Entrevista de Lula à Revista Forum

Foto: Lula Marques

O desespero insano de Moro

Por Pedro Breier

26 de julho de 2019 : 01h51

Sergio Moro vai mergulhando, cada vez mais fundo, em um torvelinho de toscas justificativas, surreais tergiversações e grotescas incoerências.

Quando os “hackers” suspeitos de terem invadido os celulares de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras figuras públicas foram presos pela PF, na quarta-feira (24), Moro correu a twittar que eram “pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime.”

Eis um argumento positivamente ridículo. Se pessoas com antecedentes criminais não podem ser fontes, o que dizer de Alberto Youssef, o delator que deu início à Lava Jato, cujas informações foram aceitas por Moro mesmo após este descumprir um acordo de delação premiada em outro processo, o do Banestado? Detalhe: a primeira delação de Youssef foi, assim como a da Lava Jato, homologada pelo próprio Moro.

Glenn Greenwald sepultou o argumento com uma sequência de posts no Twitter que não deixa margem para qualquer discussão. Na cobertura do WikiLeaks, em 2013, a Globo usou e abusou de informações sabidamente roubadas da NSA por Edward Snowden, inclusive comemorando prêmios jornalísticos conquistados pela cobertura do caso. Assim como Moro, a Globo muda radicalmente seus padrões éticos de acordo com seus interesses políticos.

A narrativa que Moro, Globo e mais uns tantos tresloucados tentam impor ao país – a de que a ação dos tais “hackers” é o que importa no escândalo da Vaza Jato, e não o conteúdo estarrecedor das mensagens reveladas – ficou ainda mais prejudicada com o depoimento de um dos presos pela PF. Walter Delgatti Neto afirmou que encaminhou as mensagens a Glenn Greenwald “de forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira“. Delgatti afirmou ainda que os ataques aos celulares se deram antes do contato com Grennwald. O depoimento confirma o que o The Intercept Brasil vem afirmando desde o início da operação e desacredita a estapafúrdia tese de Moro de uma conspiração contra a Lava Jato. Até porque, conforme informado pelo próprio Moro, celulares de diversas figuras públicas foram invadidos, não só de integrantes da famigerada operação.

Após o depoimento que não lhe ajudou em nada, Moro simplesmente anunciou, em ligação para o presidente do STJ, que o material obtido com os hackers será “descartado para não devassar a intimidade de ninguém“.

Sim, Moro quer nos convencer que está preocupado com a intimidade dos hackeados e não com sua própria sobrevivência ao defender que o material que poderia atestar a veracidade (ou não) das suas conversas ilegais seja destruído. Se as mensagens foram mesmo alteradas, a última pessoa a querer destruir as evidências disso seria Moro, não é mesmo? Falar em destruição das provas é uma evidente admissão da veracidade das conversas divulgadas pelo Intercept.

O detalhe é que o ex-juiz nem tem atribuição para determinar destruição de provas, como já declararam, de forma indireta, o ministro do STF Marco Aurélio Mello e até a Polícia Federal. Muito embora o país tenha se acostumado com essa estranha competência absoluta de Moro, ela não pode durar para sempre.

O fato é que se havia algum resquício de racionalidade nas ações do ainda ministro da Justiça e da Segurança Pública, com essa história da destruição das provas ele acabou de chutá-lo, o resquício, para o espaço.

Mesmo que Moro imponha, mais uma vez e sabe-se lá como, suas tendências ditatoriais e as provas sejam destruídas, as evidências da veracidade dos diálogos revelados só fazem acumular, conforme demonstra outra sequência de twittadas de Greenwald.

O destemido jornalista disse que a resposta para o diversionismo dos hackers será mais revelações. Ele anunciou também que novos parceiros entrarão na cobertura, no mesmo tweet em que compartilhou uma crítica do Estadão a Moro e aos procuradores, o que parece um indício de que o conservador jornal paulista também terá acesso aos arquivos. Tal jogada isolaria ainda mais a Globo na defesa do seu pupilo – o Estadão também não vinha dando muito destaque às revelações da Vaza Jato.

Moro está, definitivamente, encurralado.

Ocorre que um autoritário com poder, perigoso por natureza, incrementa seu potencial de dano à sociedade ao se ver em situação de desespero. Se, durante a Lava Jato, empresários e políticos foram coagidos até mesmo a mudarem seus depoimentos, o que um ministro megalomaníaco e desesperado poderia fazer com presos muito menos poderosos?

Moro já ultrapassou o limite do absurdo em sua insana estratégia de defesa. Ainda assim, deve seguir com esta louca cavalgada até que fique completamente insustentável. O espetáculo da sua cada vez mais provável queda será um dos mais dantescos da história política brasileira.

Atualização: a portaria n° 666, assinada por Moro e publicada hoje (26), que facilita a deportação de estrangeiros “suspeitos”, é uma evidente tentativa de intimidação do estadunidense Glenn Greenwald e a confirmação de que o autoritarismo de Moro deve recrudescer ainda mais.

Pedro Breier

Pedro Breier é graduado em direito pela UFRGS e colunista do blog O Cafezinho.

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34 comentários

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cruz

26 de julho de 2019 às 14h04

O curioso dessa história toda é que Moro com uma manobra primária anda espalhando pra todo lado, que todos foram vítimas dos hakers, e ele, o super-Moro está ali para defendê-los, pois todos foram vítimas, estão no mesmo barco, não importa mais as denúncias e sim os criminosos confessos. O Jornal Nacional mudou totalmente de lado e não fala mais nas denúncias e sim no “crime hediondo” dos hakers. Essa mudança radical diante de um golpe tão ingênuo de nosso “acima de qualquer suspeita”, é que chama a atenção. O que será que aconteceu nos subterrâneos da Rede Globo?

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Francisco

26 de julho de 2019 às 13h11

Quem diria, os tais hackers russos de Araraquara, na realidade apenas um e meia boca, em menos de três dias derreteram o Pavão Misterioso, desbotaram os Patos Amarelos, catatônicos e em ‘sperneandis’ insanos, blogosfera afora, e deixaram o Marreco de Maringá depenado, esganiçando em surto e pendurado em ‘porcaria apressada’ publicada para expulsar estrangeiros por terrorismo, que lhe arrastará para os quintos do inferno, de onde jamais deveria ter saído, para ajudar os golpistas empurrarem o Brasil à situação social e econômica, calamitosa, em que hoje se encontra, atolado desde 2014, ano um da operação lava jato, fase Eleger Aécio.

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    Edmilson

    26 de julho de 2019 às 14h59

    Que loucura, hem! O Moro que até pouco tempo atrás era um LEÃO agora virou um gatinho.

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Ioiô de Iaiá

26 de julho de 2019 às 12h50

Muito bom texto, Pedro.
Só para lembrar ao Moro, já que talvez não saiba (ou esteja desesperado):
Pelo artigo 312 do Código de processo penal ele pode ser preso por destruir provas. Só num país em que a Justiça é inexistente, o ministro da Justiça é o chefe de uma organização criminosa.

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Dutra

26 de julho de 2019 às 12h46

Moro marreco! Juiz ladrão de Toga

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dutra

26 de julho de 2019 às 12h44

Sérgio Moro é o maior bandido da lava jato! Tem que ser preso pelo bem da justiça do Brasil! Ladrão de Toga

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Admar

26 de julho de 2019 às 12h34

SujoMoro esta se afogando nas próprias contradições!!!

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Marcio

26 de julho de 2019 às 12h13

A piscina de areia sintètica que a vò deu de presente furou….Kkkkkk

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Celso Junqueira

26 de julho de 2019 às 11h50

O ex-juizeco nunca se destacou pela inteligência. É mais esperto que inteligente e a esperteza, quando é demais…
Pelo jeito, o marreco de Maringá não está dormindo direito.

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    Marcio

    26 de julho de 2019 às 12h11

    A esperteza fàz ampla parte da inteligència, quase toda.

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Alexandre Neres

26 de julho de 2019 às 11h39

Aposto que o juiz ladrão vai guardar as provas dos outros pra ver se arrasta alguém consigo pra se safar, já que não passa de um morto vivo.

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Marcio

26 de julho de 2019 às 11h21

E’ impressionante como a esquerdalha podre consiga agregar doses industriais de bandidos nos proprios quadros.

Lixo puro.

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NeoTupi

26 de julho de 2019 às 11h04

Outro erro de quem está desesperado: me parece que Moro admite, sem querer, violação de sigilo funcional e de segredo de justiça, ao dizer que está avisando todo mundo que foi hackeado.
Primeiro que a função de ministro sobre a PF é administrativa e não de titular de investigação, coisa que cabe ao delegado da PF, com autonomia funcional.
Segundo, o juiz do caso (não é ele) decretou sigilo do material apreendido. Significa que nem o delegado titular pode falar nem publicamente, nem a terceiros sobre o conteúdo (e nome das vítimas não abrangidas pelo mandato faz parte do conteúdo sigiloso) sem autorização do juiz. Cabe ao juiz do caso determinar o que e quem deve ser avisado.

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CARLOS GARDEL

26 de julho de 2019 às 11h04

Vocês da esquerda vivem em um mundo de fantasia. Na cabeça de vocês.. o MORO está desesperado.. e TUDO está a favor da esquerda e da libertação do ladrão-mor que hoje mora em uma JAULA em Curitiba. Quando na verdade a pataquada tentada pelo verdevaldo não deu em NADA.. o verdevaldo está perto de ir pra uma JAULA também e o ladrão-mor está mais CONDENADO que nunca e vai morrer na JAULA.

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Marcio

26 de julho de 2019 às 11h03

A narrativa que Moro, Globo e mais uns tantos tresloucados tentam impor ao país – a de que a ação dos tais “hackers” é o que importa no escândalo da Vaza Jato, e não o conteúdo estarrecedor das mensagens reveladas.

Nas mensagens entre Lula e a Dilma o que importa tambem è o conteudo ou sò a forma e quem as divulgou …?

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    J Fernando

    26 de julho de 2019 às 11h17

    Consulte as regras jurídicas para entender a legalidade de revelações jornalísticas e a ilegalidade de revelações jurídicas. Cabia tão somente ao STF o acesso aos diálogos presidenciais. Ao disponibilizá-los à globo, Moro cometeu um crime, pois ele era o JUIZ (uma AUTORIDADE e não um hacker).

    Responder

      Marcio

      26 de julho de 2019 às 11h19

      REpito a pergunta…Nas mensagens entre Lula e a Dilma o que importa tambem è o conteudo ou sò a forma e quem as divulgou …?

      Responder

        João

        26 de julho de 2019 às 11h35

        A questão é que quem a divulgou de maneira criminosa foi o juiz ladrão, já que somente o STF poderia determinar a divulgação e não juiz ladrão Moro, além de não haver nada de mais naquela conversa. O que o juiz ladrão fez foi espionagem da presidência. Ninguém condenou a Globo por ter publicado e sim, o juiz ladrão Moro que a vazou criminosamente. Ora, se querem punir o suposta hacker, então tem que punir o juiz ladrão também, já que ele agiu da mesma forma! Quanto ao “se jogam no colo de qualquer imbecil, de qualquer bandido”, parece que isso serve pra você! Isso sim, é doença mental!

        Responder

          Marcio

          26 de julho de 2019 às 11h38

          Kkkkk, por favor.

          Batista

          26 de julho de 2019 às 12h50

          Repito, agora para o João: Desista!

          Nem Deus consegue fazer paralelepípedo responder e bolsominion pensar.

        Luizzz

        26 de julho de 2019 às 13h07

        O crime seria o oferecimento de um cargo? Me poupe!

        Responder

Geraldo Ximenes

26 de julho de 2019 às 10h53

Só vai acabar quando a população tomar consciência da diferença entre juizes e procuradores. Por enquanto, para a massa ignara, são todos agentes do estado, de modo que não há nada de errado em serem amigos e combinarem o que fazer em processos. O povo ainda vive na Idade Média e os EUA e seus prepostos no Brasil (rede Globo, Moro, Bolsonaro, etc.) se aproveitam disso.
A consciência social é como um fogo que se propaga; enquanto não acabar de queimar, essa palhaçada vai continuar.

Responder

NeoTupi

26 de julho de 2019 às 10h43

Curioso o perfil dos “ráquers”:
1) não mascararam o IP, são falsários de documentos, já usaram CPF falso para locar imóveis, mas abriram contas nos meios digitais que aplicaram o golpe em seus próprios nomes para atacar altas autoridades. Um deles, com mandado de prisão anterior, até dava bandeira no twitter durante o tempo em que Moro noticiava que estava atras dos supostos hackers.
2) Dos 3 homens presos, 2 são bolsominions confessos (pelo menos um é morista também, conforme suas atividades nas redes sociais) e o terceiro é filiado ao DEM, mas voltou ao twitter na época dos vazamentos, após inatividade desde 2011, como se fosse simpatizante de esquerda. Todos são armamentistas, já foram detidos antes por porte ilegal de arma, o terceiro em sociedade com um deles teria movimentado vultosa quantia para comprar armas em 2016, segundo a PF.

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João Bosco

26 de julho de 2019 às 10h40

Vai sair do ministério direto pra Papuda.

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Paulo

26 de julho de 2019 às 10h33

Esse episódio da sugestão de Moro para que se destrua o conteúdo dos dados hackeados demonstra como o humor político subordina a convicção jurídica, dos dois lados…

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Justus

26 de julho de 2019 às 09h10

Primeiro, sobre o tweet do Moro e o Youssef a questão aí é a credibilidade de cada fonte. Youssef apresentou provas dos crimes e não deixou de ser punido por eles. Os hackers (sem aspas, como deve) cometeram crimes para conseguir tais diálogos e não comprovaram a autenticidade dos mesmos. E o Intercept acreditou cegamente (mal intencionadamente) em tudo. O Youssef não seria acreditado sem as provas.

Sobre o 4º parágrafo, até agora nada tem incriminado o Intercept diretamente. Ainda não é crime publicar algo que eles obteram supostamente de boa fé mas sem a devida aferição da veracidade. O grande detalhe é que não há nada de tão relevante assim em 90% dos diálogos vazados.

No 5º parágrafo, desacredita a tese de conspiração contra a Lava Jato?? Não acharam nada de relevante nos outros celulares hackeados para divulgar?? Se não há conspiração, então por que só vazam diálogos dos envolvidos na Lava Jato e na condenação do Lula??

No sexto parágrafo, “destruição das provas é uma evidente admissão da veracidade das conversas” é uma conclusão exclusiva do autor do artigo.

Por fim, “espetáculo da sua cada vez mais provável queda”. Em minha opinião ele está mais forte do que nunca. Ele está encurralado só na cabeça dos perdidos da bolha de vocês.

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    Marcio

    26 de julho de 2019 às 10h52

    “Ele está encurralado só na cabeça dos perdidos da bolha de vocês…”

    Nào percebem minimamente o limite do ridiculo que jà foi ultrepassado hà semanas.

    Se jogam cegamente no colo de qualquer imbècil, de qualquer bandido em pròl da demència ideologica.

    E’ uma doença mental.

    Responder

    João

    26 de julho de 2019 às 11h21

    Você quer dar uma de esperto e profundo conhecedor do assunto, mas se revela mais idiota que o Bolsomilicoca:
    1: De onde você tirou a informações que aqueles bandidos rastaqueras de Araraquara roubaram alguma informação do celular do juiz ladrão e repassaram ao The Intercept?
    2: Sobre Alberto Yousself, você muda a tese do jornalista, mas não engana a quem leu com atenção a matéria. Ou você é mentiroso, ou não leu!
    3: Sobre a relevância dos diálogos, você deve se achar mais conhecedor do assunto do que juristas, advogados, ministros, que já declaram que as mensagens são muito graves, e são muito graves, até pra quem não é do meio jurídico. Aqui você comete mais uma idiotice: ” O grande detalhe é que não há nada de tão relevante assim em 90% dos diálogos vazados”. Você assume que pelo menos 10% delas são graves. Não é a quantidade, mas a gravidade do que é revelado!
    4: No seu “5º Parágrafo” você comete a maior estupidez pra enganar: “Se não há conspiração, então por que só vazam diálogos dos envolvidos na Lava Jato e na condenação do Lula??”. Você só mostra que não sabe, ou finge não saber, das publicações do The Intercept. De onde você tirou a informação que o jornal obteve informação de celulares hackeados?
    5: “No sexto parágrafo, “destruição das provas é uma evidente admissão da veracidade das conversas” é uma conclusão exclusiva do autor do artigo”. Esta conclusão também serve pra você!
    6: “Em minha opinião ele está mais forte do que nunca”. Isso deve ser deboche seu!

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      Justus

      26 de julho de 2019 às 11h33

      De onde eu tirei?? bem, então não aconteceu nada no último mês e pouco?? Em que planeta vc vive, João??

      Responder

        João

        26 de julho de 2019 às 12h00

        Sim, de onde você tirou essa informação? Em nenhum momento o The Intercept passou essa informação! Logo, pra você fazer tal afirmação, você deve ter obtido a informação de algum lugar! De onde foi?

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Alexandre Neres

26 de julho de 2019 às 09h08

É surreal. Moro está cuidando de uma investigação cujo principal afetado é ele próprio. Em ato de desespero, disse que vai destruir as provas. Nesse doidivanas, as atribuições se confundem. Não se sabe se quem está falando é o juiz, o acusador, o ministro etc. Uma repórter do Globo o flagrou em um restaurante em Brasília com Paulo Guedes dizendo que naquela fala canhestra no twitter sobre os supostos hackers tava dando uma prensa nos caras (Glenn e jornalistas envolvidos), ao que o outro disse que fez bem. Por muito menos, o governador de Porto Rico foi pro saco. The Economist esculhambando, Wall Street Journal tratando-o por juiz manchado. Só numa república de bananas fica no cargo uma pessoa tão tóxica. Dead Man Walking.

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Guilherme Nagano

26 de julho de 2019 às 08h29

Aparentemente o jogo virou de novo, imagina se a PF chega a quem pagou pelos serviços do Vermelho….

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Marcio

26 de julho de 2019 às 07h41

Chore não Bebê !!! Kkkkkkk

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