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Coordenador da Lava Jato na Receita Federal do Rio extorquia empresários investigados pela… Lava Jato

Por Redação

02 de outubro de 2019 : 08h43

Quis custodiet ipsos custodes? é uma frase em latim do poeta romano Juvenal, traduzida como “Quem irá vigiar os próprios vigilantes?” e outras formas como “Quem vigia os vigilantes?”, “Quem guardará os guardiões?”, “Quem vigia os vigias?”, “Quem fiscaliza os fiscalizadores?”

A citação é oportuna para relatar mais um caso provando que a única maneira de combater eficientemente a corrupção é agindo conforme a lei e o Estado Democrático de Direito.

Claro que é (aparentemente) mais rápido e mais fácil quebrar as regras e agir como justiceiro, mas aí você estará combatendo o crime cometendo outro crime, e criando novos corruptos.

Um procurador, um delegando da PF, um auditor, que viola a lei, sob a justificativa de combater o crime, na verdade não combate crime nenhum; ao contrário, pratica-o, e portanto é também um bandido.

***

No Globo

PF mira auditores da Receita Federal que extorquiam dinheiro de alvos da Lava-Jato

Grupo cobrava propina das vítimas em troca do cancelamento de multas milionárias por sonegação fiscal; supervisor apontado como chefe da quadrilha já está preso

Por Chico Otavio e Juliana Castro
02/10/2019 – 06:06 / Atualizado em 02/10/2019 – 08:27

RIO – Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) cumprem 14 mandados de prisão nesta quarta-feira contra auditores e analistas da Receita Federal . No total, são nove prisões preventivas e cinco temporárias. O principal alvo é o auditor Marco Aurelio Canal, supervisor de programação da Receita na Lava-Jato do Rio, que já foi preso. Ele é apontado como o chefe da quadrilha.Os policiais buscam por outros investigados em Campo Grande, Botafogo, Barra da Tijuca e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A ação, denominada Armadeira, cumpre outros 39 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 7ª Vara Federal Crimina do Rio. Entre os alvos de prisão preventiva estão Daniel Monteiro Gentil, Elizeu da Silva Marinho, José Carlos Lavouras, Marcial Pereira de Souza, Marco Aurelio da Silva Canal, Monica da Costa Monteiro Souza, Narciso Gonçalves, Rildo Alves da Silva e Sueli Monteiro Gentil.

Foram pedidas as prisões temporárias de Alexandre Ferrari Araujo, Fabio dos Santos Cury,Fernando Barbosa, João Batista da Silva e Leonidas Pereira Quaresma.

O enriquecimento ilícito de réus da Lava-Jato, revelado pelas operações iniciadas em 2016, serviu de matéria-prima para um esquema de extorsão de dinheiro praticado por auditores fiscais da Receita Federal. O MPF aponta que o grupo usava peças de inquéritos e de processos, principalmente as que tratavam de acúmulo de patrimônio ou de movimentação financeira do envolvido, para cobrar propina da vítima em troca do cancelamento de multas milionárias por sonegação fiscal.

Com a autorização da Justiça, a força-tarefa da Lava Jato recorreu à chamada “ação controlada”: atrasou propositalmente a prisão em flagrante para registrar todas as etapas do golpe, da abordagem inicial ao depósito de propina em banco português.

O esquema foi descoberto pelo MPF no Rio de Janeiro depois que um dos colaboradores da força-tarefa, o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues, contou que foi procurado pelo grupo de auditores fiscais. De acordo com as investigações, eles eram liderados por Marco Aurélio da Silva Canal, supervisor nacional da Equipe Especial de Programação da Lava-Jato, criada pela Receita para restituir aos cofres públicos os valores sonegados pelos acusados.

Segundo as investigações, eles exigiram propina para arquivar as ações fiscais abertas contra Ricardo, cuja suposta multa apurada era de milhões. Esta investida dos fiscais ocorreu depois da “Operação Rizoma”, que levou o empresário à prisão em 12 de abril do ano passado.

Os fiscais, contudo, não imaginavam que, na mesma época em que assediaram o empresário, Ricardo estava fazendo delação premiada. Ciente da tentativa de extorsão, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, autorizou a Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), da Polícia Federal no Rio de Janeiro, a fazer três ações controladas, como monitoramento velado das negociações com os auditores. Parte da propina, estimada em 50 mil euros (R$ 225 mil), foi depositada por Ricardo em conta indicada pelo grupo na conta de Marcial Pereira de Souza em banco português.

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10 comentários

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Moacir

02 de outubro de 2019 às 20h35

A lava jato é corrupta.
Mais do que comprovado pela vaza jato

Responder

Paulo

02 de outubro de 2019 às 14h32

Nietzche disse que após os cristãos tomarem para si a moral ela se tornou tão suja e corrompida que nem haveria razão pra ela continuar existindo.
A lava-jato fez o mesmo com o combate a corrupção.
Havia corrupção mas a vida do povo melhorava , a lava-jato destruiu a econômia , o estado de direito e colocou uma família de milicianos corruptos no poder.
A verdade é que só acabando com o capitalismo , não , com o próprio dinheiro para acabar com a corrupção.
Combater a corrupção é tão ou mais inútil do que combater as drogas.

Responder

    Evandro Garcia

    03 de outubro de 2019 às 11h32

    “Combater a corrupção é tão ou mais inútil do que combater as drogas.”

    Vocè è normal…?

    Responder

      Elson de Mendonça Ribeiro

      03 de outubro de 2019 às 23h25

      Evandro Garcia, você leu?
      Você entendeu? Não parece!

      Responder

Netho

02 de outubro de 2019 às 14h00

1.Pau que dá em Chico dá em Francisco.
2.Enquanto houver bambu lá vai flecha.
3.O feitiço virou contra o feiticeiro.
4.No Brasil quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte.
Escolha a alternativa que seja aplicável à espécie.

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Wellington

02 de outubro de 2019 às 11h11

Eficiencia absoluta da Lava Jato…

mas o Brasil nào mereçe isso, mereçe apoderecer de baixo da bunda de larapios e lavadores de dinheiros.

Responder

Paulo

02 de outubro de 2019 às 10h23

Se fuçar, tem mais…

Responder

Alan C

02 de outubro de 2019 às 09h23

Nenhuma novidade, isso já era sabido desde Tacla Duran e os print que ele tinha, periciados pela justiça espanhola, do Zucolotto tentando extorquir 5 milhões, mas como esse circo da bozolândia é uma máfia que apenas está dando continuidade ao desgoverno #ForaTemer a serviço do tio trump, vida que segue.

FORA DILMA

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    Luis Porteira

    02 de outubro de 2019 às 11h07

    Tacla Duran…? O lavador de dinheiro profissional que picou a mula para nào ser preso…? Kkkk

    A justiça espanhola nào periciou absolutanete nada, escreveu num papel o que ele tinha a dizer, coisa que eu posso fazer em qualquer lugar a qualquer momento…menos mentiras Taclinha.

    Responder

      Elson de Mendonça Ribeiro

      03 de outubro de 2019 às 23h30

      Luis Porteira,
      Você recebe grana pra defender essa corja? Ou faz parte do grupo que mama na industria da delação? Duran apresentou o recibo do deposito que fez para alguem, um advogado de Curitiba, um socio da “conje” de um juiz…

      Responder

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