Cafezinho 5 minutos – comentários diários de Miguel do Rosário

Nicaraguan President and Presidential Candidate Daniel Ortega (R) speaks with his wife Rosario Murillo during delivery of property titles in Managua on October 31, 2011. Nicaragua will hold presidential elections on November 6. AFP PHOTO/Rodrigo ARANGUA / AFP / RODRIGO ARANGUA (Photo credit should read RODRIGO ARANGUA/AFP/Getty Images)

Como a esquerda brasileira está vendo a crise na Nicarágua?

Por Miguel do Rosário

09 de agosto de 2018 : 13h37

A REBELIÃO POPULAR NA NICARÁGUA E A ESQUERDA NO BRASIL

Por William Héctor Gómez Soto, especial para o Cafezinho
Doutor em Sociologia e Professor do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política da Universidade Federal de Pelotas

É difícil calcular o impacto que a rebelião popular num país pequeno, distante e com baixa relevância econômica como a Nicarágua, terá a médio e longo prazo para a “esquerda” brasileira, o certo é que assim como no campo da esquerda internacional, as posições da esquerda no Brasil, oscilam, com algumas excepções que mencionarei a seguir, entre o silêncio e o apoio aberto ao governo de Ortega. Um dos primeiros a manifestar-se foi o PT com uma posição ambígua, superada pela posição do PC do B, de claro apoio a Ortega. Em 26 de abril, no seu sitio oficial, o PC do B, através da sua Secretaria de Política e Relações Internacionais, enviou uma “mensagem de solidariedade em face dos últimos acontecimentos que abalaram a Nicarágua, com a realização de violentas manifestações que tentam desestabilizar o governo sandinista”, ao mesmo tempo, esse partido além de considerar erroneamente as manifestações populares como violentas, as compara com as manifestações de junho de 2013 no Brasil. Sacrificando a análise concreta do processo social na Nicarágua, o PC do B faz uso de seus esquemas rígidos e dualistas, até diria, simplistas para caracterizar as manifestações populares pacíficas como parte de um plano de conspiração contra o governo “revolucionário” de Ortega. Segundo o comunicado do partido, essas manifestações: “Obedecem a planos determinados, que manipulam legítimos sentimentos do povo para a consecução de objetivos que se voltam, mais cedo do que tarde, contra o próprio povo”. Na Nicarágua, de 18 de abril até a data de publicação do comunicado do PC do B, eram contabilizados mais de 50 mortos e dezenas de feridos, a maioria de jovens manifestantes desarmados, mas o Partido guarda silêncio, diante um dos piores massacres no país. Parece que esses mortos não importam, porque segundo o Partido fazem parte do plano de conspiração contra um governo “democrático e revolucionário”.

A esquerda tem ficado nua, mas ela não parece perceber. Algumas coisas ficaram ao desnudo diante a insurreição cívica na Nicarágua, uma delas é a ausência de uma ética capaz de ser referência para a prática política; a outra, é a conflitante relação que a esquerda mantém com os valores democráticos. Parece que ela perdeu a capacidade de denunciar a violação aos direitos humanos ou o que é pior ainda, que a denuncia destas violações depende de quem as comete, se é um governo amigo de esquerda, predomina o silêncio. Muito diferente quando quem viola os direitos humanos é um governo claramente de direita.

A ambiguidade do PT em relação à situação da Nicarágua, finalmente se desfez da pior maneira. O que era previsível, ao menos para mim, na contramão de alguns que ansiavam por uma posição do PT de condena à violação aos direitos humanos de parte do governo de Ortega. Tenho que admitir que meu pessimismo já previa essa postura de negação e de ocultação da grave repressão contra o povo nicaraguense. Em 27 de abril, o PT tinha divulgado um comunicado sobre Nicarágua na sua página, apoiando as iniciativas ao diálogo de Ortega. “Apoiamos as propostas de diálogo de iniciativa do Governo de Daniel Ortega e que o governo e o povo nicaraguense busquem uma solução pacífica para este problema, com respeito a sua soberania e independência”. Nessa data o povo estava sendo massacrado pela polícia e os grupos paramilitares de Ortega, nada disse o PT ao respeito, não há nenhuma mostra de indignação. Em 19 de julho, o PT divulga um novo comunicado que começa com uma nova ambiguidade: “Defendemos o direito de oposição política a qualquer governo, a liberdade de expressão da cidadania e processos políticos pacíficos. Lamentamos profundamente as mortes e eventuais violações de direitos humanos ocorridas”. Primeiro, não se trata de uma oposição política, mas de uma mobilização popular e pacífica; segundo, não são eventuais violações aos direitos humanos, mas de uma prática sistemática do Governo de Ortega. Parece que a violação dos direitos humanos à que se refere o PT ocorre de qualquer lado e direção, o PT oculta e se resiste a denunciar que o governo de Ortega é o responsável pela violação aos direitos humanos. O PT considera erradamente que Ortega representa o campo progressista da esquerda. Porém, e mesmo que o governo de Ortega fosse de “esquerda” como calar diante da violência contra manifestantes desarmados, como não denunciar os disparos das armas de guerra contra jovens sem armas?

O comunicado continua e aqui se desfaz a ambiguidade: “Porém, é necessário lembrar que os enfrentamentos de hoje na Nicarágua a um governo legítimo e democraticamente eleito não são uma novidade nas Américas e tampouco um fenômeno espontâneo. Já houve questionamentos violentos a governos do campo progressista antes, como as situações semelhantes na Venezuela em 2002, depois na Bolívia com ameaças de secessão no país, em Honduras, no Paraguai e mais recentemente no Brasil, onde houve um golpe parlamentar, jurídico e mediático. Em todas elas foi visível a presença de interesses estranhos à maioria das populações destes países e características semelhantes da aplicação dos chamados “golpes brandos”.

O PT defende a tese da conspiração da CIA, de agentes estranhos, do imperialismo, desconhece o processo histórico nicaraguense e o caráter neoliberal do governo de Ortega, reacionário porque aliado com a igreja proibiu o aborto terapêutico, apesar das protestas das mulheres. Além do controle totalitário de Ortega sobre os poderes do Estado, dos meios de comunicação e de seu caráter repressivo contra qualquer manifestação democrática. Faz quatro anos que Ortega reprime os camponeses que lutam contra os impactos ambientais e sociais da construção de um canal interoceânico, projeto do governo com um duvidoso empresário chinês. Mas o PT continua dizendo no comunicado que “Na Nicarágua existe uma institucionalidade democrática estabelecida e que deve ser respeitada. Cabe ao seu governo e aos grupos de oposição preservá-la para assegurar que a segurança e os interesses da população sejam garantidos e que as divergências sejam resolvidas politicamente”.

É incrível, mas nada diz o PT dos mais de 400 mortos, dos dois mil feridos, das centenas de presos, dos torturados, da persecução implacável contra os nicaraguenses que tem estado na rua contra a ditadura. O PT perdeu sua sensibilidade e sua capacidade de se indignar contra qualquer injustiça, contra qualquer em qualquer parte do mundo.

Cabe salientar que algumas personalidades no campo progressista e democrático manifestaram-se repudiando a cruenta repressão do regime de Ortega, ou seja, não é desinformação que leva o PT a uma declaração tão desastrada sobre Nicarágua. Ainda que tardiamente e depois que Ernesto Cardenal, poeta nicaraguense enviasse uma carta pedindo uma nota de repudio, José Mujica, se pronunciou condenando a repressão contra o povo nicaraguense. “O mundo deve saber e se pronunciar ao respeito do que está acontecendo na Nicarágua: uma verdadeira crise de direitos humanos e terrorismo de Estado….Precisamos que você junto sua voz a nossa causa que é digna e justa…Ortega e Murillo, não podem continuar encontrando legitimidade nos movimentos de esquerda aos que com seus atos e sem escrúpulos tem traído. Os heróis e os mártires da revolução sandinista não merecem que sua memória seja manchada pelos atos genocidas de um ditador que os traiu”, disse o poeta de 93 anos, na carta enviada em 19 de junho. O ex-presidente uruguaio respondeu em 18 de julho dizendo que “Lembro companheiros que perderam a vida na Nicarágua lutando por um sonho e sinto que algo que foi um sonho se desvia e cai na autocracia e entendo que aqueles que foram revolucionários ontem, perderam o sentido da vida. Tem momentos que tem que dizer vou embora”.

Em 5 de julho, o sociólogo português Boaventura de Souza Santos manifestou sua indignação diante a violência das foças policiais e paramilitares afectas a Ortega contra os manifestantes, “Tudo leva a crer que não haverá solução pacífica sem a renúncia do casal presidencial Ortega-Murillo e a convocação de eleições livres e transparentes”. E ainda se pergunta: “Por que é que boa parte da esquerda latino-americana e mundial manteve (e continua a manter) o mesmo silêncio cúmplice? Por quanto tempo a memória de conquistas revolucionárias turva a capacidade de denunciar as perversidades que se lhes seguem a ponto de a denúncia chegar quase sempre demasiado tarde?”. Nessa mesma direção outros intelectuais como Leonardo Boff e Noam Chomsky chamam a parar a repressão de Ortega. “A Nicarágua necessita de diálogo, mas, antes de tudo, necessita de que as forças repressivas parem de matar, especialmente os jovens. Isso é inaceitável”, diz Boff no seu pronunciamento.

Em 16 de julho, igualmente Podemos da Espanha condenou a violação dos direitos humanos e o massacre da população de parte das forças policiais e paramilitares de Ortega. Coincide em apontar que a saída para a crise é a “renuncia incondicional do atual governo e do aparelho estatal oreteguista”.

O PSol rompe o silêncio da esquerda brasileira denunciando a violência e a impunidade do governo nicaraguense, da mesma forma O Trabalho, uma fração minoritária do PT, denuncia a repressão de Ortega e claramente distingue a FSLN atual, sob o controle de Ortega e a FSLN que encabeçou a revolução sandinista de 1979.

Sem dúvida, o apoio do PT e do PC do B ao governo de Ortega e seu silêncio perante o abuso de poder e da violência contra jovens desarmados é uma brecha para que a repressão continue cobrando mais vidas.

Ortega rompeu a ordem constitucional ao criar um exército paralelo formado por paramilitares que vestidos de civis percorrem os bairros e ruas, em caminhonetes que se tem tornado símbolos do terror; às 18h poucos se atrevem a circular pelas ruas de Manágua.

É difícil, mas é necessário responder por que uma revolução vitoriosa contra uma ditadura como a de Somoza, chegou a produzir outra ditadura igual ou pior que a anterior. A revolução sandinista foi, depois da cubana, a última revolução exitosa do século XX. Surgida em 1961, a FSLN fez parte da onda revolucionária que se espalhou na América Latina, sob a influência da revolução cubana. É o mesmo período em que emergem diversos movimentos de libertação nacional no continente. Os estudantes universitários foram fundamentais para a formação da organização que nasce fora dos partidos tradicionais de esquerda, principalmente do Partido Socialista Nicaraguense e o Partido Comunista de Nicarágua, ambos subordinados à política de coexistência da União Soviética. Desde sua fundação até 1974, os sandinistas eram um pequeno grupo armado nas montanhas do Norte, e um grupo de militantes que começavam a fazer trabalho de organizações nas comunidades e bairros das cidades principais.

Entre 1974 e 1979, apesar do aumento da repressão da ditadura de Somoza, por diversos fatores internos e externos, desde o assassinato do jornalista Pedro Joaquin Chamorro em janeiro de 1978 e o crescente isolamento internacional de Somoza, assim como a flexibilidade das alianças políticas propostas pelo sandinismo com setores empresariais de oposição ao somozismo, permitiram a transformação daquele pequeno grupo num amplo movimento de massas que armado, derrubou em julho de 1979, uma das piores ditaduras da América Latina. A FSLN no poder nos anos 80 teve que enfrentar uma guerra de agressão dos Estados Unidos, quem financiou os contrarrevolucionários, membros do antigo exército de Somoza, mas que depois se tornou num enorme movimento armado de origem camponesa. Em fevereiro de 1990, os sandinistas perderam as eleições, além e ser uma derrota eleitoral foi uma derrota ética, um grupo de dirigentes se apropriou de bens do Estado, antes de entregar o poder a Violeta Chamorro, candidata ganhadora do pleito eleitoral. Muitos pensam que foi uma simples derrota eleitoral sem perceber o profundo significado desta derrota.

De 1990 até 2007, ano em que Ortega volta ao poder, foi um período com o predomínio dos governos liberais: Violeta Chamorro (1990-1997), Arnoldo Alemán (1997-2002 e Enrique Bolaños (2002-2007). Depois de 1997, Ortega fez pacto com Alemán do Partido Liberal Constitucionalista (PLC, numa espécie de cogoverno ou como o mesmo Ortega denomina a esta estratégia: “governar desde abaixo”. Foi assim que Ortega conseguiu reformar a constituição, distribuindo entre os dois partidos, a FSLN de Ortega e o PLC de Alemán, os cargos dos poderes do Estado, mas a reforma mais importante foi a que reduziu para 35% a porcentagem mínima para ganhar as eleições, evitando assim o segundo turno. Ao mesmo tempo, este pacto com Alemán, e protegido pela imunidade parlamentar Ortega escapou das acusações de estupro de sua enteada Zoila América Narvaez, filha de Rosário Murillo.

Os pactos com a direita e com a igreja conservadora, a proibição do aborto terapêutico, o controle dos poderes do Estado foi consolidando o projeto de poder de Ortega, completando a metamorfose da FSLN, de uma organização revolucionaria num partido subordinado ao poder do grupo de Ortega. Assim, depois de 16 anos de ter perdido as eleições, a FSLN de Ortega volta ao governo, em janeiro de 2007, mas muita água tinha corrido sob a ponte, tinha-se completado a metamorfose. Inicia-se um período neoliberal de colaboração com a empresa privada e a igreja católica, além da colaboração com o governo venezuelano.

A esquerda evita a análise do processo que na Nicarágua transformou uma revolução popular (1979) numa ditadura, talvez prisioneira da saudade e da memória da última revolução triunfante na América Latina no século XX. Para esta esquerda, Ortega representa aquela revolução vitoriosa que derrotou a ditadura de Somoza. O raciocínio dessa esquerda é reducionista: se Ortega é de esquerda, representa a continuação da revolução popular, portanto as manifestações da oposição contra o governo de Ortega são de direita, da CIA e conspiração dos Estados Unidos. Com certeza é um raciocínio simplista que substitui uma análise séria do processo social e político nicaraguense.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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Fauzi Achoa

11 de agosto de 2018 às 16h26

Ortega foi eleito presidente. O povo unido em torno de seu legítimo governo derrotou os aecios, fhcs e bolsonaros de lá. Vejam o site: lavozdelsandinismo.com e encontrarão o povo no poder.

Responder

Reginaldo Gomes

10 de agosto de 2018 às 13h39

Nicarágua – estudo de caso :
Status da Nicarágua hoje , na guerra híbrida que enfrenta , é de um país totalmente derrotado e sem a mínima chance de reagir, só resta capitular.
Porque??????
Porque o povo , os políticos , o exército, judiciário , polícia, etc estão em guerra entre si, o povo tá matando o povo!!!! Um país em estado de guerra está com instinto de sobrevivência ligado no máximo.
O instinto de sobrevivência é “LUTAR OU FUGIR” , é o instinto mais poderoso de todo ser vivo, ele sequestra toda inteligência, pensamento, energia , força, saúde, respiração , etc, somente pra lutar ou fugir!!!!
Percebe???????????? ninguém mais pensa, o país fica irracional!!!
Aí, o golpe deita e rola, enquanto o povo e a política está se matando em guerra sangrenta, o golpe tem a paz e tranquilidade para roubar o que quiser sem ser incomodado e sem sequer ser percebido!!!!!
Só resta a capitulação a pobre coitada da Nicarágua.,
A técnica acima descrita faz parte do do curso primário do ensino fundamental de guerra híbrida.
Só no estado de paz é possível perceber e distinguir os perigos reais dos imaginários.
Presta atenção e vê se aprende a lição.

Responder

    Fauzi Achoa

    11 de agosto de 2018 às 16h31

    Capitular uma ova. O povo unido em torno de seu governo eleito venceu os golpistas. Longa vida ao líder Ortega, condutor de um povo livre do imperialismo, da miséria e do analfabetismo.

    Responder

      Sergio Sete

      13 de agosto de 2018 às 13h54

      Fauzi, conta mais pra nós essa história de “livre da miséria”, por favor.
      Fale-nos sobre o rico povo nicaraguense!

      Responder

Jochann Daniel

10 de agosto de 2018 às 13h11

Caro Miguel do Rosário
Falar em Nicarágua agora,
como disse Noah Chomsky,
é desvio
(de raciocínio)
dos atuais
(graves)
problemas do Brasil.
Mas,
se você ler em inglês,
há uma excelente matéria
no confiável site
de (verdadeira) esquerda
chamado Global Research.
Lá você vai depreender
que é tudo igualzinho
como aqui é,
neste Brasil.
>>>>>>>>>> A Mídia é controlada pelos mesmos inimigos do Brasil
>>>>>>>>>> Fez e faz histérica campanha de CORRUPÇÃO!! CORRUPÇÃO!!! CORRUPÇÃO!!!
>>>>>>>>>> Cooptação de influentes nicaraguenses sem escrúpulos,
hávidos por Poder
e dinheiro
(e casa em Miami,
essas coisas)
>>>>>>>>>> Estão tentando derrubar Ortega
que foi reeleito
com mais de 60%
dos votos
e encaminha o país
para um
(indesejável aos inimigos)
socialismo
mais aprofundado
>>>>>>>>>> A população
começa a ter
suas cabeças envenenadas
(como aqui)
Play it again, Sam…….

Responder

    Miguel do Rosário

    10 de agosto de 2018 às 13h34

    Falar da Nicarágua é desvio???????

    Responder

      Jochann Daniel

      10 de agosto de 2018 às 14h39

      Tá bão, Miguel.
      Eu só quis dizer
      que a minha
      grande preocupação
      e raciocínio
      estão voltados
      para meu país
      que está em imenso perigo
      de ser
      dentro de alguns anos
      um país caótico.
      Como alguns países
      da África
      por exemplo.
      Os Temer, os PSDB e outros bd… da Vida,
      a Mídia,
      os brasileiros influentes
      traidores da pátria
      (todos,
      formando uma só quadrilha,
      atrelados
      aos nossos inimigos)
      estão trabalhando
      a todo vapor
      para isto.
      Você deve ter visto mas,
      recomendo
      ver vídeo
      que deixa isto bem claro:
      >>>>>>>>>>>>> https://www.youtube.com/watch?v=I2TEtQgpgD0&t=2s
      E, por favor,
      não mais
      me entenda mal……………..
      Abraço,

      Responder

        Jochann Daniel

        10 de agosto de 2018 às 17h10

        Faltou ao “professor”
        autor da matéria
        dizer
        que o canal proposto
        pelos chineses
        para competir
        com o canal americano
        do Panamá,
        ligando o Atlântico
        ao Pacífico,
        vai dar
        um sério prejuízo
        à nação
        nicaraguense………………….
        Para satanizar
        ainda mais
        Ortega
        o “professor”
        deveria utilizar também
        a velha fórmula de satanização
        usada pela Mídia
        ocidental
        para satanizar
        os “indesejáveis”:
        denúncias de
        “ódio aos gays”
        como a Mídia
        internacional diz
        que o odiado
        (para nossos inimigos)
        Puttin
        prega na Rússia……

        Responder

    Fauzi Achoa

    11 de agosto de 2018 às 16h33

    ???

    Responder

PAKER

10 de agosto de 2018 às 12h12

Só ao ler que o autor diz que é uma rebelião popular na Nicarágua se tem certeza que este Doutor não tem a menor capacidade para saber o que e popular ou o que é uma armação estadunidense no mesmo estilo das revoluções coloridas, primaveras arabes, ou as folias brasileiras de 2013, onde tudo começa com o CANVAS e se preciso com a volta dos CONTRAS naquele pais.

Responder

Minana

10 de agosto de 2018 às 00h18

É fato que as revoltas aconteceram quando o governo da Nicarágua propôs uma reforma da Previdência com aumento da contribuição do PATRÃO.
É fácil então saber quem está por trás desta crise.

Responder

    Flávio

    12 de agosto de 2018 às 13h06

    “aumento da contribuição do PATRÃO.”…mais .aumento da contribuição dos empregados e mais diminuição de 5% no valor das aposentadorias e pensões, que você esqueceu de dizer, né cara idiota !

    Responder

Jurandir Paulo

09 de agosto de 2018 às 20h42

Estranho que um doutor se manifeste contra o pensamento de parte da esquerda com argumentos tão rasos, assemelhados aos da mídia hegemônica no Brasil que repete o departamento de estado americano. Mas a autoria me lembra os argumentos quase idênticos que foram usados por setores trotskistas quando do desmonte da Líbia. Na época, diziam eles que as ruas estavam tomadas de “revolucionários” e era dever dos trabalhadores do mundo apoiá-los contra o ditador de plantão. O resultado é do conhecimento de todos. O país foi liquidado por EUA e Otan e voltou à barbárie. A violência é desmedida até hoje.
Esquece o autor ao chamar Ortega de ditador que este foi eleito em 2016 com 72% dos votos. Esquece que em seus governos existiram grandes conquistas populares, que os neoliberais do continente torcem o nariz: reduziu drasticamente a pobreza extrema; aumentou o poder de compra da população mais carente; ampliou a saúde pública e a educação para todos; o país tem um dos mais baixos índices de violência de toda a América Latina, com a criação da polícia comunitária; um dos países com maior igualdade de gênero, conforme dados do World Economic Forum Global Gender Gap Report 2017.
Agora, esquecimento mesmo é o de afirmar categoricamente que a violência nas ruas é responsabilidade apenas do “autocrático” governo Ortega. Não leva em consideração, desdenha até, da possibilidade da Nicarágua estar sendo peça do tabuleiro da guerra híbrida entre as grande potências. Está. E de forma muito clara. As evidências são abundantes para qualquer análise. O canal da Nicarágua não é apenas um projeto de um duvidoso empresário chinês, é de enorme interesse estratégico para a China, que não pode depender da Canal do Panamá, dos EUA, para reduzir seu volumoso tráfego. Para os americanos, que construíram seu canal na base de muito sangue (dos outros) e suor, é como uma enorme provocação. Não será com bombas nucleares que EUA e China irão brigar, mas em outras casas do tabuleiro, outras peças, como agora a peça é o Ortega.
E lembro de maior de todas as violências atuais, que o autor e a mídia burguesa não se manifestam: existe um massacre diário acontecendo no Iémen, patrocinado por um dos mais autocráticos governos do planeta, a feudal Arábia Saudita. Civis são mortos desde 2014 por drones fabricados pelos EUA que apóiam, desde Obama, as ações de seu aliado. Nos últimos dias um hospital foi atingido, matando crianças, sem que isso sensibilizasse nossa mídia. Portanto, sobre violência, seria bom que também fizessem autocrítica os neoliberais (piada) e os trotskistas.

Responder

ABdoC

09 de agosto de 2018 às 19h15

1) Os USA não querem que a China faça o canal para escoar as mercadorias pelos oceanos afora livres do Panamá… Atlântico, Pacífico…
2) No Brasil já comeram o c.u das cuecas, petróleo, empreiteiras, etc, governo, judiciário etc… na América Latrina deles fazerem pipi manobras via aeroporto de Manaus para invadir a Venezuela… tudo teoria da conspiração…
3) Isso grosso modo, sem adentrar detalhes do artigo, que diga-se, não traz referência bibliográfica nem fonte alguma !!! É só o gogó do cara debulhando o sarrafo no PT !!! Pretendia ficar calado mas não dá! Quando vi então um sociologo perguntando por uma ética política então só senti aquele ronco da terra tremendo e o Nicolo Maquiavel mechendo-se, contorcendo-se para sair da lápide.
4) A foto já é legendada em inglês…
5) Não conheço a universidade para saber se ela é reduto da direita e suas novas colorações ou se realmente é de tradição progressista, para emitir opinião sobre a instituição do professor. Sei que a caravana andou sendo baleada no sul do país.

Responder

Jorge

09 de agosto de 2018 às 13h42

Crise na Nicarágua? A esquerda está de olhos fechados…

Responder

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