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CNMP blinda Dallagnol e procuradores contra denúncias da Vaza Jato

Por Redação

27 de junho de 2019 : 22h39

O corporativismo do sistema reage blindando seus próprios membros e se recusando a fazer qualquer autocorreção.

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CNMP decide que não há ilegalidades em mensagens entre Deltan e Moro

Publicado em 27/06/2019 – 21:56

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil Brasília

O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel Moreira, decidiu hoje (27) arquivar pedido de abertura de reclamação disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. O procedimento chegou ao conselho após a divulgação de supostas conversas entre Dallagnol e o então juiz Sergio Moro, divulgadas pelo site The Intercept.

Ao analisar o caso, o corregedor entendeu que, mesmo diante de dúvidas sobre a veracidade das conversas, não houve nenhuma conduta ilegal de Deltan no caso. Além disso, Orlando Rochadel disse que as mensagens são ilegais e foram obtidas “à revelia de qualquer autorização judicial e com infração do direito à intimidade dos interlocutores”.

“Contatos com as partes de processos e procedimentos, advogados e magistrados, afiguram-se essenciais para a melhor prestação de serviços à sociedade. Igualmente, pressupõe-se para os membros do Ministério Público a mesma diligência da honrosa classe dos advogados que vão despachar processos e conversam, diariamente, com magistrados. Em resumo, ainda que as mensagens em tela fossem verdadeiras e houvessem sido captadas de forma lícita, não se verificaria nenhum ilícito funcional”, decidiu o corregedor.

O pedido de abertura da reclamação disciplinar foi feito pelos conselheiros Luiz Fernando Bandeira de Mello, Gustavo Rocha, Erick Venâncio Lima do Nascimento e Leonardo Accioly da Silva, integrantes das cadeiras da OAB, do Senado e da Câmara dos Depurados no CNMP, além de uma petição protocolada pelo Psol.

Desde a publicação das supostas mensagens, o ministro Sergio Moro afirma que não reconhece a autenticidade dos diálogos e diz que as mensagens podem ter sido “editadas e manipuladas” por meio de ataques de hackers.

Edição: Liliane Farias

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6 comentários

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Leo

28 de junho de 2019 às 07h56

O CNMP está cego, só pode. Porque para dizer que as conversas não revelam nenhuma irregularidade, tem que ser muito cara de pau. Deveriam era criar alguma forma de diminuir o poder do Ministério Público, retirando os atuais membros do CNMP, por exemplo. Porque ali o corporativismo já tomou conta por completo.

Por mais corruptos que sejam, esses Procuradores poderiam pelo menos tentar ser mais independentes e autônomos, ao invés de aceitar se tornar um pau mandado de um juiz farsesco como o Moro.

Se divulgar informações sigilosas de todo tipo para a imprensa, condenar réus sem provas, manipular o andamento do processo, grampear advogados… Se isso não é considerado ilegal, o que seria ilegal, então?

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degas

28 de junho de 2019 às 00h10

Como a gente sempre disse:
1 – As mensagens não contêm nada de irregular.
2 – Se aparecer alguma que contenha será preciso provar que ela não foi adulterada.

A tentativa petista foi ampla, devem ter gastado bastante para roubar os dados, acionaram o tal Glenn e seus demais braços na imprensa, tentaram fazer um escarcéu, combinaram para coincidir com o julgamento da suspeição do Moro… mas sempre faltaram as duas coisas acima. Qualquer pessoa honesta percebe isso.

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    mario

    28 de junho de 2019 às 13h43

    Degas, você não deveria usar o nome do grande Degas para publicar suas babaquices.
    Você é honesto? ha ha ha

    Responder

Brasileiro da Silva

27 de junho de 2019 às 23h17

Copiando manchete do 247? Não blindou. Analisou e verificou que não existem irregularidades….

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chichano goncalvez

27 de junho de 2019 às 22h44

Infelizmente, nossos juizes, com dois ou tres que são exeções o resto não valem metade do salario que recebem, pois só fazem acobertar bandidos de toga, assassinos, traficantes, estamos no meio de juizes que só fazem INJUSTIÇA. Pobre Brazil.

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    Flávio

    27 de junho de 2019 às 23h36

    Por que você não faz concurso para juiz, caro militonto ? Falta-lhe capacidade? Ah tá ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

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