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100 mil mortos

Por Miguel do Rosário

09 de agosto de 2020 : 07h42

O primeiro óbito confirmado no Brasil por Covid-19 aconteceu no dia 17 de março de 2020.

Alguns dias depois, em 22 de março, o presidente Jair Bolsonaro fez uma live na qual afirmou que a Covid não deveria causar mais que 800 mortes no país.

No dia 24 de março de 2020, o presidente fez um pronunciamento em cadeia nacional no qual chamava os alertas sanitários de “histeria”, e atribuía o alto número de mortes na Itália a um “clima totalmente diferente”.

Bolsonaro se posicionava contra o fechamento de escolas e contra as medidas de distanciamento e isolamento social. Fazendo pouco da doença, dizia que, caso a contraísse, seria acometido de somente uma “gripezinha” ou “resfriadinho”.

O presidente Bolsonaro confirmou, há algumas semanas, que foi infectado, e aparentemente se curou sem grandes consequências.

Entretanto, nem todos tiveram a sorte do presidente.

O Ministério da Saúde informou ontem à noite, 8 de agosto de 2020, que a Covid-19 já matou 100.411 brasileiros.

No mundo inteiro, até o dia 8 de agosto, a Covid-19 já matou 727 mil pessoas.

Até ontem, o Brasil tinha 3,0 milhões de casos confirmados por coronavírus.

Em toda a União Europeia, o número de infectados é de 1,47 milhão de infectados.

Isso significa que o coronavírus infectou 3 mil pessoas por milhão de habitantes na União Europeia, contra 14,14 mil pessoas infectadas por milhão de habitantes no Brasil.

Entretanto, America first!

O companheiro Trump fez questão de manter o seu país na liderança mundial, embora seu amigo no Sul, Jair Bolsonaro, venha se esforçando ao máximo para lhe tirar essa marca.

Nos Estados Unidos, temos 162 mil mortes por coronavírus e 5 milhões de infectados. É, de longe, o principal foco de coronavírus no mundo. Em números per capita, os EUA tem hoje 14,9 mil infectados por milhão de habitantes, contra 63,6 infectados por milhão de habitantes na China.

Na Coreia do Sul, temos 282,2 infectados por milhão de habitantes.

Abaixo, alguns gráficos da página dinâmica do Financial Times, com dados até o dia 6 de agosto.

O gráfico acima traz o número de mortes acumuladas nos EUA, Brasil e União Europeia, por milhão de habitantes.  O Brasil já superou os EUA em mortes acumuladas por milhão de pessoas: até o dia 6 de agosto, morreram 475,4 por milhão no Brasil, contra 464 mortes por milhão nos EUA.

O gráfico acima traz o número total de mortes acumuladas nos EUA, Brasil e União Europeia: os 100 mil mortos no Brasil só perdem para os 136 mil mortos na Europa e 152 mil mortos nos EUA (dados até o dia 6; hoje, dia 9, os EUA já tem 162 mil mortos, segundo a John Hopkins).

Em número de casos confirmados, o Brasil tem quase o dobro da Europa, mas ainda longe de atingir o recorde global conquistado pelos EUA.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Alan C

09 de agosto de 2020 às 13h49

Zé ninguém genocida.

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Kleiton

09 de agosto de 2020 às 08h42

É quase impossível fazer comparações entre países pois o virus não entrou com a mesma força em todos e ao mesmo tempo.

Os simples números não dizem muita coisa, cada pais possui caraterísticas, dinâmicas, sistemas de saúde próprios e diferentes.

Vários dos países com as taxas de morte maia.altas possuem sistemas se saúde excelentes, o Brasileiro é uma tragédia desde sempre.

Certamente o virus entrou com mais força e se espalhou mais facilmente em países e regiões cosmopolitas….Europa Central, São Paulo, New York…

É um virus novo, quase desconhecido e até aqui nada se revelou eficaz para seguralo.

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    Gasparzinho

    10 de agosto de 2020 às 08h46

    Ganhou o troféu Comentário Sem Noção da semana.

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