Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Datafolha: 63% dos brasileiros apoiam a renúncia de Temer

Por Redação

11 de dezembro de 2016 : 14h36

Pesquisa do Datafolha escancara crise no governo de Michel Temer. Para 40% da população a gestão Temer é pior do que a da ex-presidente Dilma Rousseff.

No  Deutsche Welle

Dispara reprovação do governo Temer, aponta Datafolha

Segundo pesquisa, 51% dos brasileiros consideram gestão do presidente ruim ou péssima, ante 31% em julho. Já 63% quer renúncia ainda este ano para realização de eleição direta

Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (11/12) pelo jornal Folha de S. Paulo apontou que a popularidade do presidente Michel Temer despencou desde julho. Segundo o levantamento, 51% dos brasileiros consideram a gestão do peemedebista ruim ou péssima, ante 31% em julho.

Os que veem o governo de Temer como regular caiu de 42% – durante a interinidade do peemedebista – para 34% na pesquisa atual. O levantamento foi feito entre 7 e 8 de dezembro, antes de virem à tona novos detalhes da delação premiada da Odebrecht com menções a Temer.

O levantamento mostrou, ainda, que a maioria da população brasileira (63%) é a favor da renúncia de Temer ainda neste ano para que seja realizada eleição direta. Os dados mostram que 27% dos entrevistados afirmaram ser contra a saída do peemedebista para esse fim, 6% se declararam indiferentes e 3% não souberam responder.

Para que a população vá às urnas para votar em um novo presidente, seria necessário que Temer deixasse o cargo até 31 de dezembro. Se o peemedebista deixasse a Presidência depois do final deste ano, a eleição para os cargos de presidente e vice seria feita indiretamente pelo Congresso, 30 dias depois.

A parcela da população que, em julho, queria uma nova eleição direta é a mesma que a atual. Na época, uma pesquisa apontou que 62% defendiam a renúncia de Dilma e Temer para que se realizasse um novo pleito direto; 30% foram contra; 4% não sabiam e 4% se declararam indiferentes.

Cai a confiança na economia

A confiança da população na economia também caiu. Para 66%, a inflação vai aumentar; 19% apostam que ficará como está e 11% preveem a queda do índice. Já o aumento do desemprego é esperado por 67%. Outros 16% disseram que diminuirá e 14% acham que ficará estável.

Em relação ao poder de compra, 59% dizem que vai diminuir; 20% que não vai se alterar, e 15% que aumentará. Para 65%, a situação econômica brasileira piorou nos últimos meses, e se manteve como estava para 25%. Já 9% afirmaram que houve melhora.

Quanto à situação pessoal do entrevistado, a percepção de piora recente corresponde a 50% dos brasileiros. Para 38%, ficou tudo como estava e 10% disseram que melhorou.

No futuro próximo, 41% acreditam que a economia vai se deteriorar; 27%, que não vai se alterar e 28% apostam em melhora. Do ponto de vista pessoal, 27% aguardam pioras na própria situação econômica; 37%, melhoras; e 32% apostam em estabilidade.

O Índice Datafolha de Confiança caiu 98 pontos, em julho, para 87 – mesmo patamar registrado em fevereiro.

Para 40%, gestão Temer é pior que Dilma

Os números da pesquisa apontaram, ainda, que para 40% da população a gestão Temer é pior do que a da ex-presidente Dilma Rousseff. Para 34% é igual, e 21% a consideram melhor. Em abril, um mês antes da petista ser afastada no início do processo de impeachment, Dilma registrou reprovação de 63%.

O índice de ótimo/bom de Temer caiu de 14% em julho para os atuais 10%. Não souberam avaliar o governo 5% dos entrevistados.

Segundo o Datafolha, a população brasileira considera o presidente falso (65%), muito inteligente (63%) e defensor dos mais ricos (75%). Metade dos brasileiros vê Temer como autoritário, e 58% como desonesto.

De zero a dez, a nota média dada ao desempenho do governo Temer é 3,6.

O Datafolha ouviu 2.828 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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5 comentários

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Sandra Brea

12 de dezembro de 2016 às 00h37

Primeiramente, fora Moro!

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Thiago Melo Teixeira

11 de dezembro de 2016 às 16h12

Renunciar pra que? Para o DEM assumir a presidência? Essa esquerda ignorante deveria reivindicar o Volta Dilma, Abaixo o Golpe. “Fora Temer”, “Eleições Gerais”, “Renuncia Temer” são palavras de ordem que a direita infiltrou na esquerda para confundir os trabalhadores e esquecerem o Golpe, ou melhor, aceitar que o Golpe foi consolidado. Quero meu voto respeitado, de resto, é conversa fiada.

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YorkshireTea

11 de dezembro de 2016 às 15h24

Lugar de golpista é no cadafalso, na cadeia ou no cemitério. Dito isto, qual é o grau de confiabilidade do datafalha, que pertence ao pasquim golpista da Barão de Limeira? ZERO! Não confio nele para nada. Que o traíra golpista vampiro mordomo não tem apoio da população, não tenho a menor dúvida, mas não dá para uma hora criticar o datafalha e na outra usá-lo como base para qualquer coisa que seja. A falha é golpista, tanto quanto seu braço de “pesquisas”. Não confio em nada que venha daquele pasquim.

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Torres

11 de dezembro de 2016 às 15h08

Eu estou cético quanto ao fim do governo Temer.
Mas tenho certeza de que não vai haver renúncia, muito menos esse ano.
Os que torcem por isso devem crer em Jesus Cristo, papai noel ou homeopatia.

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Charles

11 de dezembro de 2016 às 14h51

Bom, após ver várias análises e como vai o andar da carruagem no país, eu espero que Temer vá até 2018. O brasileiro tem que sofrer bastante com a PEC da morte. Tem que sofrer com a reforma da previdência e da CLT. Só assim ele vai aprender que seu voto importa. O sofrimento é a melhor escola.

Temer se sair, com certeza sairia apenas em 2017, e apesar de vários sites indicarem um governo FHC escolhido indiretamente, eu ainda digo que a fisiologia do Congresso atual vai colocar um escolhido do “Centrão”. Alguém da bancada BBB. Tá todo mundo cansado de governo paulista, até mesmo os paulistas. E se ele sair, ainda assim a instabilidade vai ser grande. Grande o suficiente para imporem um presidente biônico e darem uma pedalada pra cancelarem 2018.

O sofrimento tem que ser grande e doer bastante, porque se 2018 não for cancelado, os que forem entrar, vão entrar com raiva, e vai ter o aval da população pra consertar toda essa merda.

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