Entrevista de Haddad ao SBT

Instabilidade política continua a devorar a economia brasileira

Por Miguel do Rosário

17 de julho de 2018 : 12h28

Índice do Banco Central que é considerado uma “prévia do PIB” registrou queda de 3,34 % em maio, pior número da série histórica, iniciada em 2003.

Na Reuters

Incertezas políticas e greve reduzem projeção de crescimento do Brasil em 2018 a 1,8%, diz FMI
Redação Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – As incertezas políticas e os prolongados efeitos da greve dos caminhoneiros levaram o Fundo Monetário Internacional Internacional (FMI) a reduzir com força a projeção de crescimento do Brasil em 2018, deixando a perspectiva para o país bem aquém da expectativa esperada para os mercados emergentes.

Greve nacional de caminhoneiros 22/05/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer
O FMI cortou em 0,5 ponto percentual sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018, a 1,8 por cento, de acordo com a atualização de seu relatório “Perspectiva Econômica Mundial” publicada nesta segunda-feira. Para 2019, o FMI manteve a projeção feita em abril, de expansão de 2,5 por cento.

“Embora preços mais altos de commodities continuem a dar suporte a exportadores de commodities na região, o cenário fraco comparado com a abril reflete mais perspectivas difíceis para economias importantes”, apontou o FMI, citando especificamente para o Brasil a greve e a incerteza política.

A revisão para baixo promovida pelo FMI acompanha reduções feitas pelo próprio governo, Banco Central e economistas em geral, mas ainda é melhor do que o cenário visto dentro do país.

O Ministério da Fazenda chegou a falar em crescimento de 3 por cento neste ano, mas agora calcula expansão de 1,6 por cento, mesmo cenário do BC.

Pesquisa Focus com especialistas aponta expectativa de expansão do PIB em 2018 de 1,5 por cento, projeção que vem sendo reduzida constantemente ainda em meio às incertezas que rondam o país poucos meses antes da eleição presidencial de outubro.

O impacto da paralisação dos caminhoneiros no final de maio ficou claro no resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do PIB, que em maio registrou a pior leitura mensal na série histórica iniciada em 2003 ao recuar 3,34 por cento.

Com isso, o Brasil fica bem atrás se comparado com as expectativas para as economias emergentes e em desenvolvimento como um todo. O FMI calcula crescimento de 4,9 por cento este ano para o grupo e de 5,1 por cento em 2019, inalterado ante o relatório de abril.

Para a América Latina e o Caribe, entretanto, as contas foram reduzidas a expansão de 1,6 por cento este ano e 2,6 por cento no próximo, contra respectivamente 2 e 2,8 por cento.

“O crescimento está se tornando mais desigual entre economias emergentes e em desenvolvimento, refletindo as influências combinadas de alta dos preços do petróleo, rendimentos mais altos nos Estados Unidos, mudanças de sentimento após a intensificação das tensões comerciais e incertezas políticas domésticas”, explicou o FMI.

O FMI destacou que muitos desses países precisam melhorar a resiliência através de uma combinação de políticas fiscal, monetária e cambial para reduzir a vulnerabilidade ao aperto das condições financeiras globais e fortes movimentos cambiais, além das reversões dos fluxos cambiais.

Por Camila Moreira

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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antipaneleiro

17 de julho de 2018 às 23h20

Ciro e o PDT eram contra o golpe, mas deputados e senadores do partido votaram a favor. Já dá pra ver como Ciro defenderá a soberania nacional.

Responder

    Miguel do Rosário

    18 de julho de 2018 às 08h21

    Não. Os deputados e senadores votaram contra o golpe. Os dois ou três que votaram em favor do golpe foram expulsos & suspensos.

    Responder

Régis

17 de julho de 2018 às 19h16

Toda essa paralisação na economia é resultado direto do trabalho espúrio da Lava Jato. O setor produtivo nacional vinha crescendo fortemente e o Brasil já se encaminhava para ser a 5 potência econômica em relação ao PIB. Isso faria do Brasil ser mais soberano, sem necessidade de manter os juros altos que só beneficiam banqueiros abutres internacionais. Então, mais uma vez, os banqueiros de Wall Street financiaram seus agentes Moro, Janot, Dallagnoll entre outros, para sabotar esse crescimento usando o engodo do “Combate a Corrupção”(que tirou uma Presidente honesta para colocar no poder a própria Máfia )e conseguiu paralisar quase todo o setor produtivo nacional. Isso tudo para beneficiar o setor capitalista financeiro internacional dos grandes especuladores.
Os modus operandi para conseguir destruir o setor capitalista produtivo das Nações varia um pouco, mas o resultado é sempre garantir que países não alcancem uma economia saudável e livre de dívidas.
Foi assim antes de 1917 na Rússia czarista, onde esse belo país já era a 5 potência econômica graças as empresas nacionais do setor produtivo que iam crescendo e se solidificando. Então, os banqueiros de Wall Street, usaram a capa do Comunismo, para infiltrar seus agentes Lênin, Trostky, Stalin e derrubar e assassinar o Czar Nicolau e sua família. Feito isso, se apoderaram das empresas nacionais do setor produtivo e estatizaram para frear ou mesmo fechar essas industrias. E colocaram o governo russo sob o jugo dos empréstimos escorchantes da oligarquia bancária internacional. Era a vitoria do setor capitalista financeiro especulativo em detrimento do setor capitalista produtivo nacional.
Hoje, mais de 90 por cento da mídia está no controle dos grandes banqueiros internacionais e desta forma garantem que a população não tenham ciência de como funciona o sistema de dívidas sob os governos e pagos por toda a classe trabalhadora e empresarial também.
As agências de inteligência também são controladas pelas famílias da oligarquia bancária, (como a CIA, MOSSAD e MI6) e desta forma infiltra seus agentes em várias esferas do poder Republicano e controla os governos para que estes trabalhem para que dívidas sejam eternas nos países.

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