Entrevista de Lula à Revista Forum

Crédito: Alan Santos/PR

Bolsonaro quer reduzir alíquota máxima do IR para 25%

Por Redação

18 de julho de 2019 : 09h15

Na Agência Brasil

Governo quer reduzir alíquota do IR para máximo de 25%, diz Bolsonaro

Presidente falou também sobre novas regras para saques do FGTS

Publicado em 17/07/2019 – 18:11 Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (17) que o governo vai trabalhar por uma reforma tributária mexendo apenas em impostos federais, com perspectiva de redução da carga tributária ao longo dos anos. Uma das mudanças seria a redução da alíquota máxima do imposto de renda (IR) para 25%. Atualmente, pessoas físicas pagam até 27,5% e pessoas jurídicas, como empresas, pagam até 34% de IR. Outra ideia do governo é unificar impostos e contribuições federais, como PIS, Cofins, IPI e IOF, em um imposto único.

“O que nós queremos fazer, conforme explanação do Marcos Cintra, no dia de ontem, na reunião de ministros, é mexer só com os tributos federais. Uma tabela de imposto de renda de, no máximo, 25%, e dar uma adequada. E nós queremos, segundo o próprio Onyx Lorenzoni falou, no dia de ontem, na reunião, nós queremos, ano a ano, ir reduzindo nossa carga tributária”, afirmou o presidente em entrevista a jornalistas logo após participar da cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina.

O Brasil assumiu a presidência pro-tempore do bloco pelos próximos seis meses. Durante seu discurso na cúpula, Bolsonaro afirmou que pretende trabalhar pela redução de tarifas e ampliação de acordos comerciais. O presidente retorna ainda na tarde desta quarta-feira para Brasília.

Ainda na entrevista, Bolsonaro disse que esta semana devem ser anunciadas novas regras para saques de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “É uma pequena injeção na economia e é bem-vindo isso daí, porque começa a economia, segundo os especialistas, a dar sinais de recuperação”, disse.

Perguntado sobre a possibilidade do Senado reincluir estados e municípios na reforma da Previdência, o presidente ponderou que isso deveria ser feito em um projeto paralelo, para evitar que o texto tenha retornar à Câmara dos Deputados.

“Eu acho que não é o caso de mexer nessa proposta, porque ela voltaria para a Câmara. Pode ser uma PEC paralela, é outra história para ser discutida”, disse

Embaixador nos EUA

Bolsonaro voltou a comentar sobre a eventual indicação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Segundo ele, consultas preliminares serão feitas ao governo norte-americano e o presidente Donald Trump deve dar o seu aval. “Tenho certeza que ele dará o sinal positivo”, disse.

Na coletiva com chanceleres do Mercosul, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, elogiou Eduardo Bolsonaro e disse que ele pode ajudar a alavancar projetos entre o Brasil e Estados Unidos.

“É uma pessoa com grande capacidade de articulação política, ajudaria muito os projetos que temos com Estados Unidos. A perspectiva agora dependeria, sobretudo, claro, da aprovação pelo Senado, mas me parece que seria um excelente nome”, disse.

Edição: Narjara Carvalho

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15 comentários

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Adney Costa

19 de julho de 2019 às 11h40

O mais importante: atualização monetária dos valores limites para tributação: não se fala nada a respeito. Todos estamos pagando mais imposto com a falta de correção da tabela. Sem mobilização eles não corrigem. Faça a sua parte.

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João Luiz Reichert

19 de julho de 2019 às 11h27

Tinha que aumentar a taxação para quem ganha acima de 30 mil, no minimo 30%. Na Espanha a taxação máxima é de 40% e muitos jogadores preferem outros países por que a tributação é bem menor. O PT ficou 13 anos no poder e poderia ter feito mudanças no imposto de renda e não fez nada.

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Paulo

18 de julho de 2019 às 20h08

Dá com uma mão, e toma com a outra…

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Carlos Marighella

18 de julho de 2019 às 16h48

Curioso, os bolsominions nem apareceram nesse tópico, tô até preocupado, o que aconteceu com eles? Alguém sabe??

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leandro oliveira

18 de julho de 2019 às 14h42

É o melhor programa de transferência de renda do mundo …
O dinheiro vai do mais pobre para os mais ricos e todo mundo aplaude !!!

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NeoTupi

18 de julho de 2019 às 14h06

Para “compensar” o topo da pirâmide pagar menos IR, Guedes anuncia a “Nova CPMF” de 0,6%, que atinge toda a base da pirâmide e a classe média, inclusive impactando nos preços de produtos essenciais. Parabéns aos patos amarelos e paneleiros.

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Pedro Pulha

18 de julho de 2019 às 13h51

Tirou dos pobres , na reforma da previdência , para dar aos ricos.
Vai aumentar os rendimentos líquidos das minhas LTNs e do meu CDB.
Mais prostitutas de luxo e haxixe holandês para mim.
Bolsonaro estará me dando o dinheiro que roubou das aposentadorias dos pobres que votaram nele.
Como diria o grande Morpheu , o destino não funciona sem uma certa ironia.
Obrigado gente , não precisava hahaha.

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Alan C

18 de julho de 2019 às 13h01

Reduzir todas as faixas de IR? Não, só a dos que ganham mais, governo “liberal” é assim, nenhuma novidade, um dia o povo aprende.

E ora, ora, ora… fundir todos os impostos em um, quem foi mesmo que sugeriu isso na campanha eleitoral e foi copiado pelo poste e pelo picolé de chuchu e agora pelo palhaço??

ahnn……

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    Marcio

    18 de julho de 2019 às 17h38

    Desde quando ontal de povo paga imposto de renda ?

    Não sabem nem o que é.

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      Alan C

      18 de julho de 2019 às 22h55

      3 laranjas
      esprema
      adoce a gosto
      sirva com gelo

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NeoTupi

18 de julho de 2019 às 10h33

Na campanha eleitoral ele tinha prometido isentar quem ganha até 5 salários mínimos (porque o programa de governo do adversário incluiu isso).
Parece que já esqueceu, preferindo privilegiar os mais privilegiados.

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Lib.

18 de julho de 2019 às 09h37

O melhor programa social é deixar o trabalhador ficar com o dinheiro que ganhou. Nessa eu apoio.

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    Pedro Pulha

    18 de julho de 2019 às 13h42

    Então você deveria ter votado no Haddad que iria isentar que ganha até cinco salários mínimos.

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      Adevir

      19 de julho de 2019 às 09h36

      E a demanda do governo por arrecadação ficaria aonde?? Essa era o tipo de promessa de campanha feita precisamente pra iludir os tontos.
      Ah mas ele iria tirar dos ricos, taxar dividendos, grandes fortunas… sei… e os ricos iriam concordar placidamente com isso, né? sim…. com certeza…..

      Responder

    Valdeci Elias

    19 de julho de 2019 às 13h11

    O trabalhador, teve redução salarial e aumento da carga de trabalho. Nesse caso o certo era o Estado assumir a Saúde e a Educação, más oque está acontecendo é justamente o contrário. Sob a desculpa do Estado Mínimo , A Classe Baixa que teve diminuição da renda(reforma trabalhista/previdência), vai ter aumento da despesa tendo que assumir a saúde e a educação.

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