Coletiva de Rodrigo Maia (ao vivo) sobre medidas contra a crise

Wanderley Guilherme: “Dirceu não esteve sujeito a processo civilizado, imparcial”

Por Miguel do Rosário

03 de maio de 2017 : 15h29

Parodiando frase parecida, diríamos que o Direito é importante demais para ficar em mãos de juristas.

Ademais, após o turbilhão constitucional em que mergulhamos, desde a Ação Penal 470, que explodiu todas as jurisprudências e protagonizou inúmeras violações à lógica, às leis, às doutrinas, nunca me pareceu tão falso – e mesmo covarde – o lugar comum de que “decisão judicial não se discute”.

Se não acreditar em mim, ouça Wanderley Guilherme dos Santos, nosso maior cientista político.

Na parte final de seu último livro, A Democracia Impedida, lançado há poucas semanas, o professor não economiza argumentos contra a jurisdição de exceção inaugurada pelo julgamento da Ação Penal 470, vulgo mensalão.

Estou convencido de que, no futuro, em alguma brecha no inabalável colégio de mônadas, a AP 470 será estudada como o que efetivamente foi: um julgamento de exceção. As violações operadas na lógica, na interpretação das leis, na aplicação das doutrinas, só se esclarecem se [for considerado] (…) o clima passional da época. A veemência dos argumentos, dos discursos e dos votos buscava ocupar, ofuscando-o, o vazio de provas condenatórias. As três teses esdrúxulas, espinha dorsal da AP 470, servirão de tutoria jurídica ao golpe parlamentar de 2016.

Se os próprios ministros do STF costumam dizer, em raro acesso de modéstia, que ao STF cabe errar por último, então eles próprios concordarão que a crítica às suas decisões são absolutamente necessárias.

Afinal, se os ministros “erram por último”, eles o fazem, se o considerarmos generosamente, não deliberadamente. Então é preciso que alguém os esclareça sobre seus erros, não apenas para que estes possam ser retificados, como para que não se repitam no futuro.

Entretanto, se a cultura democrática nos impele à crítica de todos os poderes, inclusive o judiciário, eu já não tenho tanta certeza se esta liberdade deveria valer, da mesma forma, para procuradores da República.

Refiro-me, claro, ao chefe da Lava Jato, Dalton Dallagnol, que, após decisão do STF, correu para o Facebook para escrever uma artigo contra a decisão da Suprema Corte de libertar José Dirceu, comparando-o a traficantes de drogas.

O artigo de Dallagnol ganhou imediatamente destaque nos grandes jornais do país, o que era previsível, desde que esses mesmos jornais se tornaram, há muito tempo, porta-vozes de todo o tipo de subversão institucional contra o Estado de Direito e contra a Constituição, ambos aparentemente considerados como um estorvo à messiânica luta contra a corrupção.

Tenho a impressão de que não é correto, a um procurador, brandir nas redes sociais sua insatisfação contra uma decisão da mais alta corte sobre um processo no qual o próprio procurador está envolvido. Não seria isso desrespeito?

Usem a imaginação! Imaginem se a moda pega? E se procuradores brasileiros resolvessem atacar os tribunais que julgam as causas em que eles estão envolvidos, a cada vez que uma decisão judicial não lhes agrade?

Seria interessante! A ditadura jurídica que assumiu o controle político do país não previu isso: uma rebelião oriunda de dentro!

Espere-se, no entanto, que a mesma liberdade seja concedida também a operadores jurídicos que se posicionarem contra a Lava Jato. Por exemplo, um ministro do STF não poderia postar no Facebook um longo texto repleto de pesadas críticas às ações de um determinado procurador?

Pensando bem, é melhor não. É melhor que críticas e elogios às decisões judiciais fiquem restritas aos cidadãos comuns, como blogueiros e comentaristas de blogs. E que procuradores e juízes se atenham aos autos.

A fúria de Dallagnol, que o blog apelidou, carinhosamente, de Zé do Powerpoint, contra a decisão do STF de libertar Dirceu das masmorras da Globo em Curitiba, enseja uma discussão sobre os arbítrios jurídicos da Lava Jato.

Os argumentos do procurador são a mesma xaropada cínica usada pela Globo desde a Ação Penal 470, sobre prender “ricos e poderosos”. É uma espécie curiosa de bolchevismo plutocrático. A jurisdição de exceção sempre foi uma voraz consumidora de clichês populistas. Dallagnol, representante desse bizarro jacobinismo seletivo, faz coro aos porta-vozes da família Marinho: prendam os ricos, prendam os poderosos, desde que, naturalmente (mas isso eles não falam), não sejam nós mesmos!

Alguns senadores brasileiros, por exemplo, já viajaram à Venezuela, acompanhados de obedientes repórteres da Globo (e depois não se sabe porque a profissão é considerada, segundo pesquisa divulgada hoje, a pior do mundo), para visitarem um “preso político” daquele país, devidamente condenado pela Justiça.

A mesma imprensa, no entanto, não faz outra coisa a não ser campanha, explícita ou por omissão, em favor de mais prisões políticas no Brasil. Há poucos dias, três membros do MTST foram presos em São Paulo, por razões puramente políticas, e enviados a um presídio, sem que nossa valente “imprensa livre” tenha se manifestado.

Voltemos ao caso Dirceu. Mais uma vez, não sou eu quem digo, e sim o judicioso e prudente Wanderley Guilherme dos Santos, no capítulo intitulado A expropriação constitucional do voto, o último do livro já mencionado acima:

De novo, não atesto a inocência de José Dirceu, porque não tenho conhecimento para tanto. Mas, ainda que culpado, ele não esteve sujeito a processo civilizado, imparcial.

Ao final do volume, escrito no segundo semestre de 2016, Wanderley encontra espaço para comentar sobre o papel da imprensa e da Lava Jato na construção do golpe parlamentar de 2016.

A imprensa, finalmente, é ator (…) crucial na trincheira da agitação e propaganda. Cabe a ela a difusão do noticiário alimentador da insatisfação larvar de diversos grupos, dispondo-os para a perversão psicológica de que a substituição da presidência da república se impõe pelo caráter agônico da crise. Competentes geradores de ansiedade e angústia, os meios de comunicação impressa tornam-se determinantemente letais como serial killers de caráter e reputação ao controlarem rádios e, fundamentalmente, canais de televisão. (…) O sequestro do poder constituinte do povo se processa por golpe parlamentar, em colusão tácita com o Judiciário e o empresariado, tendo a unanimidade relevante da imprensa como filtro do noticiário que chega às grande massas. A imprensa colabora decisivamente para a consolidação do poder usurpado substituindo a conexão de sentido entre eventos, a racionalidade comum à maioria das pessoas na percepção dos acontecimentos, pela imposição de causalidades precárias entre ações de governo e artigos do Código Penal. Na atual conjuntura, contam os golpistas, de forma transitória, com a violenta operação dos procuradores e juízes da Lava Jato, patologicamente obsessiva em atribuir malignidade por intenção a fatos insignificantes.

Ao final do livro, Wanderley alerta que o impeachment de Dilma Rousseff inaugura uma tecnologia golpista que poderá ser exportada para o resto do mundo:

O Brasil não restará solitário no conjunto de golpes parlamentares com benção constitucional. Está apenas anunciando as vicissitudes democráticas do século XXI.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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39 comentários

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João Novaes

05 de maio de 2017 às 18h26

QUE LEI HIPÓCRITA DA AO PRESIDENTE O DIREITO DE MANDAR PARA O STJ JUÍZES?

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Reinaldo Chaves Rivera

05 de maio de 2017 às 17h40

… Foi sepultado de vez o PT e o seu nefasto projeto comunista. Agora só falta jogar uma pá de cal nesta esquerda corrupta e inepta que mostrou o que faz e como faz . Não nos enganarão outra vez !

Responder

    Julissa

    06 de junho de 2017 às 20h45

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Gugu Mello

05 de maio de 2017 às 16h39

Nunca fomos um país
. O Brasil se formou pelo avesso.
Teve Coroa antes de ter Povo. Teve Estado antes de ser Nação.
Toda a História do Brasil é perpassada pelo mesmo vulto, disfarçado com muitas máscaras, tantas quantas suas diferentes conjunturas, porém sempre geradas pela mesma questão estrutural. uma História da qual o povo não participa da mudança: ele apenas a padece.
A cada vez que o processo histórico desemboca numa crise, impondo a necessidade de mudanças, se restabelece no Brasil um acordo de cúpula, pactuado pelas elites, e a mudança se reduz a um rearranjo que tudo muda para que nada fique diferente:
– modernizações conservadoras, revoluções palacianas, transições tuteladas, pactos entre a elite, reformismo sem reformas, conciliações permanentes.
A representação política faliu.
As instituições estão em colapso.
Com o véu constituinte em farrapos, Executivo, Legislativo, Judiciário estão despidos de qualquer poder emanado do povo, e se alinham a serviço de um único poder: o poder do grande capital financeirizado e internacionalizado.
Não mais resta qualquer legitimidade no poder constituído.
Está definitivamente exposta sua vil arbitrariedade e seu monstruoso caráter anti Povo e anti Nação.
Já não há como ocultar nunca ter almejado qualquer projeto de País, a não ser a pilhagem extrativista de recursos naturais e humanos. sequer consegue viabilizar miseravelmente um candidato, apenas grotescas caricaturas de si mesmo.
O poder constituído está totalmente privado de seu fundamento.
O que é o Executivo, senão um condomínio de ladrões?
E o Legislativo, que não uma associação de criminosos?
E o Judiciário? Nada menos do que os avalistas do golpe, togados vitalícios absolutamente incorruptíveis, mesmo cercados pelos escombros da legalidade é impossível induzi-los a fazer Justiça.
– O que é este atual poder constituído, a não ser o inimigo a ser derrotado na Guerra de Libertação do Brasil?
Como se destitui este poder antes que ele promova o genocídio?
*por Christian Braga.

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Evandro Ramone

05 de maio de 2017 às 16h21

Daqui há dez anos será o dobro do que vc postou e tomara que nunca mais um governo do PT psol pdt PC do b vença uma eleição só pra senhora dizer que tudo que acontece é culpa do governo de 2003/2015

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Salomão Abraão

05 de maio de 2017 às 03h56

Gilmar Mender é contra o voto impresso nas eleições de 2018 em entrevista ele diz que vai conversar com o congresso para atrasar está proposta.

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Gugu Mello

04 de maio de 2017 às 21h10

Leio dois horrores no 247:
– Uma que Rodrigo Maia abre caminho para adiamento de eleições em 2020, e a outra, pasmem, o Exército Americano esta autorizado à realização de manobras na Amazônia.
O adiamento(das eleições), vai precisar claro, mais uma vez dos 300 picaretas para legitimar o caos institucional-eleitoral.
– Já o domínio da Amazônia, para a ¨aprovação popular¨, um picareta só basta: Veremos Luciano Huck descendo naqueles pomposos helicópteros americanos e dar hipocritamente um espelhinho à um Índio qualquer de uma tribo distante em horário nobre.
*é muito para um dia só, preciso de AR.

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Sonia Kemp

04 de maio de 2017 às 21h02

logico que nao achei os defensores muito bunda mole

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Marcos

04 de maio de 2017 às 11h04

Enquanto esses fumadores de maconha filosofam para o nada em seus mundos paralelos, a Lava Jato continua mandando corruptos para o xilindró !

Responder

Cláudio Pereira Pinheiro Pinheiro

04 de maio de 2017 às 14h02

BOM DIA MEU BRASIL VARONIL!

BOM DIA MEUS BROTHERS E SISTERS!

“ESSES ENFERMOS INDIVÍDUOS DA “DIREITONA EMPEDERNIDA”, ESTÃO, E DE HÁ MUITO, VIVEM, ABSOLUTAMENTE, ENCARCERADOS, ISTO, EM PRISÃO INVIOLÁVEL, LEVADOS E NUTRIDOS, SISTEMATICAMENTE, PELO ÓDIO INCURÁVEL, PELA IGNORÂNCIA, PELO PRECONCEITO, PELA INVEJA E PELA GANÂNCIA CRÔNICOS!

E MAIS, TAL MOLÉSTIA “PSICO-SOCIAL”, LAMENTAVELMENTE, ORA GENÉTICA, ORA SOCIALMENTE ADQUIRIDA, ENCARCERA-OS (AS)PERPÉTUAMENTE, REPERCUTINDO NA VIDA DOS DEMAIS CIDADÃOS E CIDADÃS SAUDÁVEIS, A ESTES E ESTAS INFELICITANDO PROFUNDO E DESASTROSAMENTE!!!

“HOMI!” “MUIÉ!” “ABRAM DO OLHO!” “BABADO NÃO É BICO NÃO!”

“GRAVÍSSIMO!” “INDIVÍDUOS DE ALTÍSSIMA PERICULOSIDADE!”

“HOMI!” “MUIÉ!” “SÓ CAMISA DE FORÇA!” “INTERNAMENTO” JÁÁÁÁÁÁÁ…!!!!” J UÍZO GENTE, JUÍZO MESMO, JUÍZO JÁÁÁÁÁ…!!!

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fernando

04 de maio de 2017 às 10h54

Se não acreditar em mim, ouça Wanderley Guilherme dos Santos, nosso maior cientista político. Nosso maior cientista político ? Enquanto EUA, Alemanha , França tem grandes cientistas de verdade, o Brasil tem “Cientista Político”. Por isso continuamos sendo o eterno país do futuro.

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    Miguel do Rosário

    04 de maio de 2017 às 13h21

    Cientista político não é de “verdade”? Essa sim é a razão do nosso atraso: ignorância.

    Responder

      fernando

      04 de maio de 2017 às 13h35

      Na mente dos fumadores de maconha, jornalistas fracassados, “cientista político” é cientista de verdade “

      Responder

        Luiz Pereira

        04 de maio de 2017 às 18h23

        Nas maiores e mais tradicionais universidades do mundo, tais como Havard, Oxford, Crambridge, M.I.T., Sorbonne ( cito apenas essas para não alongar a lista), existem departamentos de ciência política. Se você não reconhece a ciência política como “ciência de verdade” o problema é seu, a comunidade acadêmica internacional reconhece. Pesquise um pouco antes de falar asneiras. Veja por exemplo quais universidades nacionais e internacionais tem programas de graduação e pós graduação em Ciência Política, vai ficar surpreso com o resultado.

        Responder

          fernando

          04 de maio de 2017 às 21h09

          Nas maiores e melhores universidades do mundo a ciência política fica no quartinho dos fundos . Não há país desenvolvido no mundo deva à tal “ciência política” suas riquezas , seu progresso e seu desenvolvimento , mas sim às ciências de verdade !

          Luiz Pereira

          04 de maio de 2017 às 22h07

          Você verificou cada uma delas e constatou isso ou apenas está fantasiando? E quem te nomeou fiscal que diz o que é ou não “ciência de verdade”? Até onde sei quem determina o que é ciência é a comunidade acadêmica. Se a comunidade acadêmica determina que as ciências humanas são ciências, então elas são. Ou você acha que todos os departamentos das universidades mundiais estão ansiosamente aguardando seu parecer que determina o que é ou não ciência?

          Fernando

          05 de maio de 2017 às 10h30

          Ué e desde quando alguém precisa ser nomeado para pensar e fazer avaliações ? O mundo acadêmico, o mundo político, a sociedade , as corporações profissionais estão repletas de idiotas como você; idiotas que adicionam o nome “ciência” a carreiras absolutamente medíocres ( que são dignas de cursinhos de final de semana, até de uma pós e não de graduações) apenas com o objetivo de dar um status a uma graduação de pouco conteúdo e pouco raciocínio , mas as tais “ciências sociais” precisam existir para abrigar os medíocres que só encontram adoração entre as esquerdas . Fique com sua” ciência social” que eu fico minha ciência de verdade !

          Luiz Pereira

          05 de maio de 2017 às 17h51

          Idiotas são os que acham que são donos do mundo, não fazem a menor ideia do que falam, se recusam a fazer qualquer pesquisa sobre o que falam, e ainda assim querem dar a opinião final sobre o assunto. Sua explicação sobre o porque existem ciências sociais é baseada em nenhuma pesquisa, apenas em pura fantasia e preconceito. O status de ciência foi dado pelas universidades e pelas suas respectivas comunidades acadêmicas, não gostou? Reclame com elas. O que você sabe sobre o conteúdo da Ciência Política para falar se é pouco ou se é digno de um curso de fim de semana? Nada. Sua opinião é puro preconceito e imaginação, que parte de uma visão positivista ultrapassada.

          Bunny

          06 de junho de 2017 às 20h47

          FenegauM di52e:03/0s/s012 17:04vitor disse:03/05/2012 15:37Me respondam uma coisaQuem é aquele hero entre o AA e o Rexxar, e entre a krob e DK?É o BATRIDER, e o entre a Death Prophet e o Dragon Knight é o Doombringer

Replicante Seletivo

04 de maio de 2017 às 13h34

Ao circo jurídico-midiático só resta agora um objetivo: interromper a candidatura Lula. As palhaçadas restantes são para manter as aparências e dar tempo ao golpe para quebrar a espinha dorsal trabalhista do país: CLT e INSS.

Responder

    João Novaes

    05 de maio de 2017 às 18h27

    Lula 2018 !!!!! O que este traidor Reu em 5 processos faz propaganda politica de candidato antes das previas e eleições ? Como ele não soube explicar ao Juiz ( primeiro processo sentença não saio ) Como Lula não soube explicar a renda mensal dele e Marisa 20 30 50 mil més ? Vamos ao currículo do ex fora Color , Hoje amigos e companheiros envolvidos em corrupções ….1970 Lula viúvo AMIGO do então casal Marisa e seu primeiro marido ( assassinado crime de latrocínio , ate hoje sem solução policial ) E tinha seguro de vida e pensão ( que virou esta tal renda de 20 30 50 mil mês primeira dama ) …E de metalúrgico de dedo cortado a sindicalista e de deputado federal e ex Fora color ex fora FHC a presidente que via BNDES roubou mais que os outros todos que Lula Protestava ,,,,Pois é Moro já confiscou os objetos que Lula roubou do palácio alvorada ….ai vc entende que Lula poderia ter trasporto Rio São Francisco logo primeiro mandato ( mas preferi-o dar dinheiro a rodo e propina em porto cuba metro Venezuela estrada bolivia etc ) Que Lula poderia ter com maior bancada deputados PT e PMDB TER PROPOSTO REFORMAR CONSTITUIÇÃO Brasil em democracia plena povo e politica mesmas leis julgo deveres e obrigações …e tem babaca que ainda curte o cara em vez de se juntar todo um povo contra a classe politica////////////////////////////////////////////////////////////

    Responder

Cosme Cezar da Silva

04 de maio de 2017 às 13h08

BRASIL, GOVERNO COM PROJETOS DE SEGUNDAS INTENÇÕES.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA:
– O governo mete a mão em 30% de tudo que a previdência arrecada pela DRU.
– Os empresários também querem dinheiro da previdência não pagando impostos.
– Com a reforma da previdência o governo mantém o caixa e os empresários deixam de pagar seus impostos(reforma fiscal).
– E como sempre, quem vai bancar essa sangria de dinheiro? O povo brasileiro, essa é a reforma da previdência, sua vida pouco interessa.

Responder

Eduardo

04 de maio de 2017 às 09h29

Que o judiciário se devore!!

Responder

marco

03 de maio de 2017 às 23h01

Sempre que se tentar confundir qualquer coisa alusiva à CIVILIDADE, com DIREITO, vamos estar procedendo em equívoco. Ora,o DIREITO,na sua essência,não é outra coisa,senão a tentativa incivilizada,de dar ao PATRIMONIALISMO, legitimidade. Dai,seus resultados nada animadores,para as civilizações.

Responder

Mordaz

03 de maio de 2017 às 22h38

Para mim é muito simples: se precisam burlar a lei para prender alguém, é porque esse alguém é inocente.

Responder

Sidnei Parede Pereira

03 de maio de 2017 às 21h42

Brilhante análise, Miguel. É verdade que as teses acusatorias da AP470 careceram de provas cabais. E a tese jurídica utilizada, Teoria do Dominio do Fato, foi criticada pelo seu criador Claus Roxin, jurista alemão.

Responder

Cegueira moral

03 de maio de 2017 às 19h50

Dirceu, injustiçado e perseguido.
Lula, injustiçado e perseguido
Dilma,, injustiçada e perseguida
Palocci, injustiçado e perseguido
Vacari, injustiçado e perseguido
Mantega, injustiçado e perseguido
Genoíno, injustiçado e perseguido
André Vargas, injustiçado e perseguido
Todos guerreiros e heróis do povo brasileiro!!!
ACORDA BRASIL!!

Responder

    Eduardo José

    04 de maio de 2017 às 08h51

    E as provas cegueira moral, o Brasil está esperando, se vc tem apresente ou vc é adepto do segredo de justiceiro

    Responder

Sérgio Rodrigues

03 de maio de 2017 às 19h18

…”É uma espécie curiosa de bolchevismo plutocrático”…Putzzz..me explique isso, cara!….

Responder

    Miguel do Rosário

    03 de maio de 2017 às 19h33

    É uma expressão irônica. Burocratas e mídia querendo destruir empresas e fazendo discursos demagógicos em prol da prisão de “empresários e políticos”, ao mesmo tempo em que defendem os seus interesses plutocráticos.

    Responder

    Denise Sodré da Silva

    04 de maio de 2017 às 10h51

    Não tente entender a linguagem de quem vive num mundo paralelo, eternamente sob efeito alucinógeno da maconha !

    Responder

Maria Thereza Freitas

03 de maio de 2017 às 19h10

Há muito tempo não lemos jornal nem assistimos TV aberta e nada do PIG, mas sabemos o que fazem/dizem/escrevem. Da mesma maneira que é bem triste a gente saber que se for assistir algum noticiário não vai ver a libertação de Dirceu, é mais triste ainda saber que a justiça se guia, atualmente, por parâmetros estranhos às leis, ao Direito, aos fatos e provas. O prof. Wanderley tem razão. Mas a justiça nunca usou direito nem a balança e muito menos a venda que tem nos olhos. Desde a AP 470 apenas deixou claro, para quem acreditava nela, como funciona e a quem serve

Responder

ANTONIO PAULO DA COSTA CARVALHO

03 de maio de 2017 às 17h57

Wanderley Guilherme tem lucidez, como tem Miguel Rosário. As análises são perfeitas. As catilinárias do tal de Joaquim Barbosa na Ação PENAL 470 pareciam mais cômicas se não fossem tristes. Quanta verborreia! De jurídico, ali, somente as vestes talares. Quando se tirou da cartola o tal do “domínio do fato”,com o embrião da “delação premiada” deu-se o ingrediente que precisavam para prescindir das provas: a prova seria a delação em si. O arbítrio dispensava as provas reais; ou seja, delação é fato. Puseram na mente dos espectadores do espetáculo, sub-repticiamente, uma falacia. O nazismo sabia que uma mentira dita mil vezes virava verdade na mente do povo. Vem outra artimanha para adoçar a Ação Penal 470,: o que é público e notório não precisa ser provado. Mas aonde está o fato? O que na mente dos brasileiros restou? Restou a idéia de que delação é prova. Tudo muito bem montado. Viva Zé Dirceu. Abaixo o Zé Barbosa.

Responder

PLEX

03 de maio de 2017 às 17h33

Sera que Ze Dirceu merece mais prisao que Aecio,Serra,Alousio,Alckmi ….essa seletividade do judiciario e nojenta.

Responder

    Marcos

    04 de maio de 2017 às 03h29

    Plex, eu prefíro perguntar assim: Será que o José Dirceu merece prisão?
    Na minha opinião, de modo algum. Pelo contrário, José Dirceu assim como Lula são heróis da nossa nação.
    Nessas acusações contra o José Dirceu não vi provas para sustentá-las. Houve, sim, um massacre midiático criminoso em cima do PT e de seus vários líderes que acabou gerando uma falsa e forte PERCEPÇÃO em grande contingente da população brasileira de que o PT e seus vários líderes roubaram. A maioria dos ministros do STF, seja por razões ideológicas ou por temerem se indispor com a mídia golpista e reacionária e com o ódio irracional gerando em boa parte da população em decorrência dessa criminosa manipulação midiática, acabou condenando José Dirceu na AP 470. Mas a condenação de José Dirceu, por exemplo, não estava de modo algum fundamentada em provas. A ministra Rosa Weber chegou a dizer que não havia encontrado provas contra José Dirceu, mas que a literatura jurídica permitia condená-lo ainda assim! Com o juizeco fascista Sérgio Moro a manipulação foi ainda pior, porque houve um claro conluio criminoso entre a Farsa Jato liderada pelo Moro e a máfia midiática, sobretudo a Globo. Não há dúvida de que o Brasil – e também o resto do mundo – passa por um momento MUITÍSSIMO perigoso. Um dos maiores perigos do momento, mas não é o único perigo, é a fascistização de grande parte da sociedade.

    Responder

Antônio Abreu

03 de maio de 2017 às 17h30

A plutocracia corrompe o Estado, as instituições. Financiamento eleição de políticos que defendam seus interesses.
Contam com a mídia pelo poder imenso dá receita publicitária que pagam

Responder

Claudio de Oliveira

03 de maio de 2017 às 19h23

Responder

    Benoit

    03 de maio de 2017 às 17h38

    Ridículo, então nada de bom que o Lula possa ter feito conta para nada, só o fato de que ele possa ter falado com o Maluf? Voce está querendo buscar desesperadamente uma razão para justificar o seu odio do Lula e qualquer coisa serve. Se voce seguir esses critérios voce não vai poder nem admirar a Madre Teresa. Deixe de ser ridículo. Se alguém disse o que esta escrito nessa imagem, então ele ou ela está mentindo. 2012 é quando começou a ficar mais oportuno manifestar oposição ao Lula, a onda estava crescendo e ninguém queria ficar de fora.

    Responder

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