Cid Gomes e o Bolsonarismo: nova live do Cafezinho (convidado: Luiz Moreira)

Lava Jato e Globo desviam atenção pública para prisão de empresário falido, e o golpe avança

Por Miguel do Rosário

27 de janeiro de 2017 : 10h22

Acho que nunca foi tão difícil viver no Brasil. Já passamos por outras crises, mas nunca por um surto fascista coletivo dessa natureza. Ser um blogueiro político, ou acompanhar um blog político, e ficar na linha de frente dessa guerra, é um desafio quase sobrehumano.

Tenho fé que venceremos mais essa luta. Mesmo que não tivesse fé, esse é meu trabalho, não sei fazer outra coisa, então só me resta segurar as pontas por aqui e lutar com as armas que temos.

A quantidade de arbítrios diários supera a minha capacidade de combatê-los. Com paciência, todavia, vamos respondendo um a um.

Por exemplo, a estratégia de hoje é: 1) satanizar Eike Batista; 2) associá-lo o máximo possível ao PT.

O golpe – liderado pelo consórcio midia-Lava Jato – continua em curso. Enquanto a Globo solta fogos de artifício com a prisão de um empresário falido, desviando a atenção pública, o governo prossegue sua corrida para cortar direitos sociais, entregar patrimônio público e abrir os cofres para a grande mídia.

É uma jogada ensaiada.

A última trincheira ainda não conquistada pelo golpe é a consciência dos brasileiros que seguem resistindo, mesmo que em silêncio, para não sucumbir a esta era de pós-verdade.

A principal luta hoje se dá no íntimo de nós mesmos. Se nos aprofundarmos na metafísica do golpe, veremos que ele nos pôs em face de um grande desafio espiritual, que devemos vencer sem ajuda de ninguém.

As instituições públicas foram todas contaminadas: judiciário, ministério público, polícia federal, imprensa. As instituições privadas ou sociais progressistas (movimentos, partidos, sindicatos) foram tão atacadas que hoje precisam gastar o resto de energia que ainda possuem para não serem aniquiladas.

O lutador contra o golpe nunca se sentiu tão sozinho. Ele sabe que existem milhões como ele, mas são milhões de solitários, isolados uns dos outros.

Mas essa solidão absoluta pode ser o casulo de onde sairão grandes pensamentos, grandes ideias, grandes projetos.

No enterro de Teori Zavascki, o juiz Sergio Moro o chamou de “heroi”. Ora, Teori, com todo o respeito, não foi heroi. O heroi não é o juiz com supersalários, superluxos, paparicado pela mídia, recebendo prêmios aqui e lá fora, andando de jatinho privado de empresários, aceitando o golpe em troca de conforto e blindagem midiática.

O heroi, numa democracia, jamais pode ser um beleguim do Estado autoritário, como se tornaram hoje delegados, procuradores, juízes, e jornalistas da grande mídia.

O nosso heroi de hoje é o indivíduo solitário, sem Estado, sem governo, sem mídia, e que, mesmo assim, continua lutando pelo que ele acredita ser o melhor para seu país.

O indivíduo que permanece na luta contra o golpe, hoje, é uma espécie rara, e por isso tão nobre, de heroi.

Os coxinhas enchem a boca para falar em ética. Nos xingam de “defensores de bandidos”. O seu ódio, no entanto, deriva da má consciência e da inveja de saber que a nossa resistência, mesmo que puramente cerebral, é a principal e última fortaleza ética do país.

A Lava Jato não é combate à corrupção. A Lava Jato é um movimento de suporte a um golpe de Estado. Ponto. Ética, para mim, portanto, é combater o golpe.

Não nos confundamos, porém. A Lava Jato não precisa do governo Temer. O que ela precisa, como Rodrigo Janot deixou bem claro em Davos, é ser “pró-mercado”, o que, em nossa sintaxe política, significa ser entreguista, antinacional e antissocial. Ela quer transformar o Brasil numa pocilga miserável, dominada por corporações estrangeiras, com o povo sendo oprimido por uma casta de mandarins autoritários, e mantido na ignorância pela mídia mais concentrada do planeta.

Os coxinhas e trolls podem vir se esgoelar por aqui à vontade. Para mim, o seu nervosismo é o sinal de sua degeneração moral. Eles sabem que os corruptos são eles. Suas mentes foram corrompidas, e não apenas pela corrupção vulgar das propinas, mas por uma bem pior, pela corrupção do bom senso, pela corrupção do sentido de fraternidade e tolerância, pela corrupção do sentido de liberdade, soberania e democracia.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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99 comentários

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NILSON NASCIMENTO FELIX

01 de fevereiro de 2017 às 23h29

Texto espetacular e esclarecedor, pena que os coxinhas não lêem nem para fazer uma crítica, imaginem para absorver algo. A grande maioria do povo necessitado não lê pelo fato de não estar nem aí, pois é mais fácil roubar um celular que lutar pela sua classe ”trabalhadora”, pelos seus direitos sociais.
Por isso os governantes não estão nem aí pra segurança, querem mesmo é que todos se fod…..

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Camilo Santos

31 de janeiro de 2017 às 23h18

Muito bom texto, objetivo e direto no queixo dos golpistas , mídia e judiciário.

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Wilson G. Sprovieri

31 de janeiro de 2017 às 09h23

É, precisamos nos unir e mostrar prá esta gang ,que hora assume o leme do país que nos não estamos mortos………ótimo o seu texto.

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Marília Cabral de Lemos

31 de janeiro de 2017 às 05h51

Matéria perfeita sobre o que estamos vivendo. Parabéns! Sinto exatamente dessa forma. Contudo, não podemos desistir. Vamos refletindo, falando e alertando a quantos encontrarmos, pessoalmente ou nas redes. Mesmo isolados vamos agregando alguma coisa ao inconsciente coletivo, que ainda vai se fortalecer o suficiente para despertar e gritar contra esse golpe e o retrocesso absurdo ao qual nos estão submetendo. Nunca pensei vivenciar tudo isso em minha terceira idade, depois de ter vivido o golpe de 64 em minha juventude. Ainda tenho esperança de podermos reverter essa infâmia toda, caso contrário, a melhor saída será o aeroporto.

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mario rossini

29 de janeiro de 2017 às 22h06

Muito bom, sintético, na veia.
Mário Rossini

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Maria Helena Oliveira

29 de janeiro de 2017 às 18h43

Obrigada
Estamos juntos

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Doroti Mira

29 de janeiro de 2017 às 15h55

Texto de lavar a alma da podridão de nosso Brasil.
Obrigada.

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Cristóvão

29 de janeiro de 2017 às 07h14

Obrigado, meu caro, pela lúcida percepção e análise. Parabéns!! O texto conforta a quem já não sabe mais que atitude tomar, silenciados que são em meio ao mar de egoismo, violência e ignorância, que nesses tempos de pós-verdades travestem-se de valores pelo manuseio de canalhas com e sem poderes. Os primeiros agarram-se às mais ilícitas manobras para manterem-se onde estão. Os segundos, vá entender os porquês?

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Fernanda Montes

28 de janeiro de 2017 às 23h33

HOJE, dormiremos o sono dos justos, ao saber que fazemos parte dos milhões que não foram corrompidos. Parabéns pelo texto. Não desistir, continuar na luta, pois os nossos inimigos se multiplicam como RATOS.

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Domingos

28 de janeiro de 2017 às 23h05

Se todos os brasileiros tivessem essa opinião o Brasil seria outro. estou de pleno acordo com essa opinião. meus parabéns por esta reportagem

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Jotace

28 de janeiro de 2017 às 19h21

Tamo junto!

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Jorge Arbach

28 de janeiro de 2017 às 17h21

Miguel, obrigado pelo revigorante texto!

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Xiru Pitanga

28 de janeiro de 2017 às 16h33

o que oco apodrece rápido.

Responder

Marina Ramos Vilela

28 de janeiro de 2017 às 13h49

Exatamente assim que me sinto. Nossa capacidade de luta está se esvoaçando. A indignação aumenta a cada dia. Não dá pra entender esses coxinhas não recuam mesmo diante de tantas evidências do golpe? Onde vamos parar? Perdemos direitos, perdemos nossas riquezas, nossas instituições sucateadas e o povo continua sendo manipulado por essa mídia nojenta. Tá difícil viu.

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Dioclecio o neto

28 de janeiro de 2017 às 13h47

Eu me sinto sufocado, engessado e como alguém estivesse a todo momento puxando minha língua para eu me calar. Eu tento resistir com meus pensamentos tentando solucionar minhas angústias, falando ao meu íntimo como um louco pensando as vezes Alto, mas com a certeza que encontrarei pessoas que pensam de maneira parecida comigo. É ai, encontro texto como esse que nos traz esperanças, pois acreditamos que as palavras tem poder e assim como chegou até a mim, irá atingir milhões de pessoas que pensam como nos pensamos.
Parabéns por esse trabalho que tem trazido até o leitor, um geito Novo de se construir e fortalecer novas ideologias!

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Cecília Novaes

28 de janeiro de 2017 às 10h21

É muito triste mesmo. Mas é verdade. A nossa solidão de sofrer e ver o circo de barbáries cometidas,de pensar, raciocínar, medir e pesar os fatos e, constatar dia à dia que realmente estamos no inferno, quase tira por completo a capacidade de indignação. Mas, é importante resistir. Vamos ver aonde vai dar.

Responder

Elvira Aparecida Silva Monteiro

28 de janeiro de 2017 às 09h40

Texto nos faz sentir um certo alento por não estarmos sos, mesmo estando. Desanima constatar os efeitos deletérios dá mídia golpista sobre as consciências. Temos que continuar defendendo que se procure a verdade através de outros meios. Temos que resistir. Nosso país nunca foi tão maltratado, desrespeitado e sucateado como agora. Este país é nosso, do povo, e haveremos de encontrar uma forma de resgata-lo dessas mãos ilegítimas, bandidas , entreguistas, que se apoderaram dos nossos tesouros, que não tem o menor apreço pelo nosso coletivo, pela nossa unidade e independencia.

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Carla

28 de janeiro de 2017 às 09h32

Parabéns! Sem mais…

Responder

Lourdes Silva

28 de janeiro de 2017 às 08h17

Texto lúcido. Seguimos resistindo porque queremos o bem para todos.

Responder

Marcos K

28 de janeiro de 2017 às 06h57

Texto necessário.
O que mais chamou a atenção na Revolução dos Midiotas foi a velocidade com que a Globo conseguiu transformar milhões de idiotas em completos imbecis, manobrando-os a com uma competência única. E ainda tem gente que assiste o JN e se acha “consciente” e “esclarecida”. Sofreram uma devastação mental completa e nem se deram conta disso. Viraram mortos-vivos completamente lobotomizados
Pra mim sempre ficou claro uma coisa: essa revolução não foi planejada no Brasil. É coisa de quem sabe o que faz.

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carlos alberto

28 de janeiro de 2017 às 06h53

Tamo junto companheiro.

Responder

Paulo Medeiros

28 de janeiro de 2017 às 00h46

SUBLE@

Responder

José Leandro Majó Pierini

27 de janeiro de 2017 às 22h55

O texto chega a ser emocionante, pelo verdadeiro patriotismo que dele transborda. Quantos, como seu autor, existirão? Quantos serão necessários para resgatar o BraZil das mãos dessa corja. Incluo-me, modestamente, nesse grupo que ama seu país e para ele pretende, sem devaneios juvenis, mais justiça social. Estou perplexo, entretanto. Nunca vi tanto ódio e ignorância despejados sobre nós. Sinceramente não sei o que nos aguarda.

Responder

Everaldo Vieira Silva

27 de janeiro de 2017 às 22h45

E digo mais, cada citadão resistente ao golpe, tornou-se jornalista, pois a grande mídia já está defendendo em horário nobre, que a redução dos direitos trabalhistas é fundamental para o trabalhador. Vamos luta contra esse golpe diariamente.

Responder

Marta Maria da Silva

27 de janeiro de 2017 às 22h29

Esperança e Fé

Responder

Juh Lemos

27 de janeiro de 2017 às 22h27

E o pior de tudo é que eles pensam que são normais.

Responder

Ernesto Seixas Filho

27 de janeiro de 2017 às 21h59

Muito bom o texto. Chega a ser filosófico ! Digno de um verdadeiro herói ! ..

Responder

francisco de paula vieira

27 de janeiro de 2017 às 21h51

De fato, tudo está muito esquisito, toda vassalagem acontece de forma tão rápida que a era da pós-verdade já parece ter ficado pra trás: o babado alucinado dos coxinhas está, agora, em inventariar coisas tão esdrúxulas e ineptas (já que o espaço logístico da falcatrua foi institucionalizado), tipo o que o prefeito Dória está articulando em Sampa, ao detonar com os grafites historicamente eloquentes e sensacionais – obras que já tinham sido incorporadas à cultura e à arte urbana, com altas taxas de empatia visual. E talvez essa arrogância despojada e cara-de-pau represente o sintoma mais deletério e assustador do golpe, pois impressiona muito essa atitude autoritária de acabar com a cultura de raiz e imprimir um clichê completamente asséptico. Pela estética pessoal do prefeito, a cidade linda é a cidade cinza, e isso é mais ou menos o que Adolf Hitler fez no governo nazista: enquanto milhões de pessoas morriam na guerra, ele, com o dinheiro surrupiado dos países já derrotados, emplacava a sua “arquitetura da destruição”, que nada mais era do que fazer obras gigantescas, construídas pelo menos no dobro da escala em que se faziam os templos gregos (o Parthenon, por exemplo), para que uma vez destruídas com o passar dos séculos tivessem uma aparência semelhante àqueles templos, no sentido mais intrigante da viagem narcísica e do arrivismo tosco. Ao que parece está-se confirmando, entre os cabeças desse golpe, sem nenhum afeto e nenhuma cerimônia, uma espécie de “‘Renascimento’ para os loucos”, versão atualizada. Mas talvez tudo também seja mesmo um problema de esquecimento banal. O genial Cazuza já tinha feito o diagnóstico: o país já vinha sendo transformado em um puteiro há muito tempo (com o perdão da analogia). Os reais inimigos da democracia estavam, em uma dimensão virtual, trabalhando a pleno vapor, só que minimizados pelo mimetismo da demagogia, pelo “pão e circo” midiático. Assim entendido, creio que uma reação mais forte contra o “status quo” está pela demanda das circunstâncias onde o coxinha abrirá seu olho por estar literalmente passando raiva e fome pelo que aprontou. Da nossa parte, vamos refazendo os grafites ou simplesmente fazendo arte.

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Dianne Saad

27 de janeiro de 2017 às 21h44

Meu amigo, que texto necessário foi esse!! To com o estomago na boca, vontade de gritar pela janela como ouvi tanto os meus vizinhos batedores de panela fazerem. Que fala importante num momento tragicamente histórico que vivemos. Obrigada. Ainda nos resta a ferramenta da revolução: A internet. Por aqui devemos resistir e reunir forças. Lutar até morrer!!

Responder

Maria Londres

27 de janeiro de 2017 às 16h53

É um conforto, um alento, uma alegria ler um texto de Miguel do Rosário. O texto acima é verdadeiro e comovente. Preciosa força aos resistentes. Excelente retrato da catástrofe brasileira do Golpe de Estado 2016-2017. O maior criminoso e inimigo dos brasileiros e do Brasil, dentro do Brasil, é a rede Goebells (como bem nomeia Paulo Silveira – leitor de O Cafezinho).
Obrigada Miguel.
Solidária, Maria Londres
P.S. Gostaria de assinar O Cafezinho utilizando Cartão de Crédito.

Responder

Anselmo Soares

27 de janeiro de 2017 às 16h47

Elles transformaram o Brasil em Brazil, um quintal de exploração do grande capital internacional predatório e fonte de lucro para os golpistas tupiniquins.

Responder

Pedro

27 de janeiro de 2017 às 16h19

Texto exato de Miguel do Rosário.
Heróis são os que não se dobram a tantas mentiras, injustiças e hipocrisia. Essa Lava Jato não tem como objetivo o combate a corrupção, mas sim criar um circoc de modo a acobertar grandes corruptos e inimigos da Pátria. O Brasil somente verá verdadeiro combate à corrupção, quando os jornais e telejornais mostrarem a prisão dos Globells , que são os piores plutocratas deste país , desde os tempos da Ditadura estiveram sempre associados com a pior Máfia política e sempre foram contra o povo brasileiro. O dia que for dado a eles o mesmo tratamento que eles estão dando ao homem X ai acreditarei que o Brasil estará no caminho da vetdadeira Justiça.

Responder

Pedro

27 de janeiro de 2017 às 16h15

Texto exato de Miguel do Rosário.
Heróis são os que não se dobram a tantas mentiras, injustiças e hipocrisia. Essa Lava Jato não tem como objetivo o combate a corrupção, mas sim criar im cotco para assom acobertar grandes corruptos e inimigos da Pátria. O Brasil somente verá verdadeiro combate à corrupção, quando os jornais e telejornais mostrarem a prisão dos Globells , que são os piores plutocratas deste país , desde os tempos da Ditadura estiveram sempre associados com a pior Máfia política e sempre foram contra o povo brasileiro. O dia que for dado a eles o mesmo tratamento que eles estão dando ao homem X ai acreditarei que o Brasil estará no caminho da vetdadeira Justiça.

Responder

Sueli Ribeiro

27 de janeiro de 2017 às 17h00

Depois de todo processo da lava jato o povo quer saber qual foi o lucro, ou estou equivocada, o lucro não era nosso, nos deixaram o espolio da enganação, do desemprego e da subserviência como consequencia, da apatia por tantos retrocessos em direitos sociais, da descaracterização do povo brasileiro, o que somos nós hoje, quais nossos sonhos futuros e de nossos filhos, o que desejar para o amanhã, se a nossa força vem da dignidade e do trabalho

Responder

Laura Lima Pires

27 de janeiro de 2017 às 17h00

Não me fale da Globo. Tantos anos não a vejo que não sei o que se passa com essa MALDITA.

Responder

Verônica Soares de Carvalho

27 de janeiro de 2017 às 16h58

Por essas e outras muitas que nossa casa n?o assistimos mais essa globo !

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Carla

27 de janeiro de 2017 às 14h56

Me sinto como em um pesadelo. Parece que querer mais igualdade de direitos e oportunidades neste país é ser comunista. Acredito que nosso país avançou muito nesses anos de Governo do PT. Muitas coisas boas foram feitas sobre Médicos Cubanos que fora muito criticado , mas os medições brasileiros não querem trabalhar no interior do Brasil, oProuni enfim são tantas coisas. ..
Parece mesmo é que o Brasil tomou ácido e não vai mais voltar!

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Silvalinagarcia Garcia de Rezende

27 de janeiro de 2017 às 16h51

Neuróticos anônimos

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Lulu Pereira

27 de janeiro de 2017 às 16h46

avanti

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Paulo Silveira

27 de janeiro de 2017 às 16h39

…a rede Goebells sendo a canalha de sempre!

Responder

Maria Tereza Silva

27 de janeiro de 2017 às 16h35

Ninguém fala mais da morte de Teori

Responder

Ailton

27 de janeiro de 2017 às 14h34

É uma pena ver uma classe política tão injustiçada com tantos presos por corrupção desde o Mensalão.
Assistir essa depreciação de políticos que passaram a sua vida lutando pela democracia, mas que não apoiaram a CF 88.
Triste ver que hoje a Operação Lava Jato chegou ao mesmo patamar do mensalão: Começou sendo reconhecida por todos, mas hoje é colocada como equívoco pelo simples fato de estar envolvendo políticos da esquerda. Ora, o mesmo aconteceu com Lula quando foi a TV pedir desculpas pelo Mensalão logo no início, onde depois de algum tempo afirmava ser uma invenção da mídia.
Parece que condenações para um lado serão sempre corretas e para o outro serão sempre injustiças. É estranho observar que sempre estão com a razão, e que mesmo diante de sentenças e acórdãos essa classe sempre ver as suas ações extremamente lícitas e probas.

Responder

    Miguel do Rosário

    27 de janeiro de 2017 às 14h53

    Não. É criticada por ter destruído a economia, e ter sido usada, conscientemente, para o golpe.

    Responder

    Marcia Gomes

    01 de fevereiro de 2017 às 20h47

    A lava jato e criticada porque so investiga para um lado ailton.Alias pesquise um pouco sobre este senhor chamado sergio moro q veras q o mesmo nao e esse herói nacional e infelizmente nem um bom juiz ele e porque nao esta cumprindo a lei, visto q nao se pode oferecer duas vezes relação premiada para um culpado como ele fez com o doleiro. No processo do banestado e agora, entre outros abusos que ele vem cometendo ao longo da lava jato. Agira me fale com q moral um juiz vai combater a corrupção qdo ele nao cumpre a constituição e recebe mais q o teto constitucional q deve receber um juiz tendo na media salario de 60.000,00 entre subsidios e indenizações.

    Responder

Elisa Maria Ferreira

27 de janeiro de 2017 às 16h33

Essa lava jato é uma vergonha nacional! Esse cidadão e deprimente!

Responder

Mari Valadão

27 de janeiro de 2017 às 16h32

Por mais pessoas com a sua visão , não um bando de Maria vai com as outras que esquecem ou fazem que esquecem o que os políticos que aqui estão não passam de uma corja de bandidos , não fazem nada pelo país só trabalham em benefício próprio

Responder

Marcia Goes

27 de janeiro de 2017 às 16h32

O q tá acontecendo c o povo?? Ninguém se mexe, não estamos fazendo nd!! Será q o ditado antigo é verdadeiro, cada povo tem o governo q merece?

Responder

Roberto Cipullo

27 de janeiro de 2017 às 14h20

Excelente texto. Principalmente quando fala da corrupção do bom senso, da fraternidade, da tolerância, da liberdade, da soberania e da democracia. E eu diria, também da ética e do humanismo.

Responder

Tânia Lima Lima

27 de janeiro de 2017 às 16h04

É exatamente isso que eles estão fazendo

Responder

Joel

27 de janeiro de 2017 às 13h56

Agora lembram dos discursos ensaiados, patriotismo mentiroso. Quando estavam no Governo tudo era permitido, não era feio. Afinal eram os defensores dos oprimidos, e acabara se mostrando uma enganação. Temer também faz parte desse governo que caiu. Tudo farinha tipo2.

Responder

    Miguel do Rosário

    27 de janeiro de 2017 às 14h01

    Não entendi. Temer montou um governo do PSDB, de oposição ao governo anterior.

    Responder

    Pedro

    27 de janeiro de 2017 às 14h31

    Analise mais rasa que um pires. E confusa. Própria dos néscios .

    Responder

    Paulo Marx

    27 de janeiro de 2017 às 14h42

    E vc ta com vergonha de bater panela para o vice vigarista?

    Responder

Jam Maciel

27 de janeiro de 2017 às 15h41

So nao concordo que uma pessoa com centenas de milhões de dólares seja uma pessoa falida. No mais a abordagem está perfeita.

Responder

Suely Benetti

27 de janeiro de 2017 às 15h40

Rasto de pólvora.

Responder

Cecília de Aragão Santos

27 de janeiro de 2017 às 13h37

Muito bom!!! Por isso que assino com todo prazer, O Cafezinho.

Responder

Francisco

27 de janeiro de 2017 às 13h30

Fantástico gostei muito tu me representa aqui em Cuiabá somos alguns milhares no largo oceano adormecido pela flauta mágica da Globo ( e restante muito média golpista q é quase toda a tradicional )

Responder

Luciano Alexandrino Dias

27 de janeiro de 2017 às 15h21

QUATRO MONTE DE BOSTA, O MORHO É UM BOSTA MAIS FEDIDO!!!

Responder

Josa Vasconcelos

27 de janeiro de 2017 às 15h18

Tudo que nao presta so ser pela globosta

Responder

Thiesco Somavila

27 de janeiro de 2017 às 14h46

Ridículo s

Responder

Andrea Dias

27 de janeiro de 2017 às 14h46

E assim que se faz…

Responder

Antonio Cerqueira

27 de janeiro de 2017 às 14h10

Vergonha nacional, sem comentários.

Responder

Sonia Oeiras

27 de janeiro de 2017 às 13h57

Sinceramente eu não consigo entender a inércia do Povo Anti-GOLPE. Somos muitos, felizmente. Vejo indignação, mas não vejo qualquer ação efetiva para tentar barrar as ações dos golpistas. Deveria haver uma grande mobilização nacional, conclamando a união de todos os incorfamados com o Golpe de Estado, para discussão sobre o que fazer para contra-atacarmos. Só reclamar e deixar registrada a nossa indignação, não irá nos levar a nada. Fica sendo somente um desabafo.

Responder

C.Poivre

27 de janeiro de 2017 às 11h53

Enquanto a Farsa a Jato vai enganando os idiotas, o chefe da quadrilha, travestido de “juiz”, vai faturando às custas do contribuinte brasileiro infringindo as leis do país e fazendo acordos ilegais com agentes estrangeiros:

https://caviaresquerda.blogspot.com.br/2017/01/salario-de-sergio-moro-em-dezembro-foi.html

Responder

Norberto Lima

27 de janeiro de 2017 às 13h49

Que bacana, o Brasil no caos e a globo lixoooooooo fazendo essas coisas

Responder

Ana Suely

27 de janeiro de 2017 às 11h49

Adorei o texto.

Responder

Luís Alberto Almeida

27 de janeiro de 2017 às 13h44

Responder

Mirian Reis

27 de janeiro de 2017 às 13h42

Melhor foi a cara do Tony Ramos hihihi

Responder

Ercival Gomes

27 de janeiro de 2017 às 13h31

….juizinho seletivo,e os funcionários da mídia GOLPISTA.

Responder

Ercival Gomes

27 de janeiro de 2017 às 11h29

_Parabéns Miguel, é justamente o que eu penso, e ainda sonho em testemunhar a queda, desta mídia GOLPISTA.

Responder

Marcelo

27 de janeiro de 2017 às 11h29

O escólio vazio, do texto acima, é apenas a presunção de ser a verdade, contada a partir do beneficiário ideológico de uma das versões da história, ou seja: a visão lateral de um fato. A história, contudo, é a versão contada pelos vencedores de uma etapa do processo histórico. Portanto, o texto acima é, na conclusão fina, uma mentira bem contada. Que seu autor torce que, pela replicação possibilitada pelos meios eletrônicos da mídia contemporânea, se torne verdade. O detalhe é que a mera vontade não fornece crédito à uma verdade parcial e iníqua. Como a maliciosamente arquitetada por aqui.
Irá, como sói se vem dizendo, para a lata do lixo da história.

Responder

    Miguel do Rosário

    27 de janeiro de 2017 às 11h56

    ~conclusão fina~ um blog sozinho contra a mais poderosa e concentrada mídia do planeta, contra todo o aparato do Estado, e você vem falar em “versão contada pelos vencedores”? Meu caro, seu comentário é a prova mais cabal de que a verdade dói, e que a verdade não é contada pelos “vencedores”.

    Responder

    Banguelli

    27 de janeiro de 2017 às 12h37

    Nossa! Como escreve bem! Exemplo claro da degeneração moral mencionada no texto, a lata de lixo da História tá cheia de gente assim.

    Responder

    Alexandre

    27 de janeiro de 2017 às 13h21

    Marcelo você é mais um pseudointectual, que tem sua parca concepção da realidade sócio-politica do país nutrida pela globo-veja-istoé e assemelhados, etc. etc. etc. resumindo: Sabe de nada !!

    Responder

Wake up

27 de janeiro de 2017 às 11h24

Qq tipo de intimidaçao panelitica e fruto da alienaçao escravagista liderado pela turma da mbl com seus discursos falso moralista e cego na medida q se vendem p governo ilegitimo p um dinheiro q poderia ser ultilizado p diminuir as desigualdades q tanto incomodam seres acefalos de origem semelhantes.

Responder

Elza Elvira Zucon

27 de janeiro de 2017 às 13h24

Bravo!Excelente!

Responder

Rui Natália

27 de janeiro de 2017 às 13h22

Globo golpistas corruptos usurpadores

Responder

Robercil R. Parreira

27 de janeiro de 2017 às 13h19

Mas, Não Era Só Tirar o PT?!

Responder

Maria Mourao

27 de janeiro de 2017 às 11h18

Excelente matéria. É exatamente isso. Parabéns

Responder

Edson A. Vagetti

27 de janeiro de 2017 às 13h04

Globo lixo. Por isso não assisto essa mídia manipuladora, tendenciosa e comunista.

Responder

Erich

27 de janeiro de 2017 às 11h03

Belíssimo texto. Parabéns!

Responder

Gilda Azevedo

27 de janeiro de 2017 às 12h50

Te amo Miguel Do Rosario. Artigo me emocionou.

Responder

Fernando Monteiro

27 de janeiro de 2017 às 12h46

Fico só observando o ninho de cobras, a Globo e esses políticos que hj estão no poder já exaltaram tanto esse Eike. Só mais um detalhe, eu aceito ser chamado de falido e possuindo uma mansão daquela que ele vive.

Responder

Alex Fiuza

27 de janeiro de 2017 às 10h43

Parabéns pela força e resistência junto aos ideais que acredita! Liberdade de pensamento e respeito às diferenças, elemento fundamental no momento político e social que atravessamos.

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Marcos Paulo

27 de janeiro de 2017 às 12h43

Como já disse Enéas Carneiro ” estão guiando uma manada de búfalos ao precipício.”

Apesar dessa gigantesca massa de analfabetos políticos teleguiados pela mídia temos visto um grupo cada vez maior de pessoas, jovens e adultos, estudando a origem e a causa dos problemas sociais e estruturais do Brasil e cada vez mais vemos as pessoas tendo consciência de como as elites odeiam o povo, são extremamente mercenárias e pouco se importam com o futuro do país.

Desse lôdo imundo que as elites jogaram o Brasil brotará a semente da mudança que modificará todo o modelo de gestão do Estado Brasileiro.

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    Edson Fogaça

    27 de janeiro de 2017 às 14h05

    Espero que esteja certo amigo

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    Marcos Paulo

    27 de janeiro de 2017 às 14h21

    No momento a melhor forma de resistência é o estudo e o conhecimento pois existe uma massa gigantesca de pessoas seduzidas pela mídia. Força colega, vamos continuar denunciado os esquemas e seus articuladores.

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    Claudio Vargas

    27 de janeiro de 2017 às 14h22

    Também tenho esse pensamento. Torço muito para que estejamos certo e que o estrago não seja definitivo.

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    Josa Vasconcelos

    27 de janeiro de 2017 às 15h15

    Concordo

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Eduardo

27 de janeiro de 2017 às 10h42

O fascismo não será possível derrotado com orações.

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Sandra Francesca de Almeida

27 de janeiro de 2017 às 12h42

Bravo, Miguel Do Rosario! Lutar e resistir. Não há outra saída digna.

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Elizabeth Dene

27 de janeiro de 2017 às 12h32

Maria Celeste Freire Corrêa Maria Inês Pereira Tita Beltrão

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Rei dos Memes

27 de janeiro de 2017 às 12h30

Ola desculpe a pagina pelo spam mais sabem como e dificil conseguir seguidor quando sua pagina ainda é pequena, por isso to aki para convidar quem ta lendo esse comentario a conhecer e se gostarem da pagina para deixar aquele curti, sei que a pagina ainda e pequena mais os poucos que curtiram gostaram muito e tenho certeza que voce vai gostar tambem obg a todos que leram esse comentario grande e chato e que me ajudaram de alguma forma

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julio cesar malheiros

27 de janeiro de 2017 às 10h28

Parabéns continue assim nesta luta ingrata contra uma sociedade hipócrita, podemos ser isolados mas nunca
seremos calados.

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Pedro Augusto Pinho

27 de janeiro de 2017 às 10h28

O golpe não acabou.
QUE MUNDO NOS AGUARDA?

Em recente debate sobre o esfacelamento do Brasil, perguntou-se sobre a posição, aparentemente acomodada, das forças armadas. Logo surgiram os recentes exemplos da Líbia e do Iraque onde a fragmentação do poder não permite mais que sejam entendidos como países, mas algo irreal, inominado, sem sustentação dos habitantes locais, e cuja representatividade internacional é nula e serve apenas para estatísticas, igualmente nada consistentes. Nem mesmo poderíamos falar de feudos medievais, pois lá existiam autoridades aceitas pelas pessoas que os habitavam e lhes forneciam apoio e subsistência.
O Brasil vai alienando terras, bens e controle decisório, e se transformando nesta terra de ninguém, sem oposição daqueles que, profissionalmente, teriam o dever de impedir. Por que?
Não teria a ousadia da resposta completa, mas de um fenômeno que pude observar, pessoalmente, e que, a meu ver, influencia bastante esta possível apatia e inércia dos militares.
Após o Governo Geisel, que em meu entendimento sofreu o terceiro golpe dentro do movimento desencadeado em 1964 pelos Estados Unidos da América, o novo poder imperial, colonial, foi assumido pelo sistema financeiro internacional, que denomino a banca. Foi então incluída, sem alarde e com motivos falsos ou questionáveis, e sob a forma de complementação à formação dos oficiais superiores, a doutrina neoliberal.
Observem os caros leitores que esta doutrina vem associada à liberdade e à crítica à presença do Estado, começando pela economia e chegando à própria ação política. Não poderia precisar, até por não existir uma data, o momento em que esta pregação ideológica invade as escolas militares de formação de comando e estado-maior. Mas diria que se dá nos anos 1980. Logo não há hoje um coronel, um general, um almirante ou brigadeiro na ativa que não tenha sido vítima desta lavagem cerebral. Confundindo liberdade política e existencial com total liberdade econômica, inclusive para agir, sob outra escala de valores, contra o Brasil.
Em outros tempos, uma ideologia estrangeira, contrária aos valores brasileiros, onde incluo o patriotismo, foi motivo de revolta e grande campanha. Provavelmente esta orientação doutrinária neoliberal passou a ser incluída nos cursos de formação de toda cadeia de comando nas Forças Armadas.
Entendido o Estado Mínimo como o Estado Democrático, fica mais fácil compreender a ausência de respostas dos militares aos atos dos golpistas contra os interesses brasileiros.
Mas, e é com enorme desgosto que lhes revelo, há um complemento ainda mais danoso ao País, fermentando neste momento em escalões de governo e, em especial, no poder sem voto: o poder judiciário, onde incluo o Ministério Público.
O Brasil é controlado por uma casta autonomeada, embasada numa meritocracia divorciada totalmente do bem comum, da riqueza nacional, da paz e da vida dos habitantes. Chamarei, abreviadamente, de “dono dos valores”.
Teoricamente esta doutrinação tem origem na Alemanha do pós-guerra com os trabalhos do jurista e filósofo Karl Larenz (1903-1993). Mas vem sendo oportunisticamente aproveitada pelos donos do poder, sempre receosos que o voto popular lhes reduza, minimamente que seja, os ganhos da espoliação das pessoas, do país, dos conhecimentos.
Vou resumir, logo não será aprofundado, o que se venderá como a defesa do interesse maior da nação e da espécie humana. Coloquemos uma questão já muito explorada pela banca: a questão ambiental. A defesa do ambiente, a preservação de flora e fauna, e de áreas das próprias populações locais (quando interesses maiores e estrangeiros darão uso econômico) são questões que precisariam ficar fora de um veredito popular, sujeito à manipulação demagógica (porque a manipulação midiática, feita pelo poder, é sempre esclarecedora) e, logo, prejudicial. Assim, um bando de eleitos (pela meritocracia excludente) assumiria o veredito de que pode ou não pode ser adotado ou aprovado.
Qualquer semelhança com o judiciário e o ministério público atual não é mera coincidência.
O “mestre de Munique”, que tem sido divulgado e revisto para os interesses políticos partidários por ministros do Supremo Tribunal Federal, por procuradores, por constitucionalistas e administrativistas de direita que tem horror ao ignaro voto popular, coloca a questão: o direito não deve ser apenas legal, mas justo. Céus, quem define o que será justo num universo de hipóteses e interesses? Escrevi que os magistrados já se consideram deuses. Pedem agora os raios do Olimpo para extirpar os que lhes desagradem, com pedidos injustos (!).
Dentro desta construção classista, elitista e excludente que se pretende afastar, em nome do interesse maior, o povo das eleições. Os donos dos valores já governarão talvez em 2018.
E os membros das Forças Armadas, sem ter o que fazer, serão guarda-costas de agentes penitenciários, como insinua o temeroso atual presidente?
A que futuro levam nosso Brasil!
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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Leonardo Costa

27 de janeiro de 2017 às 12h28

Assange: Golpe no Brasil foi construído “há muito tempo”, com apoio dos EUA | Brasil 24/7

Do Diário Liberdade – Segundo Julian Assange, fundador do site Wikileaks, há alguns indícios da participação do governo dos Estados Unidos no que chamou de “golpe constitucional” ou “golpe político” contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, em agosto de 2016. Para ele, “a situação atual está sendo construída há muito tempo”.

Em entrevista ao jornalista e escritor Fernando Morais, para o blog Nocaute, o ciberativista australiano revelou que as espionagens feitas pelos órgãos do governo dos EUA, como a NSA (Agência Nacional de Segurança), a membros do governo brasileiro, como a própria presidenta, envolviam interesses políticos, econômicos e financeiros do país norte-americano.

“Cinquenta por cento do orçamento da NSA é destinado a entender qual o rumo que um país, gabinete ou presidente está tomando política e financeiramente, para que os EUA possam reagir e conduzi-lo a um caminho específico, incluindo na lista de alvos as importantes companhias energéticas”, declarou Assange.

A interceptação de conversas telefônicas se soma às informações fornecidas por políticos brasileiros, incluindo o atual presidente, Michel Temer, à embaixada dos Estados Unidos sobre a situação política do Brasil.

A Wikileaks publicou documentos que revelam que, em 2006, Temer foi pessoalmente à embaixada dos EUA fornecer informações e opiniões sobre o Brasil. “Isso mostra um grau de conforto com a embaixada americana que é um pouco preocupante. O que ele terá como retorno? Ele está claramente dando informações internas à embaixada dos EUA por alguma razão, provavelmente para pedir algum favor aos EUA, talvez receber informações em troca”, opinou Assange.

Ele revelou também que a embaixada estadunidense consultou políticos de diversos partidos, do gabinete de Temer e até mesmo do próprio PT, partido da então presidenta Dilma e do ex-presidente Lula.

Os recursos petrolíferos brasileiros sempre estiveram na mira das grandes companhias estadunidenses. Documentos publicados pela Wikileaks descrevem contatos entre políticos brasileiros e representantes norte-americanos do setor a respeito da entrega das então recém-descobertas reservas do pré-sal, que teriam a Petrobras como principal beneficiária em detrimento das empresas estrangeiras. Os políticos defendiam a não exclusividade da Petrobras nos ganhos com a exploração do petróleo, favorecendo o acesso de empresas como a Chevron e a ExxonMobil.

“Considerando a intenção do Departamento de Estado dos EUA em maximizar os interesses da Chevron e da ExxonMobil, [o Brasil] está provendo aos Estados Unidos inteligência política interna sobre o que se passa politicamente no país e com essa informação pode fazer manobras pelo interesse das grandes companhias americanas de petróleo que não está necessariamente alinhado com os interesses do Brasil”, afirmou o ciberativista.

A garantia de 30% da exploração do pré-sal nas mãos da Petrobras – lei aprovada em 2010, cujo atual governo está tentando acabar – não favoreceria as multinacionais norte-americanas, mas sim competidores, como a estatal China Oil ou a russa Gazprom, que poderiam “aportar mais recursos ao Brasil”, de acordo com Assange. “Essa questão da Petrobras é realmente uma questão sobre que tipo de estado o Brasil quer ser. Um estado forte ou um estado muito fraco com grandes empresas estrangeiras e multinacionais tomando conta dos seus recursos naturais?”, questionou.

Ainda segundo ele, a Petrobras é considerada um aliado do PT pelos opositores, o que faz com que queiram reduzir o poder da empresa, favorecendo as companhias estadunidenses. “Portanto, uma maneira de trocar favores com os Estados Unidos é facilitar para a Chevron e a ExxonMobil o acesso a partes do petróleo.”

Todo esse processo poderia ficar ainda mais claro ao se observar que a Exxon foi o segundo maior frequentador da Casa Branca durante todo o mandato de Barack Obama, visitando-o, em média, uma vez por semana, segundo Assange. Seu CEO, Rex Tillerson, foi nomeado o novo secretário de Estado por Donald Trump. Além disso, quando era secretária de Estado, a ex-candidata à presidência Hillary Clinton teve como uma de suas principais funções “pressionar a favor dos interesses das empresas de petróleo”.

“O que podemos ver nas mensagens [vazadas pela Wikileaks] é que o Departamento de Estado está constantemente focado em tentar conseguir bons acordos e tentar manipular em nome da Chevron e da Exxon”, destacou o ativista digital.

Para poder implementar com sucesso esses planos, foram fundamentais as campanhas nos meios de comunicação utilizando “robôs” nas redes sociais que difundiram massivamente boatos e convocaram a população para ir às ruas a favor do impeachment. Assange acredita que isso foi financiado por capital estadunidense.

“Essas coisas não acontecem na América Latina sem apoio dos EUA, financeira e logisticamente, por meio de Inteligência”, disse.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/274788/Assange-Golpe-no-Brasil-foi-constru%C3%ADdo-há-muito-tempo-com-apoio-dos-EUA.htm

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Josef Marcio Tavares

27 de janeiro de 2017 às 12h27

Moro fez uma pose esquisita…

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