Câmara discute privatização da Eletrobras

Membros do Partido Trabalhista celebram o resultado das urnas

Esquerda vence na Holanda

Por Redação

25 de maio de 2019 : 02h49

Holanda freia o populismo eurocético

Partidos pró-UE devem ganhar maioria dos assentos holandeses no Parlamento Europeu, segundo pesquisa de boca de urna. Eleitores britânicos e residentes no Reino Unido relatam irregularidades e votos “desaparecidos”.

Os partidos holandeses pró-UE encaminharam uma vitória surpreendente nas eleições para o Parlamento Europeu, de acordo com uma pesquisa de boca de urna realizada na quinta-feira (23/05), dia em que o país votou. Os dados coletados sugeriam ainda que os populistas eurocéticos não conseguiram obter a quantidade de votos previstos pelas sondagens e se mantiveram praticamente no mesmo patamar do último pleito europeu.

O Partido Trabalhista, do vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, apareceu como o grande vencedor do pleito e deve ganhar cinco dos 26 assentos reservados para a Holanda no Parlamento Europeu, segundo a pesquisa realizada pela Ipsos para a emissora pública holandesa NOS.

“Há uma clara maioria de pessoas na Holanda, se você as contar como um todo, que quer que a União Europeia continue desempenhando um papel na solução dos problemas que precisam ser resolvidos”, disse Timmermans, o principal candidato do agrupamento social-democrata ao Parlamento Europeu.

Segundo a boca de urna, o Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD), do primeiro-ministro Mark Rutte, ficará com quatro cadeiras, assim como a legenda conservadora membro da coalizão que governa o país, o Apelo Democrata-Cristão (CDA).

As previsões da pesquisa de boca de urna colocaram os partidos eurocéticos aquém das expectativas. Os resultados da votação na Holanda, no entanto, não serão divulgados até o fim das eleições em toda a Europa no domingo.

Nas projeções holandesas, o Fórum para a Democracia (FvD), liderado pelo populista de direita Thierry Baudet, pela primeira vez participante em eleições europeias, deve conquistar três assentos. No entanto, estes parecem ter sido apenas tirados do Partido para a Liberdade (PVV), liderado pelo populista antieuro e antimigração Geert Wilders, que deve perder três cadeiras.

Previsões anteriores estimavam que os dois partidos nacionalistas ganhariam cinco assentos cada às custas das legendas tradicionais.

Eleições holandesas geralmente possuem um grande número de partidos que disputam as parcelas eleitorais. Os números de assentos são geralmente baixos para cada partido – 13 legendas diferentes estão representadas no Parlamento holandês de 150 assentos.

Caos no Reino Unido

No Reino Unido, o único outro território que realizou a votação europeia na quinta-feira, não há pesquisas de boca de urna disponíveis devido à lei eleitoral britânica.

No entanto, houve relatos de que um número significativo de cidadãos europeus residentes no Reino Unido não teve a oportunidade de votar. Cidadãos britânicos que vivem nos outros 27 países-membros da União Europeia também denunciam irregularidades, que incluem votos via correios “desaparecidos”.

“Não é nenhuma surpresa que os votos por cartas tenham desaparecido, tenham chegado atrasados ou simplesmente nem chegaram, pois a atitude do Reino Unido para com seus eleitores no exterior está desatualizada e quebrada”, disse o “British in Europe”, grupo que defende os direitos dos britânicos na UE e que acusou que o governo da premiê Theresa May de não conseguir garantir o direito ao voto dos britânicos que vivem em outros países europeus.

A Comissão Eleitoral do Reino Unido rejeitou as acusações e alegou que a decisão do governo de adiar o Brexit – e, portanto, decidir participar da eleição europeia num “prazo muito curto” – causou a situação caótica.

A crise política no Reino Unido em relação ao Brexit espelha divisões profundas em todo o continente europeu, onde as forças populistas e de extrema direita buscam capitalizar nas eleições.

Mais de 400 milhões de cidadãos europeus são elegíveis para votar nas eleições para o Parlamento Europeu, que possui 751 assentos, sendo 73 reservados a parlamentares britânicos. Os primeiros resultados são esperados no final de domingo, quando estarão encerradas as votações em todos os 28 Estados-membros da UE.

PV/afp/dpa/rtr/ap

Publicado na DW (serviço público de informação da Alemanha)

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10 comentários

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lucio

25 de maio de 2019 às 11h21

na europa a “esquerda” é na verdade direita: agenda economica e geopolitica egualzinha á de bolsomerda.
e para aliciar os tontos mantem os temas politicamente correto: lgbt, feminismo e veganismo.

Responder

    Ivan

    25 de maio de 2019 às 12h53

    Quando a esquerda vende, é na verdade direita né? Ta “serto”….

    Responder

      lucio

      25 de maio de 2019 às 16h21

      vai dar uma volta na europa se nao acredita… “ESQUERDA” EUROPEA:
      – reformas para cortar salarios
      – reformas para cortar aposentadorias
      – privatizaçoes
      – obedecer á alemanha e eua
      25 anos que lá é assim e vc nao sabe…

      Responder

        Ivan

        25 de maio de 2019 às 17h27

        E quem te disse que a esquerda européia não faz isso??? Sempre fez… Acontece que o fator social lá é zilhões de vezes mais levado a sério do que na América do sul especialmente o Brasil, o problema aqui é que estes rótulos de esquerda e direita à brasileira são totalmente deturpados e só existem aqui.

        Responder

          lucio

          25 de maio de 2019 às 23h36

          amigo, passei os primeiros 35 anos da minha vida na europa, entrei na politica ativa em 1977… quer me ensinar o que era a esquerda lá 50 anos atras ou hoje?
          50 anos atras era otima, verdadeira… hoje é uma merda, o oposto (direita).
          e se a esquerda se torna direita… os operarios se voltam para a direita, quem sabe nao se torne esquerda.

          Ivan

          26 de maio de 2019 às 10h32

          Estamos falando de coisas diferentes e vc ainda não percebeu….
          Te ensinar alguma coisa??? Interesse ZERO nisso, rs.
          Tb morei na Europa amigo, totalmente desnecessário colocar isso aqui.

          Jorge L.

          28 de maio de 2019 às 05h31

          Vc entendeu errado, a questao é que na europa, onde vivo, a esquerda se modernizou, ja percebeu que o governo nao pode meter a mao em tudo, algumas coisas devem ser respeitadas para o avanco economico do pais. Só pequenos partidos de esquerdas extremistas, ainda acreditam em marxismo ou socialismo extremo, como nossa esquerda ainda prega aqui no Brasil. Sao conceitos ultrapassados que nao beneficiam ninguem a nao ser o proprio governo.

Paulo

25 de maio de 2019 às 11h00

O que vale mesmo são as eleições nacionais. Nestas, o que temos visto é uma ascensão do conservadorismo…

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    Paulo

    25 de maio de 2019 às 11h01

    Embora, em alguns casos, como na Hungria, um conservadorismo “do mal”, que flerta com o cerceamento de liberdades democráticas, como a liberdade de imprensa…

    Responder

      lucio

      25 de maio de 2019 às 11h17

      no brasil tem liberdade de imprensa, com 4 emissoras de tv todas claramente anti-esquerda, filoamericanas, pertencentes a bilionarios e igrejas evangelicas?
      o orban aumentou o salario minimo em 25% com inflaçao 3.5, e cassou ongs americanas. este é um “conservatorismo” que eu gosto.

      Responder

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