Cafezinho & Cinema: conversa com Ducca Rios, diretor de Meu Tio José

Lula: Trabalhadores, lutar sempre, desistir jamais!

Por Redação

01 de maio de 2021 : 19h08

Minhas amigas e meus amigos.

Este é um 1º de maio triste para os trabalhadores e as trabalhadoras do nosso país.

Um dia de luto.

Pelas 400 mil vidas perdidas por conta docovid-19, muitas delas porque o governoBolsonaro se recusou a comprar as vacinasque lhe foram oferecidas.

Pelos 14 milhões de desempregados, vítimas de uma política econômica que enriquece os milionários e empobrece ostrabalhadores e a classe média.

Pelos 19 milhões de brasileiros que estãohoje passando fome, abandonados à própriasorte por esse desgoverno.

Mas o que eu mais desejo, de coração, é que este Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras seja também um dia de esperança.

Sabemos o tamanho do nosso desafio. Nosso país está sendo devastado pelo governo do ódio e da incompetência. Mas sabemos também a nossa força.

Num passado muito recente, fomos capazesde construir juntos um novo Brasil, que o atual governo se esforça todos os dias para destruir.

O pleno emprego, conquistado pelos nossosgovernos, deu lugar a uma taxa recorde de desemprego e desalento.

Além dos 14 milhões de brasileiros desempregados, 6 milhões desistiram de procurar trabalho, porque sabem que não vão encontrar. 38 milhões estão subempregados,sobrevivendo de bicos. São, ao todo, 58 milhões de trabalhadores sobrevivendo em condições precárias.

Ao número recorde de desempregados, somam-se mais de 4 milhões de brasileiros que trabalham na informalidade, para aplicativos. 

São na maioria jovens que arriscam as vidas no trânsito das grandes cidades, trabalhandoaté 14 horas por dia, sem qualquer direito ouproteção social: sem 13º, férias, descansosemanal, previdência, afastamentoremunerado em caso de acidente de trabalho.

Enfrentam jornadas estafantes e perigosaspara enriquecer patrões invisíveis, os bilionários donos dos aplicativos, que se recusam a reconhecer e a honrar seusdireitos trabalhistas.

Mesmo assim, em plena pandemia, o governo nega ao povo um auxílio emergencial de 600 reais, para que ele seja capaz de suprir suas necessidades básicas.

Meus amigos e minhas amigas.

Nos últimos anos, andamos para trás.

A economia brasileira encolheu, e é hoje 7% menor do que em 2014.

Já estivemos entre as sete maioreseconomias do mundo. Hoje descemosladeira abaixo, ocupando a décima segunda colocação. 

Entre 2015 e 2020, 37 mil indústriasfecharam as portas, o equivalente a 17  pordia. Sem qualquer apoio do governo, as micro e pequenas empresas, que geram75% dos empregos formais, são as mais atingidas.

Como se não bastassem a incompetência e o descaso desse desgoverno, a operação Lava Jato destruiu setores estratégicos da nossa economia, sobretudo a construção civil e a cadeia produtiva de petróleo e gás, beneficiando empresas e governosestrangeiros.

Por conta da Lava jato, o Brasil perdeu 172 bilhões de reais em investimentos produtivos. Deixou de recolher na forma de impostos diretos quase 50 bilhões de reais.

O juiz, que teve sua parcialidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal, e os procuradores da chamada “força tarefa” são responsáveis também pela destruição de 4 milhões e meio de postos de trabalho. 

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil, o povo, as trabalhadoras e os trabalhadores, as crianças, os jovens e os aposentados não deveriam estar passandopor tanto sofrimento.

Minha indignação diante de tanta injustiça é muito grande. Mas ainda maior que a indignação é a minha confiança no povobrasileiro. Ele é maior do que essa gente que está destruindo nosso país. O Brasil vaidar a volta por cima. Não podemos perder a esperança.

Porque a primeira coisa que nossos inimigostentam matar em nós é a esperança. E um povo sem esperança está condenado a aceitar migalhas, a ser tratado como gado a caminho do matadouro, como se não houvesse outro jeito.

Nós já provamos que existe outro jeito de governar. Que é possível garantir a cada trabalhador e a cada trabalhadora o saláriodigno, a segurança da carteira assinada, o 13º, as férias remuneradas para descansar ou viajar com a família.

É preciso acreditar que o Brasil pode voltar a ser um país de todos. Com geração de empregos, salários dignos e direitos reconquistados. Com saúde e educação públicas de qualidade. Um país de livros emvez de armas, de respeito ao meio ambiente e às minorias, do amor em vez do ódio.

Nós já construímos uma vez esse Brasil. E juntos vamos construir de novo.

Trabalhadores: lutar sempre, desistir jamais.”

Luiz Inácio Lula da Silva

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6 comentários

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dcruz

02 de maio de 2021 às 13h37

Não sei como ainda um desses acéfalos bozonarista (desculpem o pleonasmo) ainda não postou: “luladrão, que nunca trabalhou,etc., etc.”

Responder

Paulo

01 de maio de 2021 às 21h45

Tantas malversações, mas “sem perder a ternura”…

Responder

    Batista

    02 de maio de 2021 às 14h16

    Paulo, como devoto angustiado do marreco de Maringá, o que está a esperar para ajudar seu herói, aflito, fraco, sorrateiro e mais sujo que pau de galinheiro, com o efeito da ‘kriptonita Delgatti’, a ponto de estar de mudança para os ‘istaites’ (sabe-se lá por que, não é mesmo?), para escafeder-se da enrascada lavajateira em que se meteu, enviando-lhe todas as provas de ‘malversações’ que tu possuís contra Lulhor, de forma que o herói decaído, substitua as não provas, preenchidas no processo pelas jabuticabas jurídicas do ato de ofício INDETERMINADO e do bem ATRIBUÍDO, por essas que reúne e anuncia, e assim possa mandar o ‘supervilão Lulhor’ para a cadeia e recuperar o seu antigo prestígio jurídico lavajateiro.

    Só rindo, muito, desbragadamente…, é o famoso “mato ou morro”, disparando os últimos cartuchos de pólvora seca, desesperados, desorientados, sem as convicções de outrora e mais nus que bebês chegando ao mundo, não sabem se correm pro mato ou se correm pro morro.

    “(Vai passar)
    Palmas pra ala dos Barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do bulevar
    Vai passar…
    O estandarte do sanatório Geral vai passar”.

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      Paulo

      03 de maio de 2021 às 19h51

      Batista, minhas convicções sobre a culpa de Lula vão muito além da Lava-Jato. Quem nomeou os diretores da Petrobrás? Como o filho dele enriqueceu? Como explicar sua constrangedora presença com Léo Pinheiro no tríplex? Como justificar mais de cem visitas a um sítio que não era seu, mas cheio de objetos personalíssimos de uso da família, ademais, reformado por empreiteiras que tinham negócios com o Governo? Como explicar o Mensalão, que precedeu a Lava-Jato? Ou para você foi tudo ficção, campanha orquestrada? Mesmo que de nada soubesse, por improvável ao extremo que seja, e que, de outra parte, tenha recebido a reforma do sítio e o tríplex como um “mero” mimo de empreiteiros, já estaria condenado na esfera política, como mau gestor e por culpa “in eligendo” e “in vigilando”, o que me bastaria. Quanto a Moro, que você e o Alexandre Neres consideram meu ídolo, certamente a sua ida aos EUA deve ter uma motivação de segurança, pessoal e da família, já que ele perderá a escolta da PF em breve. Nessas horas, deve vir em sua memória os casos Celso Daniel e Toninho do PT, mortos em circunstâncias suspeitíssimas, não acha? Ou também acredita na hipótese de sequestro e tortura gratuitas do ex-prefeito de Santo André? Moro está certo em se acautelar…

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Tony

01 de maio de 2021 às 21h14

Bora para uma praça pública, os trabalhadores te aguradam de mãos abertas para te encher de tapas no ouvido….kkkkkk

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    dcruz

    02 de maio de 2021 às 20h49

    Que bobagem.

    Responder

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