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O cineasta Michael Moore quando Donald Trump foi eleito pela primeira vez foi uma das únicas vozes a apostar de antemão na vitória do republicano. Foto: Paul Morigi.

Michael Moore alerta para reeleição de Donald Trump

Por Redação

03 de setembro de 2020 : 16h23

O cineasta e documentarista Michael Moore alertou aos adeptos da candidatura do partido Democrata dos Estados Unidos sobre a possibilidade de reeleição do republicano Donald Trump.

Moore é o autor de documentários famosos mundialmente sobre os Estados Unidos da América e o sistema financeiro mundial, sendo alguns exemplos “Fahrenheit 911”, “Sicko” e “Capitalismo: uma história de amor”.

“Estão prontos para uma vitória de Trump? Estão mentalmente preparados para Trump levar a melhor sobre vocês de novo? Encontram conforto na certeza de que não há chance de Trump vencer? Estão contentes com a confiança depositada no DNC (“Democratic National Committee”, o “Comitê Nacional do Partido Democrata”) em fazer isso?”, escreveu Moore em uma publicação em seu Facebook.

“Estou lhes avisando quase dez semanas antes. O nível de entusiasmo sobre a base de 60 milhões de Donald Trump é incalculável. Sobre Joe, nem tanto”, adicionou, referindo-se ao candidato do partido Democrata, Joe Biden.

“Não esperem os Democratas se livrarem de Trump. VOCÊ tem que se livrar de Trump. NÓS temos que acordar cada dia dos próximos 67 dias e ter certeza de que cada um de nós conquistará 100 pessoas para que votem. AJAM AGORA!”

A publicação de Michael Moore em seu Facebook. Foto: reprodução.

Moore citou uma pesquisa da CNN de votantes registrados este mês para afirmar que “Biden e Trump estão virtualmente empatados” em esforço que chamou de “checagem de realidade” quando apontou para os dados em estados sob disputa.

O dado referido por Moore diz respeito à escolha para presidente de eleitores aptos para votar em estados “campos de batalha” ou “swing states”, onde a disputa deve ser mais apertada, decidindo os rumos da eleição.

Nos Estados Unidos, cada candidato nacional disputa os delegados de cada unidade da federação, que tem o número de delegados proporcional à população.

Alguns tradicionalmente e quase fatalmente votam no partido Democrata, enquanto o mesmo vale para o partido Republicano.

Contudo, vários podem ser conquistados por qualquer candidato, virando o alvo de esforços focados de cada um, como em 2016, quando Trump venceu mesmo sem ter a maioria dos votos contados nacionalmente, ainda que conquistando o n° necessário de estados para sua eleição.

A CNN divulgou uma pesquisa nacional que demonstra uma aproximação de Trump sobre Biden, mas, segundo esta, Biden lidera por 8 pontos, tendo 51% contra 43% de Trump.

Outra pesquisa, do Trafalgar Group, uma empresa do estado da Georgia, levantou números que empatavam Trump e Biden em 47% no estado da Minnesota.

Essa mesma pesquisa detectou uma suposta liderança de Trump sobre Biden em Michigan.

Segundo o índice de pesquisas RealClearPolitics (RCP), que reúne e demonstra as médias de todas as pesquisas feitas, Biden tem vantagem de 2.6 pontos sobre Donald Trump em Minnesota.

Em geral, a vantagem de Biden, anteriormente celebrada em quase dois dígitos, encolheu para apenas 3 pontos em estados-chave, segundo o índice do RCP.

No fim de junho, Biden gozava de uma vantagem de 6.7 pontos percentuais.

Michael Moore, apoiador da candidatura do senador Bernie Sanders, foi um dos poucos observadores políticos a apostar na vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton em 2016.

“Se Trump é sério ou não é irrelevante pois ele está dizendo o que diz a pessoas sofrendo, e é por isso que todo trabalhador humilhado, esquecido e sem nome que costumava ser parte do que se chamava ‘classe média’ ama Trump”, disse Moore em discurso em outubro de 2016.

“Ele é o coquetel molotov humano que as pessoas esperavam, a granada de mão humana que podem legalmente atirar no sistema que usurpou suas vidas”, comparou, na ocasião.

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7 comentários

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Paulo

04 de setembro de 2020 às 09h49

A única coisa certa parece ser a de sempre: os Republicanos, mesmo ganhando a presidência, nunca ganham a eleição…O que também não quer dizer muita coisa…

Responder

Salomão

03 de setembro de 2020 às 18h01

Com todo o respeito mas esse tal de Biden é impresentavel…onde arrumaram esse sujeito ?

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    Batista

    04 de setembro de 2020 às 09h12

    Com todo respeito, mas é ‘imprecionante’ a capacidade do ‘brazilian boçalnaurus’ ler e não entender bulhufas o que lê.

    Coisas do Brasil, da mediocridade institucionalizada, da ‘meritocracia’ com desigualdade campeã e do empreendedorismo ‘duas rodas e uma caixa de isopor’.

    E vamos, que vamos, rumo ao coração do atraso, ” O horror! O horror!”

    Responder

Cirolipa o Mágico

03 de setembro de 2020 às 17h59

Jajá terão que soltar as pesquisas verdadeiras assim como aconteceu no Brasil com a Folha.

Pouco antes das eleições será empate e nas urnas ganhará o Trump.

Lembram…? “Bolsonaro perde contra qualquer um no segundo turno”, para enduzir o eleitor a votar para outro candidato já no primeiro turno.

Responder

    Batista

    04 de setembro de 2020 às 09h23

    ‘Jajá’ vão ‘enduzir’ Cirolipa, o mágico do léxico, a acreditar-se não adestrado replicante.

    Responder

enriquelson

03 de setembro de 2020 às 17h15

Trump já ganhou, não é nenhuma novidade.

Esses esquerdoides trogloditas dos BLM na rua fazendo campanha gratuita para ele tiraram qualquer chance da esquerda ganhar.

A esquerda americana está falida quase quanto a brasileira.

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    Batista

    04 de setembro de 2020 às 09h52

    Tô sabendo que é bom não contrariar, então não tem porque não expressar logo que vosso ‘conjuminismo binário’, conjuminado e expresso nesse comentário, é por demais, ainda mais sabendo-se que, “a esquerda americana está falida quase quanto a brasileira” e o democrata Biden é tão esquerda quão o extremo Trump é direita, e isso sim é tremenda novidade, diria até às respectivas famílias.

    Afinal, o que seria dos medíocres sem o filtro da modéstia, se não existissem esses “esquerdoides trogloditas dos BLM” para ‘com binarem’ tico e teco e, feito maritacas, replicarem platitudes, né, Pobriquelson?

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