Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Vídeo: No Senado, economista faz último apelo contra a PEC 55

Por Redação

29 de novembro de 2016 : 11h58

É prevista para hoje, 29, a votação no Senado da PEC 55, que congela os gastos públicos por 20 anos. Economista Eduardo Fagnani esteve no Senado para apresentar contra-proposta e revelou que a PEC 55 irá asfixiar os gastos com educação, saúde, seguridade social, aumentando a desigualdade no país. Eles foram avisados…

No Brasil Debate

Fagnani: ‘o gasto social não é o vilão da dívida pública’

O economista Eduardo Fagnani, da Unicamp, foi um dos professores ouvidos no último dia 24 pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos por 20 anos.

Segundo ele, há um falso consenso de que os gastos sociais, que fazem parte dos gastos primários que serão limitados pela PEC ao aumento pela inflação do ano anterior, são o vilão da estabilidade das contas públicas. “A questão brasileira fiscal chama-se juros”, afirmou, enfatizando que a PEC 55 não é o caminho para resolver a crise econômica.

Além disso, segundo ele, sua aplicação irá asfixiar os gastos com educação, saúde, seguridade social, aumentando a desigualdade no país. Na prática, afirmou, transformará a Constituição de 1988 em letra morta, com redução drástica do Estado de Bem-Estar social. “A PEC é uma mudança de modelo de sociedade”, resumiu.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

7 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Iran Bayma

29 de novembro de 2016 às 14h36

O Estado do Bem Estar é irreversível, é a consonância identitária com o ethos que define a vida do homem na sociedade civilizada, neste milênio que se inaugura. Só a pequenez intelectual e a indigência de espírito confunde sua existência com a mera falta de dinheiro

Responder

Laercio Silva

29 de novembro de 2016 às 13h54

O “Próximo Passo” de Ciro e Mangabeira Unger, em 1996, é a pura confirmação do que está sendo exposto!

Responder

Atreio

29 de novembro de 2016 às 13h38

e o clube do pudim segue se esforçando pra entrar na história do pior jeito: o q envergonha e riduculariza sua história e de toda sua familia.
boa viagem, golpistas! oq é teu tá guardado, entregaremos em mãos.

Responder

Pedro Tietê

29 de novembro de 2016 às 12h25

Com esse tipo de gente não se faz apelo, faz ameaça

Responder

Torres

29 de novembro de 2016 às 12h16

Sempre acontece.
Estado de bem estar social só permanece até o dinheiro acabar.

Responder

    Emerson Lins

    29 de novembro de 2016 às 12h52

    Ai que tá, não acabou, apenas querem transformar o país no estado minimo a força…Basta ver que estamos entrando no Clube de Paris e dando dinheiro ao FMI….

    Responder

      Torres

      29 de novembro de 2016 às 19h10

      Eu acho ótimo.

      Responder

Deixe um comentário

O Xadrez para Governador do Ceará Lula ou Bolsonaro podem vencer no 1º turno? O Xadrez para Governador de Santa Catarina