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Freixo: “Bolsonaro quer ser o líder da estupidez mundial”

Por Redação

12 de julho de 2021 : 16h46

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) afirmou em entrevista ao UOL que o pleito presidencial de 2022 terá um peso relevante para a história brasileira.

“Em 2022, teremos a eleição mais importante de nossa história, que será o plebiscito da Constituição de 1988. Como um país acaba com sua democracia? Rasgando a Constituição. É o que o Bolsonaro faz todos os dias. Ele é um serial-killer da Constituição. A vitória de Bolsonaro é o fim da Constituição de 1988”, disse.

Durante a entrevista, o socialista também avaliou que a pauta do voto impresso se tornou exclusivamente bolsonarista, que nem mesmo os partidos de direita querem se tornar reféns desse assunto e que, segundo Freixo, não existe ambiente para que Bolsonaro aplique um golpe de estado no Brasil.

Assista a entrevista completa!

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2 comentários

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EdsonLuiz.

12 de julho de 2021 às 19h28

Golpe aplicado por bolsonaro realmente não vai ter. Mas eu acho que há concretamente a possibilidade de golpe no Brasil e que os que concebem e articulam golpe flutuam em torno de jair bolsonaro e agem no interior e favorecidos pelo seu governo.

Quem articula golpe institucional está operando dentro dos intestinos das instituções, por meio do governo bolsonaro, e preparando os ninhos para chocarem seus ovos de cobras amaldiçoadas.

Racionalmente, a eleição de alguém com o perfil de bolsonaro para presidente é impossível de ser concebida. Mas há sempre um componente irracional envolvido em qualquer relação social. No Brasil essa irracionalidade é aumentada pela premência material de parte muito importante do eleitorado, que por necessidades imediatas tem alugado sua cidadania para chefetes locais em troca de pequenos favores. Da classe média para cima brota o despudor e o descaso que o brasileiro passou a cultivar por qualquer outro brasileiro que não está na sua malha de relações imediatas, a que ele recorre para garantir pequenos ou grandes privilégios. Os representantes políticos com mandato e os partidos de qualquer sabor ideológico, com raras exceções, reproduzem esse modelo de relações políticas.

O populismo se fixou de vez na prática política e na preferência do eleitor brasileiro por vocacionar essa malha de ajuda e proteção por meio de assistencialismo. A cada eleição cresce a influência de políticos e partidos clientelistas que ocupam espaços de poder em toda a nossa geografia eleitoral, dos bairros à câmara federal e ao senado.

Nas últimas eleições estamos vendo este voto-auxílio ser exercido até na escolha de presidentes da república. O espaço de ocupação de poder pelos arrivistas desse assistencialimo se interromperá quando forem esgotados os recursos para a prestação de assistência e eles forem abandonados pelos seus clientes-cidadãos. Todo o processo político brasileiro tem se realizado e se consumido nesse modelo. Não tem mais partido político que honre o papel que cabe a um partido e não tem mais político defensor de ideias e princípios. Se buscar por governantes, em uma tentativa de explicação por Maquiavel, só vamos encontrar os vícios, o oportunista sem compromisso, gente sem nenhuma vìrtuu; se buscar por indivíduos, em uma tentativa de explicaçào por Hobbes, vamos encontrar pessoas sem honra, desprovidos de qualquer individuação salutar que contribua e promova o bem da sociedade.

Por hora, o Brasil está perdido, sob risco de desabamento social. Quando forem esgotadas as possibilidades de consumo pessoal e particular do poder, com a sociedade esgarçada, esgotada e vulnerável, estará completada a conjuntura de golpe, de mais um golpe em nome do restabelecimento da ordem para retomar a estabilidade.

Golpistas e potencial de golpe sempre tem, e não é só aqui no Brasil. Golpistas e tentativas de golpe, sabemos, tem até nos Estados Unidos, país onde há completa estabilidade institucional e que são os inventores da democracia moderna. Então,
imagina o potencial de golpe no Brasil?

O papel reservado a bolsonaro por quem busca um golpe institucional é o de completar a instabilização do país. Isto bolsonaro sabe fazer e tem feito. É essa a tarefa reservada a bolsonaro pelos potenciais arquitetos do próximo golpe no Brasil. E é isso que temos que interromper e impedir.

Nós que desejamos que a democracia se restabeleça e se aprofunde, temos que começar por repensar o que andamos fazendo por estes anos, após termos conseguido a desocupação do poder pelos golpistas de 1964, a comecar por repensar a quebra istitucional ocorrida com a aprovação da reeleição para presidente da república com desrespeito às regras para sucessão então vigentes.

À pergunta: quem contribuiu para que voltássemos a uma conjuntura de golpe? Essa pergunta nem precisamos responder. Fomos todos nós que contribuimos. Exatamente nós que tanto falamos em democracia e abominamos golpes contra a liberdade.

Neste momento difícil, para termos certeza de uma solução econômica, social e política duradoura e que dê realmente chance de construção de uma democracia durável, o mais desejável é o entendimentk geral em torno de um projeto único, comum a todas as forças, que contemple a institucionalidade e que contemple, de forma radical, o combate à miséria e à exclusão econômica e social.

Um grito conjunto de maturidade política contra nossas mazelas, que pissa devolver um país saneado para o exercício saudável da disputa política, é a minha utopia.

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Tony

12 de julho de 2021 às 17h04

Para Freixo Cuba é a perfeição da democracia e a Venezuela a quase perfeição….alguém quer levar a sério o que diz Freixo…?

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