Audiência de Glenn na Câmara dos Deputados (ao vivo)

Valdenir Rezende. Correio do Estado.

Em defesa do policial Moon

Por Redação

03 de junho de 2019 : 14h28

O autor do texto abaixo é um amigo progressista, sindicalista, pastor evangélico e policial rodoviário federal.  Segundo ele, o caso Moon causou profunda perplexidade na corporação. Ricardo Su Moon era, segundo o autor, uma pessoa cordata, disciplinada, incapaz de fazer mal a outrem. A sua condenação é considerada uma grande injustiça, e é uma dessas coisas que afastam os bons policiais das ideologias progressistas, visto que essas são, às vezes, manipuladas maliciosamente em favor de interesses muito distantes da verdadeira justiça.

Por favor, leiam a sua denúncia, assistam ao vídeo postado ao final, e dêem sua opinião.

***

Querem uma polícia de mãos e pés amarrados!

Por Alexandre Gonçalves*

O que diferencia uma sociedade civilizada daquela entregue à barbarie, e o que assegura proteção aos direitos básicos (incluindo o mais importante, a vida) daqueles que não têm como se defender pela força física, é o Estado.

E o Estado dá a exclusividade e prerrogativa do uso da força à polícia. Esse é um princípio basilar dos direitos humanos, tão combatido ou mal interpretado, inclusive por membros das forças policiais, seja por ignorância, má-fé ou por oposição ideológica às entidades que militam nessa causa.

O que impede de um psicopata, com maior força e melhor forma física, invadir minha casa e tomar meus bens ou machucar meus filhos? O que  impede alguém com problemas mentais de pegar o seu veículo e transitar de maneira tresloucada pelas vias públicas, atropelando pessoas e destruindo patrimônio público e privado?

A resposta para todas essas indagações é A POLÍCIA!

Se perdermos a visão de que a polícia, como braço do Estado que promove o equilíbrio das forças, é promotora de direitos humanos e que sua omissão é tão prejudicial quanto sua desastrosa ação, iremos mergulhar no caos social, que alíás já estamos mergulhando com os mais de 60 mil homicídios por ano que vivenciamos no Brasil.

Com todas as mazelas que a categoria policial convive (corrupção, péssimas condições de trabalho, salários reduzidos, demonização da mídia), a sociedade precisa da polícia e a polícia precisa de uma sociedade que a apoie e que ajude a transformar essa instituição em um verdadeiro organismo popular em consonância com as melhores práticas internacionais.

Entretanto, na contramão do que foi dito, nossa sociedade cada vez mais sofre de uma aparente “policiofobia”, neologismo criado por Filipe Bezerra, policial rodoviário federal, em artigo de mesmo nome publicado aqui (https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/opiniao/policiofobia-1.1407244 ).

Conforme a definição do próprio autor do artigo, policiofobia é a “promoção sistemática do ódio, da aversão, do preconceito, do descrédito e da desmoralização dos profissionais de segurança pública. A policiofobia não é consequência da violência policial ante a população de periferia, e tampouco é uma resultante do período do regime militar. Ela é uma construção artificiosa e ideológica de setores da política, da mídia e da academia, e é propagada, em regra, por indivíduos das classes média e alta que nunca sofreram abusos ou violência de policiais”.

Infelizmente, setores progressistas, sem fazer uma análise caso a caso, promovem, cada uma a sua maneira, um antagonismo perverso entre polícia e sociedade, esquecendo que os policiais são antes de tudo trabalhadores que sofrem as mesmas injustiças dos demais trabalhadores em uma relação injusta que os impede até de fazer quaisquer movimentos paredistas, e vivem sob ameaças reais de demissões sumárias. E esse preconceito existe também entre membros do poder judiciário e ministério público, como veremos a seguir.

No dia 30 de maio desse ano, um policial rodoviário federal, com apenas 6 meses como efetivo da corporação na data dos fatos ocorridos, foi condenado a 23 anos de prisão. Você pode imaginar que ele deve ter cometido um crime mais perverso que o do Bruno, ex goleiro do Flamengo, que foi condenado a 20 anos de prisão por ter matado e jogado aos cães a mãe de seu filho; ou pode até imaginar que foi um crime mais cruel que o da mulher que matou e esquartejou o marido e empresário Matsunaga, tendo recebido condenação de 16 anos por esse crime.

Vamos aos fatos.

Ele estava a caminho do seu rotineiro plantão quando uma Hilux apareceu do nada, vindo de uma rua perpendicular com a que ele estava trafegando e, desrespeitando o sinal de parar, e em alta velocidade, quase bateu em seu carro.

Ele conseguiu desviar e seguir viagem, mas a Hilux invadiu sua faixa e quase colidiu com ele novamente. Ele desviou novamente e parou no farol vermelho. Estranhamente, a Hilux manobrou da faixa do meio e parou logo atrás dele, que estava na faixa direita (via de 3 faixas). Avenida estava escura e vazia por volta das 05h40 da manhã, e a rua da interseção tinha  mão única para a esquerda. Essa manobra da Hilux fez com que ele suspeitasse de que estaria sofrendo uma tentativa de execução ou assalto. Saiu, portanto, do carro e gritou ao condutor da Hilux que era polícia, já com a mão sobre o cabo da pistola, mas sem sacá-la. Pegou a lanterna de bolso e iluminou a cabine enquanto avançava e ordenava que mostrassem as mãos. Não obedeceram e ficaram gritando. Chegando mais perto, viu o menor (chamado Vinicius) no banco traseiro agachado como se estivesse manuseando algo. O PRF apertou os passos e avançou para a janela traseira, ordenando que mostrasse as mãos. O menor se virou (e já deu para o policial ver que não tinha nada em mãos) e falou que não queria mostrar nada. O passageiro da frente (chamado Aguinaldo) gritou que “não tinha que mostrar porra nenhuma” e então Vinícius e Adriano (motorista) começaram a gritar desafiadoramente em concordância com Aguinaldo. O PRF tentou explicar que era policial e a ordem era para a segurança dele e dos demais. Entretanto, o “bate-boca” foi evoluindo. Neste momento, indícios físicos (olhos, euforia, etc.) indicaram ao policial que se tratava de 3 indivíduos bêbados, inclusive o motorista. Recuou, portanto, para a janela do motorista e o indagou se tinha ingerido bebida alcoólica. Aguinaldo  gritou que não tinham bebido e que o policial é que estaria bêbado. Repetiu a pergunta e novamente resposta negativa veio com insultos diversos e desafios contestando se ele era policial e cobrando que mostrasse a identidade policial. O policial falou para o motorista que chamaria a PM e provassem para eles que não estava embriagado. Enquanto o PRF ligava para o 190 (ligação gravada conforme link do vídeo abaixo), os três ocupantes o contestavam. Ao atendente do 190 foi relatado o flagrante de crime de embriaguez ao volante, e solicitado uma equipe da PM ao local, pedindo também um etilômetro (bafômetro) para quantificar o nível de embriaguez do motorista. Enquanto estava na ligação, Aguinaldo e Vinícius desceram da Hilux e avançaram contra o policial, momento em que ele recuou e sacou a arma, ordenando que não se aproximassem e mantivessem distância. Voltaram para dentro do carro e continuaram reclamando. O motorista falou que iria embora e foi verbalmente impedido pelo policial pois estava bêbado e deveria resolver com a equipe da PM que iria chegar. Tentou dissuadi-los falando que seriam achados pela placa da Hilux. Foi para a frente da Hilux para fotografar a placa, momento em que o motorista se aproveitou e avançou contra as pernas do policial, atropelando-o e freando em seguida, fazendo-o debruçar no capô. Enquanto falava “não sai!” o motorista pisou fundo e jogou a Hilux contra ele tentando atropelá-lo. Foi nesse momento que o policial pulou para o lado e atirou o mais rápido possível (com a mão direita, enquanto a mão esquerda ainda segurava o celular). Saíram 7 tiros rápidos, dos quais apenas o quarto pegou em Adriano, o motorista, e o sexto ou sétimo na perna do Vinícius, que estava no banco traseiro (3 tiros no para-brisa frontal e 4 nas laterais da Hilux enquanto passou por ele). A Hilux bateu e derrubou um poste cerca de 100 metros à frente. Ligou para a PRF (191) informando os disparos e solicitando a ambulância. Foi até o local da colisão para socorrer/conter a situação. Chegando lá, Aguinaldo estava no chão (fraturou o braço quando saiu da Hilux após a colisão) e Vinicius saiu pela janela do banco traseiro. Vendo uma linha de sangue na perna do Vinicius, o policial, que teve aulas de atendimento pronto hospitalar em seu curso de formação, pediu que deitasse e ficasse calmo até que a ambulância chegasse. Pessoas de um velório (de um homem que assassinou um PM mas morreu ao resistir prisão) saíram para as ruas e queriam linchar o PRF.  Adriano morreu no local.

Esse foi o ocorrido, descrito da maneira mais resumida possível. A equipe da PM chegou, recolheram a arma do policial e o conduziram à delegacia. Sob falsas alegações do MP, o policial ficou preso por um mês, alegações estas que foram alvo de perícia e declaradas falsas. Após sua soltura, ficou de tornozeleira eletrônica por 8 meses aguardando o julgamento.

O motorista falecido era personagem de grande influência na cidade, com alto poder aquisitivo, tendo sua família se utilizado da “policiofobia” presente naquela sociedade para crucificar o policial que, em processo administrativo disciplinar minucioso feito em Brasília, foi absolvido, tendo em vista que cumpriu claramente a doutrina de uso da força da PRF, que admite apenas a força letal quando em legítima defesa de si mesmo ou de outrem.

Exames comprovaram posteriormente uso de álcool (2,33g/L de sangue, equivalente a 1,17 mg/L de ar no etilômetro) e drogas ilícitas (ecstasy e sertralina) por parte do condutor, que voltava com outras pessoas após uma noite em uma boate. Câmeras filmaram o veículo infrator em alta velocidade nas ruas da cidade, antes do encontro fatal com o PRF. O condutor da Hilux tinha um processo por furto de energia e outro por agressão, inclusive com medida protetiva para não se aproximar da vítima. O policial era condecorado pela instituição sem nenhuma anotação em sua ficha disciplinar.

A promotora LÍVIA CARLA GUADANHIM BARIANI acusou, e a justiça do Mato Grosso do Sul condenou o PRF a uma pena de 23 anos e 4 meses de reclusão. Uma fala curiosa da promotora no julgamento é a comparação das condecorações do PRF com o caso da vereadora Marielle. Segundo ela, policiais condecorados executaram a vereadora (insinuando criminosamente que o PRF executou deliberadamente o empresário).

Estaria o PRF pagando pelo crime cometido contra a vereadora? Estaria o PRF sendo vítima da ideologia perversa anti-policial?

Outra fala curiosa da promotora Lívia foi a de que o policial “sofre de síndrome de autoridade”. Mas, policial não é autoridade? Segundo ela, não. Isso seria uma síndrome, uma doença. Não é só isso, segundo a mesma promotora: “policial que procura o perigo, não pode alegar legítima defesa” (essa asneira me lembra de uma outra jurista que falou que o policial “só podia reagir depois que tivesse sido atingido”. Alguém já viu morto reagir?)

Qual o recado da justiça para os policiais com essa condenação, se não o recado para se omitirem? O que você faria em uma situação dessas sendo policial? “Deixa ir embora” ou “deixa pra lá, se matar uma família, matou”. Essa é a polícia que a sociedade quer? Lembrando que a omissão policial causa a barbárie e a quebra da segurança social.

A cada dia é maior o número de policiais amordaçados contra o crime, deixando a população vulnerável. Chegamos no fundo do poço. O PRF Ricardo Su Moon, que é formado em engenheria mecânica, com mestrado na mesma área e pai de 1 filha, recorrerá aos tribunais superiores, mas sem muita esperança na justiça.

Que o povo brasileiro faça seu julgamento e ajude sua polícia.

Principalmente nós que nos intitulamos progressistas.

* Pastor e diretor parlamentar do Sindicato dos Policiais Rodoviario Federais de Santa Catarina.

Matéria sobre o caso publicado no jornal Correio do Estado:
https://www.correiodoestado.com.br/cidades/justica-nega-absolvacao-por-legitima-defesa-de-prf-que-matou/325465/

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48 comentários

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Valdeci Souza

04 de junho de 2019 às 09h57

O Capitão do Mato, tem que saber quando a violência , está liberada. Contra os escravos, negros e quilombolas , pode tudo. Contra o sinhozinho e a sinhá moça , não .

Responder

Zé Maconha

04 de junho de 2019 às 01h20

Se fosse seu filho , Miramar , você jamais diria o mesmo.
E julgamento justo ele teve.
Ao contrário do Lula , Moon não liderava as pesquisas para presidente.

Responder

    Miramar

    04 de junho de 2019 às 01h26

    Bom, aí caímos no terreno da subjetividade. Nem quero pensar no que deve ser perder um filho.
    Assim como não quero que meu filho seja injustamente preso. Quero inclusive procurar a opinião de um jurista preogressita e crítico do primitivismo penal sobre esse caso.
    Mas só o fato de caber recurso já diz muita coisa.

    Responder

Miramar

04 de junho de 2019 às 00h15

Zé Maconha
Em razão do número grande de comentários vou te responder aqui.
Você me pergunta sobre a cegueira que eu tenho por, segundo você, ser devoto do Miguel. Parece que você reinou seus argumentos. Antigamente você dizia que eu e o Miguel éramos a mesma pessoa. Vou te contar uma coisa. Até um ano atrás eu nunca tinha feito um comentário em algum site na Internet. Muito menos em alguma rede social, pois não tenho conta em nenhuma. Sou meio ermitão como você pode ver.
Só a polarização e a radicalização pra levar um desinternetado como eu a enfrentar essa máquina e cometer o crime de dizer minhas opiniões. E o único site em que fiz e faço isso é esse O Cafezinho. É o único site que lei, além do The Intercept Brasil e El Pais. De resto, só leio coisas em papel.
Mas por qual razão comento no Cafezinho? Muito simples. Porque é um site pelo qual eu tenho afinidade ideológica. Nem sempre concordei com tudo o que li, Mas sempre admirei o tom respeitoso em que as coisas foram ditas, além da tolerância (e paciência) do editor.
Acho que a única coisa que falta é uma rígida política de triagem da publicação dos comentários. Ou mesmo o fechamento deles. Por outro lado, acho que isso não existir é uma das razões da existência do site. Até por isso vejo como minha obrigação ajudar a espantar as hienas que aparecem aqui.
Dito tudo isso, me pergunto se você leu o mesmo texto que eu. Infelizmente, você confirmou que a esquerda brasileira nada aprendeu com o ativismo jurídico que ajudou a fomentar. Vocês acham, muito justamente para mim, que um juiz não deve usar seu cargo para perseguir petistas por diferença ideológica. Concordo com vocês. Mas só até aí. Defendo essa coisa besta e burguesa de presunção da inocência e direito a um julgamento justo para rigorosamente todos.
Você nem tentou disfarçar seu ódio a policiais simplesmente por se em policiais. Para você a polícia possui uma fama assassina (que só existe na cabeça dos radicais de esquerda) que justifica que um homem bêbado atropelo um homem inocente. Quer dizerem inocente para mim. Para você um simples policial é culpado previamente, apenas por ser policial.
Estou negando a violência policial? Em absoluto. Crimes acontecem todos os dias, cometidos por homens fardados ou não. Por isso defendo a desmilitarizacão da Polícia (o que não implica em tirar a arma do policial), mas entendo, conforme explica o professor Luiz Eduardo Soares, que dá pra fazer muita coisa antes da desmilitarização. Humanizar os treinamentos, instituir a carreira única, promover o direito a sindicalização. Inclusive nada disso foi feito pelo partido que ficou treze anos no poder, e hoje se arroga o direito de ser o paladino da esquerda. Ou seja, não aprenderam nada, mas contrariando o ditado, esqueceram tudo.Bom saber que a propalada inclusão recente não abrange os policiais.
Recentemente inclusive, um policial do movimento dos policiais antifascismo deu uma ótima entrevista a revista Época (seria bom se o Miguel disponibilizasse essa entrevista) em que declarou representar uma classe abandonada. A direita os trata como jagunços e a esquerda como monstros. E não são nenhuma das duas coisas. São trabalhadores.
Sobre a presunção de inocência e direito à defesa do policial Moon, tenho a palavra do policial e pastor Alexandre Gonçalves, uma figura conhecida dos progressistas. Trata-se, para você ter uma ideia, de um dos pouquíssimos pastores que votou em Lula no segundo turno em 1989, em um tempo que o Lula era visto como o diabo no meio evangélico. Tornou-se policial simplesmente por não encarar sua tarefa religiosa como meio de vida. Se ele como pastor, policial e sindicalista atesta a inocência e a lisura do policial Moon , me sinto no dever de acreditar. E de torcer para que ele tenha um julgamento justo, assim como torço para Lula, figura histórica pela qual não tenho nenhum apreço.
Sinceridade? Eu acredito que seu ódio a policiais vêm do fato de você encara-los como um obstáculo ao seu hábito de se drogar. Só que ninguém está nem aí pra isso. E é um medo puramente psicológico, pois duvido que você já tenha sofrido violência policial uma única vez na sua vida. O que não te impede de rir de um trabalhador que exerceu a sua obrigação de impedir um homem bêbado de atentar com a vida de inocentes, pagando com sua inocência por isso.

Responder

    Zé Maconha

    04 de junho de 2019 às 00h37

    É questão é que não há prova nenhuma que ele tentou atropelar nimguém.
    Se você me mostrar essa prova eu retiro o que eu disse.
    E você está enganado em muitas coisas , realmente nunca sofri violência policial , pois sou branco , de classe média alta , também não me atrapalham em nada quando quero me drogar faço isso em casa e a culpa da proibição é dos legisladores , não da polícia.
    Mas tenho empatia pelos milhares de pobres presos e torturados por usar qualquer droga que seja.
    Agora meu ódio contra a polícia não vem daí , o que me deixa puto são as crianças mortas.
    Poderia te mandar uns trinta links de notícias de crianças mortas pela polícia nos últimos cinco anos.
    Não nego meu ódio mas é um ódio altruísta , perdi um filho natimorto uma vez e imagino a dor de alguém que tenha o filho morto por quem deveria protege-lo..

    Responder

      Miramar

      04 de junho de 2019 às 01h07

      Em primeiro lugar, minha solidariedade por sua dor.Não sabia do acontecido com seu filho.

      Quanto a questão da prova, as palavras In dúbio pro reo , não significam nada para você?
      Pelo que ficou claro no texto, a tentativa de atropelamento foi aceita pelo próprio despacho da juíza que lavrou a sentença. Obviamente, não tenho prova material para te mostrar. Mas como explicar as chamadas telefônicas registradas no 190? E o depoimento das testemunhas?
      Perceba que quando disse que acredito na inocência desse homem, declarei que acredito pela confiança que tenho no pastor Alexandre Gonçalves. Mas acima de tudo, o que quero é um julgamento justo. Dado o clima de ódio, parece que isso é muito difícil de acontecer. (Você não imagina o quanto eu disse isso nos dias que antecederam o julgamento do Lula.)
      Tenho sim solidariedade pelas péssimas condições das cadeias brasileiras. Acho até que existe uma terrível correlação entre isso e os treinamentos humilhantes nos quartéis. Não por acaso, presos e praças no Brasil quase sempre tem a mesma cor de pele. São talvez a parte mais abandonada pelo Estado.
      Rapaz, nesse ponto eu sou experiente. Tive um amigo que vendia droga na biqueira, se borrava de medo de morrer, prestou concurso e virou polícia. Conheci outro que sonhava com a Polícia, prestou concurso, não passou, ficou desempregado e virou bandido. Vida que segue…

      Responder

        Miramar

        04 de junho de 2019 às 01h21

        Não precisa mandar os links não. Provavelmente eu já li todos. E concordo com você nesse ponto. Por isso mesmo defendo que os progressistas brasileiros entrem de cabeça no tema segurança pública.

        Responder

      Alexandre Gonçalves

      04 de junho de 2019 às 10h04

      Há provas robustas da tentativa de atropelamento do Moo. Houve perícia e reconstituição e o inquérito deixou isso claro e isto nunca foi posto em dúvida pelo MP. A duvida (que virou sentença) foi se houve excesso na legitima defesa e se foi ação policial ou briga de trânsito. A tese de briga de trânsito é risivel pois o policial estava falando com a PM e pedindo auxilio, o que é inexplicavel em situação de briga de trânsito. O sistema sindical da PRF continuará auxiliando o PRF Moon por nao ter nenhuma duvida de sua inocência e por saber que, com essa condenacao, a justica quer dar um recado: prendam e atuem somente contra pretos e pobres. Nao se metam com os ricos. Esse é o recado dessa sentenca que será revertida se Deus qiiser.

      Responder

        Miramar

        04 de junho de 2019 às 12h41

        Pastor Alexandre, receba minha solidariedade.
        Lamento minha ignorância quanto aos acontecimentos.
        Torço sinceramente para que essa injustiça seja reparada. E que nenhum ser humano seja injustamente punido apenas “para dar exemplo.”

        Responder

Arsen

03 de junho de 2019 às 23h44

Todo policial sabe que ” Não se faz Polícia ou policiamento, sozinho”..deveria seguir a Hilux enquanto ligava pro 190.

Responder

Cláudio

03 de junho de 2019 às 22h48

Policial arrumou advogado ruim pra porra. igual advogado do Bruno.

Responder

Henrique

03 de junho de 2019 às 20h59

Esse policial é meio bobo. Se julgasse que sofreria , de verdade, um atentado , fugiria. Se os sujeitos fossem vagabundos, o PFR nem chegaria a sair completamente do carro; levaria chumbo. Sabia que os caras não eram bandidos. Deu mole. Atirar , só em bandido ou se um cidadão de bem lhe tentar meter a porrada.Sozinho, não se aborda veículos ou pessoas acompanhadas. Não é a primeira vez que isso acontece e o policial se dá mal. Tenha que ter deixado os caras irem embora. Pagou pra ver e se deu mal .

Responder

    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 21h19

    Disse tudo Henrique , concordo com você.
    Toma Miguel!!!

    Responder

    Lari

    03 de junho de 2019 às 22h12

    Sim, concordo.
    Ele deveria ter deixado pra lá e ter se mantido livre.
    Deveria deixar o cara seguir com sua arma sobre rodas para atropelar “o teu filho” atravessando na faixa a caminho da escola. Seu bobo.

    Responder

      Henrique

      03 de junho de 2019 às 23h01

      Otário, nenhum policial que tenha mais de dois neurônios aborda , sozinho, um veículo com três indivíduos à bordo. Se ele quisesse fazer algo, poderia, dissimuladamente, seguir o veículo, fazendo , , pelo celular, contato com a PM, informando a localização a todo momento. O PRF talvez tenha evitado um atropelamento , mas pagou com a perda do cargo e com 23 anos de cadeia. Havia outras formas de parar o veículo com menos risco; abordar o veículo sozinho foi a mais bisonha delas !

      Responder

Zé Maconha

03 de junho de 2019 às 20h36

E olha aí , até o Paulo , bolsonarista declarado , teve uma postura mais ponderada que o Miguel que publicou essa coisa horrorosa que vimos acima.
Miguel já está a direita de alguns bolsonaristas.
Abriu espaço para a defesa cega de um assassino.
23 anos é pouco pra esse covarde , matou porque gosta de matar.

Responder

    Paulo

    03 de junho de 2019 às 20h55

    Onde eu me declarei bolsonarista?

    Responder

      Zé Maconha

      03 de junho de 2019 às 20h59

      Por tudo que você diz , presumo que votou em Bolsonaro.
      Não sei , está cada vez mais difícil diferenciar eleitores de Ciro e de Bolsonaro.

      Responder

        J Fernando

        03 de junho de 2019 às 21h45

        Estou rindo muito.
        Seu comentário dá uma boa matéria neste site…

        Responder

        Paulo

        03 de junho de 2019 às 21h58

        Voto nulo há mais de 20 anos, tanto para o Executivo quanto para o Legislativo, de cabo a rabo (de tal forma, que nem me lembro mais qual foi o último picareta que sufraguei). Sou crítico ferrenho do voto obrigatório, por sinal. Foi uma decisão pessoal minha, e uma opção que a democracia me dá. Isso, claro, não me impede de reconhecer méritos (e deméritos, muito mais frequentemente), aqui e ali…eu não tenho ídolos, nem na vida, nem na política, muito menos, embora admire, como disse, algumas pessoas e atitudes, mas não me lembro de admirar uma pessoa integralmente, nunca (tirando meu pai)…tenho uma visão idealista do mundo, possivelmente, irrealizável.

        Responder

Paulo

03 de junho de 2019 às 19h50

Não tenho condições de opinar com conhecimento amplo de causa. Não sei até onde as versões – de ambos os lados – foram ou não comprovadas, não sei, sequer, se o policial seguiu à risca o procedimento protocolar, para casos como o ocorrido. Agora, 23 anos me parece um exagero, se assassinos venais são condenados a penas menores (certo que deve ter respondido por homicídio e duas tentativas, mas, ainda assim, dadas as circunstância descritas, o caso não pode ser tratado como um homicídio padrão, ou agravado por motivo torpe ou utilização de meio cruel, por exemplo). Acho que ele tem chances de reverter isso em apelação, pelo menos reduzir drasticamente a pena…e o comportamento da promotora é lamentável, em qualquer caso, comparando eventos incomparáveis. Há sim, “policiofobia” envolvida…

Responder

    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 20h28

    Hahaha nessa hora o punitivismo da direita some.
    Nos EUA ele pegaria prisão perpétua.
    Matou por motivo fútil.
    Agora um jovem pobre pegar dez anos por uma pequena quantidade de maconha pode né?
    Ele é um assassino venal horas , matou um homem desarmado porque achou ruim que bateu no carro dele.
    Defendo prisão perpétua para assassinos , isso sim diminuiria a violência.

    Responder

      Paulo

      03 de junho de 2019 às 20h53

      Onde você leu que teriam batido no carro do policial? Por outro lado, se tentaram atropelá-lo (como disse, desconheço as provas, o que temos aí no texto é uma versão), eu acho razoável sua reação, embora evitável, se ele já estava fora de perigo…

      Responder

        Zé Maconha

        03 de junho de 2019 às 21h10

        Verdade , o texto diz que quase bateu em seu carro , pior ainda.
        Se esse historinha fosse verdade eu defenderia o policial mas claro que não é.
        Nimguém tentaria atropelar um policial armado , todos sabem da fama assassina da polícia.
        A verdade é que o cara foi fugir , por estar bêbado ao volante , e ele o executou covardemente.
        Deveria deixa-los fugir e avisar a PM para acha-lo e prende-lo.
        Não simplesmente tirar uma vida.
        Se ele tivesse provas do que diz teria sido absolvido certamente.

        Responder

Andrea

03 de junho de 2019 às 19h31

Que sirva de exemplo e alerta..para assassinos que usam a lei para se acobertar..cana pesada esse sujeito tomou..

Responder

Miramar

03 de junho de 2019 às 17h23

Que os tribunais superiores revertam esse triste equívoco.

Responder

    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 17h30

    Sua devoção ao Miguel está te deixando cego.
    Ele matou um homem desarmado porque bateu no carro dele.
    Você aceita a versão de um lado como verdade absoluta?
    O sujeito fugiu?
    Ele que chamasse reforço para prende-lo.
    Ele não é um deus pra tirar uma vida assim.
    Que apodreça na cadeia!

    Responder

Zé Maconha

03 de junho de 2019 às 16h32

Até que me bloqueiem de vez , vou perguntar todos os dias.
Vão publicar a versão da família da vítima?
E vou repetir.
O Moon tá preso babaca!!

Responder

    Miramar

    03 de junho de 2019 às 16h45

    Rapaz, até pensei em te responder, mas você respondeu a si próprio.

    Responder

    Alan C

    03 de junho de 2019 às 21h13

    Não percam a próxima novela mexicana no SBT:

    “Até que me bloqueiem de vez”

    Responder

ALBERTISA

03 de junho de 2019 às 16h29

Que barbaridade.
Todos os indícios mostram que Moon agiu corretamente.
Muito triste ver uma pessoa de bem ser condenado. E as pessoas influentes serem livres pela justiça. Que justiça é essa? Moon, tenha Fé em Deus. Deus te abençoe e muita força pra resistir tanta injustiça e sofrimento. Leia o livro de Jó.

Responder

    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 16h36

    Que indícios?
    O depoimento de um amigo não é indício.
    Ele matou uma pessoa desarmada numa briga de trânsito.
    Você ouviu o outro lado da história?
    Aliás nem tem o que dizer , foi um assassinato brutal por motivo fútil..

    Responder

Alexandre Neres

03 de junho de 2019 às 16h17

Enquanto Luís Eduardo Soares lança o livro Desmilitarizar, aqui neste blogue “progressista” nesta altura do campeonato me aparece um artigo falando em “policiofobia”, louvando a polícia mais assassina do mundo. Nada mais inoportuno. Haja desfaçatez! Não por acaso uma horda de haters, minions, bots e trolls pulula por essas plagas. Desse jeito, daqui a pouco vão vibrar com os métodos do Capitão Nascimento ao lidar com bandidos em Tropa de Elite. Ora ora, o que que tem uma torturazinha, pô? Não são bandidos?

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    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 16h22

    Miguel desrespeitou a família da vítima e a sua própria.
    Esse assassino covarde matou um homem desarmado por causa de uma briga de trânsito.
    A que ponto um homem pode cair , trair sua história e sua família dessa forma.

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Miramar

03 de junho de 2019 às 16h13

O pastor (e policial) Alexandre Gonçalves é conhecido de todos os democratas e humanistas.
Policiais são trabalhadores e como tal devem ser tratados.
Incrível como alguns não desejam para os outros a presunção de inocência e o julgamento justo que desejam para os seus.
Pudera! A esquerda radical é descendente de Robespierre. Todos sabem como agia e como acabou.
Aliás, uma das consequências boas daquele merecido esculacho que a bobona da Maria do Rosário levou do nosso Ciro foi chamar a atenção para esse necessário grupo dos policiais Antifascismo. Tomara que cresça muito!
Mais uma vez, minha solidariedade.

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    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 16h18

    Solidariedade ao assassino e pre vítima nada?

    Responder

jaciara siqueira coelho

03 de junho de 2019 às 16h00

fumando maconha estragada, esse zé. É um mané esse moço. :Deve ser da turma do bolsonaro, não é possível comentário tão medíocre. Deve ter estudado na mesma sala do Eduardo bolsonaro. Só falam bobagem.

Responder

    Zé Maconha

    03 de junho de 2019 às 16h09

    Dá turma do Bolsonaro é o Miguel que publicou essa coisa horrorosa.
    Uma ode a violência policial e um desrrespeito a família de um inocente morto de forma covarde.

    Responder

    Henrique

    03 de junho de 2019 às 20h50

    Acho mais plausível ele ter sido da sala do analfabeto Lula ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

Carlos

03 de junho de 2019 às 15h35

Pastor??? Então fico com um pé atrás.

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Zé Maconha

03 de junho de 2019 às 14h49

Miguel acabou de provar que eu estou certo.
Virou defensor de policial assassino.
Só alguém muito ingênuo para acreditar nessa história , um sujeito armado mata um desarmado e isso era legítima defesa?
Você passou dos limites.
Espero que esse assassino covarde apodreça na cadeia , sei bem como a polícia age , que provas esse suposto progressista tem da sua historinha de faz de conta?
Agora vocês tem alguma dúvida de que Miguel é servo do fascismo?
Estou fumando um baseado em comemoração a condenação desse assassino covarde!!
Sabemos que infelizmente se matasse um pobre nunca seria condenado mas não é porque alguém é de classe média, ou rico , que a polícia pode matar.
Achei que sua adesão ao fascismo seria mais gradual Miguel , escancarou logo de cara.
Então o “coitado” foi forçado a matar um cidadão desarmado , tadinho dele.
Miguel você é pior que Bolsonaro , pelo menos ele assume quem é.
Torço de coração pra que a polícia mate alguém da sua família , seu fascista!!!!!

Responder

    Miguel do Rosário

    03 de junho de 2019 às 15h04

    “Torço de coração pra que a polícia mate alguém da sua família , seu fascista!!!!!”

    Você é muito doente, Zé.

    Alguém da minha família já foi covardemente assassinado e torturado por um policial. Mas eu não confundo as coisas.

    http://oleododiabo.blogspot.com/2012/03/os-netos-da-ditadura-choram-seus-mortos.html

    Responder

      Zé Maconha

      03 de junho de 2019 às 15h40

      Isso só torna maior a sua traição.
      Você traiu seu familiar também.
      Só pergunto uma coisa.
      Você vai publicar a versão da família da vítima?
      Garanto que seu familiar me daria razão contra você agora.

      Responder

        Miguel do Rosário

        03 de junho de 2019 às 17h52

        Sim, publicamos a versão da vítima. E depois a tréplica do policial. Zé, vê se se acalma.

        Responder

          Zé Maconha

          03 de junho de 2019 às 18h35

          Tá vendo , zomba de quem te pede pra seguir os preceitos do bom jornalismo.
          Sou muito calmo.
          Nunca atirei em nimguém por bater no meu carro.

          Marcio

          03 de junho de 2019 às 19h03

          Eu duvido seriamente que seja sò maconha…

          Zé Maconha

          03 de junho de 2019 às 19h34

          Sim Marcio , uso lsd , haxixe , as vezes cola de sapateiro.
          Já fumei crack , cheirei cocaína.
          Mas nunca matei nimguém e nem defendi assassino.

          Marcio

          03 de junho de 2019 às 19h59

          Tà explicado.


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