Live do Cafezinho: balanço dos partidos de esquerda

Análise: Bolsonaro, o falastrão pé frio e derrotado

Por Gabriel Barbosa

22 de novembro de 2020 : 11h25

Por Gabriel Barbosa

O recado das urnas nas eleições municipais de 2020 foi cristalino: Jair Bolsonaro foi o grande derrotado. No 1° turno, mais de 60% dos candidatos indicados pelo presidente floparam, deixando para o “mito” um rastro de incompetência eleitoral e o sinal vermelho para 2022.

A análise mais fria até aqui é que o eleitor percebeu o descaso versus deboche de Bolsonaro com a pandemia e deu sua resposta na urna, expurgando a maioria esmagadora dos indicados pelo presidente. Com isso, também é correto afirmar que a repulsa aos valores do tal bolsonarismo foi em massa, tirando do cenário todo o candidato que tentou ressuscitar a onda de 2018.

Porém, no lugar do polo de extrema-direita representado por Bolsonaro e de uma fração do lavajatismo, ficou o tal do “centro”, partidos que navegam no mar da conveniência como MDB, PP, PSD e o DEM, como um caso a parte. Aliás, sobre a vitória desses partidos, a pedra já foi cantada aqui em outra análise.

É fato que uma fração considerável desses partidos fazem parte da base do governo Bolsonaro. Porém, a história mostra que nos últimos anos, o apoio dessas legendas foi gelatinosa, vide Collor e Dilma que ficaram a deriva na hora do aperto. Portanto, isso não tira a pecha de derrota do presidente.

Saindo vitoriosos, as legendas de Centro já começam a acenar para quem deseja se apresentar como alternativa em 2022. No momento, o PDT de Ciro Gomes é a bola da vez. Amanhã, poderá ser outro, nada é constante na política. A conferir!

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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21 comentários

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Alexandre Neres

23 de novembro de 2020 às 15h01

Pô, Gabriel, cadê meu comentário? Fui um dos primeiros a enviar e apareceu aguardando moderação.

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    Alexandre Neres

    23 de novembro de 2020 às 15h04

    Apareceu quando mandei este aguardando moderação desde 22/11/2020.

    Responder

Montecristo

22 de novembro de 2020 às 23h11

Qual bolsonarismo se na primeira ocasião os brasileiros não votaram para quem o mesmo indicou ?

Continuam insistindo mas as narrativas acabaram, não colam mais… quem manda hoje são os fatos e a opinião dos brasileiros e se a esquerda não evoluir e aprender a trabalhar com isso não volta ao poder nunca mais.

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Tony

22 de novembro de 2020 às 21h41

O esperneio é livre, ilimitado e de graça esquerdetes…kkkkkkkkkk

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Garrincha

22 de novembro de 2020 às 20h35

Cadê os comentários Gabrielzinho ?

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    Garrincha

    23 de novembro de 2020 às 10h30

    Cadé os comentarios Gabrielzinho, larga de ser expertalhao…

    Responder

Alan C

22 de novembro de 2020 às 19h31

Essa onda da extrema direita, negacionista, terraplaista, homofóbica, genocida, racista e sexista aconteceu em diversas partes do mundo. Aqui se chamou de bolsonarismo pq centrava no idiota da vez, o palhaço bozo.
O centro é uma sopa de entulho sem uma ideologia definida. Como disse o Gabriel, foi com Collor, foi com Dilma, foi com Temer e agora acompanha, por conveniência própria e com prazo de validade, o zé ninguém do atual presidente.
Dizer que a bola da vez é Ciro me parece um pouco exagerado. Qual evidência disso? Por enquanto, nenhuma.

A conferir.

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Michele

22 de novembro de 2020 às 15h50

Derrotado foi o PT. Só ficaram com 2 prefeituras no País inteiro, depois dessas eleições. A propósito, Bolsonaro é Bolsonaro, votamos nele. Nenhum outro político o representa. Ele é sem igual, verdadeiro e sem falácias. Ame ou odeie ele. Provavelmente será reeleito com 41% de aprovação (Revista Exame), e é só subindo, para desespero da esquerda.

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    José Cortes

    22 de novembro de 2020 às 20h49

    Michele, voce é uma oprimida que vota no seu opressor. Bozonaro só serve para tirar direitos dos trabalhadores. Não se solidarizou em momento algum com os parentes das vítimas da pandemia. Psicopata que nunca trabalhou na vida. Infelizmente muitos brasileiros e brasileiras foram influenciados pelas fake news e colocaram um psicopata no poder. Uma hora o povo vai acordar e mandar esse imbecil de voltar para o inferno.

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    Micheque

    23 de novembro de 2020 às 01h02

    O bolsominion fumou maconha estragada rs

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Oblivion

22 de novembro de 2020 às 15h42

Concordo que o bolsonarismo foi o grande derrotado. E acho isso ótimo. O que não consigo aturar é sitezinho (157) pago pelo pt, pra deixar os ptistas fanáticos burros, dizer que o psdb foi o grande derrotado. Caiam na real, eles, infelizmente, tem grandes chances de eleger o prefeito da maior cidade do país novamente. Espero que o Boulos e Erundina possa virar e vencer, e assim fazer uma administração boa, criativa e eficiente. Voltando aos sitezinhos, muito triste que ao invés de educar, instruir, etc, optem por tentar criar um exército de zumbis (tipo iguais os que o bozo tem)

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    Luan

    22 de novembro de 2020 às 20h45

    “…..e assim fazer uma administração boa, criativa e eficiente”…?!?! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Criativa isso sim, eu diria quase magica….kkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

    Valeriana

    22 de novembro de 2020 às 20h47

    A unicas coisas que Boulos poderia administrar com exito seria cracolandia.

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    Efrem Ventura

    22 de novembro de 2020 às 21h50

    Essas eleiçoes foram as primeiras com Bolsonaro na presidencia e demostraram claramente que o “bolsonarismo” (que alguns expertalhoes tentam criar…) nao existe.

    Os brasileiros votaram de propria consciencia…acabou-se a época em que Lula mandava no paìs inteiro e um monte de boca aberta obedeciam feito gados.

    Esses mesmo “genios bananeiros” deixaram o PT tomar conta do Brasil por quase duas decadas e com os resultados tragicos que vivemos até hoje e viveremos para sempre pois nao hà concerto.

    Responder

    Francisco

    22 de novembro de 2020 às 22h45

    Vá ver pelo fato que na eleição de 2020, em relação a de 2016, o PSDB perdeu em torno de 7 milhões de votos, o MDB perdeu 4,2 milhões, o PSB perdeu 3,1milhão, o PDT perdeu 1,1 milhão e o PT, com 200 mil votos a mais, manteve praticamente os 7 milhões de votos obtidos em 2016, mesmo com menor número de prefeituras, mostrando sua força no cenário político nacional, ao obter o maior número de votos e eleger o segundo maior número de vereadores, nas cidades acima de 500 mil habitantes, sem esquecer que em 2018, além de disputar o segundo turno para presidente, elegeu o maior número de governadores, de deputados federais e o segundo maior número de deputados estaduais no Brasil.

    É isso aí, portanto caia na real e saiba que os votos que contam para mensurar as forças dos partidos nas eleições municipais são os obtidos em primeiro turno, por motivos mais que óbvios, sem esquecer que o PSDB, além de 7 milhões de votos, perdeu 273 (36%) prefeituras e na maior cidade do país perdeu na votação para vereador para o PT, elegendo 3 vereadores a menos em relação a 2016.

    Responder

      Efrem Ventura

      23 de novembro de 2020 às 11h03

      Quer convencer alguem que o mesmo time perdeu mas ganhou…?!?! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Responder

Alexandre Neres

22 de novembro de 2020 às 14h22

Como diria Tom Jobim, o Brasil não é para principiantes. A começar da imprensa dita profissional, que é um antro de desinformação. Com tantas meias-verdades compõe uma fake news inteira. Se não, vejamos. À época das eleições, os jornalões se recusavam a afirmar que Bolsonero era de extrema direita, caso da Folha que é o menos conservador deles. A péssima Vera Magalhães disse que a escolha de 2018 era de Sofia, agora posa de democrata, hoje chama Boulos de moderado. Pois bem, decorrido um tempo do desgoverno, a grande mídia deu um cavalo de pau, e copiando a teoria dos dois demônios criou a tese dos dois extremos, inventando uma polaridade simétrica, colocando de um lado Bolsonero e dou outro o PT. Qualquer um sabe, até por ter governado o país durante muito tempo, que o PT é de centro-esquerda. Dando mais um passo, agora o PIG quer criar um centro imaginário que nunca existiu, por meio da novilíngua querem chamar de centro o que na prática e ideologicamente significa direita. O Centrão não é nem nunca foi de centro, o Centrão sempre foi de direita. Vou dar como exemplo ACM Netho e Rodrigo Maia do DEM: desrespeitaram o resultado das urnas em 2014: tramaram um golpe sem crime de responsabilidade contra a soberania popular; como fiadores do rentismo, tocaram todas as reformas neoliberais levadas a cabo desde então; votaram em Bolsonero e são da base de apoio de tal governo, inclusive com ministros e membros do partido no desgoverno.

Qualquer um percebe como os DEMos estão de nariz empinado, sentindo-se cacifados pelas urnas. Semana retrasada ACM Netho ciceroneou Luciano Huck, introduzindo-o no seleto grupo dos Faria Limers. Huck, outro eleitor de Bolsonaro, disse à época que Bolsonaro iria ressignificar a política no país. Bolsonaro sempre foi Bolsonaro, nunca procurou esconder nada de ninguém, é o ser deplorável que sempre foi. Maia é o lugar-tenente do rentismo para aprovar as reformas neoliberais que retiram o direito dos trabalhadores. Já está cuspido e escarrado que o candidato preferencial do DEM é Luciano Huck. Caso ele refugue como de outras vezes, o DEM poderá recorrer ao aliado antigo, o PSDB, com o mauricinho Doria. A capivara do DEM é longa, uma sequência de ataques ao estado democrático de direito, apoio a golpes, à tunga de direitos da população e a projeto de ditadores sem a mínima noção de como tocar um governo, gerando sucessivas crises uma após a outra.

Diante disso, seria de bom tom que Ciro Gomes, depois do apoio vergonhoso ao DEM em Salvador, parasse de fazer o jogo da direita e de legitimar notórios golpistas se aliando a eles, o que macula o seu nome, até porque mesmo o mundo mineral sabe que na hora do vamo ver o DEM vai cair no colo de seus velhos aliados de sempre em 2022.

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H. Upmann

22 de novembro de 2020 às 13h22

Sem combinar com os brasileiros essas alianças de escritório são inúteis, não interessam a ninguém.

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Garrincha

22 de novembro de 2020 às 13h18

Não adianta ler meus comentários, não liberar e em seguida fazer “analise” dizendo o oposto do que são os fatos. O monopólio da narrativa acabou… a partir de 2019 se trabalha com os fatos.

Bolsonaro entrou na pandemia junto ao Moro com X de aprovação e saiu sem Moro com X + 10% pois passado o medo insuflado pela midia e pela esquerda falida os brasileiros perceberam claramente que os danos colaterais do isolamento são muito superiores ao benefícios.

Bolsonaro representa o brasileiro medio e as últimas eleições municipais demostraram claramente que a esquerda é sempre mais fraca e que Bolsonaro está levando o Brásil de volta ao lugar natural de apartenencia.

Não é nenhuma novidade que as eleições municipais nada tenham a ver com as presidências: https://exame.com/brasil/exame-ideia-aprovacao-de-bolsonaro-vai-a-41-a-mais-alta-em-quase-2-anos/

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Paulo

22 de novembro de 2020 às 12h30

Não creio que esse “Centrão” expandido possa se compor com Ciro. Mas vai que, né!? Da minha parte, estou no mato sem cachorro. Não há ninguém, dentre os virtuais candidatos, ou dentre os especulados, que apresente as características que me agradam, inteiramente. E nem, muito menos, as que eu exijo de qualquer político. Se abundam algumas virtudes, escasseiam outras, ou mesmo, inexistem. E sobram defeitos e vícios…Nem tomando umas, viu!?

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    Batista

    22 de novembro de 2020 às 23h00

    De fato, ‘no mato sem cachorro’, que resolveu aplicar seus esforços profissionais, agora em relação a ajudar bilionário internacional, ‘enroscado em três continentes’, se safar de acusações de, corrupção, sonegação, violação de leis ambientais, etc.

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