Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Brasília - Os senadores Aécio Neves e Ronaldo Caiado durante o primeiro dia da sessão de julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Caiado se organiza e monta aliança de olho na queda de Temer

Por Redação

19 de dezembro de 2016 : 14h05

O desgaste do Governo Temer criou uma expectativa para novas eleições, diretas ou indiretas, em 2017. Enquanto isso, Caiado, Alckmin, Serra e Aécio costuram alianças nos bastidores.

No Tijolaço

O que significa Caiado por diretas-17?

Por Fernando Britto

O que significa a proposta lançada hoje por Ronaldo Caiado, em entrevista ao Estadão, de convocar antecipadamente eleições gerais para 2017?

Pulemos, claro, pela origem, qualquer arroubo democrático partido do ex-líder da UDR.

É, antes de tudo, a reação à cada vez mais evidente da absorção do Governo Michel Temer – que se acentua à medida em que seu esquema próprio de articuladores vai se dissolvendo pelas falcatruas – pelo PSDB.

Que, aliás, cria rachaduras até no próprio tucanato, como se vê na reação de Geraldo Alckmin, jogado fora do ninho pela aliança FHC-Aécio-Serra-Temer.

É, também, como se lê nas suas declarações, um sinal da perda de esperanças em que este Governo vá conseguir algum sucesso do enfrentamento da crise econômica:

É preciso antecipar o processo eleitoral. Não adianta apenas conter gastos. Não sou contra o presidente, mas é hora de pensarmos em alguém que, ganhando as eleições, promova melhorias. Não adianta repetir erros do governo cassado de Dilma Rousseff.

Caiado reconhece a falta de legitimidade e de respeitabilidade do governo e do parlamento:

(…)diante de uma crise concreta, onde falta apoio popular, não dá para querer insistir com a continuidade do governo.(…)O poder está nocauteado com tantas denúncias e escândalos. Não há democracia que sobreviva a políticos sem espírito público.

O movimento de Caiado pode indicar o início de uma costura que o leve a compor chapa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Fecha a porteira para Aécio em São Paulo e se expande para as zonas de influência do agronegócio: os dois Mato Grosso, Goiás, Paraná e Oeste de Minas, bom boas beliscadas onde houver economia agrícola de grande escala.

Quando a eleição começa a ganhar a rua, os candidatos começam a se mostrar.

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1 comentário

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Welbi Maia Brito

20 de dezembro de 2016 às 06h23

Geraldo Alckmin, sem dúvida, é um dos políticos mais experientes e de maior destaque do país. Dirige o principal Estado da nação pela quarta vez. Foi reeleito no primeiro turno com uma votação muito expressiva. Perdeu em apenas um município dos 645. Foi também vereador, prefeito, Deputado Estadual e Federal. Sua trajetória o credencia a disputar qualquer cargo. Se Alckmin for candidato, terá meu apoio e meu voto.

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