT é uma espécie de religião.
A militância é cega, dogmática e trata seus líderes como santos, coisa que não são.
Arrogantes, pensam que foram derrotados sem terem cometido tantos erros que levaram o país à situação atual.
Dilma foi irresponsável e pensou que poderia chutar grande parte da população.

Responder

    Terceira Onda ?

    01 de novembro de 2016 às 14h21

    Eu acho engraçado isso, Torres é um comentador do Brasil 247, sem argumento ele busca argumentos na própria esquerda para criticar o PT. Geralmente comentários vindo do (ou em defesa) do PSOL, vejam o que o PSOL cria, uma direita burra com seus argumentos ancorados nele, por isso o PSOL é mais um partido Golpista ^^

    Responder

      Cazador de Estafadores

      01 de novembro de 2016 às 14h25

      Então onda o Piçol é mesmo amado pela direita.

      Responder

        Torres

        01 de novembro de 2016 às 14h45

        Eu não amo o PSOL e muito menos aqueles que se dizem de direita.
        Sou centrista.
        Para mim vivemos ciclos.
        Ignorar isso é fator de frustração.
        Quando se quer impediram os ciclos, a realidade sempre bate.
        Por isso a alternância de poder é necessária e inevitável.

        Responder

          Terceira Onda ?

          01 de novembro de 2016 às 15h23

          Torres… para cara, ninguém aqui quer ler esse seu mimimi pseudo centrista não, alternância de poder ? ahuahuah sabe o que é cíclico ? o Colapso do Capitalismo global, isso é cíclico…

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 16h33

          Sim, crises são cíclicas.
          Se não quer ler, ignore, mas não cague regras pois não tem poder para isso.

          Terceira Onda ?

          01 de novembro de 2016 às 17h21

          Bem, isso não é uma discussão ^^ siga postando o que quiser, mas saiba que em nenhum momento me dirigi à você, seus argumentos são cansativos, você se faz de inocente com seus argumentos, ou por ma fé ou por ignorância mesmo ^^

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 17h23

          Eu apenas argumento.
          Relaxe.
          Não sou inimigo de ninguém e nem demonizo a esquerda.
          Na política sou inocente.
          O máximo que faço é fumar maconha.

          Terceira Onda ?

          01 de novembro de 2016 às 17h50

          É dois, gosto muito também, o seu problema é que você é demagogo, eu até debatia antigamente ctg, mas depois de ver sua insistência “inocente” em argumentos à muito vencidos eu entendi que você é só mais um idiota útil

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 21h17

          Então me ignore.
          Relaxe.

          Regina Lúcia Feitosa Dias

          02 de novembro de 2016 às 21h13

          Hahahahaha….não pude deixar de rir com esta última frase…é bom ser bem humorado!

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 17h24

          E vc se dirigiu a mim.
          Não tente disfarçar.

      Torres

      01 de novembro de 2016 às 14h28

      Eu leio os argumentos da esquerda e da direita.
      Concordo com alguns de ambos os lados.
      Mas estou avaliando apenas o discurso do PSOL, que é um partido em que não votaria.
      Lamento que vc seja mais um religioso, cego pela crença.

      Responder

        Igor Gonçalves De Macedo

        01 de novembro de 2016 às 14h41

        Já que eu, como o resto dos contribuintes, pago seu salário pra você passar essa vergonha todo dia, vou te passar serviço: comente esta postagem – https://www.ocafezinho.com/2016/10/30/maldito-o-pais-que-precisa-de-herois-inventados/

        Ah, e lembre-se: o Anão Temerário falo que a CLT é morta. Portanto, estou pouco me lixando se é feriado ou fora do horário comercial. Ao trabalho!

        Responder

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 16h37

          Meu salário?
          Relaxe.
          Sua insinuação não chega à realidade.
          CLT precisa se modernizar ou perderemos mais e mais empregos e empresas.

          Igor Gonçalves De Macedo

          01 de novembro de 2016 às 16h42

          Aqui não é passeata pró-Trump camarada, a média intelectual é um pouquinho mais alta… vc vive aqui, passando cartão, “misteriosamente” concorda integralmente com a cartilha do Temerato, só leva na orelha, e não recebe? A gente observa quem não recebe, em geral é do tipo “kkk” e “petralhiahiah!!!!u111um!”, que pelo menos vem aqui desopilar, agora que vêem a naba do pato amarelo entrando.
          Teu serviço taí, já te passei. Não esquece que com a “modernizassaum” da CLT ordenada Vênus do Arouche nós poderíamos até te demitir por falta de produtividade sem direito a verba rescisória, conforme negociado “caracu”

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 16h54

          Não sou do tipo, Igor.
          Quero menos Estado mas não Estado mínimo.
          Vou continuar por aqui enquanto eu estiver afim.
          Se quiser me ignorar, fique a vontade.
          Mas não acuse sem saber, ou está justificando o que reclama em relação ao PT.
          Quanto ao artigo, já comentei faz tempo.
          Mais 30 centavos do MBL no meu bolso!
          Hahaha

          Igor Gonçalves De Macedo

          01 de novembro de 2016 às 17h15

          Claro que vai, aqui não é blog de celerado (leia-se direitista) que censura tudo o que lhe é contrário.
          Ah, e mais 45 centavos do orçamento da Secom na sua conta, sem dúvida. Quem sabe vc não se torna um dia o novo blogueiro do Alckmin que fatura 70 mil por mês pra bater nos secundaristas? #Meritocracia#MaisMises(éria)

          Não sei o que diabos tem a ver PT comigo. Sou porta-voz do partido agora? E logo o PT que sempre apanhou daquela teoria idiota da conspiração de “MAV’s”?

          E quanto à “acusação”, pá, mas eu pensava que pra acusar só bastasse “convicção”? Isso eu tenho de sobra. Ou será que só vale para alguns “seletos” acusados? Posso fazer um powerpoint tranquilamente te pondo no centro…

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 17h19

          Sim, sou funcionário da secom!!!
          Era mav agora não mais.
          Prefiro o PSDB!!!
          Viva Moro!!!
          Lula na cadeia!!!!
          Kkkkkkkkkk

          Meu sonho é ser que nem o Nassif!!!
          Mas da direita, claro!
          Uhu!!!
          Moro é rei!!!

          Torres

          01 de novembro de 2016 às 16h38

          E lembre-se de uma coisa, sou tão contribuinte quanto vc.
          O Estado não me paga nada.
          Eu sou daqueles que paga impostos altos e não tem retorno algum.

        Terceira Onda ?

        01 de novembro de 2016 às 15h12

        Meu comentário não foi pra você torres, você é só exemplo nesse caso aqui

        Responder

Maria Cristina Lages

01 de novembro de 2016 às 12h35

O PT teve falhas sim, mas fica tranquilo criticar sem estar no papel de governo, acho que as críticas do Psol, que se acha a esquerda purista, só revela o quanto foram golpistas também. Psol não quer união com o PT porque não nos consideram como esquerda, como se fosse fácil um governo de esquerda no Brasil. Precisavam ser um pouco mais humilde, ainda mais pelo quanto sabemos que o que mais tem no Psol é coxinha não assumido.

Responder

Leandro

01 de novembro de 2016 às 12h22

Esquerda que nega o pt para mim é uma farsa.o pt cometeu erros mas dizer que seu principal erro foi não censurar ninguém é ignorância. O pt foi e talvez será o partido mais democrático da história desse país.nao censurou ninguém.a veja toda semana falava do lula e ele nunca fechou a revista como muitos governos de direita fariam com orgãos de oposição.trouxe grandes mudanças sociais e conquistas de direitos na área trabalhista mas esse mesmo partido que fez tudo isso também errou em casos de corrupção.vive o seu pior momento e nessas horas merecia e merece apoio de outros partidos de esquerda.a esquerda precisa se unir para resistir e não se vender para a mídia de direita como alguns fizeram.na glória tava junto no fracasso disperssa.

Responder

Cecilia

01 de novembro de 2016 às 12h19

Ah, Miguel… defendendo seu lado e seu umbigo! O PT contribuiu com a mídia corrupta e não com você, né? Quanto ao PSOL, sem comentários.

Responder

Apolônio

01 de novembro de 2016 às 12h17

A hora é de união entre as esquerdas. A direita está unida e tem projetos. O PT, foi, é, e será um grande partido essencial a democracia brasileira. Temos que ter cuidado com o andor, que o santo é de barro, como diz o ditado. Só podemos fazer uma análise científica da real situação do PT, após as eleições de 2018. Fora isso, é ainda mera especulação. É muito cedo para conjecturas. Eleição municipal é bem diferente de uma eleição nacional. Vamos aguardar. Quem viver verá ! Todos partidos em qualquer país da face da terra passa por altos e baixos.

Responder

    Regina Lúcia Feitosa Dias

    02 de novembro de 2016 às 20h50

    Muito lúcido seu comentário. Sempre teremos divergências, mas, que estas não nos separem ainda mais, pois o que está acontecendo e o que está por vir com o crescimento da direita é bem pior do que nos unimos em torno de um programa de esquerda.

    Responder

    Cleusa

    03 de novembro de 2016 às 10h41

    Concordo!!

    Responder

Rogério Maestri

01 de novembro de 2016 às 12h13

O cafezinho chega a ser até vergonhoso o apoio que dá a este partido “venha a nós o vosso reino”, quando chega a apoiar outras posições políticas com mais possibilidades de vitória o PSOL, não dá a mínima chance, fez campanha contra o governo Dilma e falou mal sempre que pode de Lula e do PT.
JAMAIS SE COMPORTOU COMO UM PARTIDO DE ESQUERDA, nunca solidário aos operários e sempre vinculados a pautas pequeno burguesas quando não perfeitamente moralistas e de extrema direita.
Nunca tendo base política nas classes socais mais baixas culpam o PT pela sua derrota que configurou-se da mesma forma do que todas as derrotas que que tiveram.

Responder

    Dimas Trindade

    01 de novembro de 2016 às 14h21

    O governo Dilma foi desastroso. O PSOL como partido fora do governo, portanto oposição, tinha o dever de puxar o PT para a esquerda. O que nunca significou que nos rejubilamos com o golpe. Tanto é verdade que o PSOL teve mais atuação proporcional à sua bancada que o PT com a sua enorme bancada.

    Responder

      Cazador de Estafadores

      01 de novembro de 2016 às 14h23

      Nanicos com complexo de Golias,vem vindo a clausula de barreira e não terão mais ao PT para barra-la como de outras vezes.Danem-se!

      Responder

      Fatima Carneiro da Silva

      01 de novembro de 2016 às 14h23

      Danem-se na cláusula de barreira. Abriguem-se na rede furada, ou no PPs..

      Responder

      Des

      03 de novembro de 2016 às 15h17

      Proporcional ao que? 5 legisladores? Vocês tinham o dever de puxar para a esquerda atacando a direita, não se associando a ela. Deixaram a Luciana Genro e Safatle se tornarem a cara do partido, pois os representantes eleitos não vão contra as baboseiras que estes dizem. As passeatas de 2013 e o início de 2015 mostraram que só se importam com PT.

      Já participei de reuniões do PSOL antes da eleição de 2016, não tocaram na palavra golpe uma vez, não falaram de Cunha ou Temer, mas de PT foram bem 15 minutos de DR. Mostraram que são reacionários, que não tem estofo teórico e nem vínculo com a massa. São um partido liberal nanico que apóia direitos civis sem ter possibilidade de legislar. Discurso parlamentar vazio.

      Responder

      Rogério Maestri

      04 de novembro de 2016 às 18h34

      Puxar o PT para a esquerda seria ótimo, porém isolá-lo e dizer que era melhor ele se ferrar para eles poderem crescer é indecente.

      Responder

    Rosa

    01 de novembro de 2016 às 14h54

    O PSOL é esquerda que a direita ama. As pessoas desse partido que conheço, são aquelas que têm vergonha de votar na direita diretamente e nunca, mas nunca mesmo, apoiam um projeto ou governo de esquerda. Além do mais vejo o PSOL como um governo urbano. Jamais os ví junto com o MST, com a marcha das margaridas….. Movimentos Populares demais para esse partido.

    Responder

Egberto Dantas

01 de novembro de 2016 às 12h12

Freixo (PSOL), Mea Culpa, Por Favor. Vale para o Blogueiro também.

Responder

Mandy Tavares

01 de novembro de 2016 às 12h10

Que o PT cometeu erros e precisa se reorganizar depois do golpe e do resultado das eleições municipais, é fato! E urgente!
Que a mídia tem uma parcela gigantesca de responsabilidade no momento ruim do partido, é igualmente um fato incontestável.
E tantas outras coisas, umas que poderiam estar no controle das gestões petistas, outras absolutamente não.
A destruição do PT e suas lideranças é um projeto antigo, que se intensificou quando não foi possível evitar a sua ascensão e permanência no poder.
Ele eclodiria, de um modo ou de outro. Pena que teve contribuição da própria “vítima”.
Mas o PSol é o tipo de esquerda que se comporta, por vezes, do modo que a direita ama. Membros do partido não enxergam que eles fazem parte do jogo de aniquilação da esquerda como um todo. Para manter um pluripartidarismo merreca, ficaria um PSTU e similares, que nada ameaçam. Freixo teria recebido o apoio da Globo por questão empresarial, pela rivalidade com a Record e outras questões ligadas ao reduto do Crivella, nada de pensar no Rio e seu povo.
E mesmo assim o Freixo teria se aliado à Vênus. Daí fala dos erros do PT, como se fosse uma vestal. Ele precisa entender que faltou à sua campanha um elemento essencial: povo, que o Crivella teve e ganhou. Ele esteve numa esquerda sem povo. Esse povo foi com o adversário, e isso é culpa somente do PT?
A esquerda, de modo geral, cometeu e comete erros, e cada um deve repensar as suas posturas. A desunião da esquerda, hoje, é o seu maior fator de destruição.

Responder

Elena Osawa

01 de novembro de 2016 às 12h02

Sou de Santo André e vejo o PSOL atuando de forma muito arrogante. Aqui, o PSOL não tem grande votação e não apoiou o PT nessas eleições e nem nas de 2012. Então, dá a impressão de que não querem se misturar com os demais partidos de esquerda, rejeitam a união com o PT. Em contrapartida, Freixo recebeu votos de petistas. Grande parte do PT o apoiou nesse 2o. turno. E é o PT que tem que fazer uma autocrítica? Alguma coisa esta fora dos eixos…..

Responder

    Dâmaris

    01 de novembro de 2016 às 13h54

    Perfeito, Elena.

    Responder

    Cazador de Estafadores

    01 de novembro de 2016 às 14h27

    São os purinhos que bebem a purinha do Cheirécio.

    Responder

C.Poivre

01 de novembro de 2016 às 11h55

Será que o PSOL teria feito melhor tudo de bom que o PT fez de 2003 a 2014?

Responder

Pedro Tietê

01 de novembro de 2016 às 11h55

A esquerda antes do pt é o mesmo que indústria naval antes do lula

Responder

    Dimas Trindade

    01 de novembro de 2016 às 14h37

    É mesmo. Luis Carlos Prestes, Marighella, Apolônio de Carvalho, Florestan Fernandes etc nada representaram.

    Responder

      Cazador de Estafadores

      01 de novembro de 2016 às 17h40

      Falou besteira,o que sei de esquerda veio de Prestes,Marighela,Lamarca,o clandestino Marujo ,Jaime Maria lúcia,Lúcio.Pomar,Vicente,Zé Negão etc,etc,etc.

      Responder

        Regina Lúcia Feitosa Dias

        02 de novembro de 2016 às 20h47

        Eu também! Prestes, Marighela, Lamarca,o clandestino Marujo , Jaime Maria lúcia, Lúcio, Pomar,Vicente,Zé Negão etc,etc,etc. sempre serão nossas referências de esquerda!!!!

        Responder

      Sérgio Silveira

      01 de novembro de 2016 às 19h17

      Ele se referiu pós democratização! O PT foi o primeiro de esquerda a ser fundado Tinha apenas o PDS e o PMDB (anos mais tarde sairia a dissidência fundando o psdb)

      Responder

mello

01 de novembro de 2016 às 11h46

Campeão de soberba, de autismo, é o Psol.

Responder

    Dâmaris

    01 de novembro de 2016 às 13h52

    Campeão de armas nas mãos contra a esquerda, essa é que é a verdade! PSOL não aceita fazwer chapa com PCdoB porque é partido da base do PT. Alguém acha que esse partido quer fazer a tal unificação da esquerda??????

    Responder

      Redson Mello

      01 de novembro de 2016 às 17h41

      De maneira nenhuma: se não aceitaram o apoio nem do PT nem do PCdob, nem de outros políticos de esquerda de outros partidos.nem até de Lula e Dilma !. São arrogantes e autossuficientes.

      Responder

        Regina Lúcia Feitosa Dias

        02 de novembro de 2016 às 20h43

        Olha, o que vi foi o PSOL aceitando e elogiando o apoio de Suplicy.Inclusive divulguei esta aliança porque foi um gesto grandioso do Suplicy. Agora, se o PSOL não aceitou palanque com Lula e Dilma, fez o que até candidatos e aliados do PT fizeram: não vincularam sua candidatura a eles ou, se o fizeram, foi de modo super discreto. E por que?

        Responder

mello

01 de novembro de 2016 às 11h45

A Cristina Kirchner conseguiu passar a Lei De Meios e Macri…i…

Responder

    Egberto Dantas

    01 de novembro de 2016 às 12h18

    Com nosso Congresso… Revogam-se as Leis.

    Responder

Ygor Alves

01 de novembro de 2016 às 11h43

Freixo, queridinho da Globo e de ocafezinho.

Responder

    cousinelizabeth

    01 de novembro de 2016 às 11h54

    E com essa eu deixo de acompanhar este blog. Francamente, defender o PSOL e o Freixo neste momento em que eles tentam tripudiar sobre o PT, é demais para mim. Sim, o PT cometeu erros imensos e ainda os comete, mas sem a vanguarda do PT não haveria srs. Freixos. O PSOL, mais uma vez, tenta explorar tudo aquilo que agrada à direita e garantir espaço na mídia golpista. Crescer assim, sr. Freixo, é o caminho para repetir o PSDB. Boa sorte e mantenha distância. O meu voto o PSOL jamais terá.

    Responder

      Cazador de Estafadores

      01 de novembro de 2016 às 13h14

      DOIS!

      Responder

        Dâmaris

        01 de novembro de 2016 às 13h48

        3!

        Responder

      Dâmaris

      01 de novembro de 2016 às 13h51

      Votei no Freixo e pretendo nunca mais. Meu voto esse partido de arrogante, sectário, incompetente para fazer UMA eleição, explorador de aluninhos do IFCS, não ganha. Não ganha nunca mais.

      Responder

        Fatima Carneiro da Silva

        01 de novembro de 2016 às 14h04

        Minha sorte foi não morar em nenhuma das capitais onde esse partido de arrogantes disputou. Pelo menos aqui no DF essa turma não se cria.

        Responder

      Paulo Macambyra

      01 de novembro de 2016 às 15h56

      Calma! O Cafezinho não pode acertar sempre. O Freixo arranjou uma desculpa até razoável, mas esconde que o Psol não tem discurso para a periferia. Ponto.

      Responder

    Rogério

    01 de novembro de 2016 às 12h53

    A esquerda que a direita gosta.

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    Dâmaris

    01 de novembro de 2016 às 13h48

    Nossa, que decepção, né?

    Responder

Marcvs Antonivs

01 de novembro de 2016 às 11h23

Disse tudo.

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Antonio Luiz

01 de novembro de 2016 às 11h18

O que será que deu errado na dobradinha Globo-Freixo? Alguém fará esta análise?

Analisar o inconveniente em que se transformou o PT para a esquerda já virou chover no molhado. Quero ver é se olhar no espelho e ver a si próprio e não, fazer como sempre fazem, inclusive direitistas, que só vêm o outro como causa de sua feiura.
Os caras perderam porque foram arrogantes e porque, e principalmente, suas alianças para extirpar o PT da vida política do país em troca de seu nicho garantido não deu certo. O outro direitista, Crivella, teve mais competência que Freixo.

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