Vila Militar do Chaves (Adnet satiriza Bolsonaro)

O conceito de autocrítica

Por Miguel do Rosário

10 de dezembro de 2018 : 16h34

A edição de hoje do nosso programinha diário “Cafezinho 5 minutos” deu uma pausa na política. Discutimos rapidamente o conceito filosófico da autocrítica.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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9 comentários

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Apolônio

13 de dezembro de 2018 às 13h45

Escrevendo antes de ver o vídeo, mas acho que a questão da autocrítica é a seguinte: o PT de fato, comprovadamente, administrou um esquema de corrupção que possivelmente foi o pior da história da república. Autocrítica aqui significa parar de tentar tapar o sol com a peneira e de tentar empurrar a narrativa de que o partido não fez nada, e é apenas um coitadinho perseguido pelo judiciário, este sim corrompido. É parar de afrontar o judiciário – e a inteligência das pessoas. Não é razoável esperar que o partido troque o “Lula Livre” por “Lula Corrupto” – embora de políticos possa se esperar qualquer coisa -, mas a forma como o partido enxovalha as instituições para tentar desviar a atenção dos seus próprios crimes é acintosa, e isso pode ser revisto sim. O comportamento atual do PT passa ao povo a impressão de que o partido não se arrepende de seus crimes, e que está focado apenas em retomar o poder, seja lá de qual forma, para retomar a roubalheira. Sem mudar essa imagem, não tem voto de nordestino bolsa-família que resolva.

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Paulo José

11 de dezembro de 2018 às 12h09

Miguel, autocrítica não pode ser feita pra acabar com a reputação de qualquer pessoa ou instituição.
Tenho certeza que há autocrítica do PT e de Lula nas reuniões internas do partido.
Mas no jogo político, não conheço ninguém que tenha feito. Acredito que toda a esquerda e direita deveriam fazer. Mas só se cobra isso do único partido que promoveu governo popular na nossa breve história democrática.

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    Miguel do Rosário

    11 de dezembro de 2018 às 12h30

    Paulo, quem disse que autocrítica é para acabar com a reputação de alguém ou instituição. Muito pelo contrário! É para melhorar a reputação. Mas tem que ser pública, porque um partido, quando governa, o faz para o público. E tem de prestar contas de suas ações, portanto, para o público.

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    Jean Alves Cabral

    13 de dezembro de 2018 às 12h15

    O PT não faz autocrítica. Isto é lenda total. Fazê-la é admitir crimes!
    O que o PT tem feito é bolar saídas para não se autoincriminar. Ponto.
    Na ideologia petista, “todos os meios lícitos e ilícitos” se justificam para chegar a uma finalidade.
    Qual é a finalidade? A locupletação dos caciques que lideram a corrupção.
    Se o PT fosse uma entidade séria, seus membros já teriam feito o que qualquer entidade séria teria feito:
    (1) mandariam Lula e todos os corruptos pro quinto dos infernos pelos seus crimes e que se danem;
    (2) apresentariam internamente uma chapa de nova liderança sem o rabo preso com corrupção;
    (3) teriam nesta nova liderança um bocado de jovens que estariam prontos a enfrentar forças como a do MBL;
    (4) teriam coerência entre um discurso ideológico e as práticas.
    Mas, o que qualquer idiota pode perceber numa análise séria é que se trata de um lixo moral, político, administrativo e uma espécie de seita maluca que acha que o Mundo gira ao redor do umbigo deles.
    Ser petista é um estado mental! Ser petista é ser uma pessoa doente!

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LUIS ANTONIO DURANTE

10 de dezembro de 2018 às 21h27

Acho que vale pra todos, inclusive “esquerdistas virulentos”. Ocorre que fazer auto crítica para meia dúzia de gato pingados é fácil, até porque entre eles, devem existir menos divergências. Quando se fala de um partido grande como é o PT, não é tão simples assim. A outra questão é saber que tipo de crítica, voltada a quem? Se for a outros pensamentos progressistas democráticos é uma coisa, a direta? E mais, se a direita, existe hoje uma direita que não seja golpista? E quem, com quem e onde se expressaria esta autocrítica? Agora, palavras são só palavras, pode se falar tudo, mas por exemplo: onde erraram Getúlio e Jango? Se formos olhar com cuidado, vamos encontrar sempre coisas que teriam que ser feitas lá atrás e não foram, assim como muitas não deixaram de ser por Lula e Dilma. Mas pensem bem, o que seria possível fazer, falando sério mesmo, se não abrimos mão dos BRICS e do petróleo? Embora eu creia que pudessem ter melhores juízes, melhores procuradores, será mesmo que o Brasil tem capacidade de deixar de ser quintal, sem uma conversa mais consequente?

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Alan Cepile

10 de dezembro de 2018 às 17h07

Miguel, o Cafezinho 5 minutos tem horário fixo?

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joao

10 de dezembro de 2018 às 16h56

Sugiro ao meu caro editor do Cafezinho que leia tambem *Auto Engano* de Eduardo Gianeti.
A vida nos mostra que auto critica faz muito bem para todos nos.
Olhar so para o lado que gostamos e gostariamos que fosse desta forma nunca foi autocritica e sim pensar que so nos e que entendemos do assunto e os outros tem obrigaçao de nos seguir cegamente.
Felizmente o pensamento no mundo e plural, senao estariamos na epoca da roda quadrada.

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    Miguel do Rosário

    10 de dezembro de 2018 às 17h04

    Concordo plenamente.

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    Paulo

    10 de dezembro de 2018 às 19h40

    Diga isso a alguns esquerdistas mais virulentos do Blog, que detestam o contraditório! Preferem a “bolha ideológica”, em que se sentem confortáveis, com seus camaradas…

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