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Hacker afirma que Lava-Jato queria prender Gilmar e Toffoli

Por Redação

21 de dezembro de 2020 : 14h25

Em entrevista exclusiva na CNN, o hacker Walter Delgatti Neto afirmou que a Lava-Jato tinha como um dos objetivos prender os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

“Eles queriam. Eu não acho, eles queriam. Inclusive Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Eles tentavam de tudo pra conseguir chegar ao Gilmar Mendes e ao Toffoli, eles tentaram falar que o Toffoli tentou reformar o apartamento e queria que a OAS delatasse o Toffoli, eles quebraram o sigilo do Gilmar Mendes na Suíça, do cartão de crédito, da conta bancária dele, eles odiavam o Gilmar Mendes, falavam mal do Gilmar Mendes o tempo todo”

Delgatti também disse que apesar disso, alguns ministros desejavam auxiliar a força tarefa.

“O Barroso, eles tinham um laço bem próximo. O Barroso e o Deltan conversavam bastante, (sobre) vida pessoal. Inclusive o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer um procurador”

O hacker ficou conhecido após divulgar conversas privadas entre procuradores e o ex-juiz Sergio Moro.

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10 comentários

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Edson Luiz.

21 de dezembro de 2020 às 22h24

Meu último cafezinho foi um café forte (poderia até ser este o título: CAFÉ FORTE, se fosse um artigo para o jornal), mas café forte é bom para nós mantermos acordados.
FORA bOLSON…!

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Edson Luiz

21 de dezembro de 2020 às 22h17

Ministros do STF interagiram com procuradores em causas relacionadas com a Operação Lava-jato.
” O Barroso, eles tinham um laço bem próximo. O Barroso e o Deltan conversavam bastante, (sobre) vida pessoal. Inclusive o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer um procurador.” (sic, transcrito deste ‘ocafezinho’ declarações da delação do hacker Walter Delgatti Neto.
Pela delação do hacker, agentes públicos interagiam com agentes públicos. A interação envolvia orientações sobre as peças de acusação contra praticantes de crimes contra o Estado.
Agentes públicos interagindo com agentes públicos: alguns, com investidura legal para julgar e condenar; outros, com investidura legal para investigar e apresentar acusação.
Pela ordenação jurídica brasileira, parece (uso um verbo de dúvida por, não sendo advogado, não querer afirmar) que não é adequada a interação de juízes com as partes interessadas em ações que juízes vão julgar.
E se houver interação entre as partes, ocorre apenas uma inadequação ou o que ocorre mesmo é uma ilegalidade por parte desses agentes públicos?
Há coisas que são legais, mas são imorais; há coisas que são inadequadas, mas são necessárias.
O juiz Sérgio Moro – e eu me refiro ao tempo em que ele ainda não tinha aderido ao bolson… -, em várias situações cometeu inadequações para conseguir seu intento de punir o que entendia como ilegalidades contra o país. Essas inadequações cometidas pelo juiz Sérgio Moro são válidas para o seu intento de punir crimes? Dezenas de empreiteiros de obras (os maiores do país, desse setor tido como o mais corrupto e nunca antes alcançado por contar com a proteção de políticos poderosos, doleiros, políticos e outros criminosos foram alcançados pelo recurso à protocolos não tradicionais de investigação e outras inadequações, embora fossem apenas firúlas jurídicas. Não usassem esses agentes públicos os meios pouco tradicionais que usaram e a criminosa empreiteira Odebrecht estaria impune. As condenações da Odebrecht devem ser anuladas? E as condenações das outras empreiteiras, empresas, doleiros e as de todos, devem ser anuladas? Os bilhões de reais e dólares recuperados devem ser devolvidos aos punidos e o país lhes deve pedir desculpas pelas condenações por terem sido usadas interações entre agentes, com o uso de meios não tradicionais para apresentação das denúncias, embora nada seja apresentado pelas equipes de defesa dos acusados e dos punidos quanto à lisura do julgamento em si e os recursos apresentados questionem apenas essas firulas e não alegam inocência? Se você acha sim que estas empresas e pessoas devem ser inocentadas dos crimes que concretamente tenham cometido, por inadequações usadas pelos agentes públicos nas investigações e apresentação de acusações contra elas, mesmo quando elas tiveram posteriormente confirmadas suas condenações pela instância colegiada de revisão do julgamento (que nos casos de condenações da Lava- Jato de Curitiba é a 4ª TRF de Porto Alegre), você acha que essas criminosas devem ser inocentadas?
Tendo o tal do ex-juiz Sérgio Moro só por ilustração: foi este juiz que fêz as primeiras condenações do traficante internacional Fernandinho Beira-Mar, com penas que vão a mais de quarenta anos (tenho que admitir que condenar esse esquartejador quando todos arregam é mostra de coragem. Hoje esse traficante está cumprindo penas que vão a mais de duzentos anos). Se em algum tempo for verificado que o juiz Sérgio Moro à época, quando condenou Fernandinho Beira-Mar cometeu inadequações, interagindo com os promotores de justiça para condenar o traficante, você acha que as condenações do traficante feitas por este juiz devem ser anuladas? Se você acha que sim, e supondo (eu sei que as primeiras condenações do traficante foram por esse juiz, mas não sei se o traficante apresentou recurso à Instância Colegiada Revisora) que o traficante tenha apresentado recursos e tenha tido seus recursos negados e suas penas confirmadas pelos juízes revisores, você acha que mesmo assim, pelas investigações terem usado de inadequações, embora o esquartejador e traficante seja mesmo esquartejador e seja mesmo traficante, este esquartejador deve ter suas condenações anuladas?
A questão da justiça penal e sua estruturação envolvem filosofia moral. Com qual filosofia moral você acha que devemos estruturar nossa ordem jurídica? A resposta a esta pergunta também responderá a com qual filosofia moral você estruturados uma nova ordem em um novo Estado.
Quando dois agentes públicos – o íntegro e super-progressista Ministro Roberto Barroso, do STF, e o procurador da República Deltan Delagnol, por exemplos – interagem para terem sucesso na punição de crimes contra o Estado, seus atos devem ser anuladas e os criminosos, embora criminosos, não serem punidos?
O tal do flávio bolson… tem recorrido a esse argumento, de alegar a prática de interações entre agentes, de uso de inadequações por parte de agentes públicos, para impedir investigações e acusações e tentar se livrar de futuras possíveis condenações e cadeia, ou para pelo menos retardá-las. flávio bolson… alega inadequações por parte de Policiais Federais, Auditores do Tesouro Federal e até mesmo interferências do ex Ministro da Justiça Sérgio Moro (custou-lhe o cargo de Ministro da Justiça por não ter arregado e não ter facilitado ao pai do senador a troca de agentes públicos das instituições de investigação no Rio de Janeiro que investigavam o filho zero à direita -de zero). Você acha que os processos contra flávio bolson… devem ser anulados por cometimento de inadequações por parte dos agentes públicos?
edsonmaverick@yahoo.com.br

Responder

    Batista

    22 de dezembro de 2020 às 14h20

    Tem dia que é de noite longuíssima:

    Em suma, justiça à la carte e restaurante constitucional.

    Pode?

    – Se até Gabeira phode…

    Coisas do Brasil da mediocridade à moda e desgovernado pra cima de todos, com ‘Deus’ acima de tudo explicando até “o monumento é de papel crepom e prata…”.

    – E “os olhos verdes da mulata”?

    Responder

    Alexandre Neres

    22 de dezembro de 2020 às 16h45

    Além de analfabeto político, é analfabeto jurídico. Sem mais.

    Responder

      Edson Luiz.

      23 de dezembro de 2020 às 01h20

      Só aguardando o desfecho final deEm relação a muitas dessas ações da Operação Lava Jato, só aguardando o desfecho final das ações, depois do trânsito em julgado, se vai poder saber do juízo de culpa ou inocência definitiva que as instâncias jurídicas fazem dos réus.
      Quanto às acusações que pesam contra Lula – que é o que em geral sensibiliza os cientistas políticos competentíssimo que constituem os milhares de militantes desse partido – ninguém, nem os que torcem contra, nem os que torcem a favor, podem saber se ele é culpado ou se é inocente. Às provas que constam dos ninguém mais tem acesso senão os juízes julgadores, os procuradores acusadores e a equipe de advogados de defesa do Lula. Qualquer manifestação sobre culpa ou inocência não passa de torcida, opinião, doxa por parte dos petistas apaixonados ou dos antipetistas apaixonados, todos cegos por ideologismos, todos todos certamente não são ideologicamente de esquerda nem de direita, são cientistas políticos de extrema- direita ou de extrema- esquerda (e minha disposição em relação a extremistas não é uma disposição negativa. A deles sim, já que assumem uma atitude envergonhada em relação ao posicionamento extremista, se identificando como ‘progressistas’ ou ‘das esquerdas’, uns ou como ‘nacionalistas’, os outros. Eu, se defendesse uma posição extremista, o faria com orgulho e sem disfarces: os dois extremos políticos fazem parte do espectro ideológico. Dissolver tudo em ‘direitas’ e ‘esquerdas’, juntando tudo aí dentro, nada mais é que uma prática binária e enganadora por ser uma prática maniqueísta.
      Agora, quanto a estas questões da Lava Jato, eu, como todo mundo ou quase, tenho uma opinião, até por ter consciência de que, sem conhecer as provas, não passa disso: opinião. Por isso não emiti juízo. Daí, como um número maior de pessoas são antipetistas e fazem questão de exercer seus ódios com paixão, eu sou acusado de estar defendendo Lula, de estar defendendo o PT. Logo eu, que, por profissão, tenho obrigação de conhecer certos aspectos disso mais do que algumas delas, e por isso, e elas sabem bem, sou bastante crítico aos erros do PT. Elas sabem, mas isso não adianta, como eu prefiro aguardar a decisão final por não ser possível ter uma opinião, elas condenam o Lula, e me condenam junto, embora sabendo que sou crítico ao PT e a todos os outros partidos, reconhecendo alguma qualidade no Cidadania e no Rede (mais pelo nome da Marina e a proximidade do André Lara, Eduardo Paes de Barros e do Eduardo Gianeti). Mesmo assim, como vejo alguma qualidade nesses dois, mas ainda muito mais com cara de federação de candidatos do que com partidos políticos, prefiro manter distância.
      Ultimamente, cansado da polarização, das tecnologias de ódio envolvidas, das desqualificações políticas boçais ( e olha que são desqualificação feitas por esses milhares de maravilhosos cientistas políticos; eles conhecem teoria política, mas fazem de maneira boçal por paixão, nisso eu os compreendo), retomando, resolvi me mexer e ajudar a animar a possibilidade de um encontro dos vários fragmentos que são estes partidos de Centro-esquerda, o Rede, o PDT, o Cidadania, o PSB e outros na constituição de um partido de centro-esquerda no Brasil, memo sem maior ilusão por saber que os projetos políticos desses atores envolvem um tanto de necessidade pessoal de poder e ninguém abre mão de ser o chefe único, no máximo ampliam para ser o projeto particular de um grupo.
      Eu não gosto da ideia de frentes políticas. Para mim, o espectro político possui a ultra-esquerda, a esquerda, a centro-esquerda, a centro-direita, a direita e a estrema-direita, um espectro de seis sabores. Não faz nenhum sentido a existência de 500 forças políticas, se torna muito fragmentária, com cada fragmento sendo propriedade de um dono para viabilização de seu projeto – vide o PSB. E eu, pelo que conheço (embora conheça pouco, não sou sequer um cientista político, quanto mais um desses gabaritados como os milhares de cientistas políticos que o Brasil tem – aliás, o Brasil também tem milhares, milhões de técnicos de futebol, e nem isso eu consigo ser um: sou um perna de pau). São seis matrizes de idéias de um extremo a outro, o centro não existe, é apenas um centro imaginário. Tomara que nos próximos anos surja esse partido político e também ocorram unificações nos outros fragmentos.
      Quanto ao julgamento das coisas da Lava Jato, tem muita chance da minha opinião quanto a culpas ou inocências ficar acompanhadas de Rosa Weber, Carmen Lúcia, Luiz Edson Facchim, Luiz Fux e Roberto Barroso. Me sentirei um analfabeto jurídico orgulhoso. Quem tem opinião diferente da minha, ficará um jurista orgulhoso também por estar na companhia de Lev’i’andovisk, Gilmar Mendes, Março Aurélio e Tófoli.

      Responder

        Alexandre Neres

        23 de dezembro de 2020 às 11h45

        Pare de produzir provas contra si mesmo. O fato de aderir acriticamente à tese dos dois extremos, da polarização simétrica, tal qual desenvolvida pela Globo e demais jornalões, desvela que não passa de caixa de ressonância. Qualquer pessoa que não abdicou de pensar sabe que o PT não é da extrema esquerda, até por ter estado no governo por tanto tempo. Vá estudar a tese argentina dos dois demônios para entender a cilada na qual se meteu.

        Outro ponto risível é só poder se manifestar depois da decisão dos especialistas. Isso as torna legítimas? Se a reeleição flagrantemente incostitucional do Maia e do Alcolumbre passasse no STF deixaria de ser inconstitucional? Leia nas entrelinhas, deixe de ser apedeuta. Veja as decisões exóticas do judissiário de acordo com a cara do freguês. Lula não pode ser ministro, Moreira Franco pode. Serra, Aécio e Alckmin têm salvo-conduto do judissiário. Moro não queria criar melindres, que FHC fosse investigado e assim por diante. Por um acaso, li o processo do Lula e prova ali não há. Não preciso esperar decisão do judissiário para me pronunciar sobre o assunto. Como de praxe na Lava Jato, há uma séria de ilegalidades, atropelos, o que é bom a gente mostra e o que é ruim a gente esconde, de convicções, de construções de narrativa, de escolher a dedo qual depoimento de uma pessoa x serve ou não serve, além de muito mal escrita e concatenada. Enfim, um afã a priori de condenar a jato. As evidências são demais e este caso vai figurar na História entre os maiores casos de perseguição judicial para fins políticos de todos os tempos. E você, para variar, tal qual Carolina, ficou na janela e nada viu.

        Responder

Alan C

21 de dezembro de 2020 às 18h09

IN FUX WE TRUST

Sem mais meritíssimo…

Responder

Paulo

21 de dezembro de 2020 às 17h26

De que eles desejassem prender Toffoli e GM eu não duvido. Eu também desejaria poder fazê-lo, dentro da lei. E, pelo visto, Lewandowski e o estreante também mereceriam, possivelmente, a mesma sorte. Coincidentemente, todos com origem na advocacia…Esse tal de Kassio tem tudo para ser um desastre para as Instituições republicanas…

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JOHN JAHNES

21 de dezembro de 2020 às 17h13

Como se diz na gíria bolsominion, ou seja, na giria chula, bolsonariana, “SERÁ QUE TEM ALGUM MAGISTRADO COM CULHÕES SUFICIENTES PARA MANDAR ESSES CANALHAS CORRUPTOS DA LAVAJATO PARA A CADEIA?
O corporativvismo entre bandidos da mesma área do governo vai salvar as peles desses bandidos lavajatistas inexcrupulosos?
Ou será que o corporativismo vai querer punir o novamente o hacker delator de bandidos?
DEPOIS DA BANDIDAGEM QUE FIZERAM COM LULA E SUA FAMÍLIA, TUDO É POSSÍVEL,
VINDO DESSA GENTE QUE PRECISA DE VEZ QUANDO LAVAR SUAS TOGAS DE TANTAS SUJEIRAS QUE ESCONDEM.

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Alexandre Neres

21 de dezembro de 2020 às 15h03

O aspecto mais intrigante foi saber que um ministro do supremo, o iluminista do Projac, orientava Tantã Dinheirol acerca do que deveria constar nas peças processuais, dada a tamanha intimidade que existia entre ambos, tal qual o que ocorreu com o marreco. Relações espúrias. Sistema de justiça corrompido. O crápula do supremo usa punhos de renda e inda quer posar de reserva moral do país. Aff!

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