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O mea-culpa de Barroso no ‘show do Judiciário’ que não pode parar

Por Luis Edmundo

08 de junho de 2017 : 20h42

Foto: Agência Brasil

Do deslize ao pedido de desculpas emocionado. Nesta quarta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso derrapou feio no que bem poderia ser chamado de preconceito. Na cerimonia de aposição do retrato de Joaquim Barbosa na galeria de ex-presidentes da Corte, tentou elogiar o colega presente e o chamou de “negro de primeira linha”.

Hoje, Barroso fez um pedido público de desculpas em sessão do STF. Emocionou-se, por pouco não se debulhou em lágrimas e ficou em evidência, mantendo holofotes sobre o caso por mais um dia. E talvez até Joaquim Barbosa, que já pensa seriamente em se candidatar à Presidência, tendo inclusive conversado com a Rede de Marina Silva, talvez ele também tenha gostado de toda a polêmica, da repercussão sobre o caso transmitido ao vivo, lógico, pela TV Justiça. E o “show do Judiciário” não pode parar.

Abaixo, o vídeo com o pedido de desculpas de Barroso.

Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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28 comentários

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Argemiro Assis Filho

09 de junho de 2017 às 17h38

Já estou velho e quando me chamam de velho, não tenho motivos para me sentir ofendido porque se trata de uma realidade. O mesmo aconteceria se fosse negro. O que incomoda é quando se usa a idade ou cor num sentido pejorativo e intenção de ofender moralmente. – Se um negro se sente ofendido por ser chamado de negro, demonstra que ele é quem tem preconceito da própria pele. Um recalcado e frustrado.

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Jorge Mendes

09 de junho de 2017 às 12h35

E ele não vai ser processado?

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Antonio Arlindo da Silva

09 de junho de 2017 às 08h12

O SEGUNDO COMENTÁRIO JÁ NÃO SAIU.

A VERDADE É COMO RAPADURA: É DOCE MAS NÃO É MOLE!

Responder

Antonio Arlindo da Silva

09 de junho de 2017 às 08h10

Acabo de fazer um comentário que IMEDIATAMENTE foi publicado, COMO É O NORMAL EM TODOS OS SITES QUE ABREM ESPAÇO PARA COMENTÁRIOS.

COLOCAR FILTROS, APRECIAR ANTES PARA PUBLICAR OU NÃO DEPOIS É COISA DE RADICAIS, DE IDIOTAS, DE PARCIAIS.

ESCREVO ISSO PORQUE ACABO DE FAZER UM COMENTÁRIO NO SITE “TIJOLAÇO” QUE NÃO FOI PUBLICADO OCMO AQUI. É O ESTILO MERVAL BOÇAL PEREIRA: PRIMEIRO LÊ, SE FOR DO AGRADO, PUBLICA.

PONTO PARA O CAFEZINHO.

EU SOU LULA – 2018, QUE FIQUE CLARO. SEMPRE FUI LULA. MAS NÃO SOU MERVAL, PERDÃO, BOÇAL.

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Antonio Arlindo da Silva

09 de junho de 2017 às 08h07

Essa mentalidade infantil tem que acabar. Se o Ministro pede desculpas…é criticado. Se não pede…fica marcado.
O nível é muito baixo em todos os sites. Sejam de um lado ou de outro. A derrapada do Ministro Barroso é vício cultural. Reconheceu e pediu desculpas. Se não quiserem realçar as desculpas fiquem no silêncio. Agora, criticar as desculpas como algo teatral…rima com boçal.
Perdão, mas não sei mentir.

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Joaquim Lopes

09 de junho de 2017 às 06h04

O ministro Barroso, apenas fez um elogio ao colega Joaquim Barbosa.
O problema é a palavra “negro” … ele deveria ter dito “preto” que é uma palavra mais leve e não carrega tantas negatividade.
Preto significa sostificado.
Um bom café gourmet tem a cor preta.
E não haja dúvida Joaquim Barbosa e outros ministros do supremo, certamente recebem uma grana preta.
Agora o “mea culpa” de Barroso foi inusitado.
Oras ! … pedir desculpas por um elogio.

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Renata

09 de junho de 2017 às 01h34

Data vênia, com todo o respeito, estou cansada de tanto teatro do STF. Só queria que cumprisse sua missão constitucional, de forma discreta, sem tanta liberdade de interpretação e com equanimidade. Mas o que falar de um tribunal constitucional que aprova que a polícia possa invadir domicílio em determinados casos, sem autorização judicial, fingindo que isso não é dar carta branca ao que já se faz todo santo dia na periferia? O que falar de um tribunal que fala pelos cotovelos na mídia? O que falar de um tribunal que fez pressão sobre a Dilma, em plena crise, para receber mais que já recebe, além de achar justo e normal ter mil penduricalhos ao salário que ninguém tem? Estou de saco cheio dessa casta que nada tem a ver com o povo brasileiro e nada sabe sobre ele. Essa casta só circula e se reúne com poderosos. Continua deixando milhares de pessoas mofando em cadeias imundas, quando nem poderia mandar essas pessoas para cadeias que não têm condições de receber pessoas. Enfim, estou de saco cheio.

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Daniela Costa

09 de junho de 2017 às 03h35

Show de horror!

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Raimundo Carvalho

09 de junho de 2017 às 02h40

Imaginem só um negro sendo julgado por este verme racista…

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Rosimar Pereira

09 de junho de 2017 às 02h30

As vezes a própria pessoa não se assume como negra. Mas em relação a votar nesses caras aí, eu não voto, e acredito que a maioria também não, em primeiro lugar, não voto em ator de teatro e muito menos em golpistás. O J.Barbosa é uma pessoa inesquecível, pois foi com ele que começou toda essa perseguição política que o País vive hoje, ele que inventou a tal teoria do domínio do fato, onde predeu Zé Dirceu sem provas, foi ele que inventou a ideia que é só vc contar uma mentirinha aqui e fuder o A B ou X e Y que vc será premiado. Enquanto isso as legislações do País estão indo as favas, o judiciário virou os justiceiros, eles não precisam de provas e nem de lei, basta ter convicções. E se vc for avaliar o desemprego, a economia do país em baixa, as reformas de retrocesso na educação, na saúde, etc. É bom fazermos uma avaliação das coisas pra ver que esses ai não nos merecem.

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Argemiro Assis Filho

09 de junho de 2017 às 01h33

Lendo os comentários, vejo que a hipocrisia é comum a muitos brasileiros. Joaquim Barbosa jamais será branco. Não adianta dizer que é bronzeado, marrom, afro descendente, ou o que quer que seja, e independente de sua cultura ou posição social. É e será sempre negro, da mesma forma que branco será sempre branco. Se a cor da pele de alguém é motivos de preconceitos, então é o caso de começar a derrubar este estigma a partir das escolas, policiais, justiça e daí por diante. Quanto ao capitão do mato ser candidato a presidente com a diarista, não votaria em nenhum dos dois e nada a ver com cor ou aparência.

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Joel Araujo

09 de junho de 2017 às 01h05

Barroso revelou o que guarda no escaninho de sua alma e memória. Portou-se igual a muitos que posam de democratas, bacanas, moderno, mas torcem o nariz quando deparam com um negro ou mendigo à sua frente.

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Oliveira Luis Claudio

09 de junho de 2017 às 00h39

Ele quis dizer branco de primeira linha!!!!! Eh que tá difícil achar esse branco???? Wlw Barroso

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Sonia Oeiras

09 de junho de 2017 às 00h26

Não foi mal ter-se desculpado, não. No Brasil, muitos “brancos”, ou os que se acham brancos, são racistas e não sabem que são. Mas, cá pra nós, “negro de primeira linha” foi demais da conta. No mínimo, o ministro Barroso acha que os negros são uma classe inferior. No entanto, ele conhece bem de pertinho os ladrões da República, que são todos brancos e ricos.

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    Joaquim Lopes

    09 de junho de 2017 às 06h03

    Sônia Oeiras, se o ministro afirmasse “branco de primeira linha” os outros brancos seriam uma classe inferior ?

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    Sonia Oeiras

    09 de junho de 2017 às 10h48

    Joaquim Lopes, sou negra e sei muito bem o porquê de o Ministro Barroso ter utilizado a expressão “de primeira linha”, a qual ele próprio qualificou de “frase infeliz”. Ele usou essa expressão, porque falava de um NEGRO. Há anos lido com o preconceito e o racismo. Já ouví várias frases, piadas e “brincadeiras” bizarras, com referência aos negros. Lamentavelmente o racismo está tão enraizado nas pessoas, que elas não se dão conta nas suas falas e atitudes, como por exemplo, você fazer a pergunta que me fez. O Ministro Barroso jamais utilizaria a expressão “de primeira linha”, se referindo a um branco. Se liga, querido. Fique atento para não deixar aflorar o teu preconceito racial. Nós, os NEGROS, não queremos elogios. O que nós queremos é respeito.

    Responder

    Sonia Oeiras

    09 de junho de 2017 às 13h57

    Responder

Mario Werneck

09 de junho de 2017 às 00h26

” bem poderia ser preconceito ”
Derrapou , é preconceito sim !!!!!

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Eduardo Lopes

09 de junho de 2017 às 00h07

ÊEE MIMIMI QUE NÃO ACABA NUNCA

Responder

    Raimunda Costa

    09 de junho de 2017 às 00h52

    Talvez daqui alguns séculos, quando acabar esses tipos de pessoas no mundo.

    Responder

    Eduardo Lopes

    09 de junho de 2017 às 00h53

    Alguns negros, posso dizer a maioria, sempre acham que tem algo feio e grande correndo atrás deles. Falta mesmo eh uma conscientização entre todos que o respeito e dignidade deve prevalecer.

    Responder

Paráclito Quito Brazeiro de Deus

09 de junho de 2017 às 00h03

É isso mesmo, o preconceito enraizado…

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Raimunda Costa

08 de junho de 2017 às 23h57

O preconceito e tão enraizado , que os brancos fala sem raciocinar.

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Suelysofia Kinismós

08 de junho de 2017 às 23h52

Quando você ouve um ministro da mais alta corte brasileira se pronunciando assim – intencionalmente ou não-, se dá conta do atraso intelectual do país onde vive. Patético! Vou entrar para o DESMORALIZADÍSSIMO judiciário brasileiro, para talvez assim, me tornar uma ”negra de primeira linha”.

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Bruno Segalla Filho

08 de junho de 2017 às 23h49

Sendo tratado como capitão do mato pelo papel que desempenhou.

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