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Eles estão juntos: A missão de Camilo e do Brasil contra os capitães da morte

Por Gabriel Barbosa

18 de novembro de 2020 : 10h02

Por Gabriel Barbosa

O anúncio de apoio do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), ao candidato a Prefeitura de Fortaleza, Sarto Nogueira (PDT), feito nesta segunda-feira, 16, oficializou a missão do líder cearense e de todo o país contra a ascensão do projeto de extrema direita patrocinado pelo candidato Capitão Wagner (PROS).

Líder de dois motins da Polícia Militar – 2011 e 2020 – que deixou a sociedade cearense de joelhos perante a insegurança e os homicídios em massa, o policial da reserva é ancorado pelo presidente Jair Bolsonaro, responsável direto pela morte de 166.758 brasileiros durante a pandemia.

Espelhando-se no chefe, Wagner tenta passar uma imagem de bom moço, com sorriso branco e discurso de “libertação” dos “coronéis do Ceará”, sendo ele um capitão da reserva e com indícios de envolvimento com o submundo das milícias. Em fevereiro deste ano, o motim da PM liderado pelo parlamentar deixou o rastro de 312 homicídios no Ceará e um clima de pânico que se abateu sobre o Estado.

Ao centro, Wagner, a sua direita, Cabo Noélio e Sargento Reginauro que também patrocinaram o motim da Polícia Militar no Ceará. No fim, sobrou uma grande derrota para o grupo. Foto: Reprodução

Nove meses depois, o bolsonarista tenta chegar ao comando da capital cearense. Porém, o governador Camilo Santana (PT), que teve pulso firme e o apoio da população cearense para prender quatro policiais e investigar outros 300 por crimes que vão do furto de viaturas dos batalhões ao incêndio de veículos de cidadãos civis que eram contra o movimento ilegal e criminoso patrocinado por Wagner, está de volta ao jogo.

Em fevereiro deste ano, Camilo Santana (PT) comunicou a todo país que os policiais amotinados não seriam anistiados. O então deputado federal Capitão Wagner (PROS) apresentou um projeto na Câmara dos Deputados para anistiar os seus liderados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, vetou o projeto do bolsonarista. Foto: Reprodução

Com mais força política, Camilo deve olhar para o futuro da quinta maior capital do país e enfatizar sua aliança com Sarto. Capitalizando o máximo de partidos e lideranças que puder, o governador terá um duplo trabalho: ser o cabo eleitoral do pedetista e agir nos bastidores.

Agora desimpedido pela burocracia partidária que o fez ficar neutro no 1° turno, Camilo vai entrar na disputa com mais arsenal contra o bolsonarista. Popular e com alta aprovação em Fortaleza, o petista também sabe que a vitória em Fortaleza significa o fortalecimento do seu projeto político para 2022.

Sendo assim, a disputa em Fortaleza deve ganhar projeção nacional devido aos atores políticos envolvidos. Tanto para Camilo quanto para seu arco de alianças, a vitória na capital cearense representa o fortalecimento diante dos capitães da morte, que logo mais devem cruzar com o petista na eleição estadual e federal.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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4 comentários

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Hilario

18 de novembro de 2020 às 18h48

Libera os comentarios Gabrielzinho…

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Alexandre Neres

18 de novembro de 2020 às 18h38

Se teve uma notícia boa nessas eleições, foi a derrota acachapante de todos esses candidatos, progressistas ou não, que quiseram se aproveitar da onda conservadora de 2018, utilizando-se do cargo para arrebatar votos, com uma retórica policialesca. Olha que teve muita gente que se diz progressista que apoiou essa tática equívoca e antiética, fazendo referência ao punitivismo e a malandros.

No segundo turno, vamos mandar esse capitão para o raio que o parta! Em Fortaleza, é Sarto!

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O Demolidor

18 de novembro de 2020 às 18h03

Agora o PT presta….quando é puxadinho….

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Justiceiro

18 de novembro de 2020 às 13h33

De capitão em capitão, as derrotas vão se acumulando.

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