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O índice de confiança do FGV e a desigualdade de renda

Por Redação

24 de julho de 2019 : 18h51

O aumento da desigualdade de renda no país está criando duas culturas diferentes: os mais ricos, conforme se pode observar na tabela abaixo, estão ficando “mais confiantes”. Os mais pobres, menos. E quanto mais pobres, maior a queda na confiança.

No blog do Ibre

24/07/19
Confiança do Consumidor recua em julho e se mantém em um dos níveis mais baixos da série histórica

Sondagens e Índices de Confiança | Sondagem do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,4 ponto em julho, para 88,1 pontos mantendo-se em nível baixo em termos históricos. Em médias móveis trimestrais o indicador registrou a quinta queda consecutiva, acumulando perda de 7,5 pontos.

“Após subir no mês anterior, a confiança do consumidor ficou relativamente estável em julho. Houve muita heterogeneidade nas respostas: entre consumidores de maior poder aquisitivo o otimismo aumentou; entre os demais, as expectativas continuaram sendo revisadas para baixo. Aparentemente, para o consumidor de baixa renda, a preocupação com o mercado de trabalho e com a situação financeira familiar são ainda os fatores de maior peso a determinar os movimentos da confiança neste ano”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

Em julho, a satisfação em relação ao momento atual melhorou enquanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 1,9 ponto, para 75,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,0 pontos, para 97,7 pontos, permanecendo abaixo do patamar de 100 pontos pelo quarto mês consecutivo.
Com relação à situação presente, o indicador que mede o grau de satisfação com a economia subiu 0,9 ponto, movimento idêntico ao registrado no mês anterior. No mesmo período, as avaliações sobre a situação financeira das famílias melhoraram após dois meses em baixa. Com a alta de 2,8 pontos, o indicador atingiu 70,2 pontos, nível ainda muito baixo em termos históricos
Quanto às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo quanto à evolução da situação financeira das famílias foi o que mais contribuiu para a queda da confiança no mês, ao cair 4,1 pontos, para 94,9 pontos influenciando negativamente a intenção de bens duráveis cuja queda pelo 2º mês consecutivo acumula 8,0 pontos, atingindo o patamar de 83,1 pontos, o menor desde setembro de 2018 (82,3).

A queda da confiança em julho ocorreu em todas as classes de renda, exceto para os consumidores com renda familiar mensal superior a R$ 9.600. A confiança dos consumidores de maior poder aquisitivo subiu 4,0 pontos atingindo 93,0 pontos, influenciado pelo aumento do otimismo com a situação econômica futura e maior ímpeto para compras de bens duráveis que chega a nível próximo a 100 pontos. Em contrapartida, as famílias com menor poder aquisitivo (até R$ 4.800) são as com menor nível de confiança e menos otimistas com o futuro.

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1 comentário

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Paulo

24 de julho de 2019 às 19h15

Esses dados de economia são sempre tão oscilantes e sazonais, e o apoio ou condenação a certas teorias econômicas, tão questionáveis ou, no mínimo, vêm a torná-las tão polêmicas, que às vezes eu me pergunto o que fez da economia uma ciência?

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