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Foto: Lula Marques

Nova pesquisa mostra o derretimento eleitoral de Sérgio Moro

Por Gabriel Barbosa

09 de julho de 2021 : 10h46

Recentemente cobiçado pelo Podemos, partido de centro-direita com deputados e senadores entusiastas do lavajatismo, o ex-juiz Sergio Moro enfrenta um processo de esvaziamento eleitoral.

Na pesquisa divulgada pela Exame/Ideia, Moro que recentemente foi considerado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal suspeito e incompetente nos processos contra o ex-presidente Lula e que saiu do Governo Bolsonaro pela porta dos fundos, aparece apenas com 2% das intenções de voto.

Fonte: Exame/Ideia

Já no cenário de 2° turno, Moro seria derrotado numa disputa contra Bolsonaro que nas últimas três semanas tem se tornado um “espantalho” diante da erosão na sua popularidade e as denúncias de corrupção feitas à CPI da Pandemia.

Em outras palavras, Sérgio Moro cometeria a pachorra de ressuscitar eleitoralmente o ex-capitão do Exército. Vale lembrar que não é prudente incluir o ex-juiz no espectro de centro, Moro é tão de extrema direita quanto Bolsonaro.

Fonte: Exame/Ideia

Contra Lula, o vexame de Moro é ainda maior. Sua derrota seria com uma diferença de 23 pontos. Enquanto o ex-presidente sairia vendedor com 54% dos votos, o ex-ministro ficaria com 31%. Não sabe, 13% e Branco e Nulo, apenas 2%.

Fonte: Exame/Ideia

Na avaliação do fundador da Ideia, Maurício Moura, “é bastante interessante mostrar que o ex-presidente Lula passou a ser competitivo também contra o ex-juiz Sergio Moro, abrindo uma larga diferença numa simulação de segundo turno”.

“Isso representa não só o fortalecimento do sentimento anti-Bolsonaro na figura do ex-presidente Lula mas também o desaparecimento no imaginário da opinião pública do ex-juiz Sergio Moro”, conclui.

A pesquisa EXAME/IDEIA ouviu 1.248 pessoas, entre os dias 28 de junho e 1º de julho, em entrevistas feitas por telefone.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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8 comentários

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Catafesta

01 de outubro de 2021 às 16h54

Moro é o cara que nas suas prerrogativas de juiz, fez o que precisava ser feito e ponto final!
Precisamos desse perfil na presidência deste país.
Chega de vendilhões da politicagem com seus eternos “projetos políticos de poder”.
Com Moro candidato, a eleição estará na nossa mão, do povo!

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Fernando

10 de julho de 2021 às 03h55

Não sou muito entusiasta de pesquisas eleitorais com anos de antecedência, dito isso, na esperança de uma terceira via, apostaria todas minhas fichas em Sérgio Moro, espero que o Brasil tenha essa oportunidade.

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Rosinei Brandão

10 de julho de 2021 às 00h01

Tenho por norma respeitar opinião até diametralmente oposta. Mas não vejo nenhuma possibilidade de vingar terceira via. Acho apenas hilário que nos EEUU as eleições são sempre polarizadas e ninguém se queixa. Bom fim de semana a todos.

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EdsonLuiz.

09 de julho de 2021 às 14h07

Eu nāo classificaria o partido Podemos como um partido de Centro. Na verdade, não colocaria o Podemos em nenhuma posição do espectro, porque não considero o Podemos senão uma sociedade de candidatos e não exatamente um partido político. Quasd nenhum partido brasileiro corresponde exatamente a um partido político. Como nôs somos toleranres com isso, vamis alimentando o que é uma farsa ideológica.
O curioso é que somos tolerantes com as farsaz ideológicas e completamente intolerantes com as ideias legítimas. Em relaçào às ideias, só toleramos as nossas.

Na verdade, quase todos os partidos registrados no Brasil são mais associações de interesses particulares e menos associações políticas mais nobres de defesa de ideias políticas.

Quanto ao partido Podemos, o máximo que dá para fazer é localizar ideologicamente seus membros individualmente, um a um. Os filiados do partido Podemos, tomados um a um, são muito mais numerosamente de direita. Tanto que querem o Sérgio Moro como candidato a presidente.

Exatamente pelo motivo de o Podemos, sendo uma associação política de interesses de indivíduos mais numerosamente de direita, querer Sérgio Moro como seu candidato, não cabe localizâ-lo na extrema-direita. Moro chega a ser messiânico na sua cruzada contra a corrupção, mas isso não o define como tradicionalista, o que seria a principal característica para alguém ser identificado como de extrema-direita. E os ” partidos polìticos ” e as empresas no Brasil são tão corruptos e corruptoras, que essa característica de Sérgio Moro, de se sentir imbuído de uma MISSÃO PURIFICADORA a ponto de cometer inadequações processuais para atingir sua “MISSÃO”, ficaram SUPEREXPOSTAS. Isto sinalizou um Sérgio Moro quase extremista, mas para mim foi mais o tamanho da corrupção no Brasil que acentuou essa característica messiânica de Moro. E tanto que, por fim, foi exatamente ele próprio, o Sérgio Moro, que, ainda como Ministro da Defesa de bolsonaro, começou o cerco à corrupçào da família macabra, principalmente em seu centro original de operaçào, que é o Rio de Janeiro, onde a família bolsonaro opera a corrupçào ligada com as milícias.

E foi expremendo bolsonaro de forma quieta, mas com tanta competência, que Sérgio Moro levou (J)jair (B)bolsonaro ao completo desespero, como vimos nas imagens e falas daquela macabra reunião ampliada do governo bolsonaro cuja consequência foi a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça , com bolsonaro insano, xingando palavras inimagináveis para um presidente, completamente descontrolado pelo medo que estava do ex-juiz.

Hoje, com o avanço das investigações de corrupçào, agora em relação à compra de vacinas, eu tenho percebido o mesmo desespero de bolsonaro ao prestar atenção em seu tom de voz, que está pastosa e novamente desesperada de medo.

Sérgio Moro é de direita, e tào conservador, além de especificamente na questão de corrupçào chegar a ser messiânico, que realmente ele quase coloca um pé na extrema-direita. Mas ele não é um tradicionalista e isso define: Sérgio Moro não é de extrema-direita.

Classificar Moro na extrema-direita, se eu quiser classificá-lo assim, vou acabar classificando mais a mim mesmo, porque vou ser um analista que FORÇA A BARRA para estigmatizar quem eu não gosto.

Sérgio Moro, se for candidato, será um nome para eleitores de direita. e eu não acho um bom nome, por Moro ter uma grande cultura jurídica, mas nesmo essa cultura jurídica é muito centrada no combate ao crime organizado e à corrupçào (foi Moro que condenou o traficante e esquartejador Fernandinho Beira Mar pela primeira vez quando todos tinham medo) e Moro tem pouco conhecimento de direito constitucional, que seria mais útil para um presidente ou para um membro do STF. Além disso, Sérgio Moro tem muito pouca cultura política, o que o levou a aderir ingenuamente ao governo bolsonaro.

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Rosinei Brandão

09 de julho de 2021 às 13h41

Pobre Moro, não ganha nem do Bozo. Chama-me mais a atenção que alguns militares ainda não entraram no séc. XXI. Qto mais falam mais perdem prestígio. Até meu tio que é capitão reformado tá ficando corado.

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Nanci Garcia

09 de julho de 2021 às 13h26

“Análise imparcial” de um pretenso intelectual orgânico da Esquerda Stalinista, da qual já participei. As próximas eleições, suponho, talvez confirme a voz que ouço nas ruas: sem ladrão favorito: nem Lula, nem Bolsonaro!

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Paulo

09 de julho de 2021 às 11h55

É preciso fazer uma correção: Moro saiu do governo Bolsonaro pela porta da frente. Isto posto, seria justo especular que o seu “derretimento eleitoral” se deva aos fatos de estar, desde então, fora da cena política e de ter admitido, recentemente, que não será candidato…

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Claudio Freire

09 de julho de 2021 às 11h18

Eu ainda não descartaria o Moro não.
Numa hipótese de afastamento de Bolsonaro, eu não tenho dúvida de que a grande mídia tentaria ressuscitar o Moro.
Ele sempre foi, nos últimos anos, o queridinho da elite vagabunda que temos aqui nesta república de bananas. Ele faria um governo neoliberal e punitivista, bem ao gosto de nossa elite, mas com a “vantagem” de não cagar em público como Bolsonaro.
E, com a legião de ignorantes políticos que existem por aqui, acho que não devemos nunca menosprezar o poder da grande mídia em construir ou ressuscitar nomes.

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