Meganhas sem noção se preparam para destruir outro setor econômico

A mediocridade do capitalismo brasileiro é inacreditável. A parceria fascista entre judiciário e mídia se prepara para destruir os últimos pilares que ainda sustentam a frágil economia brasileira.

Na ânsia para “refundar” a república, a meganhagem policial e burocrática, sem preocupação nenhuma com a economia, vai destruindo, um a um, todos os setores que geram impostos, empregos e sustentam o país.

Eles agem como se o Brasil fosse um país inimigo, a ser destruído. Como se fossem romanos rancorosos decidindo pela devastação de Cartago.

O que chama a atenção é a apatia e ignorância da nossa própria burguesia, que assiste catatônica a esse processo de destruição sistêmica de seus próprios negócios.

É evidente que a destruição de outro grande setor econômico, com todas essas medidas drásticas de “bloqueio”, “prisões preventivas”, antes mesmo de haver condenação, antes mesmo de investigações mais profundas, irá explodir em breve no setor bancário.

O único setor econômico que restará de pé será a mídia privada, que é subsidiada pelo poder público.

Delenda Brasil, é o lema desse burocratas da destruição!

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A República do Paraná prepara-se para destruir outro setor econômico

Por Luis Nassif, no Jornal GGN
SEX, 17/03/2017 – 13:48
ATUALIZADO EM 17/03/2017 – 14:19

Algumas considerações sobre a operação contra a Friboi, BRF e outras:

A ofensiva multinacional brasileira, no período Lula, deu-se em cinco setores principais: empreiteiras, frigoríficos, siderúrgicas, bancos e petróleo, graças ao pré-sal.

A Friboi não era, de fato, flor que se cheire. Mas entram outras, como a BRF, empresas que caminhavam para exercer hegemonia no poderossísimo mercado de carnes e alimentos.

Corrupção em fiscalização sanitária é segredo de polichinelo, como me lembra um colega jornalista. Era uma arma engatilhada, pronta a ser sacada a qualquer momento contra o setor.

Até agora, a Friboi havia conseguido ampla blindagem na mídia graças à parceria com veículos de comunicação e verbas polpudas de publicidade.

O tamanho e o estardalhaço da operação Carne Fraca dá um tiro no peito do setor. Mais uma vez é conduzida pela Justiça Federal do Paraná e pelo delegado Moscardo Grillo. E com um estardalhaço injustificável. Prisão ou condução coercitiva de 46 pessoas, centenas de policiais envolvidos, o nome das empresas exposto globalmente. E tudo isso para verificar, segundo o Globo, “excesso de água, inobservância da temperatura adequada das câmaras frigoríficas, assinaturas de certificados para exportação fora da sede da empresa e do Ministério da Agricultura, sem checagem in loco, venda de carne imprópria para o consumo humano”.

A Lava Jato vai conseguir destruir mais um setor da economia. O BTG Pactual caminha para o mesmo destino, agora alvo de ofensiva da Suíça. Na Petrobras, Pedro Parente prossegue no desmonte de vender ativos na bacia das almas, a pretexto de reduzir o endividamento, ao mesmo tempo em que liquida antecipadamente financiamentos já contratados.

É um desmonte amplo do país.

Miguel do Rosário: Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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