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Theófilo Rodrigues: Do “Barcelona em Comum” de Ada Colau ao “POA em Comum” de Manuela d´Ávila

Por Redação

04 de março de 2020 : 15h26

Por Theófilo Rodrigues


Na manhã desta quarta-feira a candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela d´Ávila (PCdoB), encontrou-se com a prefeita de Barcelona, Ada Colau, para uma troca de experiências sociais e políticas sobre a gestão de cidades.

Para quem não conhece, Ada Colau foi eleita prefeita de Barcelona em 2015 e reeleita em meados do ano passado pela coligação “Barcelona em Comum”. Sua gestão trouxe para o centro do debate público o tema do direito à cidade, com forte ênfase nas questões habitacional, ambiental e de gênero.

Colau define esse projeto como “municipalismo”, pois, como costuma dizer, “as cidades são também o lugar para inovar-se politicamente: o lugar da proximidade e da vida cotidiana”.

Politicamente, Colau conseguiu estabelecer uma ampla aliança entre movimentos sociais e partidos de esquerda, como o Podemos.
De certo modo, essa agenda, social e política, é bem semelhante ao que Manuela d´Ávila tem construído em Porto Alegre.

Além de seu partido, o PCdoB, a pré-candidata feminista já conseguiu o apoio do PT e de diversos movimentos sociais. Nas próximas semanas pode ainda trazer o PSOL para a coligação.

Manuela lidera também o Movimento Comuns, que busca aproximar a sociedade civil e a juventude da política. Há aqui mais um ponto de encontro com a experiência espanhola. A própria Colau explica como nasceu o “Barcelona em Comum”:

“Queríamos fazer uma plataforma cidadã baseada em objetivos comuns, na qual muitas pessoas que nunca estiveram num partido político se sentissem à vontade, que conversamos sobre o que lhes interessa, sem ter que assinar um carnê para participar politicamente”.

De fato, a cidade é o local em que se opera a desigualdade, o preconceito e o autoritarismo em todas as suas dimensões. Enfrentar o desafio de construir uma cidade mais igualitária, sem racismo, sem machismo, sem sexismo, e em respeito ao meio ambiente está na ordem do dia. Hoje, Manuela d´Ávila é o melhor exemplo de que essa luta é possível.

Theófilo Rodrigues é cientista político.

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19 comentários

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tonico de medeiros

05 de março de 2020 às 10h38

O que os gauchos criado com costelào dentro de um galpào tem a ver com uma maconheira, pseudo comunista, abortista, feminista, ex laranja de presidiario…?

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Wellington

05 de março de 2020 às 08h22

LULA LIVRE!!!

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    tonico de medeiros

    05 de março de 2020 às 10h40

    Ué, foi preso de novo ?

    Responder

      Wellington

      05 de março de 2020 às 14h00

      Não, ele está solto, não livre, animal.

      Responder

Abdel Romenia

04 de março de 2020 às 17h51

Não conheço essa senhora mas pelo que entendi é de esquerda.

O que a prefeita de Bracelona comentaria e principalmente faria se um vereador do partido dela subisse na escavadeira tentando esmagar um grupo de manifestantes….?

Passaria a mão na cabeça como fizeram no Brásil somente porque o sujeito é de esquerda ou condenaria o gesto porque violência é violência e pronto…?

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    Igor

    05 de março de 2020 às 09h23

    Culparia o Presidente da Espanha. kkkkkkk

    Responder

Sonia

04 de março de 2020 às 17h51

Viva o laranjal.

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Abdel Romenia

04 de março de 2020 às 17h45

A diferença entre a Manuela e a prefeita de Barcelona é a mesma que tem entre qualquer senador espanhol e Cid Gomes.

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Paulo

04 de março de 2020 às 17h38

Esse encontro deveria ser denominado: “meu corpo, minhas regras”.

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    Lucas

    05 de março de 2020 às 15h02

    Difícil achar mulheres mais imbecis que as feministas.

    Responder

Evandro Garcia

04 de março de 2020 às 16h44

Manu para a prefeitura de POA já!

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    a.ali

    04 de março de 2020 às 22h47

    Tem meu voto!

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      Guilherme Gleisi Garcia Araujo

      05 de março de 2020 às 08h15

      O meu tb!

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Wellington

04 de março de 2020 às 16h31

Confesso que quando fazem o rafronto entre o Brasil e a Finlândia ou a Noruega é mais engraçado….kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Andressa

04 de março de 2020 às 16h29

É mesma diferença que tem entre o Grêmio e o Barcelona….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Marcio

04 de março de 2020 às 16h21

Barcelona e Porto Alegre são duas gotas d’água…kkkkkkkkkkkkk

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Ivan

04 de março de 2020 às 16h03

Essa é uma prática comum no mundo inteiro, a busca das melhores práticas internacionais, que é uma roda que gira ad eternum, e o Brasil dos últimos 4 anos corre disso.

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    Alan C

    04 de março de 2020 às 16h10

    A bozolândia miliciana segue práticas internacionais, segue Hitler e o nazismo, apenas de um jeito mais desastrado, rs.

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    a.ali

    04 de março de 2020 às 22h46

    verdade! então “bora” mudar essa triste realidade…às ruas!

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