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Braço direito de Flavio Dino explica acordo de Alcântara

Por Redação

06 de setembro de 2019 : 17h57

Marcio Jerry, deputado federal pelo PCdoB do Maranhão, é um dos principais homens de Flavio Dino, governador do estado, no Congresso.

Coube a ele explicar que os votos de comunistas e outros parlamentares do campo progressista em favor do acordo de Alcântara, visou salvaguardar a soberania nacional e beneficiar o país e o estado do Maranhão.

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Na Carta Capital

Acordo de Salvaguardas Tecnológicas não é de Bolsonaro, é do Brasil

Por Márcio Jerry
6 DE SETEMBRO DE 2019

Deputado federal Márcio Jerry, do PCdoB, dá sua versão para a polêmica sobre a Base de Alcântara

Bolsonaro não é o Brasil. Por causa do atual presidente do país, Jair Bolsonaro, não podemos impedir o Brasil de tentar desenvolver a política aeroespacial. Bolsonaro, o Breve, logo passará. Nossa nação, nosso Brasil ficará.

A soberania do Brasil não está salvaguardada e nem comprometida por um acordo de proteção tecnológica. Há, hoje, de fato muitas agressões reais à nossa soberania, perpetradas pelo governo Bolsonaro, o Lacaio. Vamos à luta pela soberania, focando no que, de fato, a fere.

Garantia da soberania não é isolamento de mercado mundial potencial, detentor de mais de 80% de tecnologias patenteadas pelos Estados Unidos. A defesa e garantia da soberania não pode ser reduzida, equivocadamente, ao Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST). A inserção no mercado aeroespacial, sim, é essencial à soberania do Brasil.

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É preciso apontar, também, que em dois meses e meio – tempo em que o acordo está sob avaliação do Congresso Nacional –, Bolsonaro jamais conseguiria formular e negociar um pacto deste porte. É falsa a afirmação de que se trata de um acordo firmado entre dois chefes de estado, como Bolsonaro e Donald Trump. Poderia ter sido selado entre Michel Temer e Trump e até mesmo por Dilma Rousseff e Trump. Ou seja, não é um acordo deste governo.

Durante sua tramitação, ouvimos, erroneamente: “A Base de Alcântara será entregue aos EUA”. O Centro Espacial de Alcântara continuará sob comando do Brasil e poderá ter um funcionamento que hoje não tem e que pode levá-lo, no limite, ao seu fechamento.

Não podemos frustrar uma expectativa e uma possibilidade positiva para o Maranhão e para o Brasil. Não se trata de algo apenas para amanhã, nem para um futuro breve. Trata-se de estabelecer pré-condições para um período longo, bem mais largo que o governo de Jair Bolsonaro, o Breve.

O incremento das atividades no Centro Espacial de Alcântara obriga que se resolvam os passivos com as comunidades quilombolas, verdadeiras proprietárias deste território, hoje tão cobiçado.

Desde a década de 1980, sete governos passaram pelo Brasil e nenhum tomou para si a resolução destas dívidas históricas. É hora , pois, de reforçar a cobrança sobre este dever e garantir direitos para promover um novo futuro. Garantir, ainda, contrapartidas financeiras permanentes para Alcântara, para o Maranhão e para o Brasil.

Seguiremos lutando firmemente para que a aprovação do AST assegure retomada da política aeroespacial e para que esta se traduza, concretamente, em desenvolvimento regional para o Nordeste, preservando a soberania nacional, pressionando o governo federal a resolver, finalmente, os débitos passados com as comunidades tradicionais.

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6 comentários

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Cesar Ribeiro

01 de novembro de 2019 às 12h38

Era melhor não ter falado nada, pois o nada que foi dito só aumentou ainda mais minhas suspeitas!!

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Netho

07 de setembro de 2019 às 21h49

Uma vergonha de lesa-pátria!
São os mesmos argumentos que levaram à entrega da EMBRAER à BOEING.
Por que não foram ouvidos, nem apresentados, os projetos de representantes dos governos russo, chinês, japonês e indiano, com vistas à apuração das vantagens comparativas?
A aprovação à toque de caixa é a prova material de que os interesses legítimos da nação e do povo brasileiro foram entregues na bacia das almas.
Lamentável que o PC do B tenha se prestado ao papel de, por troco de pinga, justificar o apoio às pautas entreguistas de interesse do imperialismo que, em priscas eras, os comunistas qualificavam de “ianque”.

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Marcos Videira

07 de setembro de 2019 às 01h46

Jerry era o nome do rato no desenho animado “Tom e Jerry”… Brincadeiras à parte, o rato, ou melhor, o Jerry falou muito e nada esclareceu. O rato Jerry era muito safo… o Tom era sempre um tonto…

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Ricardo Assaf

06 de setembro de 2019 às 20h50

Só não ficou claro se haverá base MILITAR norte americana em solo brasileiro.

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Gilmar Antunes

06 de setembro de 2019 às 19h24

Até onde fiquei sabendo, o acordo em questão tem cláusulas lesivas aos interesses brasileiros.
Evidentemente, a gente não é contra firmar acordo comerciais com quaisquer países do mundo. Desde que sejam respeitados mútuos interesses. Sem dúvida a Aeronáutica brasileira tem muito a aprender com as tecnologias avanças estadunidenses.
Ceder a base de lançamentos de Alcântara apenas por alguns milhões de dólares de aluguel, sem que haja transferência de tecnologia, não parece vantajoso ao nosso país.
É o que se tem dito sobre esse acordo.
Mas o parlamentar articulista parece não estar preocupado com essa questão. Parece estar visando apenas os investimento financeiros decorrentes de um aluguel para uso da base, acreditando também que o governo federal irá usar esses recursos em benefícios dos quilombolas.
Duvido muito.

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Paulo

06 de setembro de 2019 às 18h55

Quando alguém quer se justificar demais…é porque não tem justificativa legal ou moral. É como bolsominion defendendo a indicação do Aras…

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