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Castañon escreve sobre o revisionismo de Stálin

Por Redação

21 de dezembro de 2019 : 17h01

STALIN HUMANISTA E A TERRA PLANA

Por Gustavo Castañon

Ao contrário da maioria dos “experts” de internet, eu nunca me apresentei, ou deixei me entender, como historiador, economista ou sociólogo. Menos ainda como essa contradição em termos que seria o “cientista político”.

Sempre fiz questão de dizer, e de colocar na descrição biográfica que faço de mim, que sou formado em Psicologia e Filosofia.

Mesmo em Filosofia faço questão de lembrar que nunca me interessei particularmente por Filosofia Política para além dos clássicos, geralmente não encontro fora deles muita coisa nova sendo dita, menos ainda boa. Mas pode ser só minha racionalização para minha preguiça intelectual para o tema. Me interesso sempre por coisas que tenho muitas dúvidas, e quanto mais dúvidas tenho, menos falo delas. Meus interesses profissionais são Filosofia da Ciência e Metafísica, particularmente Filosofia da Mente.

Esclarecido isso com essa longa, autocentrada e chata introdução, quero dizer que a moda do revisionismo em relação à Stalin chegou a um nível que, para mim, beira a vilania.

A esquerda sempre é pródiga em acusar os outros de “revisionismo histórico”. Há alguns meses a lacrosfera do PCB resolveu mover uma campanha de difamação contra mim, que envolveu até pedido de morte de minha filha de sete anos, só porque fui obrigado a relembrar um fato histórico incontestável, o de que Olga Benário não era uma mera militante comunista esposa de Prestes, nem somente que participou de uma tentativa de golpe contra um governo então constitucional, mas também uma espiã soviética em território nacional.

Stalin de fato fez escola no Brasil.

Hoje, depois de dias observando manchetes desse desinteressante, e um pouco amoral, debate de micro nicho sobre Stalin, me deparei com uma manchete absolutamente ultrajante, que só chamou minha atenção por ser atribuída a um professor que respeito muito e que considero muito inteligente e sensato: “Stalin foi tão brutal quanto Lincoln”.

“Stalin foi tão brutal quanto Lincoln”.

A espiral de revisionismo depois que aceitamos que a hipótese da Terra Plana merecia resposta, parece não aceitar mais qualquer limite.

Não sou contra uma boa dose de revisionismo sobre Stalin. A imagem histórica dele no ocidente foi forjada de forma fraudulenta por versões absurdas dos chamados “bodycounters” que atribuíam a Stalin mais de 30 milhões de mortes colocando no mesmo saco expurgos ou os efeitos diretos e colaterais da segunda guerra, como os mortos em batalha ou pela fome resultante desta catástrofe.

Da mesma forma a crença no suposto “fracasso econômico” do comunismo precisa ser desmistificada, pois por setenta anos a União Soviética cresceu mais que os EUA, segundo a própria CIA (dêem uma busca no “CIA Facts”). Só que, partindo de uma base econômica agrária e miserável, foi obrigada a competir sozinha e de igual para igual com as máquinas militares e de espionagem das nações mais ricas da Terra, com a devastação da segunda guerra mundial no meio.

Mas é necessário lembrar aqui que o revisionismo sobre Stalin não teve início no ocidente. Ele começou logo depois de sua morte na própria URSS. Em 1956, durante congresso do Partido Comunista, o Secretário-geral que sucedeu a Stalin, Nikita Khrushchev, o acusou de genocídio durante os expurgos dos anos 1930 na URSS, nos quais Stalin assassinou toda a cúpula remanescente da Revolução Russa e do então Partido Bolchevique.

Uma investigação conduzida pelo governo soviético concluiu que, no que se convencionou chamar de “Grande Expurgo” do final dos anos trinta, cerca de um milhão e meio de membros do Partido Comunista foram acusados de “atividades antissoviéticas”. Vejam bem, não estamos falando da população em geral, mas de membros do partido. Destes, pelo menos 680.000 haviam sido executados. 680 mil pessoas, indivíduos, com pai, mãe, irmãos, filhos, esposas e maridos. O critério para determinar o número de executados foi somente computar aqueles que constavam em listas de execução assinadas pelo próprio Stalin.

Vamos deixar claro. Os anos 30 foram anos de ditaduras por todos os países do mundo, que enfrentavam ameaças de dissolução social e nacional causadas pelo colapso do liberalismo nos EUA. Mas aqui não estamos falando de ameaças terroristas, insurgências separatistas, conflito armado com a reação do antigo regime ou sequer da morte de inimigos declarados. Estamos falando só das mortes de membros do Partido Comunista Soviético.

É necessário repetir.

A comparação com Lincoln, portanto, é pornográfica. Lincoln foi um Presidente eleito com a meta de acabar com a escravidão e que, com sua eleição, precipitou a declaração de guerra de secessão de sete estados sulistas escravagistas, o que o obrigou a defender a integridade da União norte-americana. Os mortos nesta guerra civil, causada pelos estados escravagistas que não aceitaram o resultado das urnas, foram vítimas de um conflito, não de um expurgo.

Eu não acho que a criação de nações independentes é uma brincadeira de criança ou se possa fazer nos marcos do liberalismo político. Por definição, a criação de uma nova nação é sempre um ato revolucionário.

No entanto, não se podem comparar líderes nacionais que tiveram poderes discricionários em tempos de guerra, como Vargas ou Lincoln, com genocidas sociopatas como Stalin ou Hitler. Getúlio por exemplo liderou uma revolução democrática em 30 para romper com a oligarquia arcaica do país e teve que enfrentar duas tentativas de golpe e a Segunda Guerra Mundial. Seu curto período ditatorial teve, como sempre, presos políticos e acusações de tortura, mas o registro do acontecimento mais mortal do período, a guerra civil causada por São Paulo em 32, deixou menos de mil mortos.

Não defendo, no entanto, o período ditatorial de Getúlio, somente compreendo suas condicionantes históricas. Minha admiração a Getúlio vem do reconhecimento a seus objetivos e gigantescas realizações. Menos ainda erijo a contingência do Estado Novo em modelo de regime político como fazem os stalinistas.

Também acho que não se podem comparar ditaduras de direita com ditaduras de esquerda. Ditaduras de esquerda buscam entregar igualdade à custa da liberdade. Ditaduras de direita roubam a liberdade em nome da liberdade e não entregam nada em troca além do aprofundamento da desigualdade. Ditaduras de direita não realizam qualquer valor, são a coisa mais próxima do puro mal que conhecemos.

Mas dito tudo isso, devo reconhecer que sim, eu sou um liberal político. Quando critico a “esquerda liberal” estou falando da esquerda que adotou o liberalismo econômico com o discurso de que “não há alternativa”, e não da esquerda democrática. Acredito no valor primário do indivíduo e da vida humana e considero a democracia um valor, um ponto de chegada da sociedade.

Acho que uma esquerda que quer ser respeitada numa sociedade democrática, particularmente em tempos de ameaça, concretíssima, fascista, tem que ser intransigente na defesa dos valores democráticos.

Deixemos os extremos em sua estupidez e delírio infantil revolucionário promoverem o terraplanismo da transformação de um genocida paranoico em humanista libertador da humanidade, ou outro genocida traficante neoliberal como Pinochet em campeão da liberdade.

Eles podem querer sangue. Eu quero democracia. E você?

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44 comentários

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Jango

25 de dezembro de 2019 às 21h20

Em 1990, a CIA “confirmava” que o PIB da URSS era próximo da metade do PIB americano. Na metade da década de 90, após a abertura do regime, o mundo todo descobriu que isso estava muito longe de ser verdade. Não apenas o PIB soviético nunca chegou na metade do PIB americano, como ainda sua economia estava estagnada desde os anos 70 (conhecido hoje como a Era da Estagnação de Brejnev, cinicamente chamado por alguns como Era da Estabilidade).

Mas durante a Guerra Fria o que não faltava eram intelectuais ocidentais fielmente acreditando que a URSS ultrapassaria os EUA na virada do século. Uma previsão tão errada que impressiona ainda existir pessoas que acreditem nisso.

Que lições tiramos disso? Que a CIA não é omnipresente e ditaduras manipulam dados na cara de pau.

Responder

fabio maia

25 de dezembro de 2019 às 09h08

Foi honesto ao não atribuir a Stalin mortes decorrentes do frio e do esforço de guerra. Mas extremamente oportunista ao calcular as 600 mil execuções durante a década de 30 E não atribui-las ao mesmo esforço. Ou seja mais um canalha revisionista travestido de cientista político.

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Mario

24 de dezembro de 2019 às 10h28

Um texto bem escrito e fundamentado. Pode-se concordar ou não com as conclusões o que me chamou atenção foram alguns comentários estúpidos. O ódio tomou conta definitivamente da internet.

Responder

Gamaliel Lucas Carneiro

23 de dezembro de 2019 às 18h25

O missivista enaltece e detona Stálin. Ele pode esclarecer isso melhor? É para deixar ou levar a galinha? Perguntou o ladrão ao direitista e teista Rui Barbosa.

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Carlos Alberto Rangel

23 de dezembro de 2019 às 17h24

Stalin era um ditador .. terrivel.. que matou tanto quanto Hitler. O fato de ter lutado contra o nazismo não faz dele um “anjo”. Era apenas um ditador sanguinário.

Responder

Jorge Ary Lima Martins

23 de dezembro de 2019 às 15h06

Acho que uma questão interessante de se discutir era se Stalin, além de suas características pessoais como crueldade e paranóia, teria como tomar um rumo mais liberal na construção do socialismo já que até 39 a oposição externa era ferrenho.

Responder

Sérgio Rodrigues

23 de dezembro de 2019 às 13h07

Uma bosta de artigo. Stálin foi o maior dirigente de Estado da história. O professor que fez a comparação com Lincoln está certo. Poderia dizer que ele foi tão brutal quanto Churchill ou Roosevelt também. A adesão a desonesta teoria de que nazismo é igual a comunismo, e, portanto, Stálin igual a Hitler, é, evidentemente, um absurdo propalado pelos detratores de Stálin.

Responder

Leandro Arndt

23 de dezembro de 2019 às 08h35

Mais impressionante que os números do Grande Expurgo foi o método com que a repressão foi praticada em todo o período soviético. “Em tal vilarejo há indícios de atividade anti-revolucionária. Vamos reprimir tantas famílias e executar tantas pessoas. A favor: Stalin, Beria et ali”. São assim os documentos da repressão, e são milhares. Reconhecê-lo não é negar que a União Soviética, com suas lideranças e seu povo, foi fundamental para derrotar o nazismo. Isto, no entanto, não pode impedir de denunciar os vícios do regime – que, estudando muito cheguei a essa conclusão, são vícios inerentes ao socialismo (nada além de “a sociedade acima de todos” pode explicar tal barbárie).
Não esperarei as respostas. Vou agora visitar minha avó, cujos pais, sogros e marido (meu avô, ainda bebê) fugiram da URSS em 1930.

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    Luiz

    26 de dezembro de 2019 às 05h57

    Perdoe-me por parecer preconceituoso, Leandro, mas qual era o nível de instrução dos seus ascendentes imigrantes? Pergunto e vou direto ao ponto: Qual será o nível de informação que milhões de brasileiros possuem sobre o sistema em que vivem? É por isso que a classe média brasileira deve aplicar em cestas, fundos e taxas, enquanto o tesouro nacional debate-se contra o câmbio? Lembro-me de um ex- ministro de Fernando Henrique criticando o “comportamento de manada”. Pelo fato de um juiz se fazer de Dom Quixote contra o crime do colarinho branco, não existem mais crimes tributários, pequenas corrupções? O sistema não é mais o da acumulação capitalista por causa do peso moral da expressão (preconceituosa?) “colarinho branco”? Será que eu sei quando estou poupando, quando estou transferindo renda ou crescendo economicamente? Lembro-me de um renomado físico brasileiro dizendo que não aceitamos acidentes nucleares, mas convivemos com uma tragédia diária no trânsito.

    Responder

    Matheus

    26 de dezembro de 2019 às 11h05

    Se é “inerente ao socialismo”, por que essas práticas começaram por séculos, sob a monarquia cristã absolutista, e perduraram depois, sob a mafiocracia? E por que foram largamente praticadas por regimes que buscavam negar e reprimir o socialismo e os socialistas?
    Que asneira terrível

    Responder

dimmi

23 de dezembro de 2019 às 04h50

Stalin matou 1bilhao trilhão de inocentes! teleportou para prisão na siberia depois teleportou voltou para moscou reviveu eles e depois matou eles de novo!

Citam como fonte o livro negro do comunismo, onde os próprios autores falaram que eles forjaram o número das mortes!

Stalin, Fidel Castro, Kim Jong-un, Hugo Chaves, Maduro todos lideres sanguinários. Lula é corrupto. MST rouba terra. Boulos invade casa dos outros.

Se eu não fosse esclarecido achava que era um propaganda imperialista da CIA para manchar a reputação de lideres de esquerda pelo mundo.

Tu percebe que a propaganda é efetiva quando até pessoas que se dizem de esquerda acreditam nessas propagandas mentirosas grosseiras.

Responder

    Jango

    26 de dezembro de 2019 às 16h22

    Boa. Agora só falta negar o Holocausto e dizer que a Terra é plana.

    Responder

Eu

22 de dezembro de 2019 às 17h53

Texto bosta. Não deveria estar neste blog. Motivos:

1. Comparar stalin a Lincoln é absurdo em qualquer situação. Nem deveria dar bola pra isso.

2. O psicólogo/filosofo/historiador amador provou que apesar de curioso não tem o mínimo conhecimento do debate atual a respeito dos expurgos e da ditadura de Stalin. Foi ditadura, houve perseguição, mas além do autor do texto em momento nenhum tocar no assunto do contexto em que se insere já prova sua incapacidade para tratar do assunto. E pra fechar o atual debate se concentra na veracidade do relatório secreto. Muitos indícios contemporâneos indicam uma falsificação em mais de 90% do documento em diversas gradações. A denúncia dos expurgos é extremamente vaga, E p autor não leva em consideração o anticomunismo Ocidental e tão pouco o antistalinismo russo.

Miguel, melhore. Não destrua um dos poucos blogs de esquerda que ainda nos trazem informações relevantes de fato.

Responder

    Dimmi

    23 de dezembro de 2019 às 04h58

    Stálin matou 1bilhao trilhão de russos inocentes! teleportou eles para kulags(prisões) na Sibéria onde mataram eles depois teleportou de volta para Moscou, reviveu eles e depois matou eles de novo só de crueldade!

    Citam como fonte o livro negro do comunismo, onde os autores do livro foram financiados por think tank financiados pela CIA. Uma coisa engraçada é que os próprios autores falam no prefácio que eles forjaram o número das mortes!
    https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_Negro_do_Comunismo

    Stalin, Fidel Castro, Kim Jong-un, Hugo Chaves, Maduro. Todos lideres sanguinários. Lula é corrupto. MST rouba terra. Boulos invade casa dos outros.

    Se eu não fosse esclarecido achava que era um propaganda imperialista da CIA para manchar a reputação de lideres de esquerda pelo mundo.

    Tu percebe que a propaganda é efetiva quando até pessoas que se dizem de esquerda acreditam nessas propagandas mentirosas grosseiras.

    Responder

    Jango

    26 de dezembro de 2019 às 16h23

    Em que página os autores dizem que os números são falsos? O livro foi escrito por professores universitários de esquerda.

    Responder

Robert

22 de dezembro de 2019 às 17h28

O grande assassino do povo soviético foi o Boris Ieltsin, alcoolatra filocapitalista que ordenou o bombardiamento do parlamento. Com suas “reformas” altamente badaladas pelos “democratas” urbe et orbi, somente na Rússia 16 milhões de pessoas morreram, 10% da população.

Responder

    Robert

    22 de dezembro de 2019 às 17h43

    Bombardeador alcoólatra, todo o morticínio que o Boris Ieltsin causou “silenciosamente”, para o ocidente triunfante com o “fim da história” e a “vitória” da guerra fria, ocorreu em menos de uma década.

    Responder

      Matheus

      26 de dezembro de 2019 às 10h58

      Exato

      Responder

Alan C

22 de dezembro de 2019 às 12h13

Importante dizer, mesmo que o texto não tenha mencionado, que se não fosse Stalin, o mundo, ou boa parte dele, estaria hoje falando alemão. Aí vem um doente mental e fala que o nazismo era de esquerda rsrsrs

Eta bozolândia!

Responder

    Wellington

    22 de dezembro de 2019 às 15h46

    Se, mas, talvez….

    Responder

      Alan C

      22 de dezembro de 2019 às 20h58

      Nossa, impressionado….

      Responder

        Wellington

        23 de dezembro de 2019 às 09h04

        Vai que Stalin era de direita daqui uns dias…rsrs

        Responder

          Alan C

          23 de dezembro de 2019 às 12h26

          Nossa, ainda mais impressionado! rsrsrs

          Jango

          26 de dezembro de 2019 às 16h25

          Mino Carta diz que Stalin era direitista.

Paulo

22 de dezembro de 2019 às 11h07

“Também acho que não se podem comparar ditaduras de direita com ditaduras de esquerda. Ditaduras de esquerda buscam entregar igualdade à custa da liberdade. Ditaduras de direita roubam a liberdade em nome da liberdade e não entregam nada em troca além do aprofundamento da desigualdade. Ditaduras de direita não realizam qualquer valor, são a coisa mais próxima do puro mal que conhecemos”.

E o autor diz não gostar de filosofia política. Isto é pura filosofia política, sintetizada, qualificada e manifesta…

Responder

    Matheus

    23 de dezembro de 2019 às 11h43

    Exatamente. O cara aproveitou para dar um elegante tabefe no “doisladismo”.

    Responder

    Wellington

    23 de dezembro de 2019 às 12h11

    O proprio texto è uma contradiçao, um “textao” (uma porcaria) para dizer que ditadura de esquerda è melhor que de direita como se fizesse alguma diferença…esquerdismo è uma tara mental, nao tenho duvida disso.

    Responder

Nabantino Gonçalves

22 de dezembro de 2019 às 05h14

Somente uma observação, que passou despercebida do articulista, o maior assassino do povo soviético foi um sujeito chamado Boris Ieltsin e seus comparsas capitalistas urbe et orbi: em menos de dez anos, em função do desmonte do império, aquele marcado pelo bombardeio “democrático” do parlamento, apenas na Rússia, desapareceram do mapa cerca de 16 milhões de pessoas.

Responder

    Matheus

    26 de dezembro de 2019 às 10h57

    Isso é um fato inegável e ainda pouco conhecido. A mídia (e até alguns historiadores) brasileiros ainda tratam Yeltsin como um presidente democrático com problemas de alcoolismo que “abriu a economia russa”, e não como um ditador genocida que sucateou o próprio país para enriquecer a si a aos aliados mafiosos.

    Responder

Luiz

21 de dezembro de 2019 às 19h45

Certa feita, o psicanalista rebelde, Eduardo Mascarenhas, político constituinte já falecido, fazendo parte da bancada que entrevistava o intelectual e diplomata José Guilherme Melquior, um tanto alterado, disse mais ou menos assim: Você não é um nada por onde as idéias passam! Melquior tinha o costume de fazer muitas citações em suas obras e gostava de debater idéias.Começar com a noção de indivíduo, eu suponho, expressando qualquer coisa muito concreta, e terminar numa abstração coletiva interpessoal só não é idealismo porque talvez não signifique nada.

Responder

    Luiz

    22 de dezembro de 2019 às 00h00

    Apenas duas correções emmeu comentário. Escreve_se MERQUIOR e Mascarenhas não foi constituinte.

    Responder

Andressa

21 de dezembro de 2019 às 17h35

Só em países de terceiro mundo para ler uma montanha de esterco dessa.

Responder

chichano goncalvez

21 de dezembro de 2019 às 17h32

Stalin fez o que tinha que ser feito, só matando para terminar com a direita, que só pensa em dinheiro, criou todas as guerras mundiais e não mundiais, espalhou a fome , a miseria, o desemprego, as pestes e tudo de ruim no mundo. Vejamos a Russia do tempo dos czares: fome enorme, desemprego, assassinatos de pessoas boas, enquanto depois que surgiu a C C C P, esta alem de terminar com o analfabetismo, ganhou a corrida espacial da 2 potencia, sim pois a C C C P foi a primeira, pois não havia mendigos e fome que nem nos estados unidos, alias hoje já são 48 milhões de estados unidenses que estão abaixo da linha da pobreza, pior que o nosso nordeste.Faço minha as palavras do Noam Chomski: “Ou o capital ou as pessoas” livro..

Responder

    Paulo

    22 de dezembro de 2019 às 14h46

    Uma pessoa que mata milhões em nome de uma ideologia e projeto político é um assassino em massa, apenas isso!

    Responder

      Wellington

      23 de dezembro de 2019 às 08h24

      …. coitado, se for de esquerda pode, não sabia ?

      Responder

      Alan C

      23 de dezembro de 2019 às 12h44

      Só não fale do Pinochet, do Allende, do Videla, do Galtieri, do Bordaberry, do Hitler, de Costa e Silva, do Stroessner, do Franco e tantos outros, esses os minions sem cérebro não gostam de falar, questões de ideologia, sane né….

      Responder

        Wellington

        23 de dezembro de 2019 às 18h20

        Que tristeza…

        Responder

          Alan C

          23 de dezembro de 2019 às 18h26

          Sem dúvida!

        Paulo

        23 de dezembro de 2019 às 20h22

        Alan, desses todos aí que você citou só Hitler passou do milhão (não que os demais devam ser poupados pela história, uma única morte injusta é um peso sobre o assassino, mas é preciso que sejamos justos). Mesmo Franco, que enfrentou uma Guerra Civil, não chegou nem perto disso. Se você citasse Mao, Pol Pot, Chiang Kai-shek, vá lá!

        Responder

Wellington

21 de dezembro de 2019 às 17h21

“Ditaduras de esquerda buscam entregar igualdade à custa da liberdade. Ditaduras de direita roubam a liberdade em nome da liberdade e não entregam nada em troca além do aprofundamento da desigualdade”.

Vai vendo que agora existem ditaduras melhores que as outras…

Esquerdismo não é nada mais que isso, apologia da ditadura.
O que sai dos orifício anterior dessa gente é a mesma do que sai do orifício posterior… e ainda há quem dúvida que seja um transtorno mental conclamado.

Responder

    Matheus

    23 de dezembro de 2019 às 11h46

    Mas ele está certo. Do stalinismo, apesar do massacre político de grandes proporções, saiu a industrialização do ex-Império Russo, a construção de um enorme Estado de Bem-Estar onde poucas décadas antes havia um país agrário, absolutista e analfabeto, e a vitória sobre o nazismo.
    Da ditadura de Hitler ou de Pinochet ou outras ditaduras de direita saiu o que?

    Responder

      Wellington

      23 de dezembro de 2019 às 12h13

      Saiu que esquedismo è um transtorno mental.

      Responder

        Alan C

        23 de dezembro de 2019 às 18h29

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Matheus, não faça perguntas que esses abestalhados da pseudo-direita “liberal” não tem o mínimo de cérebro pra responder! rsrsrs

        Responder

        Matheus

        26 de dezembro de 2019 às 10h36

        Se o “esquerdismo”, seja lá o que isso quer dizer, for uma neurose, então o “direitismo”, com sua lenga lenga triunfalista e paranoica misturada à naturalização da desigualdade e banalização das violências, exploração e exclusão, seria o que? Um traço de retardo mental e psicopatia congênitas? Um distúrbio antissocial de extrema gravidade?

        Responder

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