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Ciro seria a "nova Marina", como apregoam alguns petistas? NELSON ALMEIDA / AFP

Racha na esquerda, parte 1

Por Redação

23 de maio de 2019 : 14h46

O artigo abaixo, publicado no Viomundo, provocou um interessante debate sobre um suposto “racha na esquerda”, entre petistas e trabalhistas.

Por amor ao debate, o Cafezinho publicará tanto ele quanto um outro de Lucas Gondim, também publicado no Viomundo alguns dias depois, que procura estabelecer um contraponto.

Gostaríamos muito de saber a opinião dos internautas sobre cada um dos textos, e estamos abertos à participação de todos para que enviem também artigos com sua opinião sobre o tema (ou outros temas): redacaocafezinho@gmail.com.

O Cafezinho é, antes de tudo, democrático.

***

O gesto de Cristina Kirchner e o novo dicionário cirista

por Victor Moreto*

Muitos comentam que o gesto de Cristina Kirchner, favorita à sucessão de Maurício Macri na Argentina, em abdicar da presidência para compor uma chapa onde será vice de Alberto Fernández, poderia ser traduzido do castelhano da seguinte maneira: “PT, abra mão da cabeça da chapa para Ciro Gomes passar”.

Ou melhor, esse tem sido o dicionário Português–Castelhano que os ciristas têm usado.

É óbvio que o campo progressista precisa se reunir para derrotar esse consórcio fundamentalista-entreguista-neoliberal que se apossou do país, balizado há alguns anos pelos principais players de comunicação do país (Globo, Folha, Estadão, Veja, IstoÉ etc.)

E essa união já está acontecendo.

O PSOL e o PT claramente colocaram suas diferenças de lado, guardaram sua década de ofensas mútuas no saco e, do alto dos partidos (juntamente com o PCdoB) que congregam a maior base social do país, perceberam que se unir contra o consórcio das trevas era mais urgente do que tudo.

No Rio de Janeiro, por exemplo, está em curso uma candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) à prefeitura da capital, com Benedita da Silva (PT) de vice.

Há alguns anos isso seria impossível de se cogitar.

O PSOL é um partido que – apesar de seus detratores – vem se constituindo politicamente por uma recusa em se sujar na pequena política fisiológica.

Nunca aceitou cargo por conveniência, nunca fez aliança que comprometesse seus ideais e sempre propôs diretrizes de acordo com sua ideologia política.

Ou seja: concordando ou não, é um partido que mantém sua relação fiel com suas bases, notadamente os diversos movimentos identitários e o MTST.

Voltemos ao dicionário. Nos verbetes “aliança política”, “política econômica”, PT e PDT aparecem como sinônimos. Não seria diferente. E nisso precisamos ser honestos com a história.

Ambos os partidos percorreram suas trajetórias no pós-ditadura e precisaram se coligar com uma miríade de siglas para que pudessem jogar o jogo da democracia que surgia em meados da década de 1980.

Ciro Gomes, mais ainda. Ciro foi de 7 partidos: PDS (ex-ARENA), PMDB, PSDB, PPS, PSB, Pros e, agora, PDT.

Ciro sabe mais do que ninguém que a política é arte do possível.

Precisou se camaleonear em diversas negociações partidárias, com propósitos diferentes, para viabilizar a ação política.

Enquanto ministro tucano, defendeu a privatização da Telebrás (apesar de dizer anos depois que era um crime) e interveio no Banespa e no BANERJ para privatizá-los no final de sua gestão.

Como político “local”, Ciro comanda o clã dos Gomes no Ceará.

A família manda e desmanda e não deixa qualquer outro sem o sobrenome ocupar o seu espaço.

Imagina o que Ciro diria se, em Pernambuco, a família Lula da Silva fizesse o mesmo.

Hoje, Ciro se autoproclama – está na moda o termo – uma vestal da moral brasileira.

Bate literalmente no peito para dizer que não existe uma única ação contra ele, mesmo para absolvê-lo.

Como se “ação judicial”, ou “assassinato” – moral ou de fato – na América Latina nunca tivessem sido sinônimos de “perseguição política quando incomoda os donos do poder” no dicionário do século XX.

Estão aí Getúlio, Juscelino, Perón, Dilma, Mujica, Lula e Cristina Kirchner que não nos deixam mentir. Isso para ficar em pouquíssimos exemplos.

Também não existe ação contra FHC na época em que Ciro fazia parte do governo. Sorte a dele estar no PSDB: partido mais blindado pela justiça que já apareceu no Brasil. Sorte, não?

Ciro sabe bem – e sempre soube – a quem os governos tucanos serviram: ao capital financeiro e à privataria do patrimônio público. Desses, a justiça trata com carinho.

Voltemos à Argentina: Alberto Fernández não é Ciro Gomes. Nunca disputou uma eleição, é um sujeito discreto, de fala suave e agregador.

Apesar de ter rompido relações com Cristina quando era chefe de gabinete de Néstor Kirchner, nunca o abandonou e seguiu até o fim.

Não se tem notícias de que tenha chamado Cristina de “defunto eleitoral”, “merda”, “enganadora profissional” ou os seus assessores de “quadrilha”.

Também não há notícia que tenha chamado Hebe de Bonafidi (90 anos, uma das mais importantes representantes das Mães da Praça de Maio) de “bosta” por defender o governo kirchnerista, como Ciro fez com Leonardo Boff.

Em sua primeira entrevista depois de anunciada “a fórmula” (ele como presidente e Cristina, de vice), Alberto Fernández deixou claro que o capital político era de Cristina.

Não subiu nos tamancos da vaidade para dizer-se merecedor egóico do cargo.

Ciro lançou sua candidatura sem procurar ninguém. Isso bem antes da definição do que o PT, ou qualquer outro partido de esquerda, faria.

Ele tem todo o direito, mas daí querer que todo mundo se alinhasse a ele chega a ser infantil.

Lula é Deus? Lula é santo?

Longe disso. Não há santos na política, nem em lugar nenhum. Lula articulou um isolamento do PDT, assim como Ciro articulou aliança com o Centrão, com Rodrigo Maia e com o DEM.

Mas por que Ciro ficou tão irritado com a falta de apoio de Lula, que ele considerava um “defunto político”?

E como esse “enganador profissional” conseguiu que um nome ainda desconhecido fora de São Paulo tivesse mais do que o dobro de votos que ele, Ciro, obteve em todo o país?

Sabendo disso, que o desconhecido Haddad teve uma quantidade enorme de votos, junto com a eleição da maior bancada de deputados do Brasil, como justificar que seria o PT a correr atrás para apoiá-lo? Que conta é essa?

Por que não foi uma traição o PT não apoiar o Boulos, que esteve junto de Lula na prisão arbitrária em São Bernardo?

Resumindo: de onde o Ciro Gomes tirou que “era a vez dele”, como dizem alguns fanáticos apoiadores seus?

Não se recebe um lugar na sociedade; conquista-se. Se fosse natural que Ciro Gomes viesse a ser aclamado pela população, ele teria conquistado o lugar de Haddad para representar o campo progressista. Mas não foi isso que aconteceu.

Parece óbvio dizer, mas quem sabotou a sua candidatura foi o povo brasileiro.

O que Ciro Gomes parece querer não é um lugar na presidência, mas na história. Não se escolhe ser um personagem histórico.

Isso é uma mediação entre o mundo – o país, no caso – e a sua vontade.

Desse mesmo mal sofreu FHC: não precisa ser psicanalista para entender o tanto que a inveja lhe incomoda ao ver como o povo ainda trata Lula, mesmo preso, mesmo vilipendiado diariamente por toda a cadeia de imprensa bancada pelos maiores investidores do Brasil.

Mas Lula estará daqui a cem anos nas páginas dos livros de história. Será um capítulo. Não precisa ser “lulista” para saber disso. Até a direita mais chucra sabe.

Ciro Gomes, com sorte, terá alguma menção e saberão seu nome os mais estudiosos. Isso não é tripudiar. É simbólico para entendermos a dimensão do que estamos tratando hoje.

E é dessa pessoa que ele cobra uma “autocrítica”. De novo: um senhor de 73 anos, que além de estar preso injustamente numa solitária, perdeu a mulher, o irmão e o neto de 7 anos em pouco tempo.

Ciro gosta de repetir perversamente, às vezes alimentado por uma plateia igualmente perversa, que “Lula está preso, babaca!” (Impossível deixar de notar que a maioria delirante é branca, homem e de classe média).

Cobra autocrítica de um preso político em sua cela, mas é incapaz de fazer a sua quando, solto, largou o país no segundo turno e foi para Paris. Mesmo dizendo – com razão – que estávamos à beira do abismo.

Parece que o abismo só era perigoso enquanto ele poderia servir de sua tábua de salvação. Depois, qualquer tipo de acordo, ainda que ressentido pelo jogo político que ele sempre jogou – diga-se de passagem – era muito esforço.

“Tomara que perca”, disse seu irmão, Cid, para uma plateia petista referindo-se a Haddad no segundo turno. 
 E perdeu. Junto com a presidência, perdeu-se também qualquer possibilidade de acordo com Ciro Gomes.

* Victor Moreto (historiador pela UNIRIO e mestre em Ciências Sociais pela PUC-RIO)

Publicado originalmente no Viomundo

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18 comentários

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Fhlima

24 de maio de 2019 às 14h49

Texto altamente tendencioso, e como sempre vitimizando o Lula e tampando os olhos pra toda sujeitará do PT e ao antipetismo (maior movimento político atual). Um texto manipulador típico de um fanático. Ciro não deve nada ao PT e não é obrigado a ficar e apoiar em um partido que mais atrapalha que ajuda. PT apodreceu, perdeu seu viés ideológico e se vendeu ao baronato liberal-fundamentalista-entreguista que comanda o país. Ciro está certo, e se devemos cobrar humildade aqui não é dele, logo ele que apoiou os petistas em 4 mandatos. Ciro já reconheceu o erro de ter apoiado os dois mandatos de Dilma e continua com sua honestidade falando a verdades que essa corja iludida que são a maioria dos lulistas.
#CiroGomes2022

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Pedro Accioli

24 de maio de 2019 às 13h58

Opinião deste cara é arrogante ao extremo, como todo petista fanático!!!

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Analu

24 de maio de 2019 às 05h56

Parem de brigar pelo que já passou!! Olhem pra frente! Pelo amor de de todos os deuses! Ninguém aguenta mais essas picuinhas intra-partidárias!!! Lavem a roupa suja de vocês internamente!! Isso é picuinha pura!!! A gente só se lascando, o país inteiro, seja quem votou em Bolsonaro ou não, e vocês AINDA nessa picuinha de coisa pré-eleição 2018!!!!!!!!!!!!!!!!!! CHEGA!!! Eu, como brasileira, não aguento mais esse assunto!!! Precisamos de uma OPOSIÇÃO nesse país! Uma que realmente se importe com a gente, os brasileiros! E não uma oposição egocêntrica, mitômana, que fica perdendo tempo com viagens de ego de Ciro e Lula. CHEGAAAAAA!! Ajudem o Brasil!!! A gente tá precisando implorar já. =(

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Lucas Arruda

24 de maio de 2019 às 00h29

Esse texto é no mínimo, desonesto. É de uma canalhice e falta de verdade que assusta. O que a Presidenta do PT falou de Ciro? Pq isso não foi citado no texto? Pq depois ela foi pedir ajuda a Ciro num segundo turno absolutamente perdido? Haddad ganhou ou foi Bolsonaro? Maior bancada? Para de ser petista! Bolsonaro é o presidente! Acorda! O Governador do Ceará é da família de Ciro? Não! É do PT e Ciro apoia ele. O prefeito de Fortaleza é da família de Ciro? Não! O cafezinho devia ter vergonha de publicar um texto desses.

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    Lucas Arruda

    24 de maio de 2019 às 00h37

    Ciro procurou Manuela e o PCdoB e fez várias reuniões com o PSB(que só não apoiou Ciro por causa do PT), mas como não foi implorar ao PT, ai “Não falou com ninguém”. Vai ler o depoimento de Manuela sobre a campanha, o que o PT fez com ela. Vai ver quantos votos Freixo teve pra presidência da câmera e ve quantos do PT votaram nele.

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      Lucas Arruda

      24 de maio de 2019 às 00h39

      *Câmara

      Responder

LUIZ CARLOS BREVIGLIERI

23 de maio de 2019 às 20h57

Eu não vejo nada a comemorar.Eu sempre digo ás pessoas com quem converso sobre politica que divisão gera diminuição ou extensão.Diminuição nas chances de derrotar as elites conservadoras e exploradoras de forma impor uma agenda social e progressista na educação e no desenvolvimento tecnológico para o país,gerando assim,trabalho qualificado e bem remunerado.Extensão para o tempo em que tais chances possam ocorrer e o país estar à altura de concorrer e ajudar outros países quanto ao abastecimento de gêneros de primeira necessidade;o Brasil com sua vasta extensão de terra para a produção de alimentos,como também o grande volume d’água de onde emerge uma riqueza imensa na sua fauna em que possa ser utilizada como capital em estoque.Isso posto,só vejo mimimis de pessoas que ora se regozijam com os rachas e ora criam teorias para aclarar os rachas de partidos que possuem,no seu bojo,pautas para propor crescimeto e arrancar o poder das mãos dos usurpadores,e que de fato,estão sempre à espera de uma oportunidade para lançar mão às riquezas já conquistadas e aquelas que possam advir da exploração do trabalhador,esse,sempre perdedor!

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LYNDON LAROUCHE

23 de maio de 2019 às 19h45

O PT foi fundado em São Paulo em 1979-80. Três tipos de forças se juntaram para criá-lo.

O primeiro foi um grupo de intelectuais, filhos de famílias ricas que pertenciam à geração da Nova Esquerda, junto a um grupo de intelectuais de esquerda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), antecessor do maior partido do país, o PMDB. O segundo grupo era formado por líderes sindicais de São Paulo, especialmente dos sindicatos de metalúrgicos. A terceira foi um forte grupo de teólogos da libertação das Comunidades de Base Eclesiástica, liderados por um grupo de frades dominicanos de São Paulo, ao qual Frei Betto pertencia. Radicalizando, juntou-se à Aliança Libertadora Nacional, o grupo terrorista Carlos Marighella, treinado em Cuba. Todo o projeto teve a bênção do arcebispo paulista Paulo Evaristo Arns.

Entre 1977 e 1979, o segundo grupo de intelectuais, conhecido como “esquerda independente”, tentou criar um partido social-democrata. Os participantes desse esforço foram o sociólogo Francisco Weffort, mais tarde secretário de Relações Exteriores e ministro da Cultura do PT no atual governo; José Alvaro Moises; Francisco de Oliveira; José Serra, atual ministro do planejamento; Paulo Singer; então candidato ao Senado Federal pelo MDB, Fernando Henrique Cardoso; Almino Afonso; Mário Covas, atual governador de São Paulo; e Luís Carlos Bresser Pereira, atual ministro da administração.

Naquela época, Luís Inácio da Silva era um famoso e carismático sindicalista metalúrgico do coração industrial de São Paulo, e os intelectuais queriam conquistá-lo para a nova festa projetada. Em 1979, os sindicatos que ele liderou usaram seus votos para colocar Fernando Henrique Cardoso no Senado.

Em 24 de janeiro de 1979, sindicalistas que participaram do IX Congresso dos Metalúrgicos votaram pela criação do Partido dos Trabalhadores, e não pelo partido social-democrata procurado pelos intelectuais. Alguns deles se juntaram ao PT, e outros que não o fizeram, permaneceram dentro da órbita do partido.

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LYNDON LAROUCHE

23 de maio de 2019 às 19h36

Controle demográfico e esterilização: No Congresso Nacional, o PT propôs uma emenda para tornar a esterilização legal e realizada dentro do sistema público de saúde. Também suporta o aborto.

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RondineyLima

23 de maio de 2019 às 19h20

Que matéria tendenciosa, fazer comparações no intuito de levar o leitor a conclusões erradas é de uma vilania sem tamanho. São distorções por cima de distorções. Jogar o Ciro no PSDB no intuito de vincula-lo ao que o partido hoje representa chega a ser leviano, o PSDB da época do Ciro não tem nada haver com os dos dias atuais, o partido mudou o caminho de suas diretrizes de fundação, jogou por na lata do lixo a Social Democracia que carrega no nome, motivo pelo qual ele rompe com o partido. Outra falácia, é afirmar que Ciro não deixa ninguém frutificar no Ceará que não seja por sua tutela, outra besteira, aqui no Ceará temos muitos jovens políticos assumindo as rédeas, exemplo o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, que não tem Gomes no nome, está fazendo excelente trabalho, sem falar no governador que é do PT, esse grupo está fazendo um ótimo trabalho, não pela tutela do Ciro, aliado político, mas pela competência e seriedade. Essa matéria tem endereço certo. Lamentável.

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Alan C

23 de maio de 2019 às 16h14

É absolutamente desonesto comparar o PSDB atual com o da época que Ciro esteve no partido somente para fazer uma ligação com a sujeira tucana atual com o Ciro, ficou até infantil essa tentativa de ligar alhos com bugalhos. Seria o mesmo que dizer que hoje Lula é contra o plano Real só pq ele, acreditem, contra foi quando nossa moeda foi criada. Faria sentido? Nenhum!

Outra, Ciro não chamou Dilma de merda e ainda chamou a atenção do Marcelo Tas quando este sugeriu tal absurdo, fazendo-o só pq o programa tem um cunho provocador. Petistas fazem, a toda momento, aquilo que acusam o bolsonarismo, fake news contra os adversários, vide Haddad multado recentemente por uso de notícias falsas.

“Ciro lançou sua candidatura sem procurar ninguém”, não vejo nenhum problema nisso, tanto pq Ciro se colocou como pré-candidato antes de todo mundo e já dava entrevistas como tal em 2017. Depois ele conversou com várias lideranças, inclusive com o DEM, que, ao contrário do que diz a máquina de fake news petista, foi procurado por eles. Acho curioso que para a petezada o Ciro é esse demônio mas foi convidado ***POR LULA*** a ser o candidato da chapa petista… Durma com um barulho desse!

“Mas por que Ciro ficou tão irritado com a falta de apoio de Lula”. Isso N-U-N-C-A existiu, é só mais um delírio petista…

“Sabendo disso, que o desconhecido Haddad teve uma quantidade enorme de votos, junto com a eleição da maior bancada de deputados do Brasil, como justificar que seria o PT a correr atrás para apoiá-lo?”…. Dá pra vcs voltarem à realidade e admitir que foi Lula que correu atrás do Ciro pra encabeçar a chapa e não o contrário??

“Desse mesmo mal sofreu FHC: não precisa ser psicanalista para entender o tanto que a inveja lhe incomoda ao ver como o povo ainda trata Lula”…. O povo trata Lula da seguinte forma, a grande maioria é a favor da sua prisão….

E não adianta querer mudar os acontecimentos e colocar Ciro como o autor da frase “Lula tá preso, babaca”, pq ao fazer coisas como essa o anti-petismo só irá crescer.

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Paulo José

23 de maio de 2019 às 16h02

Excelente texto. Parabéns! Lamentável é a vaidade pessoal se sobrepor à vontade e necessidade popular.

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    Miramar

    23 de maio de 2019 às 16h04

    É exatamente o que eu penso da petezada…

    Responder

João Vilas Boas

23 de maio de 2019 às 15h46

“A família manda e desmanda e não deixa qualquer outro sem o sobrenome ocupar o seu espaço.
Imagina o que Ciro diria se, em Pernambuco, a família Lula da Silva fizesse o mesmo.”

Bom acho que esse tal de Victor Moreto desconhece que o governador do Ceará é do PT e chama-se Camilo Santana.

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    Aliança Nacional Libertadora

    23 de maio de 2019 às 20h56

    É você quem não conhece o Ceará….e clã sorocabano.

    Responder

Miramar

23 de maio de 2019 às 15h44

Eu estive em mais de uma manifestação contra o impeachment e considero a prisão do São Lula injusta.
O que não me impede de ter, desde Outubro de 2018 uma escolha eleitoral clara. Se for necessário que eu vote no PT para que a hecatombe nuclear planetária não ocorra, lamento, mas o planeta vai explodir.
Quer dizer que a petezada não quer aliança com o Ciro? Puxa, que bom! Eu também!
Ano que vem parece que haverá outra surra eleitoral para o PT, e dessa vez vou comemorar.
Antigamente eu não entendia as razões do antipetismo, hoje posso garantir que existe um antipetismo democrático e progressista, que abomina tanto os sociopatas do PT Quanto das hostes Bolsonaristas.

Responder

    Aliança Nacional Libertadora

    23 de maio de 2019 às 20h59

    Aguardemos os anos “Anti-PT” acabarem em 2020…..o povo tem memória….o PDT e o PSB sabem disso…..

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    marco

    23 de maio de 2019 às 21h35

    Caraca !
    Que análise”tabajara’ , parece que o Marco Antonio Villa fez seguidores à esquerda.

    Responder

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