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Humor: uma análise do bizarro filme sobre o plano real

Por Pedro Breier

19 de julho de 2017 : 19h43

(Cães de Aluguel + Matrix = Real – O Plano por Trás da História)

Por Pedro Breier

As grandes armas da direita na luta política são duas: o capital internacional, este ente misterioso e poderoso que coage, mundo afora, os governos nacionais a desregularem as suas economias para que não haja limite para os lucros advindos da especulação e da exploração do trabalho; e os conglomerados de mídia, que têm a missão de garantir que a ideologia dos trabalhadores, a classe dominada, seja igualzinha a da classe dominante.

Aproveitando este momento de alta no Brasil e no mundo, a direita busca ampliar seu arsenal imiscuindo-se em campos com os quais não tem nenhuma intimidade.

O MBL, por exemplo, foi uma tentativa de emplacar um movimento de rua conservador. Deu certo enquanto foi inflado justamente pela mídia e pelo capital, quando as pessoas ainda acreditavam na balela da luta contra a corrupção. Depois do golpe, o apoio ao impoluto governo Temer e a filiação de seus representantes a partidos virtuosos como DEM e PSDB fizeram com que a máscara caísse e o MBL murchasse gloriosamente.

O filme Real – O Plano por Trás da História, lançado em maio, foi a tentativa de ganhar, por meio da arte, os corações e mentes dos brasileiros contando a eletrizante história da criação do plano real.

Obviamente, não funcionou. Até o início deste mês, o filme tinha arrecadado, em bilheteria, 10% do seu orçamento, ou seja, deu um enorme prejuízo.

Sem o dinheiro e o controle da informação a direita estaria em maus lençóis. Os movimentos de rua e a arte não combinam com os ideais conservadores do individualismo e da competição insana por grandes besteiras como status e itens de luxo; têm tudo a ver, isso sim, com a busca eterna do ser humano por liberdade, a qual só será plena quando houver justiça social e todos tiverem o direito de viver dignamente.

Minha ideia era assistir esta obra de arte e fazer uma crítica para os leitores do Cafezinho, mas pensei melhor e desisti porque seria um desperdício irrecuperável de duas horas da minha vida.

Entretanto, de maneira alguma iria deixar as nossas leitoras e leitores ao léu, sem uma análise sobre este clássico instantâneo do cinema nacional.

Compartilho com vocês, assim, um debate sobre o filme feito no Choque de Cultura, um programa cultural “com os maiores nomes do transporte alternativo”, do incrível canal de humor TV Quase, onde classificaram o filme no gênero merecido: comédia.

Primeira parte:

Segunda parte:

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve n'O Cafezinho desde 2016, sendo atualmente um dos editores do blog.

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22 comentários

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Beto Lopes

23 de julho de 2017 às 11h19

Amanda

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Aluizio Gasiglia de Queiroz

21 de julho de 2017 às 06h55

Ct vU

Responder

Aluizio Gasiglia de Queiroz

21 de julho de 2017 às 06h55

Nada

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darci

20 de julho de 2017 às 15h29

Vamos patrocnar um filme também sobre a Lava Jato e o Golpe. Temos artistas e milhões de patrocinadores. Vamos nessa. Vamos depois passar nas favelas, nos bairros, na Internet. VMãos a obra.

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Misael Eduardo Fernandes

20 de julho de 2017 às 18h06

A SITUAÇÃO ESTÁ RUIM??????????? HOJE, DIA 20/07, TODOS NAS MANIFESTAÇÕES PELA DEMOCRACIA E APOIO A LULA. INFORMEM-SE ONDE ACONTECERÃO AS MANIFESTAÇÕES EM SUA REGIÃO E PARTICIPE!

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Aline Novaes

20 de julho de 2017 às 17h30

Clarissa Prado, Vera Maria de Mattos.

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Joaquim Lopes

20 de julho de 2017 às 03h05

Pedro Breier, qual é ?
Críticas baseado em: “não assisti” — “não quero saber” — “não gostei” — “e não mudo meu ponto de vista, mesmo que seja a favor”
Não é razoável para um jornalista e colunista.
O mundo é diversificado e não possui só a cor vermelha.

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    O Cafezinho

    20 de julho de 2017 às 03h15

    A crítica deixei pros caras do Choque de Cultura, eu desisti depois de ver a cena à lá cães de aluguel, ficou difícil

    Responder

    Atreio

    20 de julho de 2017 às 11h56

    a crítica tá no texto, bob-2-nomes-preposto-do-psdBESTA….
    tácito: nem precisa assistir.

    mas vi e te conto:
    muito ruim.

    um roteiro ridículo – como a farsa a jato e aquele pauer pot do tantannhol….

    extenso demais – como o terrorismo feito sem meias palavras de 2013 até 2016, por marinhos, saads, civvitas, macedos, mesquitas, neves e MT da mala com seu jucá e seu rodrigo.

    risível – como kim e ed cunha juntando dedinhos “contra currupiçao”.

    torpe – como a prevaricação de janot e carminha.

    horrível – como o triplex de paraty da paula mossak marinho. sabe? aquele q ela apenas pagou o proj arquitetonico e depois ‘apenas ‘ usufruiu com marido e amigos (a ponto de deixar anotação em escritorio da mossack…tsc tsc tsc…….) mas ‘não é dela’…. tan tan nhol tem até um pauer pot 2.0 convicto q é do luis inácio.

    o bonde é do justo
    a derrota, sempre dos canalhas e covardes.

    com nós?
    até a vitória – sempre.

    nós é noiz.
    bjão e desejo melhoras!

    Responder

Leo Oliveira

19 de julho de 2017 às 22h53

O filme é bizarro, parece que foi a mãe do Gustavo Franco que escreveu o roteiro, ou o sujeito é um super gênio da economia ainda não laureado com o Nobel.

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Jesus Francisco Girardi

19 de julho de 2017 às 22h19

Com certeza não vou assistir a este filme, mas quero deixar uma pergunta. Porque demorou tanto tempo para ser feito, e ainda ser lançado na atual situação política e econômica que estamos vivendo?

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Justino Firmino

19 de julho de 2017 às 22h17

“Real – O Plano por Trás da História” só arrecadou menos de 10% do orçamento em mais de um mês de exibição. O que isso demonstra?
Que o povo não é tão burro quanto a Glogo e os coxinhas imaginavam.

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Dom Gentil Brito

20 de julho de 2017 às 00h14

A PF e a lava jato tiveram o que merecem! ! Cortes de verbas e os coxinhas ficaram sem passaporte para ir a Disney! !

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Sebastiao Marcirio De Araujo Magalhaes

20 de julho de 2017 às 00h13

EU Quero O MEU BRASIL SEM CORRUPÇÃO

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João Henrique Lopes

19 de julho de 2017 às 23h56

que absurdo comparar filmes de verdade com esse lixo

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Rogerio O Vieira

19 de julho de 2017 às 23h03

nem vou compartilhar…

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    O Cafezinho

    19 de julho de 2017 às 23h37

    Compartilha, vai, o Choque de Cultura merece! Hahaha

    Responder

    Rogerio O Vieira

    19 de julho de 2017 às 23h45

    O Cafezinho é vdd mas eu não queria impulsionar, mas lá vai !

    Responder

Arthur Sabbatini Buoro

19 de julho de 2017 às 22h45

Quando pensa-se que não pode piorar…

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