Live do Cafezinho (21 h): análise das eleições, pós-segundo turno

Foto: Agência Senado.

Novo titular do MEC sinaliza enfraquecimento da ala olavista

Por Redação

26 de junho de 2020 : 09h32

Jair Bolsonaro nomeou o novo titular do Ministério da Educação, após a exoneração de Abraham Weintraub, ligado à ala olavista do governo, que fugiu para os EUA.

Carlos Alberto Decotelli tem 67 anos, é oficial da reserva da Marinha e é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Tem mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutorado também em Administração pela Universidade de Rosário, na Argentina.

Decotelli fez pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha, e foi presidente do FNDE entre fevereiro e agosto do ano passado.

Há denúncias de que Decotelli teria autorizado licitações em que a Controladoria Geral da União apontou irregularidades.

A escolha representa uma mudança nas disputas internas que compõem o governo Bolsonaro: o grupo ideológico ligado ao filósofo Olavo de Carvalho perde espaço, em favor de um indicado pela ala “moderada” dos militares do Palácio do Planalto.

O MEC, assim como o Ministério de Relações Exteriores, era uma das pastas ocupadas por titulares associados à “ala olavista” do governo.

Dentro do governo, Decotelli é considerado uma indicação dos militares mais moderados que despacham no Palácio do Planalto, diretamente com Jair Bolsonaro.

Ele é o 11° ministro militar do governo.

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8 comentários

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David Guerra

27 de junho de 2020 às 11h18

Não irá faltar Tablet para alunos. O meio doutor da barca furada, apesar de ter mestrado em administração (uia!) é muito generoso ou ruim “das contas” mesmo. Haja paciência para tanta incompetência e desgoverno.

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Pablo

27 de junho de 2020 às 10h09

Fora de Pauta

VOCÊ TOPA TROCAR A FAMÍLIA DE BOLSONARO PELA FAMÍLIA DE CIRO GOMES?

Jereissati, PSDB, Cid, Ciro Gomes & CIA: devolvam a água para o Brasil

O professor de Direito Roberto Bueno critica a aprovação do projeto que permite a privatização do fornecimento de água e esgoto. “Não há espaço para a convivência da histórica doutrina trabalhista que a família Gomes brande em público e sua união indissolúvel com os interesses do sen. Jereissati”, avalia
25 de junho de 2020, 17:42 h

Nos hospitais brasileiros quase já não é possível respirar, mas enquanto as dezenas de milhares de mortes se acumulam sem cessar a cada dia, a preocupação do Senador Jereissati, do PSDB, de seus aliados mais próximos como o PMDB e de tantas forças políticas de direita como o DEM é bem outra, focados em aprovar projetos altamente lucrativos, mesmo quando em absoluto prejuízo do povo brasileiro. Não são calouros na matéria e recordaram a máxima deste Governo de utilizar a tragédia de dezenas de milhares de mortos para “fazer passar a boiada”. Esta é a moralidade que inspira o bloco oligárquico que já operou a alienação do pré-sal com amplo destaque para o Sen. José Serra, mas também realizaram o esquartejamento da maravilhosa empresa que é a Petrobrás, vendendo-a aos pedaços, alienando refinarias, nada importando a sua posição de símbolo da tecnologia nacional e o seu papel estratégico para o desenvolvimento do país, ao passo em que silenciam e aprovam a entrega de R$1.5 trilhão aos bancos passivamente assistem o argumento da impossibilidade do Governo que apoiam em atender a demanda por investir cerca de R$300 bilhões para sustentar as famílias brasileiras até o final do ano, as mesmas que contribuíram com seu trabalho para recolher o R$1.5 trilhão entregue aos bancos sem contrapartidas.

Este grupo voltou à carga com apoio dos irmãos Gomes para aprovar legislação restritiva ao acesso do povo brasileiro ao livre uso de um dos bens públicos de maior relevância, posto que indispensável para a vida e a saúde pública, a saber, a água. Isto evidencia que o Brasil experimenta dias de extrema dificuldade, explicitando que o golpe foi dado, mas que os seus interesses ainda não foram realizados na íntegra. A violência continua em todas as suas dimensões, o saque à nação aumenta, o genuíno roubo à mão armada das riquezas do povo brasileiro não cessa, e a insana ambição de triturar a vida de mais de duzentos milhões de brasileiros(as) não parece ter disposição para encontrar seu termo senão quando secar seus corpos de sua última gota de sangue. Há uma densa nuvem de assassinos que ronda o nosso continente e, especialmente, o Brasil, e nenhum deles parece submetido a outra lógica que a de exterminar o maior número possível de indivíduos sob a inspiração e associação com as forças transnacionais do grande império.

Neste dia 24.06.2020 foi pautado o Projeto de Lei (PL) 4.162/2019 no Senado Federal, cujo objeto é a privatização de serviços de saneamento, dentre os quais se inclui nada menos do que a água, matéria cuja decisiva relevância é dificilmente comparável, sendo notável a articulação semântica dos redatores do referido PL que criaram a figura do “produtor de água”, como se não se tratasse de um bem público com original natural. As consequências do uso e emprego dos recursos hídricos são vastos, para além do essencial, de hidratação humana, envolvendo a central questão energética.

Fugindo ao prévio acordo de não pautar projetos que não tivessem direta relação com a pandemia durante a sua duração, o Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, quebrou o acordo e pautou a votação do PL 4.162/2019, que resultou aprovado. O PL 4.162/2019 foi relatado pelo Sen. Tasso Jereissati, cujo interesse na matéria é indisfarçável, posto que é expressão política do grupo Calila Participações, que vem a ser a única acionista da empresa brasileira Solar, cuja dimensão econômica pode ser compreendida em sua posição no organograma econômico planetário da empresa transnacional norte-americana Coca-Cola, pois é dela uma das 20 maiores fabricantes.

Continue lendo: https://www.brasil247.com/blog/jereissati-psdb-cid-ciro-gomes-cia-devolvam-a-agua-para-o-brasil

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dcruz

26 de junho de 2020 às 21h21

Que me desculpe o Miguel, mas esse negócio de ala moderada dos militares não existe, isso é conversa para boi dormir e não só os bovinos do bozo. Milico, por DNA, como está em moda dizer, não é moderado em coisíssima nenhuma, eles acham que só eles poderão dar jeito em todas as mazelas do país e, o que é mais grave, com as regras da caserna e o bozo não passa do menininho de recado, tipo daqueles que quando garotos mandávamos sacanear o português da venda. O bozo é esse babaca. Ou você acha que se eles não dessem seu aval, o bozo estaria pintando e bordando como faz?

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Paulo

26 de junho de 2020 às 19h38

Olavo tem o mérito indiscutível de ter sido o primeiro – ou o principal – crítico do Foro de São Paulo e do gramscismo cultural nos Governos PT, embora isso venha de longe, no mundo acadêmico. Mas os caras que ele indica são lamentáveis, horríveis, de dar dó – ou raiva, por nos humilharem tanto nesse (des)Governo…Será que o Véio da Havan já passou o chapéu, como prometeu, entre o empresariado para silenciar o nosso Rasputin da Virgínia, que prometeu “derrubar o Governo, se ele continuasse sendo covarde”?

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Flora

26 de junho de 2020 às 10h47

A esquerda entrou em tilt com anova nomeaçao.

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    Batista

    26 de junho de 2020 às 19h07

    Segundo a Universidade de Rosario o tilt entrou pelo ‘doutor’ e foi dar no ministro, às voltas com sua carruagem de compras, pelo TCU e CGU.

    Não tá mole não…, pandemônio com pandemia não há Brasil que aguente, até a nuvem de gafanhotos arrepia, dá meia volta e se manda pro Uruguai.

    Tá feia a coisa!

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      Gontijo

      27 de junho de 2020 às 09h25

      Tá nada, vocês da classe média estão de boa.

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    Marcos Videira

    26 de junho de 2020 às 21h48

    FLORA
    Por que você defende esse bando de criminosos fascistas ?

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