Câmara discute privatização da Eletrobras

Lula diz que Brizola pediu para ambos apoiarem Mario Covas

Por Redação

22 de maio de 2019 : 17h06

Uma das partes mais interessantes da entrevista de Lula ao Intercept é o momento em que o ex-presidente responde perguntas de Glenn Greenwald sobre as estratégias políticas do PT em 2018.

Nas entrevistas concedidas à Monica Bergamo e Florestan Fernandes, do El País, o tema já tinha sido abordado, mas Glenn foi incisivo, cobrando do ex-presidente explicações mais objetivas.

Aliás, há muito tempo, e refiro-me a um longo período, não via o Lula encontrar um jornalista capaz de lhe tirar da zona de conforto.

Isso confirma uma tese minha de que as melhores entrevistas são aquelas que tem uma química particular, uma tensão latente, entre entrevistador e entrevistado. Isso é raro acontecer entre entrevistado e entrevistador com afinidades políticas ou ideológicas, por isso as melhores entrevistas são aquelas em que jornalistas de direita entrevistam políticos de esquerda, ou jornalistas de esquerda entrevistam políticos de direita. Não falo nem do conteúdo da entrevista, mas da forma, do nível de energia – que se reverbera em audiência –  que ela produz.

Lembro-me, por exemplo, que houve uma grita enorme nas redes esquerdistas contra o Roda Viva, por ocasião da entrevista de Manuela d´Ávila, porque a bancada era conservadora e havia sido muito dura com a deputada. Eu tinha achado justamente essa a sua qualidade mais estimulante, o que permitiu à Manuela emergir de maneira espetacular; se um ou outro entrevistador passou do ponto, isso fazia parte do jogo. Eu ainda tentei opinar, mas o olho do dragão logo se voltou para mim, com o ódio das redes ameaçando me tragar também: “o que está acontecendo com você, Miguel?” Esse clima de turba das redes sociais, sempre procurando alguém a quem linchar, é muito cansativo, e oprime a liberdade de expressão à esquerda e à direita.

Glenn é explicitamente um homem de esquerda, mas é estrangeiro, apesar de hoje ser mais brasileiro e mais preocupado com o país do que  muitos brasileiros. Seu marido, o deputado David Miranda, é do PSOL, e segue uma linha bastante independente. Talvez por isso, houve essa química da qual eu falo. Essa tensão. E pela primeira vez, em muito tempo, vimos o Lula rindo amarelo.

O ex-presidente encontrou dificuldades para se explicar ao menos duas vezes.

Na primeira, Glenn lhe perguntou se ele não via contradição em acusar o neoliberalismo como a causa da eleição de Bolsonaro e o fato de que tanto ele como sua sucessora, Dilma Rousseff, haviam recebido grandes somas de dinheiro de empreiteiras e bancos, e, por fim, implementado um programa neoliberal no país.

“Eu nunca disse que meu governo era socialista”, respondeu Lula.

Na entrevista para Kennedy Alencar, Lula já admitira que tentara empurrar o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, para o ministério da Fazenda. Ao final, Trabuco se recusou, num repúdio público que resultou humilhante para o governo (e para todo o campo progressista), e Dilma chamou, para comandar a economia brasileira, um funcionário de terceiro escalão do mesmo banco.

Não satisfeito em ter transferido poder econômico ao sistema financeiro nacional, a um nível inédito na história, Lula estava obcecado em entregar-lhe também o centro do poder político…

A intenção dele certamente era boa: nomeando Trabuco para Fazenda, o ex-presidente planejava blindar o governo de mais ataques da mídia. Provavelmente ele pensava que a Globo não teria coragem de liderar um processo de golpe contra um governo liderado por um banqueiro poderoso. Mas ele esquecia o principal, que era materializar um projeto nacional de desenvolvimento, do qual este sistema financeiro é o principal inimigo!

Voltemos à entrevista ao Intercept.

Mais adiante, Glenn confronta Lula sobre a estratégia do PT, nas eleições de 2018, de isolar a candidatura de Ciro Gomes. A pergunta é muito direta:

“(…) você preferia perder para o Bolsonaro, mas manter o controle da esquerda com o PT, do que ter uma melhor chance de derrotar o Bolsonaro, se isso significasse deixar um outro partido, do Ciro, representar a esquerda?”

A resposta de Lula é curiosa. Para falar de Ciro Gomes e da estratégia eleitoral do PT em 2018, Lula lembra de 1989 e conta uma história supostamente inédita.

Lula diz que tinha “muito boa recordação de Brizola”, e em seguida revela, com uma leve ponta de sarcasmo, que o ex-governador do Rio tentou articular para que ambos renunciassem em favor de Mario Covas, então candidato do PSDB.

Ora, Lula! Não quero nem entrar no mérito da viabilidade política da proposta, mas, à luz da vitória de Collor em 1989, talvez a proposta de Brizola tivesse sido a melhor opção!

Lula e Brizola encerram o primeiro turno com diferença mínima, ambos com 11 milhões de votos, mas Covas obtivera expressivos 8 milhões de votos. Não era nem uma questão de pesquisa, visto que ambos, Lula e Collor, tinham chance de ganhar, mas sobretudo de governabilidade. É muito provável que Lula, caso tivesse sido eleito em 1989, sofresse um impeachment em seguida, assim como sofreu Collor.

O próprio Lula não admitiu, tantas vezes, que era melhor não ter vencido em 1989, pois não estava preparado?

Um acordo das forças progressistas naquele momento, reunindo Lula, Brizola e Mario Covas (que era de um PSDB ainda não corrompido pelo neoliberalismo), poderia criar um bloco de poder com potencial para nos fazer evitar tantas tragédias que se abateram desde aqueles tempos até hoje!

É pueril remoer o passado neste momento, mas foi Lula quem trouxe o tema à baila, e causa espanto constatar a dificuldade dele em cogitar que uma liderança política tome uma decisão que ponha o interesse nacional antes do interesse partidário.

Abaixo, o trecho da entrevista mencionado acima:

Glenn – (…) Mas quero perguntar uma coisa que é bem importante, que você disse agora, que o PT é o demônio, ódio contra o PT, porque tem uma crítica que estou ouvindo frequentemente sobre a sua estratégia durante a eleição de 2018. Especificamente, que você fez todo o possível para enfraquecer a candidatura presidencial do Ciro Gomes, de centro-esquerda, que muitos acreditavam que tinha uma chance muito maior de ganhar do Bolsonaro, do que o candidato que você escolheu do seu partido, Fernando Haddad.

Por causa da raiva e do ódio que existem no Brasil em relação ao PT, porque Haddad era desconhecido fora de São Paulo, e no primeiro turno, para a audiência internacional, Haddad fica no segundo lugar, e no segundo turno Bolsonaro derrotou seu candidato do PT por uma grande margem. E essas críticas falam que você preferia perder para o Bolsonaro, mas manter o controle da esquerda com o PT, do que ter uma melhor chance de derrotar o Bolsonaro, se isso significasse deixar um outro partido, do Ciro, representar a esquerda. Essa crítica não é válida?

Lula – Você acredita nisso?

Glenn – Eu estou perguntando se você acha.

Lula – Eu estou perguntando se você acredita, sabe por quê?

Glenn – Eu vou falar o que eu sei. Eu sei que seu candidato, que você transferiu muitos votos para deixar ele chegar no segundo turno, perdeu por uma grande margem para Bolsonaro, e eu estou perguntando se isso foi a estratégia certa.

Lula – Eu vou tentar falar, veja, a minha estratégia, a primeira estratégia minha, o que você está falando, eu vivi em 1989. Em 1989, o Brizola, de quem eu tenho muita boa recordação, achava que ia ser presidente. O Brizola voltou do exílio presidente da República e, quando teve as eleições, fui eu que fui para o segundo turno. Você sabe que o Brizola chegou a pedir para que eu e ele desistíssemos para apoiar o Mário Covas? Eu falei: “Brizola, mas se o povo quisesse votar no Mario Covas, teria votado, por que que não votou? Como é que eu vou ficar agora com os eleitores que votaram em mim? Eu vou desistir para apoiar o Mário Covas, que perdeu?” Olha, se o povo queria votar no Ciro no segundo turno, por que que não votaram no primeiro?

Glenn – Porque você transferiu seu apoio para o Haddad e não para Ciro, e porque seu partido impediu ele também de ser parceiro do PSB, abriu mão da possibilidade do partido de ser governador de Pernambuco por causa desse candidato muito popular do PT, você sabe, todas essas críticas.

Lula – Gente, vejam, o Ciro reclama porque o PT fez articulação política para trazer o PCdoB e PSB. O que ele queria que o PT fizesse? Que o PT não fizesse nada? Ele queria que o PT não conversasse com o PSB, porque…

Glenn – Mas foi você que disse que o PT era demoníaco, que era muito atacado…

Lula – Ora, mas veja, deixa eu te falar uma coisa, o Ciro tem que aprender uma coisa, isso em política é importante, se você for entrar na política um dia, aprenda isso: se você quiser que alguém goste de você, você precisa aprender a gostar da pessoa. Se você quiser que alguém te respeite, você precisa respeitar as pessoas. Olha, se o Ciro queria de verdade o apoio do PT, ele poderia ter conversado com o PT. Eu vou lhe contar uma história que você não sabe e que ninguém nunca contou para ninguém, porque o Ciro nunca contou. Uma vez o Mangabeira Unger vai no escritório e fala assim para mim: “Olha, nós fizemos uma reunião com o Haddad e o Ciro, e nós conversamos do Haddad ser vice do Ciro.” E eu falei para o Mangabeira: “Você não acha que antes você deveria ter conversado com o PT?” Ora, eu perdi quatro vezes até chegar lá, o Ciro já perdeu três, quem sabe ele perde mais uma. Se o Ciro quiser aliados ele tem que saber conversar, ele tem que saber convencer as pessoas, ele tem que assumir compromissos programáticos.

Glenn – Tudo bem, com certeza Ciro vai ouvir isso e…

Lula – E eu acho, veja, o Ciro sabe da relação que eu tenho com ele. Eu sempre tive uma relação de muito respeito com o Ciro e sou agradecido ao Ciro de ter participado do meu governo, e vou lhe dizer mais, eu era contra o Ciro ser candidato a deputado, eu convidei ele para ser presidente do BNDES.

Glenn – Mas é exatamente por causa disso que ele sentiu que tinha uma chance muito maior do que o candidato que você botou no segundo lugar no segundo turno.

Esse trecho da entrevista pode ser visto entre os minutos 40:44 a 45:35 do vídeo disponibilizado pelo Intercept no Youtube.

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41 comentários

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Pedro Accioli

24 de maio de 2019 às 11h48

Esse foi o famoso erro de 1989, que na verdade nem era para o Brizola ir para o segundo turno e como ele próprio propôs para que tanto Lula quanto ele renunciassem a candidatura, já que Covas tinha ainda mais chances de vitória do que o Brizola e Lula! Hoje o erro se repetiu e desta vez não tem perdão! Ou o PT faz a autocritica ou vai perder de forma ainda mais humilhante em um proximo segundo turno!!!

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LYNDON LAROUCHE

23 de maio de 2019 às 19h42

A CUT, por outro lado, admitiu que 18% de seu orçamento total para 1994 vieram de organizações italianas, holandesas e alemãs. A Igreja Católica Alemã, através de suas agências Adveniat e Misereor, financia o PT indiretamente através de vários projetos. A alocação dos recursos é mediada pela Comissão Pastoral da Terra, ou o Centro Indigenista Missionário, ambos entidades oficiais da Igreja Católica Brasileira.

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LYNDON LAROUCHE

23 de maio de 2019 às 19h41

Na campanha presidencial de 1989, houve acusações de que o PT havia recebido financiamento secreto de empresas estrangeiras; Entre os mencionados, estavam o cartel de alimentos argentino Bunge e Born. O Instituto Woodrow Wilson, com sede nos EUA, apóia-o por meio de bolsas concedidas a acadêmicos do PT.

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Miramar

23 de maio de 2019 às 15h14

Não existe mais o não petista que não odeia o PT. Cada vez mais o não petista é um antipetista convicto. E isso está acima de ideologias. Existe o antipetismo autoritário de Bolsonaro. Existe o antipetismo democrático de Marina. E existe o antipetismo democrático de centro-esquerda que eu defendo. Mas acima de tudo o antipetismo é uma questão moral.

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    Alexandre Neres

    23 de maio de 2019 às 15h36

    Talvez o maior erro do PT tenha acontecido no tempo em que o partido ostentava ser o portador da bandeira da ética. Nada mais parecido com a UDN e totalmente antipolítico. Isso fez com que renegasse Vargas, Brizola e se apresentasse como o novo. Aprendeu com o equívoco a duras penas, ao ser defenestrado do poder por meio de um golpe suave. Nada mais humano do que aprender com o erro dos outros. Tá para existir algo mais insuportável do que as pessoas que se autoproclamam os guardiães da moral e dos bons costumes, haja vista os coxinhas, as marchadeiras e quetais. O que pode ser pior do que um moralista sem moral!

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    marco

    24 de maio de 2019 às 16h56

    Infelizmente é absolutamente verdadeiro seu comentário.

    Responder

Belchior

23 de maio de 2019 às 14h48

Lula hj tá por fora da realidade conjuntural do País. Se Lula estivesse mesmo ao lado do povo, chamava seus seguidores e dirigentes do PT para defender logo uma frente de centro esquerda com Ciro na coordenação de uma comissão formada por um representante de cada partido do bloco. Assim, unia todos contra o atraso do Bozo e viabilizava vitória certa já na eleição municipal de 2020.

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Belchior

23 de maio de 2019 às 14h43

Lula hj está completamente fora da realidade. Se Lula defendesse o interesse nacional e não os interesses pessoais e partidários, já teria chamado seus seguidores e dirigentes do PT a defender uma frente de centro esquerda sob coordenação de Ciro Gomes com uma comissão com 1 de cada partido integrante, para formular políticas e coligações no congresso e nas eleições visando derrotar a direita

Responder

Alexandre Neres

23 de maio de 2019 às 11h15

Todas as notícias deste blogue são enviesadas para atacar o PT. Neste afã, costuma bater de quebra no PSOL. Para comprovar este argumento, que vai até as raias do absurdo, é o único blogue que já vi fustigar o PCO. Por que será?

Não há o menor sentido na proposta do Brizola, conquanto ache que aquela eleição era do Brizola, ele que deveria ter ido ao segundo turno. O que importa dizer é que, independentemente disso, Brizola apoiou Lula com unhas e dentes. Abriu mão de questões pessoais e colocou o Brasil acima de mesquinharias políticas. Não se pode perder de vista que perto de Bolsonaro, Collor era um estadista, com uma formação política, não um doidivanas como uns e outros por aí.

Não há termos de comparação entre o PDT de Brizola e o neotrabalhismo atual. Para quem duvida até hoje que o PDT atual é um arremedo de partido, toda semana uma prova nova surge. Ontem, por exemplo, quase 30% dos votos do PDT foram no sentido de que os dados financeiros dos brasileiros fiquem sob as asas de um vazador contumaz. Será que foi a Fátima Bernardes quem influenciou o voto do Túlio Gadelha? Sem mais.

Responder

    Alan C

    23 de maio de 2019 às 13h13

    O PCO é uma horda de malucos, não sei se é verdade, mas li numa publicação ano passado ainda que é o único partido que não cresce dentre todos, e esse Rui Costa Pimenta é um maluco beleza que errou 98% dos prognósticos da eleição presidencial.

    Sobre a questão do Brizola com Covas, não dá pra comparar com a questão do Lula com Ciro, Brizola não foi golpeado…

    O Cafezinho não fala mal do PT, faz críticas que cabem ao bom jornalismo fazer, o blog já criticou fortemente o Ciro falando de supostos erros dele na campanha, e vale lembrar que há colunistas no blog claramente petistas que só falam bem do partido, o que tb é normal.
    Penso que os petistas tem todo o direito de acompanhar o blog que quiser, e se não se enquadra ideologicamente com o cafezinho, há outros blogs escandalosamente petistas, não entendo esse afã dos petistas de querer que o Cafezinho mude sua linha editorial, eu particularmente acho muito boa essa liberdade que só o Cafezinho tem no seu fórum.

    Responder

      Alexandre Neres

      23 de maio de 2019 às 14h22

      Caro Alan, folgo em debater contigo. Podemos ter nossas divergências políticas, mas há respeito, já que este blogue está infestado de haters e minions. Alguma razão deve ter para tanto.

      Dessa vez, você se referiu a mim como “petista”, digamos que com uma certa repulsa ou desdém. Ao menos, é melhor do que “petezada” ou petralha. Não me considero petista, pois não votei no primeiro turno no PT desde 2002, mas como, após um ataque diuturno na grande mídia, uma horda de imbecis passou a reproduzir tais discursos como caixa de ressonância, aceito de bom grado a pecha de petista.

      Ciro Gomes é carta fora do baralho. Cavou o abismo em que se encontra com seus próprios pés. Como diz o Freixo, saiu pequenininho do segundo turno. Trolls, bots e quejandos são bem acolhidos neste blogue porque percebem que nessas plagas o inimigo a ser combatido é o PT, então minions aqui nadam de braçada. Aqui faz-se o jogo do bozo por via oblíqua.

      Tenho saudades do tempo em que o Miguel do Rosário fazia jornalismo e não proselitismo político, o que Kennedy Alencar ainda faz e que o Reinaldo Azevedo passou a fazer, tratando do caso Dreyfus tupiniquim, que o Miguel também abordava com maestria, mas deixou de tratar do tema por questão de conjuntura partidária.

      Minha esperança é ver uma frente ampla progressista devidamente constituída, que quem sabe começa a se desenhar com a ida do Carlos Lupi a Curitiba pra visitar o Presidente Lula? Vamos dar a volta por cima, com novos líderes e enxotar esse desgoverno inepto e errático nas urnas. Aquele abraço.

      Responder

        Pedro Accioli

        24 de maio de 2019 às 11h51

        Carta fora do baralho??? Aahahahahah! Na opinião sua meu caro! Não me faça rir! Se Ciro fosse carta fora do baralho já teria declarado isso e já sumiria dos holofotes e isso não ocorreu!!!

        Responder

    marco

    24 de maio de 2019 às 17h12

    O Rui Pimenta parece o personagem do Chico Anísio “Galeão Cumbica”.
    O presidente do PCO vai muito bem em suas fundamentadas análises, até ser perguntado sobre Ciro Gomes, dai em diante toda sua racionalidade se esvai para dar lugar ao ranço stalinista que é a marca de seu partido.
    Aliás o próprio Rui confessa , que seu partido é de classe , e portanto , ” não vai colocar azeitona no pastel dos outros”.
    Não a toa o PCO não sai do 1% dos votos em todas as eleições.

    Responder

LUCIANO FERREIRA ALVES

23 de maio de 2019 às 09h36

O texto se contradiz em suas partes. Na primeira parte é ruim fazer uma coalizão com o capital, na segunda coalizão com o capital teria nos livrado de… uma coalizão com o capital?
E, de novo, pela enésima vez, uma exclamação:
Nossa, se o PDT tivesse se coligado ao PSB e talvez ao PC do B o Ciro teria ganho e estaríamos navegando em água calmas e límpidas!
Não ofendam a capacidade intelectiva do leitor, faz favor!

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Rafael

23 de maio de 2019 às 09h32

Lula e bolsonaro: dois sociopatas em campos ideológicos opostos

Responder

    Paulo Rogério

    23 de maio de 2019 às 09h53

    Viu a manchete fresquinha do 247 de agora?

    “Lula É Contra C Fora Bolsonaro Nesse Momento”.

    Mas é claro que é contra. O PT trabalhou para que o Bozo fosse eleito e espera que o chicote seja tão forte no lombo do povo, que esse implore pela volta do PT em 2022.

    Já fiz questão de mandar a “notícia” para TODOS os meus contatos petistas moderados, ciristas, como eu, e para os bolsominios. Todos a quem eu já havia debatido acerca da safadeza petista nas eleições do ano passado. Recibo melhor eles não poderiam ter passado. E logo após a entrevista patética, rancorosa e cínica do Lula ao Glenn, que nem a própria militância petista quis repercutir.

    Ano passado eu disse que o PT desceria para o limbo no qual se encontra o PSDB, que sempre jogou no quanto pior, melhor!, na esperança de herdarem o espólio da ruína petista. Não poderia haver caminho diferente para o PT seguindo a mesma estratégia.

    Triste fim, de Lula e do PT. Mas um fim necessário à essa “esquerda” nascida sob os auspícios do Golbery.

    Responder

      Paulo Rogério

      23 de maio de 2019 às 09h58

      Aliás, achei essa manchete a melhor notícia do dia!!!!!!
      Já estou recebendo um monte de “Caramba! Que safadeza!!!”, “É…você tinha razão, o PT traiu o povo e a própria militância”, “Affff, nunca mais dou um voto para esses cretinos.” E por aí vai…

      Responder

      lucio

      23 de maio de 2019 às 11h26

      vs entende de estrategia politica menos de um javalí

      Responder

        Paulo Rogério

        23 de maio de 2019 às 12h03

        E qual é a grande estratégia política de Don Lula? Deixar o Bolsonaro cometer todas as diatribes inimagináveis contra o povo, para que o povo sinta o gosto amargo de se lascar pesado, durante 4 anos, e implore pela volta do PT? Para, então, o PT permitir mais uma vez que o sistema financeiro saqueie o resto do país enquanto o PT promove a administração da miséria com seus programas de assistencialismo barato, mantendo os miseráveis como reserva de votos? O povo terá que suportar o Bolsonaro cometendo seguidos crimes de responsabilidade para que o PT pose de enxadrista às custas da dignidade do próprio povo? Devemos seguir mansamente sendo humilhados perante todo o mundo porque, afinal, a direita precisa sangrar? Vão pro inferno com essa estratégia de merda!!!

        E podem espernear à vontade…
        O PT acabou! Ano que vem vocês vão tomar uma surra enorme nas eleições municipais. Com a ajuda de nós, ciristas. Esses mesmos que deram praticamente a totalidade dos seus votos para o Haddad, só pra depois sermos tratados como se dos nossos votos o PT fosse dono.

        Bye bye, PT.

        Responder

          lucio

          23 de maio de 2019 às 19h48

          imbecil, eu nao sou petista, nem voto.
          mas vc fala mais mentiras que os bolsomerdas

    Alan C

    23 de maio de 2019 às 13h21

    Rafael, perfeito, é isso mesmo.

    Responder

Jose

22 de maio de 2019 às 21h23

Entrevista hardball. Sempre com o PT é hardball.

Responder

Luiz carlos de barros

22 de maio de 2019 às 21h17

O jornalista é bom…mas…usar uma boa entrevista para, reiteradas vezes, criticar o PT….faz o PDT e esse canal….ficarem um pouco chatos…esse site distorce o tempo todo os conteúdos para bater no PT…como se isso fosse preciso em nome de uma suposta dialética com a crítica…que eles insistem em chamar de “autocrítica”…. O Ceará flerta o tempo todo com o sistema…..Ciro é um oportunista com etiqueta….se tem ainda uma boa esquerda…estruturada….e capaz de conduzir o país ….ela se chama PT e coligados…desculpe aí….depois do PT…esperamos que o PSOL cresça, como tem acontecido….o PDT….é legenda de aluguel de alguns coronéis….dos quais se destaca Ciro.

Responder

    Ultra Mario

    22 de maio de 2019 às 21h24

    Oportunista é partido que se elege com discurso de esquerda e dá bilhões de lucro pra banqueiros sem cobrar nem 1 centavo de imposto.

    Oportunista é partido que cria uma aberração fascistóide pra polarizar e depois tenta coagir os outros a votarem nele “pela democracia”, pois não conseguem se eleger pelos próprios méritos.

    O PT virou uma grande coalizão de bandidos que estão pouco se importando com o país.

    Responder

Zé Maconha

22 de maio de 2019 às 21h15

E Brizola e Covas tiveram a grandeza que Ciro não teve de respeitar a vontade do povo que levou Lula ao segundo turno , subiram no palanque contra a direita.
E Collor era um democrata e um gênio comparado ao Bolsonaro , o que torna a traição ao Brasil de Ciro muito pior.
Se eu tivesse que subir no palanque da Marina , do Ciro , do Alckmin , do Amoedo que fosse , para impedir ou pelo menos tentar impedir a eleição de um homem que defende a tortura publicamente , eu faria.
Aliás qualquer ser humano decente tinha a obrigação para com a humanidade de fazer todo o possível para evitar a eleição de Bolsonaro.
Concordo que a estratégia foi ruim , mas uma vez que estava feita Ciro tinha obrigação de fazer algo.
Assim como Alckmin , Marina e pessoas como o Miguel do Rosário.
Todos cometeram um crime contra a humanidade por não ter subido no palanque de Haddad.
Tudo que acontecer ao Brasil é culpa de vocês , voto envergonhado não serve , muita gente decente de direita e que odiava o PT declarou voto e apoio ao Haddad.
Mais do que Ciro e Miguel fizeram.

Responder

    Carlos Marighella

    22 de maio de 2019 às 21h38

    Tu comeu cocô, só pode…. Covas e Brizola, dois políticos um zilhão de vezes maiores que lulinha paz e amor, não foram traídos pelo presidiário, acorda cara!!!

    Dizer que o poste inútil perdeu só pq Ciro não ficou no Brasil é simplesmente doentio, é patológico!

    A eleição já estava perdida pelo antipetismo, e não pelo anti pedetismo, anti isso ou aquilo, foi esse irresponsável do pt que deu a vitória à extrema direita nefasta.

    ACORDA CUMPANHERO, TU TÁ VOANDO EM OUTRA DIMENSÃO…..

    Responder

      Batista

      23 de maio de 2019 às 15h32

      Cara se tivesse vergonha na cara não ousaria levianamente apossar-se do nome, Carlos Marighella, além do mais grafado errado, pois Marighella sempre foi inteligente e hiper informado, enquanto tu não passa de um desinformado brandindo o tal de antipetismo, como se natural fosse e não obra diligente, permanente (24 horas por dia, por anos) e planejadamente persecutória, do monopólio da mídia associado a justiça lavajateira, para, sobretudo a partir da operação lava jato, criminalizar o PT e líderes, visando suas extinções do cenário político brasileiro.

      Se tivesse 1% da inteligência, conhecimento e lógica política, de Marighela, saberia que não há na história moderna, partido ou líder que submetidos a um massacre da mídia, associada ao judiciário militante, como feito no Brasil contra o PT e seus líderes, tenham resistido por mais de 6 meses, poupando-nos dessa argumentação fake, característica de adestrados boçais em todas latitudes.

      O PT e sobretudo Lula, impedido de ser candidato pela justiça, para não vencer, não apenas sobreviveram, como levaram o substituto de Lula, Haddad, ao segundo turno, só não vencendo-o por não haver mais uma semana de campanha,e em função da mídia proteger seu oponente, a ponto de ignorar a fuga de todos os debates e exposições que pudessem revelar o que hoje, em apenas um mês de governo, ficou mais que escancarado: Um capaz de espalhar fakes de ‘mamadeira de piroca’ e ‘kit gay’, incapaz de administrar sequer um carrinho de pipoca.

      De quebra o PT, ainda, apesar da razia midiática-justiceira, elegeu a maior bancada federal e a segunda maior bancada estadual, somados todos os estados.
      Vá te catar, pascácio!

      Responder

Miramar

22 de maio de 2019 às 19h52

Triste é ver que nosso jornalismo de caiu a ponto do melhor entrevistador brasileiro ser um estadunidense com dupla nacionalidade. Até pela postura e escolha das perguntas essa é a única entrevista de Lula depois da prisão que pode ser chamada de entrevista de verdade.

Responder

jorge luiz pesquero

22 de maio de 2019 às 19h25

Acredito que Lula foi correto em sua postura de não abrir mão para Covas em 1989 pois se tivesse feito isso talvez jamais teria sido eleito em 2002 e, provavelmente não teríamos vivenciado o progresso econômico e social do PT no período de seu governo. Por outro lado, dar respostas evasivas quando convém não é e nunca foi especificidade ou maestria de Lula mas de todos nós.

Responder

    Miramar

    22 de maio de 2019 às 19h49

    Quanto cinismo da sua parte…quer dizer que é bom que o Covas não tenha sido eleito em 1989 para que o Lula pudesse ser eleito em 2022? Realmente ser petista deixou de ser uma opção política para se tornar uma falha de carácter gravíssima!
    Ah, sim todo mundo já deu uma resposta evasiva uma vez na vida…o Lula só é pior que os outros.

    Responder

      Miramar

      22 de maio de 2019 às 20h12

      2002

      Responder

lucio

22 de maio de 2019 às 19h14

1) nao é verdade que haddad perdeu com grande margem. estava aumentando todas as semanas e se a eleiçao fosse 3 semanas depois teria ganhado. o erro do PT foi outro: deveria ter nominado haddad candidato oficial bem antes em vez de insistir no lula
2) se o ciro tinha mais chances que o haddad, porqué non tomou mais votos no 1 turno?

Responder

    Miramar

    22 de maio de 2019 às 19h23

    Ciro não é petista,por isso não é odiado. E foi boicotado pelo PMDB, PSDB e PT que morrem de medo que os 85% de não petistas conheçam seu projeto.
    Ciro é democrata e não faz uso das vagabundagens que os representantes desses partidos fazem.
    Mas a justiça acabou sendo feita, o poste foi ao segundo turno, mas não ganhou a eleição. Justo não é?
    O chato é que agora temos que aguentar o Bolsonaro, consequência natural do desastre Dilma, injustamente golpeado pelo ativismo jurídico que ela pariu, e que depois pariu Bolsonaro.
    Mais alguma pergunta?

    Responder

      Miramar

      22 de maio de 2019 às 19h44

      Em tempo, se a votação de uma pessoa a torna melhor que outra, então o Fernando Henrique Cardoso é melhor que o Lula, pois ganhou dele no primeiro turno duas vezes.
      E o Bolsonaro é melhor que o Haddad…acho que você não quer ir por esse lado…

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        Paulo Rogério

        22 de maio de 2019 às 23h11

        Cada dia mais afiado, Miramar. Sempre acompanho os debates por aqui, mas raramente tenho animo de debater com esses petistas obtusos. Parabéns a quem faz isso de forma incansável.

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      lucio

      23 de maio de 2019 às 11h40

      miramar,
      eu faço politica a partir de 1977 e vc nao é ninguem para se auto-erguer á “respondedor de perguntas”. a minha ultima pergunta era retorica, quer dizer nao era uma pergunta e sim a constataçao da total impotencia de uma esquerda sem o PT.
      1) lula é tao “odiado” que antes de ser barrado tinha o dobro de preferencias do bozomerda e o quadruplo do ciro. e sem a famosa “facada” bozo nao teria ganhado, foi uma ideia genial baseada na psicoanalise (sindrome do martirio).
      2) dilma foi derrubada pelos americanos, que usaram o judiciario e a midia. claro que erros foram feitos: em 14 anos deveria se ter feito muito mais para o estado controlar melhor estas 2 entidades

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    Alan C

    22 de maio de 2019 às 20h10

    lucio,

    Haddad perdeu feio sim, já que teve quase a totalidade dos votos do Ciro e de outras legendas que não queriam o palhaço bozo.
    Quanto ao PT ter nomeado um candidato verdadeiro sem enganar o próprio eleitorado, nessa eu concordo com vc.
    Sobre Ciro não ter tido mais votos no 1º turno, a tendência estava sendo essa, mas houve o Marília Arraes Gate e o isolamento da sua chapa, ninguém sabe ao certo o que aconteceria, mas é fato que o PT optou pela vitória do bozo ao perder o “controle” da centro-esquerda.

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    degas

    23 de maio de 2019 às 07h49

    Isso é mentira. Bolsonaro quase venceu direto no primeiro turno e levou o segundo de barbada, pois embora tivesse menos votos que o adversário entre os eleitores dos demais candidatos, lhe faltavam pouquíssimos.

    Pesquisas, publicadas aqui mesmo ao final do primeiro turno, perguntavam em quem o eleitor dos outros votaria entre o Capitão e o Fantoche. Se você pegar aqueles percentuais e aplicar sobre os votos que os outros candidatos realmente tiveram, terá praticamente o resultado final da eleição.

    Houve uma grande campanha da imprensa petista, com reportagens encomendadas como a daquela moça da Folha, filha do petista que levou alguns milhões da Odebrecht para a sua revista fajuta. Mas nunca houve nada parecido com virada do Kitgay.

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      lucio

      23 de maio de 2019 às 11h21

      degas,
      vc vive no mundo de narnia. durante 6 anos TODA a midia boicoitou qualquer conteudo referente a ideias e personagens nao-de-direita. 2 emissora em 4 estao na mao dos nazi-evangelicos e mais 1 dos judeus.
      e tambem a globo só agora se voltou contra bolsomerda.

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Miramar

22 de maio de 2019 às 18h21

Essa história é antiga… o próprio Brizola propôs (e obteve) um pacto de não agressão com Covas. A própria ideia da renúncia conjunta das candidaturas foi mencionada por Brizola quando este esteva em primeiro lugar nas pesquisas. Para ele a equação era simples. Covas era visto como um homem do centro mas com preocupações sociais declaradas. Ao mesmo tempo, das candidaturas mais ou menos progressistas, era a mais palatável para a mídia, aglutinando apoios que ele é Lula jamais conseguiriam. A ideia era até boa, e representativa da grandeza do Brizola. Mas parece que o Lula, e a ala mais boboquinha dos militantes petistas não toparam…

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Alan C

22 de maio de 2019 às 18h10

É o que eu disse na outra matéria sobre este mesmo assunto, Lula é mestre em dar respostas evasivas quando a pergunta não o convém.

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