Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

Chilique de Dallagnol é a prova do crime

Por Miguel do Rosário

30 de novembro de 2016 : 19h56

Arpeggio – coluna política diária

Por Miguel do Rosário

Dallagnol, pastor da Lava jato, expert em Power Point e feliz proprietário de dois apartamentos do Minha Casa Minha Vida, passou o dia de hoje protagonizando chiliques contra o avanço de projeto de lei, na Câmara, que pune juízes e procuradores que abusam de seu poder.

A lei é boa, apesar da procedência mal cheirosa. É boa sobretudo porque nasce de um embate entre os poderes. Os autores de Federalist Papers, obra seminal da democracia representativa moderna, explicavam que as principais vantagens de uma democracia derivam do fato de que ela não depende tanto assim da boa vontade dos homens públicos. Se o sistema é democrático, se há separação e independência entre os poderes, é natural que se dê um embate entre eles, e isso não tem nada a ver com a qualidade moral dos representantes de cada um desses poderes.

O avanço do judiciário sobre o legislativo foi necessário para levar adiante o golpe de Estado. Entretanto, ele agora esbarrou nas contradições internas dos setores médios da própria elite, como são os deputados.

O golpismo nos mostrou que o Brasil é cheio de poderosos de segunda, terceira e quarta linha, que o sistema sacrifica sem dó em prol de mais concentração de poder em mãos dos verdadeiros donos do Brasil: alguns bilionários de São Paulo, a casta judicial (que, unida e coesa ideologicamente, como um partido, se tornou um poder descomunal, perigoso, antidemocrático) e meia dúzia de barões da mídia. Pronto, esses são os que mandam.

Geddel Vieira Lima? Um infeliz que mobiliza a cúpula do governo federal para pressionar um órgão técnico a aprovar a construção de edifício onde tem apartamento? Michel Temer, que entra nesse joguinho incrivelmente sujo e medíocre de Geddel, e fica a seu lado contra Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura?

São marionetes.

Os próprios agentes da Lava Jato são peças menores de um xadrez incrivelmente sofisticado para um país que não se deu conta de que, desde que descobriu o pré-sal e se tornou, por alguns anos, a quinta economia do mundo, havia entrado para o mundo dos adultos e, portanto, deveria ter uma classe política mais preparada.

Dallagnol disse que a “força-tarefa” vai renunciar, caso a lei seja aprovada. Na verdade, por trás do chilique vemos uma chantagem criminosa, um verdadeiro abuso de poder, bem típico de servidores completamente embriagados pelo poder político que a mídia lhes deu. Um servidor público tem uma função a cumprir, pela qual, no caso de um procurador, é regiamente pago. Não pode abandonar sua função por “pirraça”, porque o congresso aprova uma lei da qual ele não gosta.

Tenho que falar da situação em tom irônico, porque para mim a força-tarefa deveria ter renunciado há muito tempo.

E aquele Power Point, Dallagnol, motivo de chacota mundial?

A atitude de Dallagnol é a revelação de que a Lava Jato foi instrumentalizada politicamente, para se tentar legitimar uma juristocracia autoritária, truculenta, que faz da luta contra a corrupção uma cruzada moral que mata qualquer vida econômica e política no país.

A Lava Jato convive melhor com o governo profundamente corrupto de Michel Temer do que com Dilma porque entende que sua agenda juristocrática tem mais chances de prosperar diante de um gestão fraca, cujo único apoio social é a Globo.

As prisões de Cabral e Garotinho foram um movimento calculado para intimidar a classe política, mas acabou tendo efeito contrário. As cenas chocantes de Garotinho sendo retirado do leito de hospital e levado de volta à prisão, sob as ordens de um juiz sem escrúpulos, provocaram um sentimento difuso de autodefesa entre os parlamentares. Eles pressentiram que podem ser todos vítimas do mesmo autoritarismo.

Se a força-tarefa ameaça “renunciar” por causa de uma votação no congresso, isso prova que eles sempre estiveram conscientes de que a Lava Jato se tornou um partido. Ela tem uma força própria, coonestada pelo próprio procurador-geral da república, Janot, e possui direção e objetivos políticos.

Cabe assinalar que os membros da Lava Jato devem estar se sentindo terrivelmente humilhados pela maneira como se desdobrou o golpe que eles mesmo ajudaram a acontecer, visto que vários ministros estão indiciados pela força-tarefa.

Por outro lado, o power point de Dallagnol, acusando Lula de ser o “comandante máximo” dos esquemas de corrupção na Petrobrás, ajuda a explicar a atitude desesperada e criminosa de Sergio Moro, ao vazar os áudios de Lula e Dilma para a Globo.

Enquanto isso, a presidenta do STF e do CNJ, Carmen Lucia, subsidia as manchetes dos jornais chapa-branca, cúmplices da juristocracia que se tenta implementar no país, com seu irritante arsenal de lugares-comum e frases de efeito.

Como presidente do CNJ, Carmen Lucia é uma ótima sindicalista, esquecendo, porém, que o CNJ não é uma corporação sindical, e sim um órgão previsto constitucionalmente para servir como fiscalizador do trabalho judicial conduzido no país. E que, no entanto, tem agido apenas como uma corporação especializada em transferir grandes somas do bolso do contribuinte diretamente para o bolso dos juízes, a começar pelos próprios membros do CNJ.

Lucia, num de seus arroubos de iluminada mediocridade, diz que toda ditadura “começa rasgando a Constituição”, uma frase que soa profundamente irônica no momento em que vivemos, de fato, uma ditadura judicial, com o braço armado do Estado hoje sob controle do judiciário, e com Sergio Moro e seus clones, eles sim, rasgando a todo e direito a constituição. O despacho dos desembargadores do Tribunal Federal Regional da 4ª Região, que chancelou os crimes de Sergio Moro, é uma obra-prima de delinquência constitucional.

As falas de Lucia são cuidadosamente escolhidas para preencher a cabeça vazia dos zumbis midiáticos. As ditaduras nem sempre rasgam a Constituição, mas a distorcem a seu bel prazer, sempre com a alegre ajuda dos juízes.

Em quase todos os momentos da história mundial, as castas judiciais sempre se posicionaram contra avanços democráticos, nunca a favor. O judiciário é um setor historicamente conservador e essencialmente antidemocrático.

Os próprios ministros do STF, como Lewandowski e Barroso, propagam teorias sinistras de boteco, como a de que entramos no “século do judicário”, como se fosse uma coisa muito legal o que esteja acontecendo, ao invés de ser mais uma dessas terríveis armadilhas da qual a humanidade só costuma tomar consciência após algumas décadas de trágica experiência.

Lucia abusa da ignorância popular acerca do poder dos juízes, que sempre foi um problema e um excesso, inclusive apontado por um de seus maiores teóricos, como Hans Kelsen, que alerta para o perigo do juiz como produtor de leis. Afinal, o juiz, ao interpretar a lei, ele praticamente cria uma outra lei.

Kelsen dá ainda um recado importante para os fanáticos da Lava Jato e para todos os operadores do Direito que se vêem como missionários morais. Ele diz que o Direito não pode jamais pressupor, como fazem os justiceiros midiáticos do Brasil, que exista uma Moral absoluta da qual eles sejam os representantes. Toda vez que a jurisprudência se baseia numa Moral absoluta, diz Kelsen, ela produz uma “legitimação acrítica da ordem coercitiva do Estado”. Ou seja, toda a vez que o operadores do direito se vêem como guardiões da moral, eles violam a doutrina democrática, que pressupõe constante autocrítica, contenção do poder e respeito aos que pensam diferente.

A ditadura de que Carmen Lucia tem medo, portanto, já está implementada no Brasil, por mãos do próprio judiciário.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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40 comentários

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Bruno Villela

02 de dezembro de 2016 às 15h33

Continua escrevendo essas coisas e o Dallagnol vai fazer um power point exclusivo para você! :P

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João

01 de dezembro de 2016 às 23h58

Agora que aparecem pessoas lutando contra a corrupção, aparecem um monte de retardados querendo derruba los. Vcs merecem o Brasil cheio de bandidos.

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robertoAP

01 de dezembro de 2016 às 19h35

Só faltou um detalhe na caracterização do elemento Dallagnol. Ele também recebe um salário ILEGAL, muito acima do teto para qualquer servidor público, ganha por mês uma pequena fortuna, surrupiada sorrateira e velhacamente de pessoas necessitadas.
Ontem me lembrei dele ao escutar o disco Wide Angles do saxofonista falecido precocemente Michael Brecker e o seu tema ‘COOL DAY IN HELL”.
Só que o Dallagnol, quando for desta para a pior, não terá muitos dias “frescos” na casa do velho Satã,e o seu diploma de pastor só terá uma serventia: aumentar a temperatura da fornalha.

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nelodecarvalho

01 de dezembro de 2016 às 15h18

Artigo bonito e fantástico para se ler. Mostra o quanto o judiciário brasileiro já se transformou numa pocilga.

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Fernando

01 de dezembro de 2016 às 14h04

Miguel, certamente Dallagnol é um medíocre mimado e obcecado pelos holofotes da mídia. Certamente é mais do que necessário conter poderes fora de controles, sejam eles de quais natureza forem. Hoje o MP e o Judiciário necessitam de maneira urgente terem freios para seus abusos. Porém esses mecanismos devem de forma amplamente debatida. Tenho medo de que os tipos penais votados possam tolher na verdade dos juízes e promotores progressistas e garantistas e não os midiáticos como Moro e Dallagnol.

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    Fernando

    01 de dezembro de 2016 às 14h08

    Concluindo o raciocínio, colo aqui texto do justificando.com:
    A instituição de crimes de responsabilidade à magistratura levará à punição seletiva de juízes garantistas

    Na calada da madrugada do dia 30 de novembro, a Câmara dos Deputados aprovou a instituição de crime de responsabilidade contra juízas e juízes que atuarem de “forma incompatível com o cargo”.

    Embora tenha recebido apoio de alguns setores progressistas e movimentos populares, que enxergam na medida uma saudável restrição a abusos cometidos no exercício do poder punitivo, a legitimar ações truculentas do Estado e propiciar perseguição a determinados setores, é preciso que a alteração legislativa seja analisada com mais cautela.

    Conforme já defendido no artigo O fim de mais um outubro sob o trauma do Carandiru reforça a relevância das lutas da AJD, de autoria dos subscritores deste texto, o Direito Penal não foi concebido para a emancipação de estratos sociais historicamente subalternos aos grupos política e economicamente dominantes; ao contrário, serve justamente ao disciplinamento e neutralização do excedente da força de trabalho não absorvido pelo mercado, que, não sendo útil à sociedade de consumo, é atirado e esquecido nos estabelecimentos penitenciários cujas condições fazem recordar o Medievo.

    Para tal escopo punitivista, o sistema necessita de juízes que legitimem a seletividade da política de persecução penal. Em outros termos, juízes que apliquem acriticamente a lei penal (esquecidos de que seu principal objetivo é proteger liberdades, e não viabilizar punições) e, ainda que com as melhores intenções – oriundas de um arcabouço de transmissão de conhecimento propagadora de visão de mundo autoritária-, auxiliem na tarefa de excluir a liberdade daquela parcela social e economicamente subalterna, formadora da grande massa carcerária.

    Daí que juízes que assim não agem – conhecidos como garantistas, por aplicarem as garantias das liberdades públicas constitucionais – passam a ser vistos como verdadeiros obstáculos aos grupos dominantes. A famosa frase “a polícia prende, mas o Judiciário solta”, corrente nos programas policialescos de rádio e televisão, simboliza, perfeitamente, a censura hegemônica ao exercício da independência funcional que privilegia os fins emancipatórios dos direitos.

    Neste ano de 2016, o acirramento dos conflitos políticos brasileiros e o fortalecimento de demandas autoritárias oriundas dos setores mais conservadores da sociedade civil agravaram esse quadro. Atualmente, há, pelo país, magistradas e magistrados sendo constrangidos por procedimentos prévios ou por processos administrativos em razão de, no exercício de sua independência funcional, terem ousado fazer valer a Constituição frente ao poder punitivo, decretando a ilegalidade de prisões por agentes destituídos de atribuição de policiamento ostensivo; absolvendo cidadãos acusados de crimes cuja validade sequer passaria pelo controle de convencionalidade, como o desacato; determinando, em 2a instância, a soltura imediata de presos que deveriam estar em liberdade, dentre tantos outros.

    Por outro lado, desconhece-se a instauração de idênticos procedimentos prévios ou de processos administrativos contra magistrados que legitimam a atuação repressiva do Estado, muitas vezes relativizando garantias constitucionalmente asseguradas. Afinal de contas, como se viu, ainda que involuntariamente, legitimam a seletividade penal dominante.

    É necessário, portanto, que se julguem as alterações legislativas mais por sua origem e finalidades latentes do que, propriamente, por seu conteúdo.

    Não se olvide que as garantias penais, e toda a revolução civilizatória do processo penal instaurada com o Iluminismo, foram criadas pela burguesia como forma de se proteger contra as arbitrariedades do poder monárquico; não foram forjadas para proteger o povo que, não por acaso, é quem mais sofre ainda hoje com os abusos do Estado.

    O projeto de lei que responsabiliza juízes por crimes de responsabilidade não é, da mesma forma, uma conquista progressista ou popular

    Foi, também, forjado pela elite política para proteger a si própria das arbitrariedades do poder punitivo; a população pobre que superlota presídios continuará a ter seus direitos fundamentais violados cotidianamente e, baixada a poeira, os juízes garantistas, que insistem, quixotescamente, em estabelecer limites constitucionais contra o poder de punir do Estado é que serão mais gravemente atingidos pelas punições estabelecidas.

    O crime de responsabilidade contra juízes, portanto, não passa de mais um mecanismo aparentemente jurídico que, certamente, levará à perseguição seletiva de juízas e juízes que, no seu garantismo, obstam a seletividade penal.

    No atual momento de tensão política e de retrocesso de direitos, não se pode cair em velhas ilusões. É preciso, mais do que nunca, lembrar as demandas históricas da Associação Juízes para a Democracia (AJD) em favor das liberdades públicas em detrimento do fortalecimento de mecanismos seletivos de punição.

    André Augusto Salvador Bezerra é presidente do conselho executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

    Eduardo de Lima Galduróz é secretário do Conselho Executivo da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

    Responder

João Bosco

01 de dezembro de 2016 às 12h06

O poder judiciário é o responsável maior por toda essa baderna que está acontecendo no País. A partir da ação do mensalão, em que se tomou os pés pelas mãos com o único objetivo de prejudicar um dos lados. Agora, quando a lama bate no nariz dos que efetivamente roubam este País desde há muito, os bate-bocas servem apenas para acobertar esse fato, desviando a atenção dos incautos.

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MOREIRA

01 de dezembro de 2016 às 11h46

Para acalmar o Judiciário, talvez o legislativo não ciem empecilhos para os seus supersalários. Assim, com muito dinheiro, do povo, no bolso, eles ficam mais calminhos.

Responder

Roberto Fleury

01 de dezembro de 2016 às 11h05

Arrebentou!

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maria cavalcante cavalcante

01 de dezembro de 2016 às 10h24

E um dos mais injustos países do mundo. Portanto, faz mooooointo tempo que vivemos em uma ditadura. A deles, do Judiciário.

Responder

maria cavalcante cavalcante

01 de dezembro de 2016 às 10h23

O Poder Judiciário brasileiro é um dos mais caros do mundo. Segundo
dados consubstanciados por Luciano da Ros, da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS), em estudo intitulado O Custo da Justiça no
Brasil, com exceção de El Salvador, com expressivos 1,35% do PIB, o
Brasil tem o Judiciário mais dispendioso do mundo, com gastos (em 2014)
na ordem de R$ 68,4 bilhões (1,2% do PIB), em comparação com os EUA
(0,14% do PIB), a Itália (0,19% do PIB) e a Alemanha (0,32% do PIB).
Portanto, nas olimpíadas judiciais nosso país tem grandes chances de
subir ao pódio.

Responder

Ocomentarista Tcomment

01 de dezembro de 2016 às 09h57

Excelente texto! Infelizmente nós brasileiros estamos submetidos a esta guerra de facções corporativas quem pensam apenas em si e esquecem o Brasil, os brasileiros e o seu futuro.Triste e revoltante.

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Esmeraldo Cabreira

01 de dezembro de 2016 às 09h40

O GOLPE DO PARTIDO NAZI-JUDICIÁRIO DO “BRAZIL” COXINHA VAI SE ESTRANGULANDO LENTAMENTE PELOS SEUS EXCESSOS E DISTORÇÕES. ESTA SEMANA, TRIBUNAL DA QUARTA REGIÃO ANULOU SENTENÇAS PANGRUÉLICAS DE DALLAGNOL E DO NAZI-JUIZ DR. “SERGIO COGNIÇÃO SUMÁRIA MORO”. TODAVIA, AS VÍTIMAS DE ARRESTO, TORTURA E ESPOLIAÇÃO NÃO PODEM BUSCAR MAIS SEUS DIREITOS À JUSTIÇA.
IRONIA, QUEM PROPÔS A LEI FORAM 2000.000 DE COXINHAS LIDERADOS PELOS JIHADISTAS DO PARTIDO NAZI-JUSTICIALISTA DO BRAZIL…….
Esmeraldo Cabreira.

Responder

Spin Espelho

01 de dezembro de 2016 às 09h26

Judiciário prá que se curar é mais importante que julgar.
Se curar é mais importante, porque não Poder Curador no lugar do Judiciário?
No momento em que começo este texto vem a minha cabeça a ideia do quanto esse tema é extenso: como escrever até perder os sentidos
Como escrever até dizer tudo se tenho ejaculação precoce: quero interromper antes do ápice, e isso é terrível para mim
Como dar continuidade
Tags: continuidade, sequência, ideia fixa, deriva, foco…o que mais: há um termo que esqueci-me…qual…acho que anotei numa pasta no zap zap…ah sim, o zap zap! adoro escrever no zap zap..é prá lá que eu vou, no whatsapp web, numa lista de destinatários cujos componentes são Ney Matogrosso, Arthur Leandro e Alexandre, se bem que o telefone do primeiro é uma ficcção: não sei se existe
Onde mesmo que eu estava…ah sim, na questão da cura
Quanto a mim, espero do Poder Justiciário a cura salvação e não o castigo
Prá que distritos policiais se precisamos de centro de dedicação aos indivíduos, não apenas ao animais, como também aos humanos e às pessoas jurídicas: todos precisam do Poder Curador, isso que aqui chamamos de Poder Justiciário ou judiciário, tanto faz…
Sabe duma coisa, vou continuar no zap zap, jogo no meu blog o Sequências do SPIN e em seguida posto aqui o link: preciso sair daqui porque sou isso: incapaz de continuar uma rotina: devo ter alguma doença grave: a falta de sequência: socorro!
Nesta noite sonhei olhei fui o que mesmo

Responder

Ben Alvez

01 de dezembro de 2016 às 09h14

Nem a unção resolve.

https://goo.gl/UNSln4

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Ben Alvez

01 de dezembro de 2016 às 09h13

É a prova de que ele é frouxo.

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Laucidio Rosa da Silva

01 de dezembro de 2016 às 09h06

o congresso tem que receber os pedidos de criação de leis etc, mas cabe a eles analisar e adequar modificar, etc da mesma forma pode os deputados pedirem ao judiciário um julgamento narrando penas etc, mas e o judiciário que vai elaborar e proferir a sentença portanto esse procuradores juízes e a imprensa estão blefando e mentindo para posarem de moralista

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Wagner Moraes

01 de dezembro de 2016 às 08h51

Excelente artigo Miguel do Rosário, me sinto desabafado também!!!!

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Esmeraldo Cabreira

01 de dezembro de 2016 às 07h32

FUI SERVIDOR PÚBLICO POR 30 ANOS. BAIXOS SALÁRIOS E MUITAS OBRIGAÇÕES PARA CUMPRIR. QUEM QUER SER SERVIDOR PÚBLICO TEM QUE CUMPRIR COM SEUS DEVERES!
RESPEITO AOS DIREITOS DOS CIDADÃOS E ÀS NORMAS DO REGIME ESTATUTÁRIO.
SOMOS TODOS IGUAIS PERANTE A LEI.
PELO FIM DOS MARAJÁS E DEUSES NO SERVIÇO PÚBLICO.
TODOS DEVEM SE SUBMETER À CONSTITUIÇÃO.
Esmeraldo Cabreira. Mestre e Doutor UFRGS.

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rogeriobezerra

01 de dezembro de 2016 às 02h03

Alguém acredita que os salários de juízes, pf e mp, caríssimos funcionários públicos, estão garantidos? No buraco que nos meteram, nada está garantido!

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Pablo Rodrigo da Silva

01 de dezembro de 2016 às 01h03

Que vão em paz e nos deixem em paz! Esses fascistas enrustidos já deveriam ter partido há muito. Pobre de uma nação em que procuradores e juízes irresponsáveis e ensandecidos rasgam a Carta Magna, pisoteiam as leis e posam de popstars para as câmeras globais.

E ainda temos uma horda de zumbis aplaudindo a destruição de uma país outrora promissor. Esses procuradores e o Sérgio Moro são fruto de um analfabetismo disfuncional e profundo causado por meios de comunicação oligopolizados que aprofundaram o ódio de classe neste país a patamares superiores aos vividos às vésperas do golpe de 1964.

E Sergio Moro e Dalagnol sabem que só poderiam agir dessa forma desassombrada e irresponsável por que não são incomodados por uma imprensa mais plural e preocupada em informar e não em deformar.
Apesar da cretinice desse lamentável Congresso Nacional, a não aprovação das 10 medidas de implantação do fascismo tais quais foram paridas pelos cavaleiros do Apocalipse deve, sim, ser comemorada.
Se os procuradores da República de Curitiba desejam fazer política de forma institucionalmente democrática, que larguem o osso e se candidatem a cargos eletivos!

Se Sergio Moro quer desafiar politicamente ao Lula, que o faça como candidato de fato não como servidor togado! Já chega de juízes e procuradores agindo sem prestar contas, sem se preocupar com as consequências de seus atos e decisões, de se portarem com prepotência, de agirem como se fossem ungidos e pertencentes a uma casta de escolhidos sabe-se lá por que divina entidade!

Basta de percepção de pecúnia acima do teto constitucional de forma imoral e quiçá ilegal! Se querem ganhar muito dinheiro, que o façam como empresários correndo os riscos comuns a todo empreendedor!

O que não dá é para engolir a coisa como está, pois fica parecendo que o Ministério Público e o Poder Judiciário têm tantos esqueletos no armário que, se o abrirem, sairiam pilhas e pilhas de ossadas.

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Luiz Augusto Gonçalves Barroso

01 de dezembro de 2016 às 01h01

Alguém avise a esse promotoreco que, pelo art. 42 do Código de Processo Penal ele não pode desistir da ação penal. Mas pode pedir demissão e se dedicar à sua nova atividade de especulação imobiliária com moradias populares.

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Henrique R

30 de novembro de 2016 às 23h21

Vale a pena repetir

O recado de Hans Kelsen – foi um jurista e filósofo austríaco, considerado um dos mais importantes e influentes estudiosos do Direito – para os fanáticos da Lava Jato e para todos os operadores do Direito que se vêem como missionários morais. Ele diz que o Direito não pode jamais pressupor, como fazem os justiceiros midiáticos do Brasil, que exista uma Moral absoluta da qual eles sejam os representantes. Toda vez que a jurisprudência se baseia numa Moral absoluta, diz Kelsen, ela produz uma “legitimação acrítica da ordem coercitiva do Estado”.
(M.do Rosario)

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gilberto

30 de novembro de 2016 às 23h14

No Brasil temos um Judiciário caro, arrogante, golpista e entreguista, mas não temos Justiça, infelizmente!

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Nahum Pereira

30 de novembro de 2016 às 23h11

Grande Miguel, esta é uma das matérias mais contundentes que tenho lido nesses últimos quatro anos. Contundente e magistral. O Dallagnol vai querer te matar, rsssss.

Responder

    Pedro Silva

    30 de novembro de 2016 às 23h54

    Ele não tem culhão para tanto, a não ser que use o power point

    Responder

      Nahum Pereira

      01 de dezembro de 2016 às 11h59

      Pois é, rsss… vai só querer! Rsss….

      Responder

Pedro Pedro

30 de novembro de 2016 às 22h55

Quer dizer que, assim, os dellagnóis não jogam mais? E querem levar a bola e a quadra pro apto subsidiado na construção? Ora, ora e ora: quer dizer que ele confessa que a tal força-vaza-tarefeira-jato é, em si, mera perseguição politiqueira-partidariamente-acumpliciada? É, assim, não dá! Vazem, dallagnóis!

Responder

Igor Gonçalves De Macedo

30 de novembro de 2016 às 22h03

Impressionante a falta de simancol desses criados pela avó. Creio que ele quer renunciar da “farsa tarefa” sem “renunciar” os polpudos auxílios e extras. Imagino se o servidor público “mortal” ameaçar “renunciar” às suas funções por não aceitar, por exemplo, que o legislador SOBERANO (embora não valha nada – consequências de um congresso de direita, sempre corrupta) ter dito que ele não pode exercer o comércio. Seria advertido e PADeado no mesmo dia. Já está na hora de cometer deicídio com essa casta imunda

Responder

Sergio Santos

30 de novembro de 2016 às 22h03

Quem ele pansa que é??
Esse se esquece mas fácil que defunto. Não leva nem os 7 dias

Responder

Pedro Pereira

30 de novembro de 2016 às 21h53

não vai passar no senado. os coxinha vão pressionar no 04/12

Responder

marco

30 de novembro de 2016 às 21h51

E fala, a ” SENHORA PRESIDENTA DO SUPREMO,como se tivesse ” OUTORGA ALGUMA”,censurando os que ,com nossa simpatia ou não,TEM OUTORGA PELO POVO.Fala pouco,a ALUDIDA PRESIDENTA,e não consegue dizer nada novo.Como ela,a quase totalidade do JUDICIÁRIO,que quietamente assistiu um GOLPE DE ESTADO,sem mexer nenhuma PESTANA. Querem,esses senhores e senhoras,nada mais que convencer incautos, a aceitarem a DITADURA DA TOGA. Quem sabe instituir,serem os magistrados,também eleitos pelo povo,e ai sim,seria o JUDICIÁRIO,um dos três poderes. Mas esse discurso dos MAGISTRADOS,é o mesmo que fazem,os que não tem VOTOS.E nem FORO,que os julgue,quando erram!

Responder

Gilberto Alves

30 de novembro de 2016 às 21h48

E o viadinho se fodeu…..chora na cama que e’ lugar quente……quaquaquaquaquaquaqua

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    Pedro Silva

    30 de novembro de 2016 às 23h51

    e mordendo o travesseiro kkkkkkkk

    Responder

marcelo jose

30 de novembro de 2016 às 21h45

Hoje mesmo ao comentar um post de uma pessoa sobre o judiciário e suas mazelas, falei sobre a lei produzida pela lei, quando magistrados aplicam e interpretam subjetivamente o ordenamento jurídico. Não conhecia Hans Kelsen, vou procurar lê-lo. Gostei do artigo.

Responder

marco

30 de novembro de 2016 às 21h42

E fala,a ” SENHORA PRESIDENTA”

Responder

Gilberto Alves

30 de novembro de 2016 às 21h40

Esses juizes, promotores, desembargadores, procuradores parecem que saíram daquele famoso filme ” Os Treis Patetas”.

Responder

Gilberto Alves

30 de novembro de 2016 às 21h36

Esses juizes sao ladroes, corruptos, basta ver que eles sabem que existe um teto para o ganho deles, eles nao se furtam em aumentar esse teto em alguns casos 5x mais que os 33.500 reais, então, eles que deveriam fazer valer o que esta na constituição, sao os primeiros a passarem por cima. Antes de tudo esses ladroes deveriam devolver o dinheiro que receberam a mais ate a data de hoje. E outra coisa, essa mulher que use toga dela como papel higiênico…

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Jose X.

30 de novembro de 2016 às 21h13

ótimo artigo!

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Maria Thereza G. de Freitas

30 de novembro de 2016 às 20h57

perfeito, principalmente ao colocar os que estão expostos nesse vexame, nos seus devidos lugares de simples marionetes.

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