Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

Análise: Apoio a Boulos, Manuela e Sarto é uma convocação para o campo progressista

Por Gabriel Barbosa

16 de novembro de 2020 : 15h36

Por Gabriel Barbosa

O feriado de Proclamação da República em 2020 teve seu papel histórico de mandar um recado para a estreiteza política representada pelo presidente Jair Bolsonaro que teve mais de dois terços de suas candidaturas derrotadas em 1° turno.

Também foi uma data que deu sinal verde para o campo progressista, em especial com as idas de Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Sarto Nogueira (PDT) para o 2° turno em São Paulo, Porto Alegre e Fortaleza.

Na capital paulista, Boulos foi a grande surpresa. Com pouca estrutura e recurso financeiro, sua campanha foi potencializada, na prática, pelo poder de engajamento nas redes sociais e o envolvimento de sua militância.

A chegada do psolista ao 2° turno contrariou as últimas pesquisas que mostravam Boulos empatado com Márcio França (PSB) e Celso Russomano (Republicanos), que acabaram fora da disputa.

Com 100% das urnas apuradas, também é correto analisar que o psolista foi além do eleitorado histórico do PT, também foi beneficiado pelo voto silencioso.

Situação semelhante aconteceu com a candidatura de Manuela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre. Sua estratégia de campanha foi centrada no eleitorado jovem que juntamente com seu recall por ter sido vice na chapa de Fernando Haddad (PT) em 2018, impulsionou o favoritismo de sua candidatura.

Em Fortaleza, Sarto Nogueira (PDT) é um caso peculiar, pois sua candidatura é apoiada por forças políticas locais, incluindo o prefeito Roberto Cláudio (PDT) e o governador Camilo Santana (PT), ambos com mais de 50% de aprovação.

Porém, isso não significa que “já ganhou”, pois do outro lado a candidatura de Capitão Wagner (PROS) é ancorada pela mesma estrutura que elegeu Bolsonaro em 2018.

Embora a trajetória política do parlamentar que liderou o motim da Polícia Militar do Ceará no início deste ano seja anterior a do presidente Jair Bolsonaro, sua candidatura em 2020 é sustentada pelas trincheiras do bolsonarismo.

De toda forma, o apoio a essas três candidaturas é um chamado para o campo progressista e seus líderes. Mágoas ou intrigas locais não devem prevalecer nesse momento, é a chance de ouro do lado democrático mostrar sua força e maturidade política perante a população dessas três capitais estratégicas e transmitir uma mensagem bem clara para o inquilino que ocupa a Presidência da República.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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6 comentários

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Rodolfo Matos

17 de novembro de 2020 às 04h58

Por que Marília Arraes não foi citada?

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    Eduardo Cassani

    18 de novembro de 2020 às 17h59

    suponho que seja porque ela disputa com o primo do PSB, aliado nacional do PDT, todos do mesmo campo

    Responder

Paulo Renato

17 de novembro de 2020 às 00h18

Boulos e Manuela esta colhendo os frutos da lealdade pois como esquerda de verdade acompanharam lula ate o dia da prisão Marília Arraes também

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Alexandre Neres

16 de novembro de 2020 às 17h53

Fala Gabriel, meu chapa. A ressaca no Cafezinho foi braba, hein? Vocês continuam ruins de voto. De todas aquelas teses desenvolvidas meses a fio, só a empáfia permaneceu, mas, enfim, não é disso que vim falar.

Estou disposto a aceitar seu desafio, até porque não tenho alternativa senão apoiar esses candidatos que você listou. Mas num teria jeito de incluir a Marília Arraes nesse pacote não? Cá entre nós, aquele fedelho namorado da Tabata ninguém merece, né? Você vai ver, nem vai doer votar no PT. Formou? Aquele abraço!

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José de Souza

16 de novembro de 2020 às 17h36

Totalmente de acordo. Faltou incluir Edmilson em Belém do Pará, que vai enfrentar um troglodita bolsonarista. Será que Ciro vai insistir no erro e viajar pra Paris de novo?

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Gedeon

16 de novembro de 2020 às 16h01

O único que pode se eleger é o de Fortaleza.

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