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Racha na esquerda, parte 2

Por Redação

23 de maio de 2019 : 14h46

Abaixo segue o contraponto de Lucas Gondim ao artigo de Victor Moreto, um e outro publicados no Viomundo – e igualmente reproduzido aqui no Cafezinho, sobre o “racha na esquerda”.

Gostaríamos muito de saber a opinião dos internautas sobre cada um dos textos, e estamos abertos à participação de todos para que enviem também artigos com sua opinião sobre o tema (ou outros temas): redacaocafezinho@gmail.com.

***

Com o erro, não há compromisso: resposta ao artigo de Victor Moreto

por Lucas Gondim

Escrevo em apreço à verdade dos fatos. Escrevo em justiça aos milhões de companheiros ciristas, que, sozinhos e sem grandes estruturas, depois de 16 anos sem seu candidato disputar uma eleição, desbancaram Marina, Alckmin e o PMDB.

Victor Moreto escreveu para o Viomundo com um objetivo claro: diante da derrota moral do petismo no debate político entre os blogs não-catequizados, lança mão de comparações indevidas, insinuações covardes e injustas, com o tom próprio de quem acredita que Lula é o início, o fim e o meio.

A relação PT x PSOL

Insinua Moreto que o comportamento exemplar, a ser seguido por siglas como PDT, PSB e REDE, é o do PSOL ou o do constrangido PCdoB.

Afirma que o PSOL procedeu, de modo desinteressado, à ruptura com sua origem crítica ao modelo petista, sendo, assim, o exemplo infalível das benesses da unidade progressista.

Ignora Moreto elementos cristalinos: a) o PSOL não virou “puxadinho do PT” por solidariedade, mas por interesse eleitoral, principalmente no Rio de Janeiro; b) há rotunda cisão interna no PSOL, com uma ala minoritária, representada, entre outros, por Nildo Ouriques, que denuncia a submissão cega de seu partido aos anseios lulopetistas. É só procurar no YouTube.

A identidade entre PT e PDT

“Nos verbetes “aliança política”, “política econômica”, PT e PDT aparecem como sinônimos. Não seria diferente. E nisso precisamos ser honestos com a história. Ambos os partidos percorreram suas trajetórias no pós-ditadura e precisaram se coligar com uma miríade de siglas para que pudessem jogar o jogo da democracia que surgia em meados da década de 1980.”.

Seu objetivo é colocar no mesmo patamar moral e ideológico PT e PDT, para, logo em seguida, diminuir qualquer crítica às opções de governo lulopetistas. Temos aqui duas falácias.

Em primeiro lugar, PT e PDT têm bases ideológicas substancialmente díspares. O PT não tem uma identidade programática clara.

Tomando emprestadas as palavras do Presidente Lula em sua entrevista ao El País, “não precisa de programa”.

E é exatamente isso: basta colocar em seu guia eleitoral apelos genéricos a “fazer a economia girar”, “congelar o preço do gás em R$ 49,00”, enquanto, nos bastidores, promete ao mercado a independência do Banco Central.

O PT é uma moldura para a figura do Lula. O sustentáculo do PT é a doença do mundo subdesenvolvido e da democracia ocidental tardia: o populismo carismático rasteiro.

Aproveita-se da fraca cultura política das massas desorganizadas para conquistar seu voto através do carisma, enquanto aparelha as minorias organizadas, ostentando bandeiras de uma esquerda pré-1989.

Obriga jovens militantes a defender o interesse de corporações que não os representam, ou a relativizar a corrupção sistêmica.

O PT não tem compromisso com o desenvolvimento de um modelo sustentável e alternativo ao neoliberalismo.

Não tem compromisso em educar sua base política da urgência de temas como a reforma da previdência (prefere defender o interesse das corporações de funcionários públicos que o rodeiam, negando a necessidade de qualquer reforma), o déficit fiscal, a reforma tributária, a divida pública.

Ciro Gomes, por outro lado, luta pela reconstrução de um Estado de Bem-estar social estável desde a década de 1990.

Bate de frente com os barões da mídia no combate aos dogmas da ortodoxia liberal. E não faz isto com a respeitável ingenuidade emotiva de Guilherme Boulos, mas com a honestidade técnica que o tema exige.

Seu plano de governo foi o mais detalhado, franco e ousado de toda a campanha eleitoral.

Alguma das duas estratégias é ilegítima? Não. Mas não tem direito o Sr. Victor Moreto de equiparar PT e PDT.

Ao cabo, ainda se contradiz. Começa o artigo afirmando que os conchavos e alianças incoerentes fazem parte da política.

Ao rabo, critica o apoio de PDT e PCdoB a Rodrigo Maia e a busca de apoio do Centrão (como se o PT não tivesse feito nada disso nos últimos anos). É escárnio.

A falácia do carteiro

“Hoje, Ciro se autoproclama – está na moda o termo – uma vestal da moral brasileira.

Bate literalmente no peito para dizer que não existe uma única ação contra ele, mesmo para absolvê-lo. Como se “ação judicial”, ou “assassinato” – moral ou de fato – na América Latina nunca tivessem sido sinônimos de “perseguição política quando incomoda os donos do poder” no dicionário do século XX.”

Perceba a estratégia de Moreto: matar o carteiro para não ler a carta.

O PDT é um partido repleto de incoerências e infidelidades. Trabalha, contudo, para combatê-las. Expulsa membros quando pode.

Ciro Gomes, por outro lado, tem 38 anos de vida pública e nenhum processo criminal sobre corrupção aberto contra ele.

O que qualquer destes fatos muda nas críticas feitas ao hegemonismo cego e raso do PT? Substancialmente nada. Nem é preciso gastar muita letra com isso. Desviar do mérito é a especialidade desta turma.

A falácia do Coronel

“Como político “local”, Ciro comanda o clã dos Gomes no Ceará. A família manda e desmanda e não deixa qualquer outro sem o sobrenome ocupar o seu espaço.”.

Ciro Gomes foi governador do Ceará entre 1991 e 1994. Cid Gomes foi governador entre 2007 e 2014. O atual governador, reeleito, é Camilo SANTANA (note o sobrenome), do Partido dos Trabalhadores, apoiado pelo PDT.

Ciro Gomes foi prefeito de Fortaleza até 1990; desde lá, nenhum outro parente seu assumiu o comando da capital.

O comentário de Moreto, além de desrespeitoso com a Terra da Luz, representa uma omissão voluntária da verdade dos fatos. Deseja passar a imagem (estereotipada) de um curral eleitoral nordestino, miserável, comandado por um arrogante líder autocrático.

Desconsidera toda a revolução pela qual passou o Ceará nas últimas décadas, na mão de gestores exemplares como Tasso, Ciro, Cid e Camilo, a qual tantas vezes deve ter aplaudido.

O vitimismo lulista

“Como se “ação judicial”, ou “assassinato” – moral ou de fato – na América Latina nunca tivessem sido sinônimos de “perseguição política quando incomoda os donos do poder” no dicionário do século XX. Estão aí Getúlio, Juscelino, Perón, Dilma, Mujica, Lula e Cristina Kirchner que não nos deixam mentir. Isso para ficar em pouquíssimos exemplos.”

O próximo truque é amenizar a culpa de Lula. Lula não é penalmente condenável pelo que lhe imputa.

Mas é, sem dúvidas, moralmente condenável pela relação promíscua que manteve com a alta burguesia nacional, mesmo proclamando um líder das massas.

É blasfêmia compará-lo a Getúlio, Juscelino, Mujica ou mesmo Dilma.

A “pecha” de tucano

Sempre que alguém lhe incomoda na centro-esquerda, o PT empurra para a direita. Faz-se menção à desastrosa vida partidária de Ciro Gomes como se sua linha ideológica tivesse mudado radicalmente.

Victor, leia o que Ciro produziu na década de 1990 e o que diz hoje: a linha é praticamente a mesma. Agora compare o Lula de 1989 ao Lula de 2002.

Não foi preciso mudar de partido para que Lula vendesse sua alma. Ciro, por outro lado, precisou mudar de partido para que não a vendesse.

Fundou o PSDB como social-democrata. Apoiou parte das privatizações. (Claro! Privatizar não é necessariamente ruim. Um Estado Social eficiente não precisa deter o monopólio de todos os serviços públicos! Pergunte ao Rui Costa, Victor, certeza que ele lhe pode bem responder.).

Saiu do PSDB quando FHC se rendeu ao PFL.

Saiu do PPS quando este resolveu se aliar ao tucanato e fazer oposição rasteira o Lulismo. Esteve na dianteira para blindar o Presidente Lula da Crise do Mensalão.

Defendeu, com paixão, unhas e dentes, o projeto mais popular do lulismo para o Nordeste: a Transposição do São Francisco.

Não adiantou. Em 2010, foi trocado por Michel Temer. Mesmo assim, permaneceu no apoio à Dilma, até que: pimba!

Dudu Campos rompe com o PT e resolve seguir carreira solo. Ciro Gomes mantém-se fiel, e sai do PSB para que possa manter seu apoio à honrada Dilma Rousseff.

2015. Cid Gomes vs. Eduardo Cunha. Adivinha quem a Dilma resolveu proteger?

2016. Impeachment. Adivinha de que lado o Ciro ficou?

2017 e 2018. Prisão do Lula. Ciro foi um dos primeiros a levantar a voz. Não é obrigado, contudo, a render uma agenda nacional e eleger como prioridade a liberdade de um homem. Recomendou, sabendo de todo o impacto negativo de seu comentário, que Lula fosse a uma embaixada.

Por que fiz toda essa retrospectiva? Para mostrar o quão simplista e desonesto intelectualmente o artigo o foi. Digo o artigo, não a pessoa, posto que não a conheço.

A falácia do apelo à maioria

Ao final, o trágico artigo nos dá um diagnóstico torto e sedutor do pleito de 2018. Ciro Gomes é um fracassado, o qual nunca conseguirá ser presidente, derrotado facilmente por um poste. Lula sabotou Ciro, admite Victor. Mas Ciro tentou o apoio do Centrão, então não pode reclamar de nada!

Orgulha-se do desempenho eleitoral de seu “poste”. Ciro é tão minúsculo, tão menor que um “poste”, que seu dever moral é render-se.

Pergunto: e quem disse que “poste” ter voto é boa coisa? “Poste” tem voto em país terceiromundista, paciente da doença do populismo, da deseducação política.

“Poste” tem voto quando lideranças políticas abdicam de sua responsabilidade com o progressismo e com a nação para abusar da gratidão dos mais pobres.

Fatos, nobre Victor: o PDT já é maior que o PT entre a classe média. Venceu no Rio de Janeiro, por exemplo. O capital político restante do PT advém dos grotões do Bolsa Família.

É na gratidão legítima das populações mais carentes. É no populismo carismático, desconstruidor, que não dá frutos, que se alimenta da deseducação política.

Me acusarão de preconceituoso, sem perceber a tragédia moral que é um “Haddad é Lula”.

Se somos progressistas, se lutamos pela emancipação material e intelectual do indivíduo, não podemos nos privar de, continuamente, desviar das tentações do populismo personalista, que é coisa que nasceu na direita.

A esquerda precisa ser melhor que isso. A esquerda precisa ser melhor do que trucidar Tabata Amaral injustamente.

A esquerda precisa ser melhor do que malversar termos como “defunto eleitoral”, desconectando-o do contexto em que foi utilizado.

A esquerda precisa ser melhor do que passar a mão na cabeça de uma verdadeira quadrilha, assaltante dos cofres públicos e da própria democracia.

“Cobra autocrítica de um preso político em sua cela, mas é incapaz de fazer a sua quando, solto, largou o país no segundo turno e foi para Paris. Mesmo dizendo – com razão – que estávamos à beira do abismo.”

Diante do desespero, a preocupação com a coerência cai por terra. Começa-se o artigo exaltando Lula e o PT como forças políticas gigantes, e Ciro como um nanico.

Depois exigem a autocrítica do ‘nanico’, do ‘12%’? Grandes poderes trazem consigo grandes responsabilidades.

Vencer não é sempre o primordial. Talvez nisto esteja uma importante distinção entre “nós e eles”.

Ciro poderia ter assumido o papel de Haddad. Poderia ter tornado o PDT outro “puxadinho do PT”.

Isso o deixaria mais próximo da presidência, e a política nacional bem mais perto das trevas.

Não ache que queiramos, contudo, a eterna desunião da Esquerda. Mas nem toda união vale seu preço.

Qual o objetivo deles? Calar Ciro Gomes e o PDT. Pura e simplesmente. Calar é ocultar, é omitir. Omitir é mentir. Mentir pra vencer.

Preferimos perder. Com a mentira, não há acordo; e, evocando JK, com o erro não há compromisso!

Publicado originalmente no Viomundo

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15 comentários

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Lucas Arruda

24 de maio de 2019 às 00h59

Excelente texto e não baixou ao nível do outro.

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Aliança Nacional Libertadora

23 de maio de 2019 às 21h08

Realmente tática globo de debate…..coloca o que não concorda primeiro para depois tentar desconstruir sem réplica……..quinta coluna pelega é isso aí….PDT é o trabalhismo que votou na “Reforma Trabalhista Temer” e no golpe contra Dilma……agora com deputados “Lehmanistas”……pra variar…

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LYNDON LAROUCHE

23 de maio de 2019 às 19h56

Economia o que o PT pensava e pensa: Embora afirme se opor ao neoliberalismo de livre mercado, ele realmente apóia suas teses centrais: Em dezembro de 1992, Lula propôs usar uma parte das reservas do país para comprar títulos do governo dos EUA, como garantia aos credores que concordar em estender as condições de pagamento da dívida externa. José Dirceu, atual presidente do partido, declarou em junho de 1993: “Estamos abertos a discutir o projeto de privatização”. O Financial Times, a voz da política da cidade de Londres, descreveu com alegria o PT em 17 de maio de 1995 como “a única fonte real de sangue novo no Congresso … uma influência modernizadora”.

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LYNDON LAROUCHE

23 de maio de 2019 às 19h53

Feminismo no PT: A adoção do feminismo é o principal projeto cultural do partido. O exemplo mais aberrante é a defesa das bruxas medievais como um símbolo da libertação das mulheres. “Quem eram as bruxas que queimamos na fogueira nas praças européias? Mulheres comuns que não se adaptavam aos critérios masculinos de piedade.” E ainda criticam a Dameres Bob Esponja.

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Alan C

23 de maio de 2019 às 16h32

Bom texto, mas gostei mais do texto do Gustavo Castañon.

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José orlando fortes

23 de maio de 2019 às 16h27

Este texto de Lucas Gondim assim como o artigo de Victor Moreto fazem uma bela análise do comportamento dos principais representantes da esquerda recentemente. Chega a ser convincente a leitura independente de cada um dos artigos, pela sua profundidade e objetividade. Acompanho as discussões sobre estas divergências conceituais desde a redemocratização do Brasil. Entendo porem que estas análises deveriam caminhar em direção à uma maior convergência e jamais concluir com a destacada ruptura nas caminhadas futuras. A extrema direita conseguiu se apossar do país e vai se manter assim caso não haja uma proposta convincente para a sociedade, que supere estes obstáculos pragmáticos e consiga destacar os pontos de convergência de suas propostas.

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Francisco

23 de maio de 2019 às 16h26

Para não dizer que…, seguem considerações sobre duas frases do replicante:

“Ciro Gomes, por outro lado, tem 38 anos de vida pública e nenhum processo criminal sobre corrupção aberto contra ele.”

O replicante, caso tivesse passado da fase, ‘GamadãonuCiro’, certamente lembraria-se que Lula, Zé Dirceu, etc., até o PT assumir o governo e a Classe Dominante sentir-se em risco quanto ao futuro, também não tinham processo criminal sobre corrupção aberto contra eles e, se devidamente informado sobre processos que envolvem a maioria dos petistas acusados e presos, em particular Lula, o replicante perceberia que a frase por ele brandida, no que conta além superfície, atesta que Ciro Gomes nunca foi ou é até hoje, ameaça à classe dominante golpista. Apenas e simplesmente, isso.

“A esquerda precisa ser melhor que isso. A esquerda precisa ser melhor do que trucidar Tabata Amaral injustamente”.

Quanto a essa frase, sugiro ao replicante ler a reportagem de Beatriz Montesanti, “Bancada Lemann”, no UOL, ontem.

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    Miramar

    23 de maio de 2019 às 17h07

    Ciro tem contra ele mais de sessenta processos. Só que nenhum é na esfera criminal, Pois nunca encontramram nada remotamente suspeito. Talvez não seja o caso do Lula (pessoalmente acho que deve ser inocente), mas o mesmo não pode ser dito do Ze Dirceu.
    A Tabata recebeu uma bolsa de Estados da Fundação Lehmann, sem necessidade de contrapartida ideológica. Também há uma doação legal perfeitamente registrada e que qualquer um pode encontrar na Internet. Há quem prefira a Odebrecht…
    Por falar nisso, como vai a carreira do poste Haddad no Insper?

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      Alan C

      23 de maio de 2019 às 17h14

      A bolsa da Tabata é de Harvard, não tem nenhuma ligação com o Lemann.

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    Lucas Arruda

    24 de maio de 2019 às 01h06

    Se Ciro não incomoda, pq Bolsonaro ta processando ele? Além de Cunha, Temer, E. De Oliveira, Doria, ACM Neto, imagina se incomodasse….
    A Tabata tá dando um show como deputada, enquanto o PT vai falando sobre tchuchuca.

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Agefran Costa

23 de maio de 2019 às 16h23

Ciro esteve ao lado do PT nas eleições de 2006, 2010 e 2014. Ciro militou contra o impeachment de Dilma e contra a prisão política de Lula. Em 2018 todo mundo sabia que Lula não seria o candidato, mas o PT não teve a humildade de abdicar da candidatura e apoias outro candidato de esquerda. Insistiu em candidatar o Haddad para presidente, mesmo ele tendo perdido em primeiro turno para o Dória nas eleições municipais. Além disso, ainda elegeu Ciro como adversário a ser batido no primeiro turno e assim passou a fazer campanha contra Ciro Gomes, mesmo diante das pesquisas que apontavam que apenas o Ciro venceria o Bolsonaro do segundo turno. Conseguiram. Tiraram o Ciro do segundo turno e deram a presidência a Jair Bolsonaro. Se na relação Ciro x PT houve traição, não foi Ciro o traidor. É uma pena que muitos ainda não enxerguem isso. O PT nunca vai apoiar alguém que eles não possam controlar. Muitos petistas agem igual aos bolsomínions. Fecham os olhos para realidade e enxergam apenas o que querem ver.

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    Alan C

    23 de maio de 2019 às 17h19

    Agefran Costa, parabéns pela tua lucidez no comentário.

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Paulo José

23 de maio de 2019 às 16h13

Não entendi algumas partes. Apenas os grandes devem fazer autocritica? os “nanicos” estão liberados de tal análise?
Se vencer a eleição não é primordial, porque Ciro está tão nervoso? Porque baixa o nível para falar de figuras como Boff e Lula? Se a intenção do PT é calar Ciro, porque foi pedir a ele para ser o vice da chapa?
Texto muito incoerente, escrito por alguém ressentido que enxerga apenas pelo cabresto do candidato cearense.

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Miramar

23 de maio de 2019 às 16h02

Concordo com muito que escreve o Miguel do Rosário, o Gustavo Castanon, o Capelli…mas esse texto é diferente. Com esse concordei com tudo!
Aliás, modestamente, devo dizer que parte dos argumentos são usados por mim nesse site periodicamente.

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    marco

    23 de maio de 2019 às 22h03

    Acompanho a carreira politica de Ciro a muitos anos desde sua breve, porém marcante passagem como ministro de Itamar Franco, por isso mesmo faço minha as palavras do articulista ao destruir as criticas as suas sucessivas mudanças de siglas partidárias,mudou de partido para não vender sua alma.

    Responder

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