Comentários sobre: Marcos Nobre: O futuro dos partidos https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 06 Dec 2016 13:01:00 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 Por: Fernando Nóbrega de Andrade https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/#comment-200289 https://www.ocafezinho.com/?p=62215#comment-200289 Nunca os partidos estiveram tão distantes, como já exposto pelo professor, talvez pela grande repulsa por parte dos eleitores diante de tantas denúncias sobre corrupção ou alguns fatos ainda obscuros que não se tornaram público.

O velho sistema sempre vai triunfar se continuar a velha evidência de que o “brasileiro tem memória curta” e faltou muito nas aulas de história, (mas também aulas de história não foram assim tão boas).

A eleição de Donald Trump só foi concretizada, de acordo com a “pós verdade”, a palavra do ano, (nesta época de modas e tendências). Um perigo maior para nós brasileiros, pelo que se constata nas redes sociais, adoramos uma fofoca, nos remetendo ao um passado recente, os tempos idos de salão de beleza, não desmerecendo os profissionais da área e sim seus clientes na grande maioria “mal informados”.

Hoje, na era da tecnologia não podemos mais falar sobre desinformação ao contrário, há um excesso de informação uma enxurrada de verbetes, que a mídia domina e manipula muito bem e o resultado está aí, o povo brasileiro servindo de massa de manobra, para os oportunistas de plantão. (A história se repete) Agravado pela oportuna e descabida grande parte da mídia, emissoras de tv e rádio, jornais e revistas, portais de internet sob o controle acionário que está nas mãos de políticos, manipulando, doutrinando, catequisando o povo, transformando no tão bem descrito por Zé Ramalho “Admirável Gado Novo”.

A aproximação dos partidos políticos com a população se dá de acordo com interesses próprios, as vezes de ambas as partes, principalmente nas épocas de eleições, que nos remete novamente à um passado não tão distante, o velho, doente e caquético, mais ainda forte Coronelismo.

Um governo deveria se concentrar em sua atividade fim, o bem estar social, propagandas de governo devem ser suas ações, para garantir este bem estar social, obviamente, todos os setores devem estar alinhados.

Não seria este um caminho para os partidos políticos, primeiro provarem suas intenções e promessas, com projetos já implantados e comprovadamente eficazes de serviços públicos, para que servem suas Fundações? (nós sabemos!) Se têm tanto dinheiro e recursos para bancar campanhas milionárias, porquê não investir em bens e serviços públicos, quer aproximação melhor do que esta, acredito que seria muito bom para a grande maioria da população, melhor do que os abraços, beijos e promessas vazias eleitoreiros.

Um país grandioso, cheio de recursos, naturais e humanos, estrategicamente posicionado na geopolítica, nada vale se o pensamento de seu povo ainda for de Colônia de Província.

Talvez ainda nos falte, o bem maior que um povo poderia ter, Educação.

Não sou um especialista de nenhuma área, nem um cientistas, muito menos um candidato a nada.

Simplesmente não sou burro.

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Por: Robson https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/#comment-202942 https://www.ocafezinho.com/?p=62215#comment-202942 É uma situação complicada tanto para os partidos “bancada de negócios” como para as siglas ideológicas, os primeiros simplesmente perderiam o poder e o segundos, ou seriam transfigurados pelo maior envolvimento popular, que não obedece ideologias, ou seriam condenados a irrelevância, nesse cenário é certo a hesitação dos partidos em tomar medidas que tornem suas estruturas mais horizontais, assim como é certo o crescimento da extrema-direita, cuja a ideologia é basicamente uma politização e radicalização do senso comum.

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Por: Torres https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/#comment-200248 https://www.ocafezinho.com/?p=62215#comment-200248 Por mim, todos os partidos poderiam acabar.
não confio em nenhum.

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Por: Alcebiades Abel Filho https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/#comment-202941 https://www.ocafezinho.com/?p=62215#comment-202941 A sociedade esta aprendendo que existe uma outra maneira de fazer política: sem os partidos políticos. O distanciamento dos partidos em revindicar os verdadeiros anseios da população, provocou um despertar de consciência política jamais vista neste país. O povo na rua é que vai determinar o modelo político que sera capaz de atender suas necessidades. Até parece utopia mas estamos em direção a um novo paradigma.

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Por: Robson https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/#comment-202940 https://www.ocafezinho.com/?p=62215#comment-202940 É muito complicado, tanto para os partidos “bancadas de negócios” como para as siglas ideológicas, enquanto os primeiros simplesmente perderiam o controle, os segundos ou seriam transfigurados pela vontade popular, que não respeita posições ideológicas, ou estariam destinados a irrelevância, em um cenário como esse, é certa a hesitação dos partidos em tomar medidas que os tornem mais horizontais, assim como também é certo o crescimento da extrema-direita, que é, basicamente, uma politização do senso comum.

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Por: Charles https://www.ocafezinho.com/2016/12/05/marcos-nobre-o-futuro-dos-partidos/#comment-200230 https://www.ocafezinho.com/?p=62215#comment-200230 Não sei se o professor esqueceu de citar, faltou espaço, ou simplesmente ignorou, mas o maior e principal problema de representação dos partidos na vida das pessoas está na presença do dinheiro na política. Enquanto candidatos, partidos, governos e instituições políticas não criarem métodos novos de bloquearem ou diminuírem o financiamento privado de doadores mais ricos, e a presença de lobbies de grandes empresas na política, qualquer um com discurso fácil vai chegar no poder, cometer os mesmos erros do chamado “establishment” e o ciclo se reiniciará. E apenas prévias não muda isso.

Veja o caso das recentes eleições nos EUA. Bernie Sanders, além de seu discurso à esquerda, impôs limites de doações a campanha dele de até no máximo 2,700 dólares, com a média de doações em 27 dólares, e recusando completamente a participação de grandes doadores e super ricos. E o lado progressista e socialista do país amou aquilo, tanto que ele bateu recordes de arrecadação. Se não fosse as trapaças do Comitê Nacional Democrata para impor Hillary na garganta de todos, ele teria ganho as prévias, e a eleição com folga. Durante as prévias por exemplo, Sanders ganhou em estados cruciais que Hillary perdeu. Trump foi outro que se vangloriava que estava financiando sua campanha principalmente com recursos próprios, apesar de ser mentira, pois ele teve sim muitas doações de super doadores, mas o discurso que ele pregou ressonou com a base dele. Ao contrário dos dois, Hillary e a mídia amigável a ela estavam celebrando de que ela estava arrecadando muito mais de grandes doadores do que Trump, inclusive doadores republicanos. Hillary só teve votos para ela porque Trump era uma alternativa pior.

Como o artigo disse, a extrema-direita aproveita o ataque as instituições democráticas para chegar ao poder, mas também não nos enganemos. Quando eles chegam lá dificilmente ficam, pois seu discurso é principalmente demagogia e não ações. De fato, a maioria quando chega demonstra incompetência para o cargo, e replica as mesmas práticas que tanto atacou em campanha, e essa traição bate mais forte na base deles.

Por isso, não é apenas essa solução de prévias que vai salvar o nosso problema de representação. É uma revolução completa no conceito de democracia. A democracia representativa ocidental moderna está quase morta e qualquer forma de remediar em suas condições atuais, é apenas ganhar alguns minutos a mais de vida. Uma das bases dos Estados modernos era a separação entre a igreja e o estado. Pois uma nova base deve ser criada, que faça a separação entre a igreja, o estado E o dinheiro. E se os partidos quiserem ter algum futuro antes que o fascismo tome por completo, eles devem estar entre os pontas-de-lança de novos conceitos.

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