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No Twitter da deputada

Dois textos sobre Tábata: contra e a favor sua permanência no PDT

Por Redação

15 de julho de 2019 : 14h33

De maneira a contribuir para o debate, reproduzo abaixo dois textos publicados no Portal Disparada: um deles contra a permanência da deputada no PDT; outro, em defesa da deputada, e em favor de sua permanência na legenda.

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Contra Tábata Amaral:

É partido, não inteiro, deputada

Por Gustavo Castañon

Tabata continua desrespeitando o PDT com suas intervenções que simplesmente nos negam o direito de ter uma posição e interpretação da realidade distinta da dela. Como se tivessemos sido irresponsáveis e não tivéssemos reconhecido a necessidade de reforma ou negociado com Maia e o Congresso.

Ela nos nega o direito de considerar o resultado final dessa negociação, essa proposta, absolutamente inaceitável, e se revelou inflexivelmente aderida a reforma de Guedes, a ponto de ser a única da bancada do PDT a votar contra o abono àqueles que ganham de um a três salários mínimos, o que não pode ser justificado em nome de qualquer resquício de compromisso social.

O PDT é um partido no qual acreditamos, e que mantemos vivo com nada além de sacrifício pessoal, sem dinheiro de milionários ou grandes empresas.

Agora, sem ter a coragem de nominá-lo, a deputada insinua que esse partido, no qual ela entrou há pouco mais de um ano, aquele que há um mês ela exaltava em discursos inflamados, lar de brasileiros como Darcy Ribeiro e Anisio Teixeira aos quais ela dizia querer se igualar um dia, não representa mais a sociedade, só uma parcela dela.

Mas é claro que sim, deputada! Você só percebeu agora?

Só percebeu agora que o nome é “partido” e não “inteiro”?

Nenhum partido representa o conjunto da sociedade, porque nenhuma sociedade em seu conjunto tem o mesmo projeto para ela.

A ilusão de que um partido possa representar o conjunto da sociedade é a mais extrema forma de autoritarismo, que está insinuada pelo seu texto.

Nós representamos os trabalhadores, os excluídos, os produtores e aqueles que querem que o Brasil não seja uma colônia dos EUA, da China ou de qualquer outra nação.

Não representamos definitivamente os especuladores, os banqueiros, as corporações, os neoliberais e os entreguistas.

Essa é a sua visão do futuro da política? Um agrupamento de movimentos que obedecem a milionários e considera partidos que tentam se manter coerentes a seus valores e princípios obsoletos?

Não há nenhuma ousadia em defender interesses dos poderosos, deputada. Ousadia é se manter fiel a seus princípios mesmo diante do poder mais esmagador.

Você não pode tentar pintar como obsoleta nossa coerência e nossos princípios. Você acabou de se filiar a esse partido.

É vice-presidente do partido em São Paulo, membro do conselho político, pré-candidata a prefeita, e reclama de falta de democracia interna?

Venha defender suas visões no partido deputada, mobilize militantes para as convenções regionais, venha sentir como os militantes de São Paulo que lhe elegeram estão devastados com sua postura, voto e conduta dos últimos dias.

Aqui no PDT nós não estamos presos a “amarras ideológicas”, mas a ideais, princípios e compromissos com aqueles que prometemos representar.

Pare de nos desrespeitar.

Nenhum dirigente de nosso partido a ofendeu ou desrespeitou em nenhum momento. Não é porque você tem 25 anos que não temos direito a cobrar de você coerência com os ideais do partido.

Se você quer que seu comportamento seja reconhecido como orientado por ideais e princípios, mesmo que diferentes dos nossos, reconheça nosso direito a defender tudo aquilo que prometemos ao povo brasileiro defender.

Talvez você faça de fato parte de um processo de renovação da política brasileira, que você traça com esse texto padrão do discurso do “Acredito” e de outras incubadoras financiadas por milionários, no nono país mais desigual do mundo e que cobra menos impostos de ricos.

No entanto, nem tudo o que é novo é necessariamente melhor deputada. Desde Collor temos visto as promessas de “nova política” se sucedendo umas piores que as outras até chegar ao pináculo da maldade e do atraso que é o Governo Bolsonaro.

A mistura de políticos criados sem respeito aos partidos e sem compromisso ideológico, financiados por milionários para defender pautas neoliberais e massacre de direitos em nome do bem e do futuro não parece ser nada melhor do que o governo que temos hoje.

Publicado originalmente no Portal Disparada

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Em defesa de Tábata Amaral:

O voto de Tabata Amaral e as contradições da esquerda

A Tabata Amaral unificou a esquerda. Fez o que Lula, Ciro Gomes, Prestes, Vargas, e tantos outros ao longo da história sempre sonharam, mas jamais conseguiram fazer. A ironia, porém, é que o elemento de unificação, no caso, não foi a união em torno de sua pessoa como liderança ou algo do tipo, mas sim no sentimento de ódio e linchamento público de sua figura.

Ela tomou a decisão polêmica de ir à contramão da orientação partidária, votando a favor do texto base da reforma da previdência, mas nunca na história da esquerda brasileira uma posição “equivocada”, contraditória ao senso comum do campo progressista, gerou uma reação tão inflamada como esse episódio. Ao ponto de levar militantes do PSOL, PCB, PSTU, PCO, PT, PCdoB, e PDT a fazerem verdadeiros “corredores poloneses virtuais”, crucificando-a ininterruptamente por mais de 72h em redes sociais.

Ao contrário do céu de brigadeiro da esquerda unida, que sempre lutou pelos mais pobres e nunca cometeu erros, esses fariseus se esquecem que a história da esquerda está cheia de contradições e equívocos. Dilma, em seu segundo mandato, promoveu um estelionato eleitoral nomeando Joaquim Levy ministro da fazenda, entre outras aberrações. O PDT durante anos aturou o Paulinho da força aparelhando o partido em São Paulo, e ainda hoje tolera vereadores e prefeitos sem vínculo ideológico da esquerda. Getúlio Vargas, durante certo período do Estado Novo, aturou e endossou a atuação dos fascistas integralistas, inclusive deportando Olga Benário Prestes, grávida, para os campos de extermínio de Hitler, e a lista continua…

Nunca, em nenhum desses episódios de gravidade e impacto maiores que o caso Tabata, os militantes do próprio partido se rebelaram em tamanha fúria coletiva pedindo a cabeça de dirigentes. Historicamente um balanço das ações é feito, ocorrem autocríticas, paixões são amenizadas, e a luta segue. Pois, o importante não são erros pontuais, mas a estratégia política de um todo, que deve levar ao desenvolvimento do Brasil e a luta contra as desigualdades.

Tabata Amaral sempre foi uma contradição benéfica ao PDT, contradição pois seu jeito de fazer política é próprio, diferente aos padrões da esquerda. Ela passou por um processo eleitoral vitorioso desenvolvendo uma estratégia de forma autônoma junto à sua equipe e, ao contrário das “fake news” generalizadas, ela não ganhou milhões do Huck, Lemann ou de grandes bancos, uma vez que a captação de recursos para sua campanha se deu batendo de porta em porta de cada possível doador. Por fim, ela foi uma das deputadas federais mais bem votadas do país sem grande apoio do partido.

Essa postura “independente” de sua eleição fez com que ela não escolhesse militantes do partido para a composição de seu gabinete, selecionando seus assessores via processo seletivo, onde do PDT apenas Malu Molina assumiu uma posição na assessoria, por passar por todas as fases do processo.

Assim como na composição do seu gabinete, Tabata pautou seu mandato sempre de forma extremamente técnica e pouco política, o que incomodava a muitos no PDT, que não expressavam suas posições de maneira aberta pelo bom momento da deputada, e por suas posições coerentes, em especial no papel de desmascarar o ex-ministro da educação Ricardo Vélez. Salvo alguns episódios pontuais, onde militantes extremados elaboraram “abaixo-assinados” para uma eventual expulsão da Tabata do PDT, o que fora rechaçado nacionalmente.

O bom momento do mandato levou Carlos Lupi a cogitar o nome dela como candidata do partido à Prefeitura de São Paulo. Os eventos do “Gabinete Itinerante”, ação muito relevante de contato com os eleitores, impulsionaram a consolidação do PDT em diversas cidades. Em especial no Grande ABC, onde essa atividade fora fundamental para estabelecimento de grupos orgânicos do partido em São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano, cidades a muito tempo sem expressão verdadeira de trabalhismo.

Cada “Gabinete Itinerante” mobiliza em média 300 pessoas, e discute temas de relevância para cada localidade, como a questão do financiamento da educação, da dependência química, da cultura como agente impulsionador da inclusão nas periferias, das contradições da indústria da moda (têxtil). Além de escancarar para a militância do partido a situação real do povo do estado de São Paulo, com o “Gabinete” indo às escolas, às universidades, e às comunidades, como a Vila Missionária, na periferia da Zona Sul, e chegando até mesmo às palafitas de Santos.

Tabata, em menos de seis meses de mandato, conseguiu se tornar um dos nomes mais importantes do PDT, prova maior disso é toda a força dos gritos de expulsão irem contra “a Tabata e os outros oito deputados”. Quem são esses outros oito?! Poucos sabem de cor os seus nomes, que ficam ofuscados pela tamanha projeção que o nome de Tabata conquistou.

Seu voto, no caso da previdência, se deu por ter conseguido após muito esforço ter “suavizado a reforma” via emendas, garantindo por exemplo o fim da capitalização sem contribuição patronal e a manutenção da aposentadoria especial para mulheres. Ela não queria perder o trabalho de sua articulação e votou pelo “sim”. Reitero, em minha opinião esse é um equívoco, um desgaste desnecessário com o partido uma vez que a questão estava fechada internamente.

A direção do partido, a meu ver, também se equivocou ao tencionar a questão, visto que era sabido de antemão a decisão de “Tabata, e os outros oito deputados”. Pragmaticamente, faria mais sentido não dar destaque a questão, deixando a votação acontecer, e àqueles que votassem “Sim”, enviar uma advertência, pois perder oito deputados federais, sendo um deles uma grande liderança jovem do partido, em uma conjuntura dominada pela extrema direita é praticamente um suicídio político. Seria uma contradição simples de aguentar para um PDT que em nome do pragmatismo já aturou ações e personalidades bem mais condenáveis no passado.

Vale lembrar que, no cenário de contradição política, o PDT decidiu de maneira bastante controversa apoiar estrategicamente Rodrigo Maia à presidência da Câmara no início do ano e, nessa mesma eleição, Tabata Amaral votou em Marcelo Freixo, candidato insuspeito de ser votado por uma “direitista infiltrada”, o que corrobora a visão de que o desvio na pauta da previdência fora pontual.

A paixão leva à cegueira e nos faz esquecer de encarar a realidade. Para Ciro Gomes ter a mínima chance em 2022 é necessária uma expansão do partido em São Paulo, sendo este o maior colégio eleitoral do país, onde temos apenas um deputado federal, a própria Tabata Amaral com impressionantes 264.450 votos. O segundo candidato pelo PDT a deputado federal mais votado em SP, saiu com uma diferença de 235.253 votos em relação a Tabata, o candidato a governador pelo estado teve sua candidatura indeferida pelo TRE por improbidade administrativa, na Alesp o PDT elegeu apenas um deputado e no senado o candidato mais bem sucedido ficou na 13ª posição, em linhas gerais, sem Tabata o PDT em São Paulo vinha sendo irrelevante.

Não há dúvida, Tabata Amaral é fundamental para a expansão do PDT em São Paulo, sua votação expressiva deve impulsionar as eleições municipais de 2020, criando base forte e palanques municipais para Ciro Gomes e outros candidatos majoritários. Sua expulsão do partido resultaria em uma perda incalculável para o PDT, que teria pouquíssimo espaço de tempo para criar uma base sólida no estado e novas lideranças relevantes, tarefa em que não obteve sucesso desde a era Brizola.

Infelizmente, esse cenário de sucessivos erros levaram a um dos episódios mais patéticos de hipocrisia e falta de visão da esquerda brasileira, em que militantes e líderes “históricos” do partido, na figura de reais encarnações de “Leonel Brizola”, tirando proveito das sinalizações precipitadas de expulsão vindas da Executiva Nacional, decidiram atacar a figura da deputada sem intervalos, espalhando boatos, criando piadas e memes de cunho pessoal e ofensivo, e clamando pela expulsão a todo custo.

Militantes esses que, em grande parte, até a semana anterior colocavam “selfies” com Tabata em suas redes sociais, não porque verdadeiramente a apoiassem, mas porque seu individualismo os obrigava a pegar um pouco da “boa imagem” da deputada. Tal hipocrisia absurda se volta contra Tabata, o bode expiatório do fracasso da “união da esquerda”, o elemento que faz todos virarem grandes “revolucionários”, que se preocupam em excomungar a deputada do partido, ao invés de canalizar essa energia para o trabalho político de religação com as bases, e de resistência a um dos governos mais reacionários da história brasileira.

O ápice do ridículo de todo esse episódio trágico, é a pitada final, os partidos de direita que aplaudem de pé o linchamento gratuito e têm seus dirigentes emitindo declarações públicas em redes sociais convidando a Tabata a ser “membro de honra dos seus partidos”. Atitude tomada por Roberto Freire do Cidadania (antigo PPS), Alexandre Frota do PSL e com destaque ao convite de João Dória do PSDB, que em seus convites irônicos, satirizam a situação e atacando dessa forma diretamente Ciro Gomes, minando sua reputação no campo de centro e centro-direita.

Por fim, rogo pelo bom senso da militância do PDT, que parem imediatamente com a hipocrisia, se é para colocar tanta força na expulsão da Tabata, que o façam todas as vezes que ocorrer uma contradição, o que já adianto não poderão fazer, pois as contradições são inevitáveis frutos da democracia, como sempre diz Ciro Gomes. Que saibam dar o peso correto às coisas, essa contradição da Tabata será resolvida pela direção do partido e pronto. Enquanto isso, Tabata Amaral continua no PDT, apoio sua permanência, quem quer vê-la fora do partido quer relegar o partido ao gueto do radicalismo.

Publicado originalmente no Portal Disparada.

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8 comentários

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NeoTupi

15 de julho de 2019 às 16h54

Reforma da previdência ainda tem votação em segundo turno na Câmara em Agosto e votação no senado. Acho que notícia sobre Tábata só seria novidade se ela votasse contra a reforma no segundo turno.
A luta política por justiça social não para nunca, é permanente. Na minha opinião a oposição deveria bater na tecla de levar a plebiscito os pontos da reforma. Vai perder no Congresso que não aceitará, mas coloca o governismo em xeque diante do povo.
Com esse Congresso de maioria do “centrão” (na verdade “direitão”), extrema direita junto com “centro-esquerda-neoliberal-made-in-Harvard”, pode-se perder, perdendo, se ficar só olhando o placar passado; ou perder, ganhando, se continuar denunciando o estrago na renda das famílias pobres e da classe média.
Penso que a pauta da esquerda deve continuar sendo denunciar esse estrago, para chegar a mais gente, em vez de ficar em intermináveis discussões sobre o voto de Tábata que, no fundo, é apenas mais 1 entre 513.
Seus parentes idosos, que acreditam estar com direito adquirido, já sabem que, na hora que o conjugue aposentado for dessa para melhor, vai receber como pensão só metade da aposentadoria?
O desempregado sabe que quanto mais gente não se aposenta, mais gente disputa vagas no mercado de trabalho?
O pequeno empresário sabe que a reforma traz queda na renda das famílias, logo queda no consumo das famílias, logo queda de vendas e crise nos negócios?
A classe média tradicional sabe que vai ter de pagar mais, trabalhar mais tempo para receber uma aposentadoria menor?
Sabe que o grande beneficiário, o mercado de previdência privada explorada pelos bancos, só fica com o bônus, sem ônus nenhum de cota de sacrifício, que todo trabalhador comum está submetido?
Sabe que o mercado financeiro não deu contrapartida nenhuma na forma de queda de juros e alongamento da dívida (e o governo Bozo não exigiu) em troca de melhorar o perfil contábil das contas públicas, reduzindo o risco da dívida?
O povão sabe que a reforma não é para todos? Que privilégios foram mantidos para militares, policiais e judiciário?

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Carlos Oliveira

15 de julho de 2019 às 16h05

Ciro está certo sobre a Tábata! Além disso, esse jeitinho de se mostrar bonitinha, equilibrada e propositiva é muito falso! Quem suporta isso? Eca!!!

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Francisco

15 de julho de 2019 às 15h48

E da-lhe Tabata e mais Tabata no Cafezinho, acreditando ser bom para o PDT e Ciro, pouco importando se lhes favoreça ou não o tema, apostando certamente no velho ditado, “fale mal, mas fale de mim”.

É do jogo, porém o artigo que a defende, o autor não está identificado salvo engano, crava que a moçoila uniu a esquerda para falar mal dela, quando à realidade escancara que, além de não acontecer maiores manifestações em outras instituições da esquerda, além de no calor do acontecimento, só interessam em manter esse assunto no ar, a mídia golpista por questões óbvias, os blogueiros ‘reagentes’ pautados por essa mídia golpista por inércia, o PDT por estratégia e pontualmente um ou outro consciente, incomodado com o continuar da discussão do óbvio escancarado que, no fale mal, mas fale de mim, favorece apenas a Novinha Tabata, que está no PDT, mas é do Mercado e ponto final pra quem sonha com o ponto e vírgula, inexistente.

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Paulo José

15 de julho de 2019 às 15h47

Acredito que o voto de Tábata na reforma da previdência apenas mostrou que ela não é trabalhista, tampouco esquerda.
Assim, seu lugar seria em outro partido, mais alinhado com o baronato. Não vejo problemas nisso também. A direita brasileira, que outrora teve nomes civilizados e respeitosos como Bresser Pereira e FHC, precisa de pessoas capacitadas e que saibam dialogar.
Portanto, a ida dela para um PSDB ou Novo ou qq partido de direita será um ganho para a direita, para a esquerda, que terá alguém para dialogar no outro campo, e para a democracia.

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Pedro Pulha

15 de julho de 2019 às 15h20

Chamar o adversário de radical é próprio de quem não tem argumentos.
E no mesmo texto critica Dilma por ter nomeado Levi.
Ele cobra de Dilma uma pureza esquerdista , depois chama de radical quem se opõe à reforma.
O cara não consegue escrever um texto sem se contradizer.
Além disso recorre a vitimização , as únicas vítimas aqui são os trabalhadores.
E pior , tenta usar erros passados do PDT e do PT para defende-la , é óbvio defender o voto dela de forma objetiva é impossível.
Nunca ouvi falar nesse portal disparada , quem será que o financia?

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CezarR

15 de julho de 2019 às 15h05

Péra… a Tábata suavizou a reforma? Foi dela esse mérito? Ela foi independente? Após ter sido ameaçada pelo movimento que é seu verdadeiro partido? É constrangedora essa defesa da deputada, não porque não mereça defesa, mas porque destituída de qualquer sentido?

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Alexandre Neres

15 de julho de 2019 às 14h55

Ninguém merece essa overdose de Tatibitabata. Quer coisa mais bonitinha do que a história de superação de uma menina branca? Junto com a narrativa veio também o discurso meritocrático e despolitizante. Até porque mais dia, menos dia, vai costear o alambrado, já que não temos alternativa senão seguir o austericídio do neoliberalismo, não é mesmo? Enfim, vamos virar o disco?

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    Ricardo

    15 de julho de 2019 às 15h58

    A esquerda lulopetista adora criar novos e fortes personagens politicos!!
    Essa bronca toda com a menina so esta fazendo com que ela vire um trofeu politico disputado por todos!!
    Quem saira ganhando e muito sera ela!!

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