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Impeachment matou democracia, TSE vai sumir com o corpo

Por Miguel do Rosário

29 de março de 2017 : 13h58

Este é um assunto que me enoja profundamente.

Um tribunal composto por sete indicados políticos, sete vaidosos totalmente vulneráveis às pressões da mídia, presidido por Gilmar Mendes, irá julgar o resultado das eleições presidenciais de 2014, que contou com a participação de mais de 140 milhões de eleitores.

Eu acrescento nessa conta também os que não votaram, porque entendo que não votar não exclui o eleitor da participação do resultado final.

Agora entendo porque os Estados Unidos não têm tribunal eleitoral: não se poderia, jamais, dar um poder que pertence unicamente ao cidadão, a meia dúzia de mandarins do judiciário.

No Brasil, é mais uma instituição que perde meu respeito.

Eu já vinha achando tremendamente bizarro e antidemocrático as decisões dos Tribunais regionais eleitorais, que vem cassando prefeitos e governadores ao sabor de suas paixões políticas.

Não há mais nenhum governante no Brasil que não esteja vulnerável ao terceiro turno dos tribunais.

A democracia brasileira nunca foi tão atacada pela burocracia como agora. Todas as instituições parecem se voltar, num complô infernal, contra o voto popular.

O julgamento no TSE está marcado para o dia 04 de abril, terça-feira que vem. As cartas estão marcadas.

A Lava Jato despejou, no momento certo, uma série de delatores às portas do TSE, já devidamente coagidos a falarem o que os procuradores mandaram. Apesar do sigilo, as delações estão sendo publicadas sem pudor pela Folha e exibidas na Globo.

Os vazamentos não são apenas seletivos, eles são seletivos e oportunos. Acontecem no momento certo. Mais tarde, quando a opinião pública verificar que houve uma série de exageros, distorções e mentiras, será tarde demais.

Acontece que as mesmas delações atingem as chapas de Aécio Neves e Marina Silva. As mesmas delações atingem as eleições de todos os deputados federais, e de todos os governadores.

Como assim, vai cassar apenas a chapa de Dilma? Com base em que acusação? Abuso de poder econômico? Como assim, se o poder econômico estava ao lado de Aécio Neves, como mostrava todas as movimentações especulativas nas bolsas?

Dilma ganhou as eleições porque teve mais votos. Quem tinha toda a grande mídia a seu favor era Aécio Neves. E o que é a grande mídia senão a expressão do “poder econômico”?

Novamente, o julgamento não ocorre no devido espaço institucional e sim na mídia.

Se já foi absurdo ver um punhado de deputados corruptos jogar fora o voto de milhões de brasileiros, será duplamente grotesco assistir sete janotas togados tocarem fogo nos votos que já estavam no lixo.

Se o impeachment representou o fim da democracia no Brasil e o início oficial de um regime de exceção, o TSE trabalha para exumar o cadáver e fazer desaparecer seus restos mortais.

Abaixo, a lista dos ministros do TSE que se preparam para dar sumiço no corpo (já morto) da democracia brasileira:

Gilmar Ferreira Mendes (Presidente)
Luiz Fux (Vice-Presidente)
Rosa Maria Weber Candiota da Rosa
Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin (Corregedor)
Napoleão Nunes Maia Filho
Henrique Neves da Silva
Luciana Christina Guimarães Lóssio

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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21 comentários

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Jose carlos lima

31 de março de 2017 às 01h58

Numa imagem, entenda pq

http://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/entenda-porque-nos-eua-nao-existem-tribunais-eleitorais

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Suely Maria Teixeira de Jesus

30 de março de 2017 às 19h22

Justiça igual para Temer e Dilma se isso não acontecer realmente a democracia foi enterrada.

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Francisco

30 de março de 2017 às 00h35

A esquerda, SE voltar ao Poder, deve governar plebiscitaria mente. Ponto final.

E um dos primeiros plebiscitos deve ser sobre cortar metade do salário e metade dos cargos deve cambada de arrogantes prepotentes que, bacharéis, se proclamam “doutores”.

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apolinario jose pereira

30 de março de 2017 às 00h11

So o brasil, pra dar mordomias a procuradores e juizes, poucos paises do mundo dao tanto emprego pra juizes em tribunais e promotores, vejam só: pra que tribunais de contas nos municipios, estados , distrito federal e nacional? Pra que tribunais do trabalho , nos estados e distrito federal e superior? Pra que tribunais regionais e superior eleitoral? Pra que senado federal? E ou seja , só no brasil pra dar mordomias a um mundo de picaretas, togados. Acabar imediatamente com o senado federal, tribunais de contas, justiça eleitoral, e justiça do trabalho, e fim imediatamente com os conselhos nacionais do ministerio publico e justiça. Prisão em todos eles.

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Robeiro

29 de março de 2017 às 21h12

E o que você acha de todas essas besteiras amarela-amarronzada que saem desse seu aparelho fonador?

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Solon nunes

29 de março de 2017 às 20h12

Infelizmente,o Brasil com s,logo logo será,Brazil com z,pois o povo,ainda vive de notícias veiculadas e preparadas,seja por políticos sem escrúpulos e jornalistas comprados,me lembrei de uma frase de uma música dos Titãs ,É QUE A TELEVISÃO ME DEIXOU BURRO,MUITO BURRO DEMAIS…assim está a nossa população,dividida e muitos achando que o que escutam e assistem,e a mídia com o poder que tem,de manipular.está ditando as regras,assim estão todos,como uma boiada,onde vai um vão todos…

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Anônimo

29 de março de 2017 às 19h32

aqui não tem mais jeito, só uma revolução pra mudar, e com esse povo todo globotomizado, isso tem chance zero de acontecer, portanto o jeito é se preparar para algumas décadas de trevas e atraso

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Maria Aparecida Lacerda Jubé

29 de março de 2017 às 18h49

DILMA não está sendo julgada por crime algum, ela está sendo mais uma vez castigada por ter derrotado o partido que domina os tais “Tribunais Superiores”, o partido da elite. O domínio do PSDB sobre o TSE é tão descarado que, o relator do processo de cassação da DILMA, pois o Temer não será cassado, mandou cobrir com tarja preta o nome de Aécio, presidente do partido do TSE. Temer pode até ser afastado provisoriamente, para voltar triunfante nos braços de um congresso de corruptos, ou então vai ceder a presidência a alguém jã pré determinado em troca de continuar elegível, se bem que o brasileiro é alienado, mas não é burro, pelo voto popular esse não será eleito nunca mais.

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Eduardo

29 de março de 2017 às 18h41

Por favor, vá imediatamente tomar seus remédios!!!!

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Paulomaia Maia

29 de março de 2017 às 20h03

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Mirtes Cohen

29 de março de 2017 às 16h29

Tenho um grito entalado na garganta pela Odebrecht, cujo mercado mundial, como o agro, foi gravemente abalado por questões meramente políticas e difusas, no entender de seu relacionamento com o poder central petista. Terá sido este apadrinhamento estatal e lulista que a impediu, assim como às outras empreiteiras, de vir em público para socorro próprio e do estado que lhe proporcionou grandes negócios, todos dentro dos trâmites dos acordos internacionais? Achei que o Norberto jamais daria outra explicação a não ser que seus negócios deram a mais alta rentabilidade à economia nacional e que, através de sua empresa, tanta possibilidade de lucro e de subvenção à política brasileira.

A Odebrecht deveria ter tido mais brio na condução das delações. Se o efeito delas foi devastador para a empresa, seu silêncio, ou seu recuo através da defesa segura e pontual de seus advogados, poria um basta no avanço antidemocrático da lavajato. A Odebrecht não é uma organização criminosa. O Paraná não tem a prerrogativa de justiça brasileira. Este é um erro processual.

A horda administrativa da Odebrecht deve e tem que ser processada por falta de decoro empresarial. Todos sabemos que a lavajato não se apropria de um discurso condenatório alheio sem que haja primeiro o consentimento de quem depõe. E depuseram em leva. O ato de depor é nobre e está sendo levado a um despudor sem nome. Proteger e respeitar a empresa é regra no mundo empresarial. Delação não é prêmio. É uma obrigação de quem cometeu um erro e quer repará-lo. As duas coisas não combinam. Esta horda, frouxa, sem caráter, deve e tem que ser processada também pelas falsas prerrogativas que obtiveram no âmbito da lavajato.

O que faltou para a Odebrecht ter postura empresarial, vindo a público para explicar o quanto de tecnologia e de trabalho envolvido em seus negócios estariam em jogo caso declinassem?

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Mirtes

29 de março de 2017 às 16h24

Tenho um grito entalado na garganta pela Odebrecht, cujo mercado mundial, como o agro, foi gravemente abalado por questões meramente políticas e difusas, no entender de seu relacionamento com o poder central petista. Terá sido este apadrinhamento estatal e lulista que a impediu, assim como às outras empreiteiras, de vir em público para socorro próprio e do estado que lhe proporcionou grandes negócios, todos dentro dos trâmites dos acordos internacionais? Achei que o Norberto jamais daria outra explicação a não ser que seus negócios deram a mais alta rentabilidade à economia nacional e que, através de sua empresa, tanta possibilidade de lucro e de subvenção à política brasileira.

A Odebrecht deveria ter tido mais brio na condução das delações. Se o efeito delas foi devastador para a empresa, seu silêncio, ou seu recuo através da defesa segura e pontual de seus advogados, poria um basta no avanço antidemocrático da lavajato. A Odebrecht não é uma organização criminosa. O Paraná não tem a prerrogativa de justiça brasileira. Este é um erro processual.

A horda administrativa da Odebrecht deve e tem que ser processada por falta de decoro empresarial. Todos sabemos que a lavajato não se apropria de um discurso condenatório alheio sem que haja primeiro o consentimento de quem depõe. E depuseram em leva. O ato de depor é nobre e está sendo levado a um despudor sem nome. Proteger e respeitar a empresa é regra no mundo empresarial. Delação não é prêmio. É uma obrigação de quem cometeu um erro e quer repará-lo. As duas coisas não combinam. Esta horda, frouxa, sem caráter, deve e tem que ser processada também pelas falsas prerrogativas que obtiveram no âmbito da lavajato.

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Atreio

29 de março de 2017 às 15h32

olêee
ole
olê
olaaaá

voltaaaa
DILMAAA!!!!

Responder

Itamar Santos Nascimento

29 de março de 2017 às 18h22

Esses dois se merecem?

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Marcos Rizzatti

29 de março de 2017 às 15h18

Miguel do Rosário, por que não colocar ao lado dos nomes dos juízes do TSE, os respectivos emails para mandarmos textos para pressioná-los, ou isto seria proibido? abraços!!

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Rachel

29 de março de 2017 às 14h47

Só um emoji de vômito. É o comentário…

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Rita Andreata

29 de março de 2017 às 17h47

Verdade verdadeira….muita vergonha alheia

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Honesto Franco

29 de março de 2017 às 17h40

Afinal, o GILMAR é MINISTRO do STF ou ADVOGADO do TEMER ? Minha DÚVIDA é quanto aos VALORES da TABELA de HONORÁRIOS…

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Maria Santana Rodrigues

29 de março de 2017 às 17h24

Volta Dilma mae

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Heliana Pessoa

29 de março de 2017 às 17h13

Quem do PSDB vai ficar no lugar do Temer?

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