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Caged: criação de vagas vem abaixo do esperado

Por Redação

27 de junho de 2019 : 18h45

Se o desemprego atinge hoje 13 milhões de pessoas, a criação de 32 mil vagas é positivamente ridícula. Então, dêem um desconto no tom ufanista do texto do governo.

Nos bons tempos de Lula, por exemplo, havia meses em que se criavam mais de 200 mil postos de trabalho, segundo o  mesmo Caged.

No Rio de Janeiro houve saldo negativo em maio na geração de vagas.

Além disso, é sempre importante lembrar que o Caged é um registro muito problemático.

A informação confiável e completa sobre o mercado de trabalho é o IBGE, onde se registra um desemprego galopante no país. Leia aqui nossa matéria com base nos números do IBGE.

No Ministério da Economia

Brasil abre 32.140 novas vagas de emprego em maio

Este é o terceiro ano seguido em que o mês apresenta saldo positivo. Com o resultado, o país acumula mais de 351 mil novos empregos no ano

Publicado: Quinta, 27 de Junho de 2019, 15h05
Última atualização em Quinta, 27 de Junho de 2019, 16h35

O Brasil registrou a abertura de 32.140 novas vagas de trabalho com carteira assinada em maio, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (27) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, em Brasília.

O saldo positivo de maio foi resultado de 1.347.304 admissões e 1.315.164 desligamentos. No ano, foram criados 351.063 novos empregos (+0,91%), elevando para 38,761 milhões o estoque de empregos formais no país – o maior estoque desde maio de 2016, quando o Caged registrou 38,783 milhões de empregados com carteira assinada. Já no acumulado de 12 meses, o saldo positivo chega a 474.299 novos postos de trabalho, equivalente a um crescimento de 1,24%.

Setores

O crescimento do emprego em maio foi impulsionado pelo setor da Agropecuária, que registrou a abertura de 37.373 novos postos, um crescimento de 2,39% sobre o mês anterior. Os cultivos de café (+25.369 postos) e de laranja (+7.718) foram os destaques do setor, junto com as atividades de apoio à agricultura (+6.729 postos) e criação de bovinos (+1.683).

O segundo maior saldo de maio foi do setor de Construção Civil, com abertura de 8.459 novos postos de trabalho. Em seguida, aparecem os setores de Serviços, com saldo de 2.533 novas vagas, Administração Pública (+1.004 postos) e Extrativa Mineral (+627). Houve recuo no mês em três setores: Comércio (-11.305 postos), Indústria da Transformação (-6.136) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-415).

Emprego regional

Quatro das cinco regiões tiveram saldo positivo em maio, com destaque para o Sudeste, que criou 29.498 postos formais. Depois, vêm as regiões Centro-Oeste (+6.148 vagas), Norte (+4.110) e Nordeste (+3.319). Apenas a região Sul teve redução no emprego formal (-10.935 postos).

O Caged registrou crescimento do emprego em 19 Unidades da Federação. Os maiores saldos foram de Minas Gerais, com abertura de 18.380 novas vagas; Espírito Santo, que abriu 9.384 postos; e São Paulo, com 6.023 novos empregos.

Entre os estados com redução no emprego, os três maiores recuos ocorreram no Rio Grande do Sul, com o fechamento de 11.207 postos, no Rio de Janeiro (-4.289 postos) e no Ceará (-1.428).

Modernização Trabalhista

A modalidade de trabalho intermitente respondeu pela abertura de 7.559 empregos em maio, envolvendo 2.828 estabelecimentos e 1.991 empresas contratantes. Ao todo, 88 empregados celebraram mais de um contrato nessa condição. Esse foi o maior saldo desde novembro de 2018, quando foram abertas 7.793 novas vagas de trabalho intermitente.

Já no regime de tempo parcial, o Caged apontou um saldo positivo de 1.377 empregos em maio, resultado de 6.343 admissões e 4.966 desligamentos, que envolveram 3.801 estabelecimentos e 3.196 empresas contratantes.

Os desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado somaram 19.080 ocorrências no mês, relacionadas a 14.183 estabelecimentos e 12.913 empresas. Um total de 30 empregados realizou mais de um desligamento nessa modalidade.

Ministério da Economia

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1 comentário

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Paulo

27 de junho de 2019 às 19h15

O CAGED é mais confiável que o IBGE, nesse particular, pois não se baseia em estimativas, projetadas a partir de coleta de dados de entrevistas, mas em declarações do próprio empregador, pessoa pública ou privada…

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