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Brasil emplacou 2,8 milhões de veículos em 2019, alta de 8% sobre 2018

Por Redação

02 de janeiro de 2020 : 18h08

Venda de veículos novos sobe em 2019 e deve acelerar em 2020, diz Fenabrave

SÃO PAULO (Reuters) – O Brasil emplacou 2,787 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2019, um crescimento de 8,65% sobre o ano anterior, informou nesta quinta-feira a associação de distribuidores, Fenabrave. O volume marca o melhor ano de vendas para o setor desde 2014, quando somaram cerca de 3,5 milhões de unidades.

Para 2020, a entidade fez uma primeira previsão, de crescimento de 9,6% nas vendas de veículos novos no país, a 3,056 milhões de unidades.

“Esse desempenho positivo (de 2019) se deve a alguns fatores econômicos, como taxa de juros menores e à queda nos índices de inadimplência e de desemprego, o que refletiu, diretamente, no aumento da confiança do consumidor e, também, do empresário brasileiro”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, em comunicado à imprensa.

Mas boa parte das vendas de veículos novos no ano passado ocorreu motivada por compras feitas por locadoras de veículos, que passaram a oferecer serviços para motoristas de aplicativos de transporte urbano.

Segundo dados do Banco Central, o crédito para compra de veículos foi o que mais cresceu em 2019 entre todas as modalidades para pessoas jurídicas, de janeiro a novembro esse estoque teve alta de 71%. Em 12 meses, o crescimento foi de 80%, a 47,8 bilhões de reais.

O chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, afirmou no final do ano passado que “muita gente tem trabalhado nesse segmento sem comprar o carro, alugam o carro por períodos longos inclusive. Tem se formado um modelo de negócios que parece resultar nesse dado que a gente tem observado”.

A estimativa da Fenabrave para este ano inclui crescimento de 9% nas vendas de carros e comerciais leves novos, a 2,898 milhões de unidades; expansão de 24% nas vendas de caminhões, a 126,15 mil unidades e alta de 16% nos emplacamentos de ônibus, para 31,54 mil unidades.

“Esse cenário impulsionou a oferta de crédito, o que deve continuar em 2020, por isso, confiamos em um novo ciclo de crescimento, ainda que moderado”, acrescentou Assumpção Júnior.

O movimento de vendas de dezembro, que costuma ser um dos mais fortes para o setor no ano, também marcou o melhor desempenho para o mês desde 2014, com licenciamentos de 262,7 mil veículos, expansão de 8,4% sobre novembro e alta de 12% na comparação com um ano antes.

Segundo os dados da Fenabrave, entre as principais montadoras do país, a Fiat Chrysler (GM.N), que está negociando fusão com a Peugeot, apresentou maior alta de vendas de carros e comerciais leves em 2019, de 14,5%, a 495,6 mil unidades, liderando o ranking anual.

A montadora ítalo-americana foi seguida pela General Motors (GM.N), que emplacou 475,7 mil veículos no ano passado, um crescimento de 9,5% sobre 2018.

O grupo Volkswagen (VOWG_p.DE), incluindo a Audi, terminou 2020 na terceira posição do ranking, com vendas de 423,2 mil carros e comerciais leves, crescimento de 12,3%, e foi seguido pela aliança Renault-Nissan (RENA.PA)(7201.T), com vendas de 335,3 mil veículos, alta de 7,3%.

A Ford (F.N) teve queda de 3,5% na vendas de carros e comerciais leves no ano passado, licenciando 218,5 mil unidades, segundo os dados da Fenabrave.

Por Alberto Alerigi Jr.

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11 comentários

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Claudio Santos

02 de janeiro de 2020 às 20h37

“The devil is in the detail”.

“Mas boa parte das vendas de veículos novos no ano passado ocorreu motivada por compras feitas por locadoras de veículos, que passaram a oferecer serviços para motoristas de aplicativos de transporte urbano.

Segundo dados do Banco Central, o crédito para compra de veículos foi o que mais cresceu em 2019 entre todas as modalidades para pessoas jurídicas, de janeiro a novembro esse estoque teve alta de 71%. Em 12 meses, o crescimento foi de 80%, a 47,8 bilhões de reais.

O chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, afirmou no final do ano passado que “muita gente tem trabalhado nesse segmento sem comprar o carro, alugam o carro por períodos longos inclusive. Tem se formado um modelo de negócios que parece resultar nesse dado que a gente tem observado”.”

Ou seja, o dono da Localiza, por exemplo, compra com desconto, aluga pra motorista de Uber e depois revende o carro com lucro.

Responder

    Andressa

    02 de janeiro de 2020 às 20h58

    O dado mais relevante sao os caminhoes que transportam mercadorias…

    Responder

    Renato

    02 de janeiro de 2020 às 23h00

    “Ou seja, o dono da Localiza, por exemplo, compra com desconto, aluga pra motorista de Uber e depois revende o carro com lucro.”. E daí ? Tá achando que é mole ? Abra uma locadora de veículos !

    Responder

      Alan C

      03 de janeiro de 2020 às 09h44

      Localiza nem imposto paga, já vc continue pagando, sem reclamar, quietinho, até o final da sua vida sem sentido.

      Responder

        Renato

        06 de janeiro de 2020 às 02h31

        Eu, pagar imposto ? isso é coisa de otário. Eu mamo é nas tetas do Estado brasileiro ! kkkkkkkkkkkkkk

        Responder

      Alfredo

      04 de janeiro de 2020 às 12h00

      Burro!

      Responder

    Alan C

    03 de janeiro de 2020 às 09h41

    Evidentemente que foram as pessoas jurídicas, o que esteravam? Compra de veículos pelo povo uberizado e sem poder de compra nem do pão de cada dia?? Só na cabeça debilóide dos pseudo liberais da bozolândia, rs.

    Responder

      Gilmar Tranquilão

      04 de janeiro de 2020 às 15h59

      …e quem compra as mercadorias que os caminhões transportam ? Kkkkkk

      Responder

Gilmar Tranquilão

02 de janeiro de 2020 às 18h26

Grande Noticia !!

Responder

    Gilmar Tranquilão

    03 de janeiro de 2020 às 10h55

    …pros idiotas bolsominions!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

      Renato

      06 de janeiro de 2020 às 02h32

      Petistas estão rasgando os próprios ânus com essa notícia @ kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Responder

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