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Por Redação

28 de novembro de 2016 : 15h49

Apesar da ausência de provas e do depoimento de Delcídio em que este afirma não ter provas materiais das acusações que fez contra Lula, MPF insiste em atribuir o triplex no Guarujá à Lula.

No Jornal GGN

Batochio: Lava Jato usa delator de plantão para preencher falta de provas contra Lula

“Na medida em que a prova se mostra fraca, se chama um colaborador de plantão para cobrir a deficiência, a anemia da acusação”, disse advogado de Lula ao juiz Sergio Moro

Por Cíntia Alves

O advogado do ex-presidente Lula José Roberto Batochio disse, durante audiência de Delcídio do Amaral no caso triplex, que o senador cassado funciona como um “delator de plantão” para a Lava Jato. Segundo o defensor, o Ministério Público Federal tem recorrido aos depoimentos de Delcídio para cobrir a “anemia da acusação” não só contra Lula, mas também contra outras figuras ligadas a governos petistas, como o ex-ministro Antonio Palocci.

No vídeo acima, a partir dos 3 minutos, Batochio pergunta se Delcídio “tem sido sistematicamente convocado” pela força-tarefa da Lava Jato para “complementar sua delação premiada”, através de novos depoimentos, “conforme vão surgindo as necessidades acusatórias”.

Delcídio, depois de alguns pedidos de esclarecimentos em torno da pergunta, respondeu: “Tenho, sempre. Um depoimento ou dois por mês, na média.”

“E como são solicitados esses depoimentos? É como se diz no jorgão da defesa, à la carte, ou seja, são apresentados alguns nomes  e o senhor é convidado a depor em cima desse nome ou de um tema?”, rebateu Batochio. Delcídio devolveu: “Não. O guia é o meu termo de colaboração.”

Batochio quis saber, então, se recentemente Delcídio foi chamado para falar de Palocci, coincidentemente depois que a Lava Jato apresentou uma denúncia contra o ex-ministro. Moro, então, interrompeu. Batochio teve de explicar que não estava “produzindo provas para outros autos”, mas sim tentando “expor o critério segundo o qual são obtidas essas colaborações”.

Em outubro, o GGN publicou que para ajudar Marcelo Odebrecht a fechar um acordo de delação premiada, a força-tarefa da Lava Jato estaria exigindo informações contra Palocci e o ex-ministro Guido Mantega. Esse dado só saiu na imprensa após o pedido de prisão de ambos.

Para o jurista, “na medida em que a prova se mostra fraca, se chama um colaborador de plantão para cobrir a deficiência, a anemia da acusação.”

Moro indeferiu a pergunta, e Batochio abriu uma discussão dizendo que Moro tem “viés obviamente inclinatório para a tese acusatória”.

Em seu depoimento, Delcídio negou que tivesse informações sobre a acusação de que Lula recebeu um triplex no Guarujá em contrapartida a três contrados obtidos pela OAS com a Petrobras, para obras nas refinarias Abreu e Lima e Getúlio Vargas.

Delcídio também disse que foi escolhido como colaborador porque foi líder do governo Lula e Dilma e sabia como funcionava os bastidores da política em Brasília. Ele admitiu que não tem provas materiais das acusações que fez contra Lula.

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