PARIS CAFÉ: Lula volta ao jogo e polariza com Bolsonaro. Quais os novos desafios?

Dois partidos dialogam com PDT sobre vice de Ciro Gomes em 2022

Por Redação

23 de fevereiro de 2021 : 19h08

O PSD de Gilberto Kassab e o DEM, presidido por ACM Neto, estão dialogando frequentemente com a Executiva Nacional do PDT, liderada por Carlos Lupi.

Ambas as legendas podem ocupar a vice na chapa de Ciro Gomes a presidência da República em 2022. No PSD, o senador Antonio Anastasia (MG), é o nome mais cotado para ocupar o posto.

Se for concretizado, Ciro poderá ter um apoio de peso no segundo maior colégio eleitoral do país. Para o governo de Minas, o diálogo entre o PDT e o prefeito de BH, Alexandre Kalil, também já existe.

De acordo com a Veja, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também entrou no radar, mas é pouco provável que o ex-ministro de Dilma e Temer aceite o desafio.

Já no DEM, com o racha público entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu margem para que o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, entre como opção para ser vice na candidatura do pedetista.

A estratégia do PDT e de Ciro Gomes é acenar para o voto conservador, cada vez mais crescente no Brasil.

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17 comentários

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Kleiton

22 de março de 2021 às 21h24

Comecei a acompanhar debates e entrevistas de Ciro Gomes a partir de meados de 2017, e acredito sem sombra de dúvidas que ele merece uma chance de comandar o país, pois demonstra ter total capacidade. Sugiro que antes de qualquer pré julgamento, procurem pesquisar e irão ver o quanto ele conhece o país e o quanto é preparado. Votei nele em 2018 e votarei novamente em 2022, pois sei que estarei apostando em alguém que pode realmente colocar o país nós trilhos.

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Dhaise Maria

24 de fevereiro de 2021 às 17h34

Ciro Gomes, lors de la dernière élection ici à Paris, a laissé le débat électoral plus enrichi. Nous espérons que vous reviendrez, car nous, Parisiens, apprécions votre participation. PARIS EST INOUBLIABLE.

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    Ives Pierini

    27 de fevereiro de 2021 às 13h50

    La perspective de l’image d’un lampadaire sans lumière, une marionnette manipulée, née pour se perdre au nom de la polarisation politique, doit être plus acceptable vue depuis Paris

    Responder

Bassam

24 de fevereiro de 2021 às 15h30

Ciro não é de longe o mais preparado…é o único bem preparado o que é diferente!
Bozo nem se sabe se chega lá e se chegar pode ter 20% sim! O PT não levou nenhuma prefeitura de peso, está em decadência….Ciro tem tudo pra ir pro segundo turno e se for é imbatível!!!

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Justiceiro

24 de fevereiro de 2021 às 14h12

O único que a elite tem medo.

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Lucas Santana

24 de fevereiro de 2021 às 10h08

1. É impossível imaginar Bolsonaro com menos de 30% do primeiro turno, um presidente que busca reeleição jamais ficará abaixo disso;
2. É impossível algum petista (seja quem for) com menos de 30% no primeiro turno, já que em 2018, em um dos piores momentos da história do PT, ainda assim Haddad conseguiu 29%;
3. Ciro precisaria ter mais de 30% para ir ao segundo turno, e isso JAMAIS acontecerá, pois seria necessário que quase todos os demais candidatos (fora PT e Bolsonaro) decidissem apoiar ele, o que jamais vai acontecer. Assim, como haverá pulverização entre os demais atores políticos, com várias candidaturas (NOVO, PSDB, e vários nanicos), só um evento escandaloso e atualmente não previsível fará com que o segundo turno seja diferente de “Bolsonaro x PT”.

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EdsonLuiz.

23 de fevereiro de 2021 às 19h51

O que temos, historicamente, é o eleitor brasileiro que opta por votar em candidato ou partido se distribuir em ~30% de votos à esquerda, ~30% de votos à direita e os outros ~40% votam em candidatos sem considerar sabor ideológico. (~40% dos eleitores se abstém, vota em branco ou anula o voto).

Esta distribuição quase determina que sempre vai ter no 2º turno um candidato à esquerda e um candidato à direita. Dificilmente isto se altera.

Assim, a tendência é candidatos vistos pelo eleitor como à esquerda buscarem ampliar apoios à direita, e para isto articulam nomes e discursos à direita e, da mesma forma, candidatos vistos como à direita articular nomes e discursos à esquerda.

Com às campanhas se colocando, estas serão, portanto, as próximas cartadas de bolsonaro: arregaçar o país nos próximos meses com decisões populistas e corporativistas. Ele é visto pelo eleitor como candidato de direita e eleitoralmente precisa ganhar votos à esquerda. Como no Brasil esquerda é defender populismos e corporativismos, e não a defesa prioritária das necessidades do povo desvalido é mais necessitado do Estado, é por aí que o bolsonaro vai.

É claro que sempre é uma campanha para mercado. Esses “Partidos Políticos” e candidatos são sempre candidatos ao poder, ao voto e ao projeto pessoal. São Partidos e nomes que nasceram para o mercado é não para ideias, projetos e sabores ideológicos. A política brasileira é uma política sem sabor.
Da campanha, pouco surge como projeto e programa de país. Mesmo os partidos ditos ideológicos entram na campanha sem projeto, sem programa, sem uma alma política.

O exercício da política no Brasil é deprimente. Eu ia falar medíocre, desisti. Quem dera fosse pelo menos medíocre.

Espero que do PSOL e do Partido Novo, dessa vez, surja um projeto de fato para discutir o país. E espero que Ciro, que mais que os outros sempre apresenta um projeto, dessa vez defina um sabor para o seu projeto, o sabor da prioridade radical em favor dos desamparados, dos que realmente precisam do Estado.

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    EdsonLuiz.

    24 de fevereiro de 2021 às 06h10

    Corrigindo: ~30 dos eleitores se abstém, vota em branco ou anula o voto.

    Responder

    Matheus

    24 de fevereiro de 2021 às 09h16

    “O exercício da política no Brasil é deprimente. Eu ia falar medíocre, desisti. Quem dera fosse pelo menos medíocre.”

    Tu definiu tudo. A política brasileira é praticamente uma máquina de excluir, e não digo apenas os pobres e minorias, mas até mesmo pessoas mais capacitadas, com visão e ideais. O Ciro é uma exceção, assim como outros, mas o quadro geral é desalentador. Quem me dera fosse apenas medíocre… falta muito para a política brasileira alcançar a mediocridade.

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    Luis Edson

    24 de fevereiro de 2021 às 12h38

    Qdo os desamparados deixarem de crer q precisam do Estado, deixarão de ser desamparados.

    Responder

Vanderley

23 de fevereiro de 2021 às 19h30

Ciro Gomes é o Bolsonaro da esquerda: grosso, autoritário, não entende nada de economia e só quer o poder pelo poder.

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    Miramar

    24 de fevereiro de 2021 às 01h14

    “Grosso e autoritário” – Exemplos, por favor.
    “Não entende nada de economia” – O Delfim Neto, o Bresser Pereira, o Mangabeira Unger – dentre muitos outros, entre eles o grande Itamar Franco – discordam de você.

    Responder

      Vanderley

      24 de fevereiro de 2021 às 16h24

      Q discordem a vontade. O q é fato é fato. Ciro é só gogó

      Responder

    Matheus

    24 de fevereiro de 2021 às 09h14

    Nos debates o que o Ciro mostrou foi ser bastante cortez e entender bastante sobre economia e gestão pública. Pode xingar e espernear à vontade, é só ver e conferir o preparo e capacidade do cabra.

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      Vanderley

      24 de fevereiro de 2021 às 16h22

      Entender de economia?? Keynesiano daquele jeito?? Por isso que nao entende nada mesmo de economia!!

      Responder

    DAVIDSON

    24 de fevereiro de 2021 às 11h10

    Embasado em que essa afirmação,?

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    Filipe

    24 de fevereiro de 2021 às 22h35

    Engraçado, eu costumo assistir entrevistas com Ciro Gome, e até hoje não conheço alguém que compreenda as mazelas do Brasil tão intimamente como ele. Ciro é advogado especializado em direito tributário, e o cara solta a pérola de que o cara não entende de economia. Ou você não conhece os posicionamentos dele, ou está sendo desonesto intelectual mesmo.

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