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Com a presença de lideranças partidárias, Tabata oficializa filiação ao PSB

Por Redação

21 de setembro de 2021 : 14h20

A deputada federal Tábata Amaral (SP) oficializou na manhã desta terça-feira, 20, sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro. A parlamentar foi eleita em 2018 pelo PDT mas pediu ao TSE sua desfiliação do partido de Ciro Gomes sem prejuízo ao seu mandato.

O ato de filiação ocorreu na sede do PSB em Brasília e contou com a participação de parlamentares da bancada feminina como Margarete Coelho (PP-PI), Luiza Caziani (sem partido-PR) e Soraya Santos (PL-RJ).

Também estavam presentes outras lideranças como o prefeito de Recife, João Campos (PSB), namorado de Tabata, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o ex-governador de São Paulo e presidente do PSB paulista, Márcio França.

Os líderes socialistas na Câmara, Danilo Cabral (PE), Marcelo Freixo (RJ), Alessandro Molon (RJ) e o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira também estavam no ato. O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), foi prestigiar a filiação de Tabata e chegou fazer um discurso. Já o presidente do PSD de Pernambuco e 2° vice-presidente da Câmara, André de Paula, marcou sua presença.

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2 comentários

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Alexandre Neres

21 de setembro de 2021 às 21h24

Coluna do Estadão de hoje:

“» Melhor. . . A chegada de Tabata Amaral (SP) ao PSB fez alguns de seus novos correligionários torcerem o bico. O voto a favor da reforma da Previdência ainda pesa na imagem da deputada, eleita em 2018 com a confiança da esquerda.

» . . ficar. . . Assim como o PDT, o PSB também puniu deputados que votaram a favor da matéria e rechaça abrir mão de seus valores por quem quer que seja. O presidente Carlos Siqueira diz confiar no amadurecimento da parlamentar.

» . . esperta. ‘Ela está entrando em uma instituição que tem identidade muito clara e ela sabe disso. Naquele momento (2019, na reforma da Previdência), por ser jovem e inexperiente, pode ter ido (a favor da matéria). . . É coisa do passado. Espero que a militância dela no PSB seja de sucesso e colaborativa’, diz Siqueira.”

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EdsonLuiz.

21 de setembro de 2021 às 17h55

A melhor interferência política é a interferência preparada pelo conhecimento; a pior interferência é a interferência preparada pela doutrinação.

Imagine a distância que existe entre uma cientista política moderníssima como Tábata Amaral e um militantezinho político chinfrim, ideologizado e fanatizado pelos aparelhos de doutrinação do petismo e do bolsonarismo!

Imagine a consistente formação política que Tábata possui, ladrilhada por uma mente poderosíssima e treinadíssima em lógica, como é a mente de Tábata, e a formação que têm militantezinhos estreitos, chinfrins e doutrinados nas TELAS171!

De acréscimo, Tábata vivencia a sua história, de ter sofrido as contradições materiais de vida.

O festejado teórico marxista italiano Antônio Gramsci considera que o que cria perspectiva de transformação social não é ter sofrido diretamente as contradições materiais de vida, mas ter consciência destas contradições. Porém, de nada Valeria essa consciência se desperdiçada em infantilismos revolucionários de ultra-esquerda ou de ultra-direita, em uma modernidade em que o revolucionarismo, história a fora, só causou miséria, mortes e repressão. Mas a interferência bem preparada e feita por quem sofreu diretamente as contradições aumenta-lhe a consistência ideológica e lhe dá, certamente, a consciência de só interferir politicamente usando grande senso de responsabilidade, evitando os excessos, para que a interferência seja produtiva e com bons resultados reais, não os resultados artificiais e transitórios construídos artificialmente pelos populistas.

De uma área de ocupação onde cresceu, na periferia de São Paulo, com o pai… , deixemos para os próprios donos das histórias de vida as suas vicissitudes… , a menininha Tábata partiu para a vida é para o mundo, colecionando medalhas em competições olímpicas brasileiras e internacionais em matemática, física e astronomia.

Dedicação! Dedicação! Dedicação! E se muito pobre, há que se ter um tanto de resiliência. Essa foi a história de Tábata.

Mas não conseguir aprimorar e potencializar a inteligência, como Tábata conseguiu fazer, não é nenhum demérito de quem não conseguiu, em um país que aparta, exclui e sequer alimenta e educa seus filhos excluídos. Mas se não há que idolatrar a Tábata por ter conseguido a dedicação e resiliência que conseguiu, há que se festejar que ela tenha escolhido a vida política no Brasil para ajudar a fazer a diferença em um quadro nacional de cultura e vontade política diminutas e mais miseráveis que a miséria material, cultural e intelectual que a política deveria combater, miséria política que é sempre marca de um país atrasado, que faz o Brasil ser capturado e dominado por populismos, hoje comandados pelas versões insanas, incompetentes e corruptas do lulismo e do bolsonarismo.

É incrível como alguém como Tábata, empurrado pela realidade de sua história de vida, abre mão da paixão por física e matemática, do reconhecimento profissional e do futuro material que teria se prosseguisse nestas áreas de pesquisa, onde era super treinada e premiadíssima, para contribuir com seu país se dispondo – e se expondo – à selvageria bárbara que é participar de política em um lugar carimbado por tanto atraso político e ideológico, atraso esse tão grande que resulta em lulismos e bolsonarismos.

Ainda muito jovenzinha Tábata foi aceita em seis das melhores universidades americanas. Ela escolheu a Universidade de Harvard e lá se matriculou em Ciências Políticas. Com todo o treino que possuía em física e matemática avançados, não se contentou em se formar apenas como cientista política. Tábata retornou de Harvard para o Brasil com o diploma de ciência política, mas também com graduação em astrofísica.

A contribuição política do mandato da deputada federal Tábata Amaral já vale pelo que ela conseguiu contribuir até aqui na área de educação, à qual se dedica em seu trabalho na Câmara, mas o saldo de ter conseguido modificar a proposta que seria votada na última reforma da previdência, a partir de um quadro de ‘fato consumado’ da proposta, que era bastante ruim aos trabalhadores menos favorecidos, em outro quadro menos desfavorável, com melhora substancial da proposta que iria à votação e seria aprovada, mostra a capacidade de interferência política de Tábata, mesmo com sua pouca idade.

Desejo grande futuro para Tábata. O Brasil só tem a ganhar com a contribuição de sua interferência capacitada no processo político!

Edson Luiz Pianca.
edsonmaverick@yahoo.com.br

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