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(Brasília - DF 25/11/2016) Presidente Michel Temer durante almoço com o PSDB no Palácio da Alvorada. Foto: Beto Barata/PR

Com Governo em crise, Temer muda estratégia

Por Redação

28 de novembro de 2016 : 15h20

Jornalista revela nova estratégia de Temer diante de um Governo cuja imagem está cada vez mais degastada.

No Estadão

Temer muda estratégia de comunicação para tentar conter crise

Com a imagem desgastada pela crise política, presidente foi aconselhado por sua equipe a dar respostas imediatas a temas que vêm minando cada vez mais a avaliação do governo

Por Vera Rosa

Brasília – O anúncio do presidente Michel Temer de que seria impossível sancionar uma emenda para anistiar o caixa 2 eleitoral, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, marca o início de uma nova estratégia de comunicação do Palácio do Planalto. Com a imagem desgastada pela crise política, Temer foi aconselhado por sua equipe a dar respostas imediatas a temas que vêm minando cada vez mais a avaliação do governo. Nos bastidores, o diagnóstico é o de que, até agora, o presidente virou refém da agenda negativa.

Nos constantes monitoramentos das redes sociais, a Secretaria de Comunicação (Secom) constatou que a ideia de embutir a anistia ao caixa 2 no pacote anticorrupção tem potencial de causar estrago ainda maior para o Planalto. Foi então que Temer decidiu, em conjunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – todos eles pressionados por reações da sociedade -, anunciar um acordo institucional no sentido de barrar qualquer movimento para perdoar quem cometeu crime de caixa 2.

Sob o risco do ressurgimento das manifestações de rua, em defesa do “Fora, Temer”, o presidente resolveu lançar vacinas para blindar o governo e, na tentativa de mostrar que não é conivente com falcatruas, admitiu a possibilidade de solicitar ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que grave todas as suas audiências públicas. Temer manifestou esta intenção após ser acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de ter agido para atender aos interesses pessoais do então chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, na briga com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O imbróglio ocorreu por causa de um empreendimento imobiliário embargado, em Salvador, onde Geddel comprou um apartamento.

A ideia de criar uma espécie de “gabinete de portas abertas” faz parte da nova política de comunicação do governo, montada depois que o Planalto foi informado de que Calero gravou conversas com Temer, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e também com Geddel, que caiu na sexta-feira. Orientado por auxiliares a sair da defensiva e ir a público pessoalmente para reagir – não deixando a iniciativa apenas a cargo do porta-voz, Alexandre Parola -, Temer considerou o ato de Calero como de “uma indignidade absoluta”.

A percepção no Planalto é a de que a saída de Geddel ameniza, mas não acaba com a crise política, que contamina a recuperação da economia. Em conversas reservadas, aliados de Temer lembram que a oposição, apesar de minoritária, tem conseguido fazer muito mais barulho no Congresso e pode obter respaldo popular ao levantar a bandeira do impeachment, caso o Executivo não apresente resultados em curto prazo.

No momento em que a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 caiu de 1,6% para 1% e a Fazenda prevê queda de arrecadação, o desafio imediato do governo é aprovar o Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos – âncora do ajuste fiscal -, sobreviver às delações de executivos da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, e evitar que manifestações de “Fora, Temer” se alastrem pelo País.

Em almoço no Palácio da Alvorada, na sexta-feira, com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Aécio Neves (MG), entre outros tucanos, Temer ouviu que é necessário ter uma ofensiva não só para se contrapor à onda de acusações, mas também para mostrar o que sua equipe está fazendo. Em seis meses de administração, Temer ainda não tem nenhuma marca de governo para “vender”.

O publicitário Nizan Guanaes também pediu ao presidente, no último dia 21, que aproveite sua impopularidade para fazer as reformas de que o Brasil precisa, mesmo com medidas amargas. “Não é possível passar as reformas sem um trabalho de comunicação. O Ministério do Emprego, hoje, é o Ministério do Desemprego”, provocou Nizan, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, numa alusão aos 12 milhões de desempregados. “O senhor deve puxar esse trabalho para si e falar à Nação.” Foi exatamente isso o que Temer tentou fazer neste domingo, ao seguir a máxima do apresentador Chacrinha, segundo a qual “quem não se comunica, se trumbica”.

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8 comentários

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Luiz Barcelos

29 de novembro de 2016 às 10h16

Quanta diversidade nessa foto: uns usavam gravatas, outros não.

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André Luiz

28 de novembro de 2016 às 22h28

ao lado direito do deus traira, o princípe…é bricandeira…PQP

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Sangre di Coxa Conta Mina

28 de novembro de 2016 às 21h51

O Golpisto, quanto mais fala, mais convence o povo de que é chefe de Padilha.

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andre2110

28 de novembro de 2016 às 21h14

Só gente branquinha!

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Luiz Baptista

28 de novembro de 2016 às 19h28

Essa foto é histórica – nunca tanta merda foi reunida numa sala só.
Vai entrar para o Guinness como a maior densidade de corruptos por magabyte numa foto (nova unidade de medição digital lançada na república bananeira evangélica curitibana do brazil).

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    André Luiz

    28 de novembro de 2016 às 22h26

    só falta os williams da globo na foto….

    Responder

johony

28 de novembro de 2016 às 19h03

Temer é FHC e Aécio que por sua vez é Eduardo Cunha, esse Temer Golpista sabe mesmo lidar com bandido.

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MOREIRA

28 de novembro de 2016 às 15h56

Esse governo já está morto, em estado avançado de putrefação. Nada que esse ridículo fizer vai amenizar a situação. A única proteção a esses bandidos é ainda o da mídia golpista, e os que querem assegurar as votações dessa PEC 55. Depois disso, já promulgada a maldita PEC, os canalhas golpistas estarão satisfeitos e, claro, mesmo como réus, terão a inércia e complacência do STF a empurrar seus processos até a prescrição dos crimes. Aguenta Brasil!

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