Haddad e Dilma em Belo Horizonte

Ciro Gomes e Giselle Bezerra

Ciro Gomes ao Globo: “Eu não vou para a direita. Vou buscar a liderança do campo progressista”

Por Miguel do Rosário

17 de agosto de 2018 : 09h52

Entrevista importante para entender o pensamento do candidato.

No Globo

‘Candidato não pode ser lesma ou ameba’, diz Ciro Gomes

Com fama de explosivo, candidato do PDT diz que quem deseja ser presidente precisa de temperamento forte

POR CATARINA ALENCASTRO, FERNANDA KRAKOVICS E MAIÁ MENEZES 17/08/2018 4:30 / atualizado 17/08/2018 8:00

RIO — Isolado pelo PT na negociação de alianças partidárias, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, diz rejeitar o papel de vítima. “Na política não cabe mimimi, choradeira. Guerra é guerra”, afirma em entrevista ao GLOBO.

Ciro ataca a cúpula do PT, que está “pouco se lixando para a sorte da nação”, mas defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da condenação no processo do tríplex no Guarujá (SP). Para ele, a sentença do juiz Sergio Moro é “inconsistente”.

Embora esteja em visível esforço para combater a fama de pavio curto, o pedetista diz que candidato a presidente não tem que mostrar temperamento de “ameba”. E provoca seu concorrente do PSDB, Geraldo Alckmin: “Se não, vai ser chamado de picolé de chuchu”.

Ele diz ser factível sua proposta de tirar 63 milhões de devedores do SPC: “Não tenho vocação para ser populista”.

Leia a entrevista:

O senhor fez sucessivos ataques ao PT e depois divulgou um artigo dizendo que o partido não é seu inimigo e que Lula foi um bom presidente para muitos. Aonde o senhor quer chegar?

A cúpula do PT é simplesmente desastrada, não tem escrúpulo de nenhuma natureza, está pouco se lixando para a sorte da nação brasileira. Porém, isso não transforma o PT em meu inimigo, porque a cúpula do PT é uma coisa. Por exemplo, eu apoio o PT no Piauí, com o Wellington Dias.

Parece uma estratégia para tentar se descolar do desgaste do PT e do Lula, de quem foi ministro, e, ao mesmo tempo, conquistar parte desse eleitorado.

Você está preconceituosamente querendo me olhar com esse filtro de que eu sou um maquinador. O Lula aumentou o salário mínimo, quando eu fui ministro dele, com muita honra; expandiu o crédito; criou uma rede de proteção social que baniu a fome, que está de volta com o Temer. Agora, o Lula loteou a Petrobras. O Palocci é réu confesso, o Guido Mantega está envolvido com dinheiro em conta em paraíso fiscal. E eu faço o quê? Eu não sou petista, o petismo é que esquece isso, bota para debaixo do tapete, inventa uma conspiração.

O senhor tem feito críticas a supostos excessos do Judiciário. Considera que Lula é inocente?

Eu acho a sentença do Moro injusta.

Por quê?

Porque é inconsistente. No Brasil, eu não conheço nenhum julgamento em que alguém tenha sido condenado por conjunto indiciário, como o Lula foi. No Brasil se exige prova.

O TSE pretende julgar logo o registro de Lula, e Fernando Haddad deve assumir a candidatura.

A mim me surpreende como o Haddad e a Manuela (D’Ávila) se prestam a esse tipo de serviço. Eu falo isso porque eu mesmo fui pressionadíssimo a fazer esse papelão (ser vice do Lula). Ora, se isso der certo, não dá certo.

Por quê?

Porque nasce daí um presidente desse tamaninho (fazendo gesto com os dedos). Um presidente que parece que vai precisar ir para Curitiba consultar como resolver as confusões e as complexas questões nacionais.

O senhor acabou sendo vítima de um acordo do PT com o PSB que o deixou isolado.

Eu não tenho esse lugar de vítima, sou um velho lutador. Eu tenho escrúpulo, você não vai encontrar uma rasteira (minha) dessa natureza. Na política não cabe mimimi, choradeira. Guerra é guerra. Me escolheram para a guerra nessa fase, eu estou na guerra. Não sou a Marina (Silva), que com todas as suas extraordinárias virtudes, aceitou ser empurrada para a direita. Eu não vou para a direita, vou buscar a liderança do campo progressista de verdade do Brasil.

O senhor já disse que negociou com o centrão porque é candidato a presidente e não a “madre superiora de convento”. O que isso quer dizer?

Eu quero reformar o Brasil, para isso eu preciso ter capacidade de diálogo com diferentes forças. Eu disse para eles na conversa: “Meu programa está aberto para ser discutido com vocês”. Aí vinha reforma trabalhista. Não volto atrás. Revogação do teto (de gastos), não volto atrás. Isso estabelece uma relação para o futuro em que eu lidero, se for o eleito pelo povo, para não ser o que a Dilma foi e o Lula, em certo aspecto, também: testa de ferro desses pilantras que infernizam a vida brasileira. Não deu certo (a aliança com o centrão), mas eu mostrei que tenho capacidade de dialogar e tenho limite de transigência.

O senhor critica a reforma trabalhista. O que vai revogar e o que vai manter?

Atenuar os abusos da Justiça do Trabalho é uma coisa que a minha reforma terá. Trabalho intermitente não é possível ficar como está. Gestante em ambiente insalubre, francamente isso é século 18. Imposto sindical isso não tem nenhum sentido, já conversei com as centrais sindicais. Estou sensível à ideia de trabalhar com eles uma transição. Eles estão me sugerindo, e eu acho razoável, permitir que tenha efeito normativo a convenção coletiva estabelecer a contribuição sindical. E que valha para a categoria inteira.

É possível ser eleito sem contemplar os empresários?

Eu não quero servir a dois senhores. Mas o meu projeto tem o objetivo de conciliar os interesses práticos de quem trabalha com quem produz.

A promessa de limpar o nome de quem está no SPC é factível?

Eu não tenho a menor vocação para ser populista. O Tesouro não vai botar nenhum centavo nisso, é crédito. Banco do Brasil e Caixa Econômica (vão refinanciar). Se os bancos privados quiserem, eles entram e ganham dinheiro, mediante um pequeno afrouxamento do compulsório. O programa começa com um leilão reverso, quem der o maior desconto entra primeiro. Junto com o Programa Nome Limpo, o cidadão vai receber uma cartilha e vai fazer um rápido treinamento sobre educação financeira. Quem entrar no programa, entra com garantia. Cada cidadão vai ter que arranjar quatro amigos e vão combinar que um suporta a inadimplência do outro, se acontecer.

O senhor tem fama de pavio curto, mas nos últimos dias está parecendo mais tranquilo. Está tentando se controlar?

Dependendo da natureza da provocação eu reajo. Eu tenho que me comportar agora como o futuro presidente do Brasil, que eu quero ser. E o futuro presidente do Brasil não tem que mostrar temperamento de lesma, de ameba. Se não vai ser chamado de picolé de chuchu.

Sua mulher, Giselle Bezerra, tem acompanhado suas agendas. Qual é o papel dela na sua campanha?

Ela é minha companheira, meu amor, trabalha comigo, vive comigo, me aconselha e tal. Pronto. Vai querer que eu repita aquela bobagem? (de que o papel de sua então mulher Patrícia Pillar, na campanha presidencial de 2002, era dormir com ele). Isso é ridículo, foi há 16 anos. Em tempos de Rodoanel, merenda de escola, cunhado recebendo ou não dinheiro, funcionário fantasma. De mim, o que se recupera é um imponderável temperamento e uma bobagem inominável que eu falei.

O senhor disse que é contra a descriminalização das drogas.

Eu não disse que sou contra, eu disse que não sou candidato a guru de costumes. Esse é um assunto tabu para grupos importantes da sociedade brasileira por quem eu tenho muito respeito.

Mas a questão dos costumes, até pelo posicionamento do primeiro colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, vem balizando os debates.

A esquerda velha criou e está aperfeiçoando o Bolsonaro, porque ela desconhece a vida real brasileira. Você acha que o (Marcelo) Crivella seria prefeito do Rio de Janeiro se não fosse a estreiteza do PSOL?

Por quê?

A pretexto de ser o déspota esclarecido, ultraesquerda, o intransigente, acaba se descomprometendo com a realidade do povo. Por se achar muito mais inteligente do que todo mundo, muito mais moralista, muito mais danadão, resultado: é o Crivella o prefeito, e não o (Marcelo) Freixo. Você acha que o Crivella se elegeria prefeito de Fortaleza alguma vez na vida? Nem a pau, Juvenal. E o Rio de Janeiro, maior concentração de artistas por quilômetro quadrado, de intelectuais, de engenheiros, uma elite exuberantemente linda, criativa e olha a situação de vocês. Isso por causa do gueto da Zona Sul. Eu vou para as reuniões aqui (no Rio) e as pessoas não querem falar de emprego, de salário. Completamente voando da agenda do povo, querem exigir de mim compromisso de descriminalização de droga, porque “eu gosto de fumar minha maconha’. Nenhum problema, meu patrão, mas eu quero ser presidente do Brasil, e não guru de costumes.

Sua vice, Kátia Abreu, disse ser contra o aborto, inclusive de anencéfalo. Concorda?

Tem muita coisa que não estamos de acordo, por isso a convidei. Eu advogo um projeto de centro-esquerda e ela tem visão diferente da minha em muitos assuntos. Por isso ela é muito útil para nós.

Ela também defende facilitação do porte de armas no campo e o seu programa de governo é contrário.

Eu não refleti especificamente sobre questão rural e urbana. Confesso que quando escrevi aquilo estava pensando mais na questão urbana. Ela me sensibilizou para essa questão, dado que a polícia não tem condição de ostensividade no campo. Mas ainda acho que essa tarefa de garantir a incolumidade das pessoas e do patrimônio é tarefa do Estado e não do exercício individual.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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30 comentários

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Wilton Santos

17 de agosto de 2018 às 15h49

Agredindo todo mundo dificilmente o Ciro conseguirá liderar qualquer coisa. Ele age exclusivamente para perseguir seu projeto pessoal de ser presidente. Parece biruta de aeroporto, dependendo dos ventos se assume de direita ou de esquerda. É o típico oportunista.

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    Sandro

    18 de agosto de 2018 às 07h32

    Esqueci que só os petistas podem falar mal, difamar, maldizer, isolar e agir igual mafioso. Desculpa.

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    Sandro

    18 de agosto de 2018 às 07h35

    Quando o PT fala mal do Ciro, sei mais do PT do que de Ciro. O que acusas de Ciro, é exatamente o que temos visto do PT nos ultimos 14 anos. Por isso que insisto na autocritica petista, pois sem ela continuaremos tendo esse comportamento vergonhoso por parte da militancia petista cega e sectária. Chega a ser patético a falta de espelho em casa para essa gente

    Responder

Flávio

17 de agosto de 2018 às 13h35

Escala máxima de lucidez política. Está léguas à frente dos demais candidatos tanto pelo histórico de realizações em cada um dos mandatos políticos que cumpriu quanto pela clareza e concretude do Projeto Nacional de Desenvolvimento que atualmente propõe ao Brasil.

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Dio

17 de agosto de 2018 às 12h28

Essa postura de ciro parece ser uma busca pelo voto antipetista. Como bem disse marcos coimbra,aessa eleição, assim como as outras, se dá entre o pt e o antipt. Diferente das outras, nessa eleição o antipetismo não está fechado com o psdb, está fragmentado e ciro quer capturar uma parcela desses votos, o q é bom pra esquerda, já q desidrata alckmin.
Então não vejo como prejudicial eleitoralmente essa tática para o campo progressista, politicamente acaba arranhando ainda mais a imagem de ciro com o campo q pretende governar, mas sao danos administráveis.

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J Fernando

17 de agosto de 2018 às 11h33

Tenho grande respeito por Ciro.
Mas, não é possível votar em dois candidatos, então, somente se ele for para o segundo turno contra qualquer candidato da direita terá meu voto, com certeza.

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Francisco

17 de agosto de 2018 às 11h28

Dia 22, próxima quarta-feira, a exatamente 45 dias da eleição destinada a legalizar o golpe, teremos anunciada as pás de cal, na pretensão dos golpistas, que terão que optar entre, tentar cancelar a mesma ou assumir a candidatura ‘Fascista de Ocasião’ no lugar da candidatura ‘Geraldinho Xuxu’, na candidatura da ‘Fadinha da Floresta’ e na candidatura ‘Ciro Ciro no Fubá’.

PS: N’o Cafezinho, a ‘resistência’ (a de Miguel inclusa) levará ao menos mais duas semanas (após a primeira semana de campanha pela TV), para finalmente descobrirem, por ironia do destino, que estarão a decidir em 07 de outubro, entre o ‘Fascista de Ocasião’ e Lula ou ‘Lula’.

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Rosa Lula da Silva

17 de agosto de 2018 às 11h12

Por que existe um atrito entre PT e Ciro Gomes?

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    Dio

    17 de agosto de 2018 às 12h33

    Pq como ele não vai conseguir os votos do pt, tem q buscar os antipt.
    Ciro sempre vai ter q antagonizar com o pt pra ter relevância na midia comercial e conquistar o voto de ódio moderado.

    Responder

      Rosa Lula da Silva

      17 de agosto de 2018 às 12h39

      ah tá!
      tô entendendo

      Responder

Justiceiro

17 de agosto de 2018 às 11h11

Tai, Miguel. Eu sempre comentei que Lula jamais deixaria Ciro ser candidato único da esquerda pois não quer de jeito nenhum que alguém assuma a liderança da esquerda. Isso eu sei, você sabe e milhões de brasileiros também sabem. Só quem faz que não sabe são os cegos devotos de Lula.

E digo mais: se Ciro for ao segundo turno, Lula vai mandar os petistas votarem no adversário. Seja quem for.

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    Miguel do Rosário

    17 de agosto de 2018 às 11h25

    Claro que Lula não vai fazer isso. De qualquer forma, o Ciro, na entrevista, deixa claro que não agirá com rancor no segundo turno. Não irá imitar Marina. Se Haddad for ao segundo turno, o que é provável, terá o seu apoio.

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      Ari

      17 de agosto de 2018 às 11h58

      Fico imaginando o que seria esse cidadão com rancor. Mataria seus adversários? Torturados?

      Responder

      Miguel Araujo de Matos

      20 de agosto de 2018 às 16h18

      De acordo com as pesquisas, parece que Ciro não vai nem pra direita, nem pra esquerda, nem pra cima nem pra baixo. Continua empacado onde sempre esteve.

      Responder

    Francisco

    17 de agosto de 2018 às 12h08

    A chance de Ciro ir para o segundo turno foi jogada fora há muito tempo, pelo próprio, ao apostar na estratégia que Lula definharia na ‘providencial’ prisão, seus votos tenderiam a Ciro por gravidade, de forma que poderia distanciar-se de Lula e do PT e credenciar-se para tentar junto ao ‘centrão direitista’, a composição de uma coligação.
    Lula não apenas não definhou na prisão, como permanece fortalecendo-se, dono da agenda da campanha e comandando a massa. O ‘centrão direitista’, pela natureza, largou Ciro a ver navios, juntando-se a Alckmin, restando-lhe os fiéis neo-escudeiros de ocasião: Wanderley Guilherme, PHA e alguns blogs, como O Cafezinho, a culparem o PT e Lula pela estratégia furada, ‘Ciro Ciro no Fubá’, ter fragorosamente fracassado.
    PS: Cisca daqui, cisca de lá, ao final não tem jeito, Ciro, pela terceira vez, revela-se o maior inimigo de Si…ro.

    Responder

    Neli

    17 de agosto de 2018 às 19h19

    Eu enxergo o mesmo, e ouso dizer que se por um acaso o segundo turno se der entre Alckmin e Ciro, o PT vai apoiar Alckmin alegando que Ciro os traiu (rs rs) …queria muito ver isso, pois tem gente que não acredita. Entre Bolsonaro e Ciro, eu nem quero imaginar, talvez fiquem neutro. Eles acreditam piamente que não precisarão decidir isso, pois estarão no 2º turno, e eu digo, que nem saio de casa pra votar, mesmo com o Ciro orientando. Dê o que der, a culpa unicamente será do PT. Cansei de um partido que se acha a última bolachinha do pacote, tenho dúvidas se eles tem um plano real para o Brasil de 2019, já que penso que eles vivem em torno do Lula e de ações pra tirá-lo da cadeia. Até acho que a decisão que o encarcerou é política, porém quem procurou e deu armas para os opositores?!

    Responder

      Sandro

      18 de agosto de 2018 às 07h39

      Neli,

      Faço suas minhas palavras tb!

      Responder

Vladimir

17 de agosto de 2018 às 10h37

Ciro seria hoje o candidato ideal para a esquerda. Infelizmente a esquerda está dividida. Corremos o risco de, no segundo turno, termos que decidir entre Alckmin e Boçalnazi. Vamos ver os acontecimentos, mas acho que na reta final do primeiro turno teremos que fazer o voto útil, para colocar a esquerda no segundo turno.

Responder

    CézarR

    17 de agosto de 2018 às 11h11

    Tem um cara do PSOL do Rio (o qual não me lembro o nome) que já está declarando voto útil no Ciro.

    Responder

      Francisco

      17 de agosto de 2018 às 12h15

      Psol do Rio, é?
      Tá feia a coisa…
      Imagine então após o dia 22?

      Responder

Lucas

17 de agosto de 2018 às 10h27

Muito boa a entrevista. Ciro, como sempre, inteligentíssimo. Pena que os colegas mais extremistas do campo progressista estão acometidos por uma cegueira que parece incontornável.

Responder

    Francisco

    17 de agosto de 2018 às 12h50

    Você está conhecendo a primeira camada Ciro, a da inteligência de almanaque, a mesma e velha conhecida desde os tempos em que militava no PDS (nome adotado pela ARENA três anos antes), seu primeiro partido, em 1982.
    De lá para cá, passou por mais seis partidos (PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e PDT) sem constituir, deixar e/ou aglutinar, algum legado partidário, a não ser o kit Ciro de camadas (inteligência, verbalização, integridade, egocentricidade, irascibilidade, isolacionismo e a fatal, autocida político) que o acompanha, só, com a família, de partido em partido, de eleição em eleição, desde 1982, então com 25 anos.
    Pense nisso?

    Responder

      Neli

      17 de agosto de 2018 às 19h28

      Essas mudanças de partido do Ciro, nem me assusta, até porque partido político no país é um conjunto de siglas, pior não é mudar de partido, pior é fazer aliança com quem depois te dá o golpe, ou apertar a mão de determinado ser que durante anos voce ensinou a militância, jovem a época, a odiar (eu fui essa jovem) Tinha um ódio do Maluf e quando eu vi aquele aperto de mão se tivesse um coração fraco, teria morrido…E hoje, um dos grandes defensores do Lula é o Maluf…ah! O Maluf foi da Arena/PDS, né?!

      Responder

Luis Castro

17 de agosto de 2018 às 10h19

Fingir que defende Lula e atacar seu partido, o PT, só comprova a dubiedade de posiçao de Ciro, que é o seu principal ponto fraco. Com essa postura dúbia, ele dá espaço para seus adversários explorarem suas contradições. Sem o apoio do maior partdo de esquerda, o PT, Ciro vai patinar nas intenções de voto.

Responder

    JESSE OLIVEIRA GUIMARAES

    17 de agosto de 2018 às 11h01

    Eu acho isto perfeitamente possível. Eu votei várias vezes no Lula e votei na Dilma, mas nunca votei no PT para nada. O que os petistas precisam entender é que Lula é muito maior que o partido. Tenho sérias dúvidas que o Haddad, pessoa a quem admiro, consiga os votos do Lula. De parte do PT, eu creio.

    Responder

    Lucas Correa de Almeida

    17 de agosto de 2018 às 11h06

    Fingir que luta contra o Golpe e se coligar com o MDB em 15 estados só comprova a dubiedade…
    Fingir que acha a sentença injusta e se entregar sem nenhum gesto de força só comprova a dubiedade…
    Fingir que é de esquerda e colocar Levy na Fazenda só comprova a dubiedade…

    Responder

      Francisco

      17 de agosto de 2018 às 13h08

      Lutar contra o Golpe e se coligar com o MDB em 15 estados só comprova a assertividade no compromisso com o Brasil integrado e sem golpe, acima de qualquer veleidade.
      Achar a sentença injusta e se entregar sem nenhum gesto de força só comprova a assertividade, ao permanecer comandando a campanha e impedindo a legalização do golpe através da eleição.
      Mostrar que é de esquerda e colocar Levy na Fazenda só comprovou a assertividade, em não perder contato com a realidade, no compromisso com o Brasil integrado e sem golpe, acima de qualquer veleidade.

      Responder

    CezarR

    17 de agosto de 2018 às 11h08

    Então não dá pra separar as coisas, é isso? Pelo seu raciocínio então, Lula é culpado pelo Dirceu, Palocci, Delcídio, Mantega, pelas burradas da Dilma, pelo excesso de republicanismo do Zé Cardoso e por aí vai…. Isso só mostra como vocês são parciais e como o Ciro é sempre coerente.

    Responder

    André Romero

    17 de agosto de 2018 às 11h50

    Luis, assim como o PT vai patinar com a fragmentação das esquerdas, provocadas pelo próprio partido, ao optar por forçar a barra e lançar outro poste nesse momento extremamente convulsionado do país.
    A polarização extrema, a mídia, o Legislativo e o Judiciário hostis, garantem que essa crise não passará tão cedo e um eventual governo petista tem tudo para repetir o desastre de Dilma, em toda a sua extensão e consequência. É incalculável o prejuízo que haverá para a Democracia se tivermos outro impeachment. Com um PT insistindo em ser protagonista, esse Moro, essa Lava-Jato e a judicialização da política jamais arrefecerão, e eu já estou de saco cheio disso tudo. Quem paga por isso tudo somos nós mesmos.

    Responder

      Francisco

      17 de agosto de 2018 às 13h11

      Nós quem cara-pálida?

      Responder

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